PARA LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA E NA ESCOLA

sábado, 13 de outubro de 2018

OBRIGADO PELA VISITA!



Olá meu amigo, minha amiga. Agradeço sua visita ao meu Blogue. Se gostar do site, ou de algum artigo, por favor, encaminhe para seus amigos e, se possível, deixe seu comentário. Compartilhe! São artigos sobre "Educação de Crianças e Adolescentes" e "Gestão Escolar"; escolha a sua opção, clicando na imagem maior acima. Traduza para mais de 100 idiomas. Abraço. Roberto Gameiro

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terça-feira, 9 de outubro de 2018

O VALOR DA NOTA: PONTA DE "ICEBERG"



Roberto Gameiro

- Professor, essa atividade vale nota?

Você, com certeza, já ouviu ou até proferiu essa frase, não é?

Ela pode ser designada como uma espécie de ponta de "iceberg" que esconde toda uma cultura que caracteriza uma boa (ou maior) parte do estudantado brasileiro em todos os segmentos da educação.

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Estuda-se para “passar de ano” e não para aprender, construindo conhecimentos. Se a média mínima para aprovação é 5,0, estuda-se o necessário para obter 50% de aproveitamento, nada mais; após atingir essa “meta”, não há psicologia educacional ou técnica pedagógica que faça esse estudante se dedicar aos estudos dali para diante no ano letivo. Pior: além de não se dedicar aos estudos, passa a ser um forte candidato à indisciplina em sala de aula, contagiando negativamente os colegas. Afinal, “a aprovação já está ‘garantida’”.

Claro, felizmente, que essa postura não atinge todos os estudantes. Mas, com certeza, atinge um contingente representativo; que o digam os professores!

Quando o ENEM passou a resultar num ranking que indicava (erroneamente) para o público em geral a “qualidade das escolas”, especialmente na rede privada, e muitas faculdades e universidades ainda não valorizavam essa “nota” no vestibular, muitas escolas de Ensino Médio passaram a ser “reféns” da vontade dos seus alunos em fazer ou não as provas. Apesar dos insistentes pedidos dos professores para que os estudantes fizessem as provas, muitos destes não se inscreviam, ou, se se inscreviam, não compareciam, ou se compareciam não completavam os testes, especialmente as redações. O resto desta situação, todos conhecemos. O Enem não “valia nota”.

O ENEM só passou a ser levado a sério por aquele tipo de estudante quando as grandes faculdades e universidades públicas e privadas passaram a valorizar o seu resultado nos vestibulares. Afinal, agora, o ENEM “vale nota”. Inclusive fora do país.

O “Programa Internacional de Avaliação de Estudantes” (PISA), coordenado pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), e, no Brasil, pelo INEP, nos fornece subsídios interessantes. Quando estudiosos apontam os motivos de nossos estudantes irem tão mal nas provas do PISA, indicam problemas na formação e remuneração dos professores, na falta de infraestrutura adequada e outras causas, todas elas válidas. 

Entretanto, pouco se ouve falar a respeito deste fenômeno: a falta de interesse dos estudantes em provas e testes que “não valem nota” (o PISA não vale nota para passar de ano). Será uma causa ou uma consequência?

Está na hora de aprofundar o estudo dessa relação.

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Roberto Gameiro é Palestrante, Consultor e Mentor nas áreas de “Gestão de escolas de Educação Básica” e “Educação de crianças e adolescentes”. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br.

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terça-feira, 2 de outubro de 2018

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR: LUZ E SEMENTE

Iluminação, Japão, Luz


Roberto Gameiro 

A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) é uma luz na entrada do túnel. Essa luz poderá ser forte o suficiente para iluminar a travessia tão esperada rumo à melhoria da qualidade da educação no Brasil, como poderá esmaecer ao longo do tempo, a depender da forma como venha a ser implementada.

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É, também, uma semente que, se regada e tratada com os cuidados necessários, poderá  se transformar em catalisadora da busca da redução das desigualdades educacionais e promoção da equidade e qualidade das aprendizagens dos nossos estudantes.

Prevista na Constituição, na LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) e no PNE (Plano Nacional de Educação), além de esperada desde a aprovação das Diretrizes Curriculares Nacionais, foi finalmente homologada no final de 2017.

Documento de governo, acreditado por uns e desacreditado por outros, contém, por óbvio, uma ideologia subjacente, apesar da forma participativa com que se pretendeu a sua confecção. Haja vista as candentes discussões acerca da inserção ou não de determinados enfoques na peça final. Mas precisa ser entendida como fonte aberta, sujeita a adequações e melhorias.

A educação sozinha não conseguirá melhorar a qualidade de vida dos cidadãos; entretanto, sem uma educação de qualidade, tampouco se fará. E educação de qualidade passa, insisto, pela valorização da atividade docente, dando-lhe os instrumentos necessários para o seu reconhecimento, desenvolvimento, aperfeiçoamento e melhoria salarial.

Depende de todos nós, que atuamos na Educação Básica, acreditarmos na sua validade e nos debruçarmos no estudo de suas nuances e pertinências, dando-lhe as inerentes e necessárias contribuições regionais ou locais, o que já se percebe estar sendo feito por iniciativa de órgãos oficiais, redes, consultorias e assessorias educacionais.

Artigo editado e publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 28/09/18 sob o título "BNCC- Luz e semente".


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terça-feira, 25 de setembro de 2018

MENTIRA E VERDADE


Roberto Gameiro


Começo com uma pergunta simples.

Você já mentiu?

No caso de a sua resposta ter sido “não”, eu pergunto novamente: você realmente nunca mentiu?

A reflexão sobre “mentira e verdade” para a formação dos nossos filhos precisa passar, antes de mais nada, por um autoexame das nossas posturas em relação a esse tema.

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E, aqui, nos vemos, muitas das vezes, numa situação “espinhosa”.

Como formá-los para a verdade se, por exemplo, seu filho atende ao telefone e diz:

-Pai! É o “Fulano de Tal”!

E você diz: “Diga que não estou”.

Alguém vai dizer: “Essa é uma mentirinha inocente”.

“Mentira inocente” continua sendo uma mentira. Adjetivada, mas mentira.

E, então, o que fica, numa circunstância como essa, para a formação da criança? Ela, provavelmente, vai pensar: “então, existem “mentiras inocentes” que eu posso dizer e “mentiras não inocentes” que eu não posso dizer”. Entretanto, como o pai vai explicar para o filho qual o limite entre uma e outra? 

Não existem “meias mentiras”, nem “meias verdades”. Ou é mentira, ou é verdade.

E de pouco adianta o recurso do “faça o que eu digo; não faça o que eu faço”. Essa é uma postura autoritária que está fora de uso e, com certeza, mais afasta do que aproxima pais de filhos.

Difícil, não é?

Acredito que a expressão-chave para situações assim é “bom senso”. Mas, o que é “bom senso”?

Descartes escreveu no seu “Discurso sobre o Método:

“Inexiste no mundo coisa mais bem distribuída que o bom senso, visto que cada indivíduo acredita ser tão bem provido dele que mesmo os mais difíceis de satisfazer em qualquer outro aspecto não costumam desejar possuí-lo mais do que já possuem. (...) isso é antes uma prova de que o poder de julgar de forma correta e discernir entre o verdadeiro e o falso, que é justamente o que é denominado bom senso ou razão, é igual em todos os homens; (...) Pois é insuficiente ter o espírito bom, o mais importante é aplicá-lo bem. As maiores almas são capazes dos maiores vícios, como também das maiores virtudes, e os que só andam muito devagar podem avançar bem mais, se continuarem sempre pelo caminho reto, do que aqueles que correm e dele se afastam”.

No “Aurélio”, encontramos que “bom senso” é a aplicação correta da razão para julgar ou raciocinar em cada caso particular da vida.

Aplicar corretamente a razão, julgar de forma correta e discernir entre o verdadeiro e o falso, entre a mentira e a verdade, agir sob a égide da justiça, devem ser norte para os pais no processo de formação dos seus filhos. O dia a dia, entretanto, nos lança desafios que só a presença significativa, a proximidade, o diálogo constante, o olho no olho, a sinceridade, a assunção das próprias fragilidades e limitações humanas, podem resultar em educação de verdade.

Educamos nossos filhos através do uso da razão e da emoção, às vezes exagerando numa ou noutra.

Entretanto, há que se buscar o equilíbrio no exemplo e no testemunho baseados nos valores familiares, dos quais não podemos nos afastar.


“Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo”. (Efésios 4,25)
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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

ATENTADO! COMO EXPLICAR ÀS CRIANÇAS?

Crianças Brincando, Criança, Crianças


Roberto Gameiro

Após esse atentado contra um candidato à presidência do Brasil, ocorrido no dia 06 de setembro de 2018, fico me perguntando, e isso me angustia, como ficam as cabecinhas das crianças, nossos filhos e alunos, diante dessa barbárie.

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Nos últimos anos, as nossas crianças têm se afastado gradativamente mais e mais dos contos de fadas e das fábulas que povoavam o imaginário infantil até então. Da mesma forma, as brincadeiras de antigamente têm sido substituídas pelo sedentarismo e atração representados pelos computadores e smartphones.

A Academia Americana de Pediatria, recentemente, recomendou aos médicos que indiquem às crianças brincadeiras livres e espontâneas, especialmente ao ar livre. Uma revista de grande circulação acaba de publicar uma reportagem sob o título “Brincar é o melhor remédio”, com abordagens muito significativas.

Essa é, também, a preocupação dos educadores da Educação Infantil, que se esmeram em trazer as crianças para hábitos saudáveis de relacionamentos interpessoais, priorizando o lúdico como base para a aquisição das competências inerentes àquelas faixas etárias.

Ocorre que aqueles mesmos instrumentos que encantam as crianças e os adolescentes no sentido contrário ao desejo de pais e educadores trazem, também, as notícias desse mundo violento em que vivemos,  especialmente no Brasil, além de exibir jogos participativos de perseguições e mortes. E os pais nem sempre conseguem perceber e evitar essa prática dos filhos. Nem os professores.

As crianças, como nós, adultos, estão vendo as cenas do atentado pelas telinhas dos celulares e pelos telejornais.

E, aí está o ponto-chave: acostumados a ver violência nos jogos eletrônicos, pode ser que não se espantem com a violência do atentado, pois o fato se aproxima dos enredos aos quais estão habituados.

O que assusta é que se observa uma espécie de anestesia tomando conta dos cidadãos, adultos, que já não se aperreiam diante dos atos de violência que acontecem diariamente no nosso país.

Entretanto, precisamos preservar as crianças e os adolescentes, sem, no entanto, aliená-los da vida em sociedade. Esse equilíbrio não é fácil de ser feito.

É momento de muito diálogo com os filhos e alunos. E de reflexão acerca da forma como os estamos educando.

Pelo menos, um fato teve mérito ao longo do episódio. Não houve linchamento do agressor em meio ao público, o que revela bom senso, ou atuação rápida das autoridades presentes no local. Espero que tenha sido o discernimento das pessoas, que não se deixaram levar para a barbárie.

A verificar.

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DANDO PASSOS PARA TRÁS

Escola, Volta Às Aulas, Schulbeginn

Roberto Gameiro


A estudante do sexto ano do Fundamental respondera, na pesquisa docente aplicada pela escola, que o melhor professor da turma dela era o de Português. Ao ler aquela resposta, o professor ficou muito feliz; mostrava que seus esforços para ser um bom professor estavam sendo reconhecidos.

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O problema foi a resposta dela à pergunta seguinte: - por quê? Ela respondeu: - porque ele “encina” bem; assim mesmo: “ensina” com “c”. Esse fato aconteceu há muitos anos. Até aqui, nada a estranhar; nós professores, vivemos situações análogas cotidianamente.  Entretanto, atualizando o cenário para os dias de hoje, continuamos a encontrar nossos estudantes com desempenho raso em termos de competências de aprendizagem.

É o que demonstram os resultados do IDEB (Índice de desenvolvimento da Educação Básica) que são usados como parâmetros para mensurar a qualidade da educação no Brasil e definir políticas públicas, que foram divulgados pelo INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), órgão do MEC, no início de setembro de 2018, referentes a 2017.

Os resultados são preocupantes. Enquanto o desempenho de 7 a 10 é considerado “adequado”, de 4 a 6, “básico” e de 0 a 3, “insuficiente”, a escala revela que, tanto em Português quanto em Matemática, estamos no “básico” no 5º ano, e no “insuficiente” no 9º ano, e, pasmem, no 3º ano do Ensino Médio também. Em nenhum segmento conseguimos sequer resvalar no “adequado”.

Nalguns índices, ao invés de avançar, estamos dando passos para trás. Não bastassem os resultados pífios dos estudantes brasileiros na avaliação internacional PISA, realizada a cada três anos pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), recebemos agora essa “pancada” numa avaliação genuinamente nacional.

Fica a esperança de que a correta aplicação das orientações advindas da “Base Nacional Comum Curricular (BNCC)” traga resultados gradativamente melhores ao longo dos próximos anos, e que consigamos estabelecer e desenvolver estratégias de valorização, treinamento e aperfeiçoamento dos professores, adequando suas práxis às novas exigências metodológicas que priorizam a transversalidade e a interdisciplinaridade.

Que a perseverança e a resiliência nos acompanhem nessa jornada.

Ah! Aquele professor de Português era eu.


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terça-feira, 4 de setembro de 2018

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO

Conheça aqui o meu portfólio. São disponibilizados serviços de palestras sobre o tema “Educação de crianças e adolescentes”, palestras e workshops sobre “Gestão escolar” e Consultoria e Mentoria para educadores da Educação Básica. Se puder, compartilhe com seus amigos e grupos. Obrigado. Roberto Gameiro

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CONFUNDIR OU EXPLICAR

Gabarito, Confirmando, Empresários
Roberto Gameiro

Um famoso apresentador de programas de televisão, já falecido, tinha diversos bordões que repetia sempre. Um deles era: “Alô, atenção! Eu vim para confundir e não para explicar”. No contexto do entretenimento a que se propunha, a frase não trazia maiores consequências.


Essa frase, se falada hoje, parece caber sob medida, especialmente no Brasil, para definir muita gente que através de diversas mídias propaga informações que “confundem as cabeças” das pessoas, principalmente as das crianças e dos adolescentes. E eu não estou falando apenas de maus políticos.

Vivemos uma época de incertezas. Os conceitos, as certezas e as crenças são postos à prova a cada “novidade” que aparece, algumas das quais estapafúrdicas, mas defendidas com tal ênfase pelos introdutores, que, de tanto serem repetidas, passam a parecer verdades. E, nesse clima, muitos pais já não sabem como encaminhar a educação dos filhos, e muitos educadores já não têm certeza se as normas e as regras da escola continuam valendo.

O processo de educação dos jovens, na família e na escola, exige muito de perseverança e resiliência de pais e educadores; a eles cabe não deixar passar nenhuma oportunidade através da qual possam, os pais, transmitir valores morais e éticos, e os professores, fazer com que as crianças e adolescentes adquiram competências que os ajudem a trilhar caminhos de “boa” cidadania, aplicando e reforçando os atributos saudáveis que trazem de casa. Defino essas ações como “onda do bem”, que enfatiza a importância da parceria da família com a escola.

Entretanto, a sociedade atual promove, também com muita insistência, uma ação que defino como “onda do mal”.

Essa “onda do mal” nos coloca atrás de grades nas nossas próprias casas, dificulta os relacionamentos presenciais, nossos e dos nossos filhos, causa o receio de sermos vítimas de assaltos, traz desinformações pelas mídias sociais, as incertezas acima referidas etc. E nesse “etc” tem muita coisa; inclusive o desejo de muitas famílias de deixar o país.

No entanto, as pessoas do bem são maioria na população. Há, portanto, esperança.

Façamos com que a “onda do bem” seja muito maior do que a “onda do mal”, num “confronto” pacífico, legal e democrático que pode perfeitamente começar com boas escolhas de governantes e legisladores nas próximas eleições.
Não percamos essa oportunidade!

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terça-feira, 28 de agosto de 2018

SOBRE O BULLYING


Roberto Gameiro
O Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) divulgou, em abril de 2017, os resultados de um estudo feito em 2015, com estudantes de 15 anos, que aponta que 17,5% deles já sofreram bullying. Desse total, 7,8% disseram que são excluídos pelos colegas, 9,3%, alvo de piadas, 4,1%, ameaçados, 3,2%, empurrados e agredidos fisicamente, 5,3% têm suas coisas destruídas por colegas, e 7,9%, disseram ser alvo de rumores maldosos.

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Não pense, entretanto, que o menino ou menina que está praticando bullying contra seu filho ou filha é um marginal ou candidato a marginal no futuro.
Na maioria das vezes, eles carecem de orientação e acompanhamento. Eles ainda não estão formados, assim como os seus. Enquanto são crianças e adolescentes, ainda não têm todos os setores do cérebro desenvolvidos a contento para discernir totalmente entre o certo e o errado e a controlar as emoções.
Não pense, também, que a culpa é dos pais deles. Não necessariamente. Os pais deles provavelmente querem o melhor para eles, e o melhor que pais desejam para seus filhos não passa pelo desrespeito aos outros, ou pela delinquência. Talvez, eles também estejam surpresos com as atitudes do filho ou filha.
Claro que há exceções, as quais devem ser identificadas e acompanhadas por profissionais habilitados nos campos da orientação educacional, da psicologia, da medicina e, também, no campo da assistência social.
Geralmente, as ações de bullying acontecem na escola, ambiente propício e adequado para a gestação e desenvolvimento das “novidades” biológicas e psicossociais características dessas faixas etárias. Nesse ambiente, eles estão se descobrindo e descobrindo os outros com quem convivem; os conflitos são inevitáveis e fazem parte do crescimento social e psicológico deles, na busca da formação de suas personalidades.
Por isso, a importância de se viver plenamente a compreensão, que desculpa as falhas dos outros, reconhecendo que o erro é inerente à condição humana. Mas, ao mesmo tempo, há que se proteger, com firmeza e doçura, a nossa prole, não abdicando da busca de diálogo com todos os personagens que fazem parte do dia a dia dos filhos.
Entretanto, nem toda desavença existente entre crianças e ou adolescentes é bullying.
Bullying é a prática de atos violentos, intencionais e repetidos, ligados à agressividade verbal, física ou psicológica, contra uma pessoa indefesa, que podem causar danos físicos e psicológicos às vítimas, sendo exercidos de maneira continuada por parte de um indivíduo ou de um grupo.   
Assim, tanto a família quanto a escola devem permanecer sempre atentas às possíveis mudanças de comportamento dos seus alunos/filhos. Os pais e os professores podem perceber essas mudanças. Geralmente, o menino, ou menina que está sofrendo bullying apresenta depressão, ansiedade, baixa autoestima, isolamento, exclusão, perdas materiais, queda no rendimento escolar, entre outras.
Numa época em que a violência reinante na sociedade como um todo adentra as escolas públicas e privadas, deteriorando relacionamentos que envolvem alunos, professores, pais, coordenadores e diretores, haja vista as manchetes que vemos sempre na mídia, há que se buscar um denominador comum que reconstrua a paz nesses vínculos.
Façamos, cada um de nós, a nossa parte e fiquemos “de olho” nos nossos “tesouros”.

Artigo publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 12/09/17.


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TRADUZA - TRANSLATE

Sobre Roberto Gameiro

Sobre Roberto Gameiro
Mestre em Administração com ênfase em Gestão Estratégica de Organizações, Marketing e Competitividade. Pedagogo habilitado em Administração e Supervisão Escolar, Licenciado em Letras Modernas. Pós-graduado com Especialização em Avaliação Institucional Escolar. Diretor de escolas de Educação Básica, professor universitário e de Educação Básica e diretor de obras sociais. É palestrante, consultor e mentor. Articulista, tem seus artigos publicados em jornais, revistas e redes sociais.

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O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO: PARA LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA - COM OS FILHOS

Reprodução

Autorizada, desde que com a citação dos nomes do Blogue e do Autor.

Sobre o Blogue

ESTE BLOGUE ABRIGA ARTIGOS SOBRE “EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES” E SOBRE “GESTÃO ESCOLAR”. NA SEÇÃO “EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES”, ESPERA-SE QUE OS ARTIGOS POSSIBILITEM LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA, ESPECIALMENTE COM OS FILHOS, NAS DIVERSAS FAIXAS ETÁRIAS. NÓS PAIS ESTAMOS SEMPRE PROCURANDO ENCONTRAR VIAS DE COMUNICAÇÃO COM OS NOSSOS FILHOS, MAS NEM SEMPRE ENCONTRAMOS O VEIO PROPÍCIO, NÃO É? AQUI ESTÁ UMA POSSIBILIDADE. NESTA SEÇÃO, A PRIMEIRA REVISORA E COLABORADORA É A DRA. VALESCA BOTELHO, MINHA ESPOSA, MÉDICA PEDIATRA (CRM-TO 357). NA SEÇÃO “GESTÃO ESCOLAR”, ESPERA-SE QUE OS ARTIGOS CONSTITUAM SUBSÍDIOS ÚTEIS PARA AS ÁREAS DE DIREÇÃO, SUPERVISÃO, COORDENAÇÃO E DOCÊNCIA. SÃO PUBLICADOS, TAMBÉM, TEXTOS DE OUTROS AUTORES, QUE AGREGUEM VALOR AOS OBJETIVOS DO BLOGUE. BOAS LEITURAS!

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