terça-feira, 17 de abril de 2018

GUARDA PARTILHADA?

Família, Divórcio, Separação, Antes


Roberto Gameiro

Na tarde do dia em que foram divulgados os resultados finais, um homem entra intempestivamente na escola e dirige-se à sala da direção, exigindo atendimento imediato.

O homem, um pai de aluno da escola, está exasperado, muito nervoso, descontrolado.

Atendido pela direção e pela coordenação, declara-se pasmo pelo fato de o filho ter sido reprovado e que, durante todo o ano, ele nunca foi informado pela escola de quaisquer problemas que seu filho pudesse estar tendo nas aulas; nem sobre disciplina, nem sobre aproveitamento.

Chega, também, a esposa. Esta se mostra apreensiva e claramente incomodada com a situação.

Abrem-se os registros. Constata-se que o aluno constantemente não fez as tarefas de casa, esteve sempre em recuperação, não foi assíduo nem pontual, teve diversos casos de indisciplina durante as aulas, incluindo suspensões; essas informações deixam o pai atônito: no seu entender, a escola foi realmente incompetente com ele.

Abrem-se as atas. Constata-se, então, que a mãe esteve presente na escola mais de uma dezena de vezes durante o ano, a chamado da escola, para acompanhamento da situação de aproveitamento e de comportamento do menino; em várias das atas, assinadas por ela, a mãe pede encarecidamente à escola que não trate desses assuntos com o marido, e que ela mesma o fará. Fica claro que ela não o fez.

Vocês já “viram esse filme”?

A partir daqui, podemos indagar se a mãe e a escola agiram de forma correta; se o pai agiu, em relação ao menino, durante o ano, de forma assertiva...

De qualquer forma, cabe uma pergunta: se até na separação judicial dos casais, a guarda, pela Lei, deve ser, preferencialmente, compartilhada, por que alguns cônjuges, vivendo juntos, não conseguem compartilhar a guarda e o acompanhamento dos filhos?

Conversem e reflitam a respeito!

Artigo publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 17/04/18. 


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Roberto Gameiro é Palestrante, Consultor e Mentor na área de “Gestão de escolas de Educação Básica”. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br


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3 comentários:

  1. Boa reflexão!
    Há que se pensar em um convívio equilibrado em tarefas entre o casal.
    Abraço
    Isabel

    ResponderExcluir
  2. No caso de guarda compartilhada a escola deve comunicar questões pedagógicas com aquele que declara,formalmente, ser o responsável acadêmico. Isso não quer dizer que a outra parte não possa buscar informações sobre o desenvolvimento escolar do aluno, tendo a escola, neste caso, o dever de prestar todas as informações necessárias. Pai e mãe, mesmo separados devem acompanhar os filhos principalmente na sua vida escolar.
    Boa oportunidade de reflexão,Roberto!
    Um abraço!

    ResponderExcluir

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