O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro
quinta-feira, 8 de outubro de 2026
MENSAGEM - QUEM DIZ O QUE QUER, OUVE O QUE NÃO QUER
quinta-feira, 1 de outubro de 2026
AÇÕES FALAM MAIS ALTO DO QUE PALAVRAS
Roberto Gameiro
Depois que terminei de escrever este texto, percebi que o título dele é um verdadeiro spoiler.
Rss.
Aí, me veio à mente que nem precisaria do texto; que bastaria publicar o título e o recado já estaria dado!
Mas, teimoso, fui fazer a curadoria e percebi que, sim, havia o que dizer além do título.
Até porque muitos de nós, inclusive eu, às vezes, falamos mais do que devemos e agimos menos do que deveríamos.
Quando nos sentamos diante do computador para criar um texto que vai se transformar num artigo a ser publicado, estamos focados em valorizar, ao mesmo tempo, o conteúdo (o fundo) e a estética (a forma). Mas, mais do que isso, estamos sendo guiados pelas características dos nossos conhecimentos prévios, do nosso caráter e da nossa personalidade; não há como escrever algo que viole esses elementos; e nos fiscalizamos para isso. Além disso, pronto o texto, ainda temos a possibilidade de ajeitar aqui e ali para que a criação saia com “a nossa cara”. Isso vale, também, para palestras, treinamentos, aulas etc.
Já ao se falar, numa conversa informal, ou familiar, ou entre amigos, é muito comum que as pessoas digam o que os outros querem ouvir, seja por educação, por medo de julgamentos ou para evitar conflitos.
Mas o título em destaque, diz muito mais do que o já escrito até aqui.
“Ações falam mais alto do que palavras.”
De fato, se pretendermos compreender o caráter de alguém, precisamos observar além do discurso e analisar as ações que pratica.
Um provérbio árabe diz: “as palavras que saem do coração chegam ao coração; as que saem apenas da língua não passam dos ouvidos”. Ele separa a fala sincera, coerente com as atitudes, do discurso vazio, dito por conveniência e que não deixa nenhuma marca real.
Se tivermos a oportunidade de observar os rastros provocados pelas atitudes de alguém ao longo do tempo, descobriremos um padrão, que é o reflexo verdadeiro da sua forma de pensar, pois ninguém gasta sua força moral e suas ações de forma sólida com o que não acredita de verdade.
Trata-se de valorizar a coerência, o que não significa desconfiar de tudo e de todos. Um indicativo rigoroso da autenticidade de alguém é a sua harmonia entre e o falar e o agir.
Portanto, ser coerente não é ausência de erros; é estar alinhado entre a intenção prometida e a conduta realizada. Quando conseguimos valorizar essa harmonia, estamos, nós mesmos, cultivando relacionamentos mais transparentes e nos tornando pontos de referência saudáveis nesse mundo cheio de contradições.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2026
MENSAGEM - OS JOVENS E A INDIVIDUALIDADE
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
REVELANDO-SE
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sexta-feira, 4 de setembro de 2026
MENSAGEM - EDUCAÇÃO OU DESEDUCAÇÃO?
quinta-feira, 27 de agosto de 2026
A VALORIZAÇÃO DO OUTRO
Roberto Gameiro
Muitas vezes, fazemos as perguntas erradas que por certo nos levarão a respostas erradas. O indivíduo humano é um ser de relações. Relações de vida. De vida em abundância.
Certa vez, quando garoto, consegui completar um álbum de figurinhas que prometia como prêmio uma máquina fotográfica. Comprei a última figura que faltava por um determinado valor e fui, com ar de vitorioso, retirar o meu “prêmio”. Foi quando constatei que tinha pagado pela tal figurinha “carimbada” uma quantia bem maior do que valia o objeto que “ganhei”; despendi mais do que recebi. Esse fato ficou marcado na minha trajetória de vida, constituindo um aprendizado significativo que, vez ou outra, me vem à mente.
A propósito, noutro dia, estive me fazendo algumas perguntas: quanto vale investir numa amizade? quanto vale ser útil para alguém? quanto vale investir num amor? quanto vale investir na educação de um filho? E percebi, logo no início da minha reflexão, que as respostas a essas perguntas nos remetem a algo muito mais relevante do que a um simples “valor”, e, rapidamente, substitui a expressão “quanto vale” por “qual a importância de”.
José Carlos Buch, advogado e escritor, escreveu no seu artigo que se encontra no Google sob o título "A diferença entre valor e preço": "(...) a grandeza de uma pessoa pode ser traduzida como um ser humano de grande valor e não alguém que tem preço, não é mesmo? O valor nesse caso tem o sentido de estima, apreço, consideração, importância, caráter etc. e isso não pode ser precificado, pois trata-se de uma virtude, de um bem imaterial de quantificação inestimável e impossível de ser traduzida em números.".
Muitas vezes, fazemos as perguntas erradas que por certo nos levarão a respostas erradas ou equivocadas que nada terão a ver com o pretexto de origem do enunciado das questões. Saber perguntar é a forma mais objetiva de obter respostas condizentes com a motivação do questionamento. O valor semântico das palavras que compõem a pergunta determina a possibilidade de assertividade no significado da resposta. Saibamos, portanto, perguntar para podermos confiar na pertinência das respostas.
A importância de se investir numa amizade ou ser útil para alguém ou investir num amor ou na educação de um filho não está na relação do que "se despende para", com "o que se recebe por". Trata-se de algo muito maior. Quem gosta de ou ama alguém não se importa com mensuração dessa dedicação, nem com retribuição desta. A dedicação poderá ser maior do que a retribuição, ou ao contrário; mas não é isso que move o ser humano nessas situações. O indivíduo humano é um ser de relações. Relações de vida. De vida em abundância. Isso não tem preço, nem valor mensurável, mas é uma forma amorosa de ressaltar o valor do outro.
O Padre Fábio de Melo tem uma gravação que cabe bem nesse contexto de valorização do outro, seja por amizade ou por amor ou por utilidade. No vídeo “Ser útil e ser amado”, diz: “feliz daquele que tem ao fim da vida a graça de ser olhado nos olhos e ouvir a fala que diz: você não serve para nada, mas eu não sei viver sem você.”.
Veja o vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=osQMdw1xS3M
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Artigo publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 07/12/19.
Publicado originalmente neste blogue em 11/12/2019.
sexta-feira, 21 de agosto de 2026
MENSAGEM - AS CRIANÇAS E O MUNDO VIRTUAL (2)
quinta-feira, 13 de agosto de 2026
TEMPOS DIFÍCEIS CRIAM HOMENS FORTES
Roberto Gameiro
G. Michael Hopf, escritor e empresário editorial norte-americano, escreveu no seu livro de 2016 “Those who remain” (Aqueles que permanecem), a frase:
"Tempos difíceis criam homens fortes, homens fortes criam tempos bons, tempos bons criam homens fracos, homens fracos criam tempos difíceis".
Trata-se de um aforismo, um gênero textual que se apresenta com uma frase curta, concisa, de caráter pessoal e com uma ideia impactante. Não é um provérbio.
O texto pode ser analisado sob a forma da figura de linguagem “concatenação” que é quando o final de uma frase é repetido logo no início da frase seguinte, criando uma corrente que faz o texto parecer não ter fim.
Embora a frase seja muito citada e elogiada por uns, especialmente em palestras sobre liderança e comportamento humano, ela é alvo de críticas por resumir aspectos sociológicos complexos demais de forma determinista.
É aqui, no determinismo da frase, que a análise pode ser mais aprofundada, pois ela trata a trajetória humana como um círculo fechado e fatalista, sem levar em conta que as sociedades se desenvolvem por fatores como crescimento econômico, clima, educação, a acumulação de direitos e, atualmente, especialmente em tecnologia e a inovação dela decorrente, e não apenas por “fraqueza moral ou militar”.
Ou seja, o saber humano não é alcançado apenas pela dor, mas sobretudo através do avanço tecnológico, de uma educação de qualidade, do fortalecimento das instituições, do crescimento econômico sustentável e da cooperação cultural e social; e de muita perseverança e resiliência.
Afinal, se o sofrimento nos ensina a sobreviver, é a busca consciente pelo conhecimento e pelo bem comum que nos ensina a evoluir.
Mas, ainda para pôr um “salzinho neste tempero”, transcrevo uma mensagem de autor desconhecido que encontrei na Internet: “Se você acha que homens durões são perigosos, espere até ver o que homens fracos podem fazer.”.
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