quinta-feira, 26 de julho de 2018

AMOROSIDADE DOCENTE

Gênero, Classe, Formação, Treinador


Roberto Gameiro
Ao perceber que o teto do prédio da escola estava desabando, a “berçarista” Raquel, de 32 anos, correu em direção às crianças para protegê-las servindo-lhes de escudo. A saída para o lado que não desabou estava mais perto dela, mas ela preferiu as crianças. Foi um ato de amor. Era o dia 18 de abril deste ano de 2018, numa escola municipal de uma cidade do interior de São Paulo.
Todos os anos, as educadoras e os educadores da Educação Infantil e do Fundamental recebem uma nova “turminha” e se apaixonam por cada uma daquelas crianças, daqueles tesouros.
É inevitável o afeto desencadeado no coração e na mente dos (as) educadores (as) quando passam a conviver com criaturinhas tão especiais que cativam e, por cativar, passam a ser, cada uma delas, únicas no olhar e no cuidado. Vale lembrar o diálogo da raposa com o principezinho em “O Pequeno Príncipe”: “Mas, se tu me cativas, teremos necessidade um do outro. Serás para mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo”.  
A reação instintiva e imediata de Raquel é própria dessa relação que se cria entre os docentes e os pequenos discentes nas escolas, sejam elas públicas ou privadas.
Paulo Freire falava em “amorosidade”, acrescentando que “ a educação é um ato de amor e, por isso, um ato de coragem“. E dizia, também, que a afetividade não o assustava e não tinha medo de expressá-la, e que essa abertura ao querer bem era a maneira que tinha de autenticamente selar seu compromisso com os educandos, numa prática específica do ser humano (veja mais em “Pedagogia da Autonomia” – 1996). 
As crianças precisam de proteção, de cuidados, de acolhimento, de afeição, o que se estabelece através do amor que começa em casa, na família, e se estende para a escola. Quando a criança se percebe amada pelos seus educadores, ela espalha esse afeto para todos com quem convive. O amor é contagioso.
Que bom!
Mas, em relação ao berçário em que Raquel trabalha, fica a pergunta: por que o teto desabou?
Sobre o acidente, veja mais em: https://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2018/04/18/interna_nacional,952526/teto-de-escola-em-agudos-no-interior-de-sp-desaba-e-deixa-11-feridos.shtml 

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Roberto Gameiro é Palestrante, Consultor e Mentor na área de “Gestão de escolas de Educação Básica”. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br


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2 comentários:

  1. O ideal é que todos os ofícios sejam feitos com amor, gosto da visão que um certo judeu me ensinou que tudo que ele fazia no trabalho, em sua loja no caso, fazia como sendo uma adoração a Deus, trabalhava feliz e com excelência. Em tempos áridos onde as palavras de ordem são "abuso sexual", "pedofilia", entre outras há de se dosar e não endurecer nosso coração, que ele seja sempre terra irrigada pelo amor de Deus.

    Pr. Alexandre Fagundes.

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  2. A docência deveria ser uma profissão apenas para vocacionados. Belo texto!

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