LÍNGUA PORTUGUESA Última flor do Lácio OLAVO BILAC



Última flor do Lácio, inculta e bela, 
És, a um tempo, esplendor e sepultura: 
Ouro nativo, que na ganga impura 
A bruta mina entre os cascalhos vela... 

Amo-te assim, desconhecida e obscura, 
Tuba de alto clangor, lira singela 
Que tens o trom e o silvo da procela, 
E o arrolo da saudade e da ternura! 

Amo o teu viço agreste e o teu aroma 
De virgens selvas e de oceano largo! 
Amo-te, ó rude e doloroso idioma, 

Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”, 
E em que Camões chorou, no exílio amargo, 
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

Fonte: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/bv000288.pdf     (Repita o acesso se não entrar diretamente nos textos)



0 comentários:

Postar um comentário

SIGA-ME: Clique aqui embaixo

TRADUZA - TRANSLATE

PESQUISE NESTE BLOGUE (digite)

PÁGINAS COM MENSAGENS DE ROBERTO GAMEIRO

Adquira já o livro digital!

Adquira já o livro digital!
O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO: PARA LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA - COM OS FILHOS

CÓPIA, REPRODUÇÃO, CITAÇÃO E COMPARTILHAMENTO

Autorizadas, desde que com a inclusão dos nomes do blogue e do autor.

SEGUIR POR E-MAIL

Busca na Wikipedia. Digite o assunto.

Resultados da pesquisa