PARA LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA E NA ESCOLA

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

ONDE ESTÁ A FILA PARA VER JESUS?


Roberto Gameiro

Circula pelas redes sociais um videoclipe com uma linda música “Onde está a fila para ver Jesus?” (Where’s the line to see Jesus?).
A autora, Becky Kelley, escreveu que há alguns anos, estando num shopping, na época de Natal, seu sobrinho viu crianças que faziam fila para ver Papai Noel, e perguntou-lhe onde estava a fila para ver Jesus, já que no Natal celebra-se o Seu nascimento.

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Essa é uma daquelas perguntas desconcertantes que as crianças nos fazem às vezes e que nos levam a profundas reflexões acerca das nossas posturas.
Papai Noel é uma figura, uma personagem lendária, criada pelo homeme retrata um bom velhinho que traz, no Natal, presentes para as crianças de bom comportamento. Faz parte do imaginário das crianças, e sua vinda é festejada no fim de cada ano, especialmente pelo comércio e pelas mídias. Apesar da intensa exploração comercial da figura, não deixa de ser uma mensagem de paz e amor num mundo tão carente de amorosidade. E as crianças se encantam com ele.
Entretanto, há que se considerar que à intensa valorização do Papai Noel, contrapõe-se um certo esquecimento do verdadeiro motivo da celebração do Natal: o nascimento de Jesus, filho de Deus, e que com Ele e o Espírito, constitui a Trindade Divina: Pai, Filho e Espirito Santo, uma só Pessoa.
Deus criou o homem. O homem criou o Papai Noel. Apesar de esdrúxula a comparação, devido à distância valorativa que separa as duas afirmações, neste contexto, ela nos serve para auxiliar na reflexão.
É como se fôssemos ao aniversário de alguém e valorizássemos mais quem trouxe os presentes, do que o próprio aniversariante…
E mais; revela também, e reforça, a percepção do distanciamento que as pessoas estão tendo da espiritualidade, motor da fé que justifica e anima nossas vidas cristãs.
Miremo-nos nos exemplos de Zaqueu, que arriscou tudo para ver o Cristo, e nos três Reis Magos que vieram de longe para visitar Jesus.
Nada contra o Papai Noel, mas… onde está a fila para ver Jesus?
Artigo publicado no jornal “O Popular” de Goiânia no dia 25/12/2016.


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Roberto Gameiro é Palestrante, Consultor e Mentor na área de “Gestão de escolas de Educação Básica”. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br


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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

O SEGREDO DA ASCENSÃO NA VIDA




Roberto Gameiro

Certa vez, um professor meu, de Língua Portuguesa, propôs à turma a confecção de uma redação com o tema “O segredo da ascensão na vida é a perseverança”. Esse tema me tocou muito, e, desde aquele tempo de adolescência, tenho, quase que involuntariamente, refeito mentalmente essa redação, enfatizando aleatoriamente cada um dos significantes do seu enunciado.

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Os termos que compõem o enunciado, “segredo”, “ascensão”, “vida” e “perseverança”, contêm, cada um isoladamente, conotações que justificariam uma redação específica.

Mas, quando os quatro são juntados, provocam e possibilitam reflexões que extrapolam em muito o somatório de seus significados individuais.

E, não raro, me vêm à mente analogias semânticas com a introdução na reflexão de novos significantes pertinentes ao tema.

Um desses termos é a “resiliência”.

Resiliência tem a ver com perseverança, tem a ver com ascensão, e tem a ver com vida.

Focando nos aspectos referentes à vida profissional, observo que para atingir metas (cada vez mais exigentes) e alcançar objetivos, não bastam mais somente aquelas habilidades-padrão que sustentavam as competências dos gestores e colaboradores, recursos como conhecimento do produto ou serviço e do mercado concorrencial, linguagem adequada ao tipo de cliente e à cultura local...

As metas são vistas por muitos executivos como verdadeiras bolas de neve, que vão aumentando progressivamente conforme periodicamente são alcançadas; e tem de ser assim mesmo; caso contrário, não se justificariam.

Há que se ter muita competência para enfrentar, e vencer, esses desafios.

Os teóricos definem “competência” como a capacidade do indivíduo de movimentar recursos para resolver uma situação complexa. Entre esses recursos estão as emoções e, muito ligada a estas, está a resiliência.

A resiliência, por óbvio, não nos remete apenas a metas. Ela deve ser fator presente em todas as posturas e ações que contemplem tomadas de decisão, das mais simples às mais complexas.

Não confunda, porém, resiliente com teimoso. Ambos são obstinados; o primeiro é organizado, flexível, sensato e focado; o segundo é, geralmente, desorganizado e inflexível, faltando-lhe bom senso e foco. 

Ser resiliente é não desistir diante de possíveis fracassos; é suportar efeitos colaterais nocivos; é ser proativo; é ter forte personalidade; é ser resistente a adversidades.

É, enfim, ser perseverante.

Você é resiliente?

Artigo editado e publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 27/11/18.

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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

VALORES PARA UMA VIDA CORRETAMENTE ÉTICA



Roberto Gameiro

Não sabendo que era impossível, foi lá e fez.

Essa frase, atribuída a Mark Twain (1) e, também, a Jean Cocteau (2), pode servir de introdução a este texto.

Claro que não podemos entender como absoluto o significado da afirmação, concluindo que nada é impossível, que tudo é possível; se assim fosse, correríamos o risco de encaminhar nossas crianças e jovens, às vezes, por caminhos perigosos e fatais.

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Quero enfatizar, da frase, o que ela nos apresenta de incentivo às possibilidades que nos apresenta a vida e que, por vezes, por falta de ânimo, de crença em nós mesmos, de perseverança, de vontade forte, de princípios norteadores, de sentido de vida, deixamos de aproveitar.

Jung Mo Sung escreveu que “O ambiente social e cultural também está passando por profundas transformações. Os valores tradicionais ou modernos que vinham norteando a vida das pessoas e da própria sociedade estão sendo modificados ou até mesmo dissolvidos. Essa dissolução das referências culturais antes vistas como sólidas e as profundas transformações no campo econômico-social têm gerado, por exemplo, a banalização da violência, a exacerbação do consumismo e a busca, quase que obsessiva, do corpo e a beleza perfeitos.”. (Educar para reencantar a vida, 2007)

A história da humanidade está repleta de exemplos de homens e mulheres que, cada um à sua época e no seu contexto, fizeram a diferença – tanto para o bem como, infelizmente, para o mal.

As oportunidades podem surgir para todos e, tendo tido a pessoa uma boa formação, ela aproveitará e seguirá aquelas que, ao tempo em que contemplam seu projeto de vida, sejam corretamente éticas e agreguem valor social.

Estou falando de “gente do bem”. A nossa sociedade tem muitas pessoas do bem, com certeza em número muito maior do que as do mal. Felizmente. Há, portanto, esperança.

A formação das pessoas do bem se faz através de um processo de educação baseado em valores, na escola, na família, na Igreja e na sociedade em geral.

Albert Einstein disse certa vez:  “Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele você conquistará o mundo.”.

Há que se orientar as crianças e os jovens para serem construtores de uma nova sociedade, mais solidária, mais justa, amorosa e sustentável; e fazê-lo sob as premissas do bom exemplo, do testemunho, da autenticidade e da vivência de valores.

Jovens autênticos, formados para o bem, serão cidadãos conscientes que contribuirão, com suas ações e posturas, para a melhoria da qualidade de vida de todos que com eles convivem.

Depende deles, depende de cada um de nós.

Um mundo novo não é impossível.

Vamos lá e façamos a nossa parte!

(1) Mark Twain – escritor e humorista norte-americano  (1835-1910) 

(2) Jean Cocteau – poetaromancista cineastadesignerdramaturgo e ator francês  (1889-1963)

Artigo editado e publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 30/03/16, sob o título “Valores para a vida”.

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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A ADMIRÁVEL BELEZA DO "SABER OUVIR OS OUTROS"

Discussão, Telefone, Pote De Iogurte

Roberto Gameiro

Há muitos anos, numa noite chuvosa, estava eu saindo de um sanitário de posto de combustível de estrada, quando dei de frente com um senhorzinho que me olhou com um olhar de tristeza, abatido, debilitado, e me perguntou: “o senhor é sacerdote?". Rapidamente, respondi que não, segui em direção ao meu carro e parti. Até hoje, quando me lembro desse episódio, dói-me até a alma. Acredito que ao me perguntar se eu era sacerdote, ele procurava alguém que pudesse ouvi-lo, escutar com bondade as suas possíveis mazelas e, talvez, apaziguar o seu coração. Ora, mesmo sem ser sacerdote, eu poderia tê-lo ouvido e ajudado.



Rubem Alves (1933-2014), educador e teólogo brasileiro, escreveu no seu texto “A Escutatória”: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir”. E acrescentou, com a sabedoria que lhe era peculiar, que:Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio. Daí a importância de saber ouvir os outros: a beleza mora lá também”.

No processo de formação de nossos filhos, as competências ligadas à comunicação devem ocupar um espaço privilegiado, com ênfase na habilidade de saber ouvir os outros.

Nos relacionamentos pessoais, sociais e profissionais, a “escutatória” faz por merecer atenção tão ou mais importante que a “oratória”.

Que triste é a figura de uma pessoa que não lhe permite terminar a sua fala, a sua argumentação, e o interrompe intempestivamente. Pior se você for subordinado a essa figura, ou, ainda, se for seu marido ou sua esposa, companheiro ou companheira.  

Então, o “saber ouvir” deve ser antecedido por uma atitude de predisposição a fazê-lo. Isso significa postura constante de abertura ao diálogo, na qual, ao “ouvir de verdade”, você procura se colocar no lugar do outro respeitando a individualidade dele, seus sentimentos, seus pontos de vista e seus argumentos (mesmo que você não concorde com eles).

Saber ouvir o outro é sinal de respeito, de bondade, de acolhida, de valorização do outro, de abertura ao diálogo franco e verdadeiro, constituindo característica positiva dos verdadeiros líderes, aqueles que conseguem fazer a diferença nos diversos segmentos da sociedade; ouvindo, completam-se, corrigem-se, aprimoram-se.

Como disse Mahatma Gandhi (1869-1948): “Não precisamos apagar a luz do próximo para que a nossa brilhe”.

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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

OBRIGADO PELA VISITA!



Olá meu amigo, minha amiga. Agradeço sua visita ao meu Blogue. Se gostar do site, ou de algum artigo, por favor, encaminhe para seus amigos e, se possível, deixe seu comentário. Compartilhe! São artigos sobre "Educação de Crianças e Adolescentes" e "Gestão Escolar"; escolha a sua opção, clicando na imagem maior acima. Traduza para mais de 100 idiomas. Abraço. Roberto Gameiro

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terça-feira, 13 de novembro de 2018

QUANDO DIZER "SIM" OU "NÃO" AOS FILHOS?



Roberto Gameiro 
                                                                        
Às vezes, nós, pais e mães, ficamos pensando sobre como está o nosso relacionamento com os filhos. E nos perguntamos se estamos falando “nãos” demais para eles. Isso pode nos trazer uma espécie de sentimento de culpa por estarmos, talvez, tirando deles a liberdade que merecem ter.

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Podemos, então, refletir a respeito do “merecer ter” e do “poder ter”.  
             
O Papa Francisco, no primeiro dia de 2016, assim se referiu às inúmeras formas de injustiça e violência que acontecem no mundo: “Como é possível que perdure a prepotência do homem sobre o homem? Que a arrogância do mais forte continue a humilhar o mais fraco, relegando-o às margens mais esquálidas do nosso mundo? Até quando a maldade humana semeará violência e ódio na terra, causando vítimas inocentes? Como pode ser ‘tempo da plenitude’ quando, diante dos nossos olhos, multidões de homens , mulheres e crianças fogem da guerra, da fome, da perseguição, dispostos a arriscar a vida para que sejam respeitados os seus direitos fundamentais?”.

Há os que dizem que o mundo não está nem mais nem menos violento do que sempre foi; que a diferença é que hoje, com o avanço tecnológico dos diversos meios de comunicação, ficamos sabendo imediatamente de tudo o que acontece no bairro, na cidade, no estado e no mundo.

As próprias pessoas ditas “do bem” veem-se enredadas em intrigas através das redes sociais que, muitas vezes, não têm limites de urbanidade e respeito. Pior: repassam informações possivelmente inverídicas, sem tomar o cuidado de buscar evidências de que aquilo é verdade.

Sob o meu olhar, nunca se teve tanta facilidade e multiplicidade de meios de comunicação; nunca se usou a comunicação tão mal.

Entretanto, como já escrevi num outro artigo, no mundo há mais gente do bem do que do mal. Há, portanto, esperança.

Aqui, já se torna possível voltar ao questionamento proposto no primeiro parágrafo acima: estamos falando muitos “nãos” aos nossos filhos?

Nós pais temos naturalmente uma postura de proteção em relação à nossa prole. Essa postura nos leva à preocupação constante com o bem-estar deles. Entretanto, as maternidades não entregam os bebês às mães com um “manual” sobre como educar. Ainda bem que não o fazem. Cada filho é um. Eu tenho três; todos são “gente do bem”; mas nenhum é igual ao outro.

Quanto a dizer “sim” ou “não”, julgo ser muito importante a harmonia do casal; até porque, as crianças e os jovens, espertos como geralmente são, sabem exatamente a quem pedir cada coisa; eles sabem quem vai dizer “sim” e quem vai dizer “não”, pai ou mãe, de acordo com o tema do pedido.

Numa época como esta em que vivemos, é conveniente darmos para os nossos filhos não simplesmente aquilo que merecem, segundo o nosso ponto de vista, mas aquilo que eles podem ter segundo a realidade que nos cerca, preservando a segurança deles e evitando, por óbvio, o materialismo e o consumismo exagerados.

Artigo editado e publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 30/08/16, sob o título "Quando dizer "não" aos filhos".


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terça-feira, 6 de novembro de 2018

A PARCERIA NECESSÁRIA ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA


Roberto Gameiro


Cada vez mais se torna importante o diálogo em família, entre pais e filhos, para que estes cresçam não apenas em estatura, mas, também, em sabedoria.

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A palavra “sabedoria” tem diversas acepções indicadas nos dicionários. Entre elas, estão as de “grande conhecimento” e “erudição”; e, também, as de “esperteza”, “astúcia”, “manha”; não são essas as que pretendo no enfoque deste texto.
Aqui, me valho das acepções: “prudência”, “moderação”, “temperança”, “sensatez”, “reflexão”. Vejam quanta riqueza contida numa só palavra: “sabedoria”. E, também, quantas pistas para a condução das nossas conversas, das nossas posturas, das nossas ações com os filhos. Há uma relação intrínseca entre essas cinco palavras. Para definir uma, usam-se, por vezes, uma ou mais das outras; ou seja, uma é inerente à outra. No entanto, percebe-se claramente que há distinções objetivas entre elas, cada uma refletindo uma característica peculiar de uma formação sólida, de uma personalidade forte, de um caráter moralmente idôneo.
Caráter, personalidade, moral, ética, entre outras expressões, formam e definem um todo sistêmico que constitui o arcabouço para uma formação sadia, forte, resiliente e, em outras palavras, inteligente e virtuosa.
Esse arcabouço se constrói paulatinamente durante o processo de formação da criança, do jovem, e, não tenhamos dúvidas, do adulto também. Vivemos nos construindo e nos reconstruindo. Ainda bem que é assim. Isso nos permite renovar, enfrentar novos desafios, procurar novas oportunidades, enfim, viver plenamente!
Essa construção, essa reconstrução, são, então, permanentes. No caso das crianças e dos jovens, eles dependem, para isso, dos adultos com quem convivem em casa, na escola, no clube, no condomínio, ou seja, dos pais, dos demais familiares, dos professores, assim como dos amigos…
Epa! Chegamos num ponto importante: os amigos…. E as perguntas são inevitáveis. Quem são os amigos dos nossos filhos? Nós os conhecemos? Quem são seus pais? Nós os conhecemos? Qual o tipo de influência que esses amigos têm em relação aos nossos filhos? São perguntas para as quais precisamos ter respostas positivas. São respostas que se obtêm através da proximidade e do diálogo; principalmente do diálogo constante.
 Adote seu filho antes que um traficante o faça. Todos conhecemos essa frase. É assustador imaginar que o nosso filho, a nossa filha, possam estar sob a influência de um traficante. Entretanto, isso é algo possível nos dias de hoje, tal a organização desses cartéis que se espalham pelo mundo e pelo país afora.
O exemplo de vida é, sem dúvida, um meio eficaz para inspirar pessoas. Muitas vezes, nós pais acreditamos que só o nosso exemplo de vida basta para que, como que por osmose, os nossos filhos se contagiem e sigam uma vida correta  e  digna;  e  isso, infelizmente, se dá cada vez menos, devido à vida agitada, apressada, por vezes conturbada, que a sociedade atual nos oferece e exige, dificultando a regularidade nas relações familiares; muitas vezes, portanto, o exemplo apenas não basta.
A “presença” é um valor importantíssimo para a boa formação das crianças e dos jovens. Não se trata, entretanto, de qualquer “presença”. Trata-se de uma presença que estabelece uma relação de confiança e transparência, que pratica a escuta ativa, que estimula a comunicação e as dimensões do cuidado e da ternura, enfim, que fortalece vínculos e é marcada por uma aproximação atenta e acolhedora.
Não é fácil criar filhos hoje. Nunca foi. As dificuldades atuais é que são diferentes das dos nossos pais. A cada tempo, houve os problemas inerentes à época.  Acrescentem-se, agora, as redes sociais no campo das relações, com seus pontos positivos e negativos, as drogas lícitas e as ilícitas que grassam entre os jovens sem distinção de classe social, sexo, cor, religião. Cremos, com frequência, que os problemas do álcool e da droga só acontecem com os outros; nunca com os nossos filhos. Até que….acontece.
A família é o porto seguro que lastreia todas as nossas posturas e ações. Daí, reforço, a importância do diálogo constante dentro da família para que as crianças e os jovens se sintam fortalecidos para enfrentar os desafios que a vida inevitavelmente lhes trará. Façamos com que eles estejam preparados para dizer “sim” ao que é saudável e corretamente ético, e “não” àquilo que não agrega valor à vida, que denigre, que desestrutura.
Por isso, e por muito mais, a necessidade da parceria da família com a escola; esta, procura fazer a sua parte. Confiem na sua escola. Confiem nos educadores que trabalham diariamente com seus filhos.
Procurem sempre conversar com os educadores; não apenas quando são chamados. Os meninos e as meninas adoram perceber que seus pais têm e demonstram ter interesse pelo seu aproveitamento escolar e pelos seus relacionamentos (embora nem sempre demonstrem isso..).
É nosso desejo que esses nossos tesouros cresçam não apenas em estatura, mas, também, e, principalmente, em sabedoria caracterizada pela prudência, pela moderação, pela temperança, pela sensatez e pela reflexão.
Artigo editado e publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 26/09/15.


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terça-feira, 30 de outubro de 2018

BNCC: EDUCAÇÃO INFANTIL

Desenhos Animados, Escola, Estrada


Roberto Gameiro

Começo este artigo com uma recomendação.

A revista “Nova Escola”, mantida pela “Fundação Lemann”, publicou um “Guia” para melhor entendimento da BNCC, sob o título: “BNCC NA PRÁTICA”. Trata-se de material de alto valor para ajudar os educadores na implementação da Base Nacional. Indico, especialmente, a análise que é feita sobre as “Competências Gerais”. Sugiro o acesso e o compartilhamento. Endereço: bncc.novaescola.org.br/
As abordagens indicadas na BNCC para a Educação Infantil baseiam-se nas mesmas 10 “Competências Gerais” que consubstanciam os direitos de aprendizagem e desenvolvimento para toda a Educação Básica.

Entretanto, enquanto no Ensino Fundamental as abordagens se distribuem entre as “Áreas do conhecimento”, “Competências específicas de cada área”, “Componentes curriculares” e as “Competências específicas de cada componente”, na Educação Infantil, devem ser assegurados seis “Direitos de aprendizagem e desenvolvimento” em cinco “Campos de experiências”, em cada um dos quais são definidos os “Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento”, organizados e distribuídos em três grupos por faixa etária. Essa é a estrutura pilar macro sobre a qual repousa todo o concerto sistêmico do documento.

Segundo a BNCC, os “Direitos de aprendizagem e desenvolvimento” (conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se) devem propiciar “condições para que as crianças aprendam em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural”. Observem que as palavras “situações”, “desempenho”, “ambientes”, “resolver” e “desafios” nos aproximam da definição de “competência” incluída na própria BNCC, especialmente no trecho que diz: “resolver demandas complexas da vida cotidiana”. Por isso usei aí acima a expressão “concerto sistêmico do documento”, caracterizado por uma “costura” interna que harmoniza todas as abordagens. Isso é muito bom. Traz confiabilidade.

Em novembro do próximo ano, a “Convenção sobre os direitos da criança”, do UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a infância) completará 30 anos de sua adoção pela Assembleia Geral da ONU.

Do texto da convenção, extraí o que segue: “Dar-se-á à criança uma educação que favoreça sua cultura geral e lhe permita desenvolver suas aptidões e sua individualidade, seu senso de responsabilidade social e moral. Chegando a ser um membro útil à sociedade... A criança deve desfrutar plenamente de jogos e brincadeiras os quais deverão estar dirigidos para educação; a sociedade e as autoridades públicas se esforçarão para promover o exercício deste direito”.

Embora com outras palavras, é bom constatar a conformidade da nossa BNCC com a convenção do UNICEF.

Artigo publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 30/10/18 e no "Portal UAI".


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TRADUZA - TRANSLATE

Sobre Roberto Gameiro

Sobre Roberto Gameiro
Mestre em Administração com ênfase em Gestão Estratégica de Organizações, Marketing e Competitividade. Pedagogo habilitado em Administração e Supervisão Escolar, Licenciado em Letras Modernas. Pós-graduado com Especialização em Avaliação Institucional Escolar. Diretor de escolas de Educação Básica, professor universitário e de Educação Básica e diretor de obras sociais. É palestrante, consultor e mentor. Articulista, tem seus artigos publicados em jornais, revistas e redes sociais.

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O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO: PARA LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA - COM OS FILHOS

Reprodução

Autorizada, desde que com a citação dos nomes do Blogue e do Autor.

Sobre o Blogue

ESTE BLOGUE ABRIGA ARTIGOS SOBRE “EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES” E SOBRE “GESTÃO ESCOLAR”. NA SEÇÃO “EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES”, ESPERA-SE QUE OS ARTIGOS POSSIBILITEM LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA, ESPECIALMENTE COM OS FILHOS, NAS DIVERSAS FAIXAS ETÁRIAS. NÓS PAIS ESTAMOS SEMPRE PROCURANDO ENCONTRAR VIAS DE COMUNICAÇÃO COM OS NOSSOS FILHOS, MAS NEM SEMPRE ENCONTRAMOS O VEIO PROPÍCIO, NÃO É? AQUI ESTÁ UMA POSSIBILIDADE. NESTA SEÇÃO, A PRIMEIRA REVISORA E COLABORADORA É A DRA. VALESCA BOTELHO, MINHA ESPOSA, MÉDICA PEDIATRA (CRM-TO 357). NA SEÇÃO “GESTÃO ESCOLAR”, ESPERA-SE QUE OS ARTIGOS CONSTITUAM SUBSÍDIOS ÚTEIS PARA AS ÁREAS DE DIREÇÃO, SUPERVISÃO, COORDENAÇÃO E DOCÊNCIA. SÃO PUBLICADOS, TAMBÉM, TEXTOS DE OUTROS AUTORES, QUE AGREGUEM VALOR AOS OBJETIVOS DO BLOGUE. BOAS LEITURAS!

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