O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro
quinta-feira, 9 de julho de 2026
MENSAGEM - RELACIONAMENTOS FAMILIARES
sexta-feira, 3 de julho de 2026
O PREÇO DA AUSÊNCIA DE LIMITES
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quinta-feira, 25 de junho de 2026
MENSAGEM - SENDO VOCÊ MESMO
quinta-feira, 18 de junho de 2026
SEJA A SUA MELHOR VERSÃO
Roberto Gameiro
Você já tentou endireitar uma
banana?
Eu costumo brincar fazendo essa
pergunta ao meu interlocutor quando percebo que estamos em uma luta inglória
para mudar algo ou alguém.
Se há alguém que conseguimos
mudar a partir dos nossos argumentos, esse alguém somos nós mesmos.
Cada pessoa tem seus valores e
seus princípios, seu ritmo, suas dores e suas escolhas, sejam elas conscientes
ou não. Estou me referindo aos nossos amigos, conhecidos, parceiro e
familiares. Forçar a transformação de alguém, moldando-o às nossas
perspectivas, é uma batalha fragorosamente perdida.
É um verdadeiro desperdício de
tempo tentar “consertar” quem não pediu para ser consertado, assim como motivo
de muita frustração, além de nos afastar do que realmente importa.
Na verdade, o que é realmente
significativo é cuidar do nosso próprio jardim, em vez de nos preocuparmos com
o jardim alheio; é direcionarmos o foco da nossa vida para nós mesmos, para o
nosso conhecimento, nossos saberes, inteligência emocional e bem-estar.
Faça uso da sua energia para se
transformar na melhor versão de si mesmo; quando você faz isso, acaba atraindo
as pessoas certas para o seu convívio.
Assumir o protagonismo da própria
história não é ato de egoísmo, mas de sabedoria. Aliás, existe um mito de que
pensar em si mesmo é ser egoísta; quando você assume o protagonismo da sua
vida, você se torna mais leve, mais equilibrado cognitiva e emocionalmente. Você
passa a ser uma pessoa melhor para si e, consequentemente, para os outros.
Para mudar o mundo, o caminho
mais eficiente e eficaz é começar mudando a si mesmo.
Carl Rogers (1902-1987), psicólogo estadunidense, escreveu: "Descobri que sou mais eficaz quando me posso ouvir a mim mesmo, aceitando-me, e quando posso ser eu mesmo.".
Priorize-se!
Seja a melhor versão de si mesmo!
Você já tentou endireitar uma
banana?
Rss.
sexta-feira, 12 de junho de 2026
COMPETÊNCIAS TÉCNICAS VERSUS COMPORTAMENTO PESSOAL
Roberto Gameiro
Você já percebeu que a maior
parte das dispensas de colaboradores nas empresas se dá em função do
comportamento pessoal do indivíduo, mesmo que ele tenha ótimas competências e
habilidades técnicas?
Felizes são os gestores que podem
direcionar seu foco na produtividade, na criatividade, no crescimento e no
desenvolvimento, sem ter de desperdiçar energia para resolver problemas de
atritos e desgastes interpessoais dos colaboradores; nessa situação, o clima
organizacional, que deveria ser colaborativo, passa a ser caracterizado por
tensões constantes que causam redução de produtividade e, consequentemente,
redução no atingimento de objetivos e metas da empresa.
Por outro lado, quando os
colaboradores respeitam e são respeitados emocionalmente, a motivação coletiva
aumenta substancialmente, contribuindo para a redução do estresse.
Profissionais com autocontrole dificilmente têm reações impulsivas e
inconsequentes diante de conflitos, e mantêm alto grau de produtividade, pois
transformam as eventuais tensões em oportunidades para a busca de soluções
criativas que reforçam o foco nos resultados de qualidade.
Daí, a importância do feedback,
constante e qualitativo, no acompanhamento da performance dos colaboradores.
A inteligência emocional já não é
apenas uma habilidade desejável, mas uma competência estratégica necessária no
ambiente corporativo. Quando os gestores e colaboradores conseguem administrar
positiva e reciprocamente suas emoções, o impacto nos resultados da organização
é visível.
A competência técnica é fácil de
ser mensurada no processo de recrutamento e mais fácil de ser aprimorada no dia
a dia; mas o que garante a permanência da pessoa em uma empresa é a forma como
ela se relaciona no ambiente de trabalho. O comportamento pessoal envolve
habilidades difíceis de serem observadas em provas ou entrevistas, mas símplices
de serem identificadas no cotidiano.
Portanto, fiquemos atentos, pois
o sucesso profissional não depende apenas das nossas competências e habilidades
técnicas, mas, especialmente, das nossas posturas e ações em relação às pessoas
com as quais nos relacionamos, sejam elas pares ou gestoras.
sexta-feira, 5 de junho de 2026
ESTAR CERTO OU PERTENCER?
Roberto Gameiro
Noutro dia, assisti a um vídeo na Internet, de Márcia Luz, escritora brasileira, no qual ela afirma:
“O cérebro humano não foi feito para estar sozinho contra muitos; ele foi feito para pertencer, e quando você tem que escolher entre estar certo e pertencer, a maioria escolhe pertencer.’.
É isso que acontece quando você está no lugar errado e com as pessoas erradas, que nada têm a ver com a educação que recebeu, seu caráter e sua personalidade. Você até tenta impor-se da maneira que entende como justa, correta e honesta. Mas são muitos os que pensam e agem diferente de você e te envolvem de tal maneira que você acaba cedendo e se tornando mais um deles, mesmo contra seus princípios e valores familiares; e, com o tempo, você acaba achando que são eles que estão certos.
Essa é uma característica do cérebro humano. Ele foi desenvolvido, ao longo dos tempos, para o pertencimento, e não para o isolamento. Há os que afirmam que, para o nosso cérebro, “não pertencer” dói muito; tanto quanto um ferimento profundo.
Nós, seres humanos, somos indivíduos sociais, antes de sermos racionais.
Assim, quando escolhemos “pertencer” em vez de “estar certos” num relacionamento coletivo, pode, para nós, não significar necessariamente fraqueza de caráter, mas um reflexo cognitivo. É o cérebro tentando nos manter seguros no meio de muitos. Entretanto, esse tipo de postura causa muito estresse e esforço emocional que incomodam muito, pois tendemos a assumir as propostas do grupo em detrimento das nossas próprias convicções.
Há um ditado popular que diz: "A solidão é um preço alto demais para a maioria das pessoas pagar pela integridade intelectual.”.
Quando você procura viver a sua melhor versão, a verdadeira, num processo de amadurecimento e desenvolvimento, tem de fazer escolhas; entre elas, a mudança de hábitos, a autoimposição de limites nas posturas e ações, e, com certeza, afastar-se daqueles que não são ressonantes com seu jeito de ser e seu sentido de vida.
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quinta-feira, 28 de maio de 2026
COMO EU ME VEJO E VOCÊ ME VÊ
Roberto Gameiro
É de Clarice Lispector (1920-1977), escritora e jornalista ucraniana naturalizada brasileira, a afirmação: “Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar”.
Cada um de nós tem uma imagem de si próprio, fruto das vivências e do concerto formado pelas características da personalidade e do caráter.
Nem sempre a forma como nós nos vemos coincide com a forma como os outros nos veem. Essa relação não necessariamente coincidente tem a ver com os valores que direcionam os olhares do emissor e do receptor, o que significa que não se pode afirmar que uma das visões é mais correta do que a outra.
Nesse contexto, o escritor e conferencista Paulo Vieira complementa: “A maneira como você se vê determina suas escolhas, ações, reações e, sobretudo, os resultados que tem e terá na vida”, e que “Nossas crenças sobre nós mesmos influenciam todas as nossas escolhas mais significativas e importantes, direcionando todas as nossas decisões e, portanto, determinando a vida que levamos.”.
Isso ocorre de maneira especial com as crianças e adolescentes que, por não terem ainda as conexões cerebrais suficientemente amadurecidas, apresentam tendências de copiar comportamentos sem passá-los pelo filtro da razão, o que atrapalha o discernimento da forma como se veem, e se sujeitam a aceitar facilmente a forma como os outros os veem.
Por isso, a importância da existência de “pessoas de referência” na educação e formação das crianças e adolescentes. De preferência, os próprios pais. Pessoas que sejam presentes e inspiradoras de posturas e ações construtivas e saudáveis, que encarnem valores profundos e os proclamem com força significativa para auxiliá-los no processo de amadurecimento de suas conexões cerebrais.
Leve-se em conta, também, quem nos vê e, como escreve Clarice Lispector, quando e como nos vê. Dependendo do quem, onde, como e quando nos veem, poderemos ser valorizados positivamente ou negativamente. Procuremos, portanto, sempre que possível, estar nos lugares certos, nos momentos certos e com as pessoas certas, não nos sujeitando a sermos “avaliados” por pessoas erradas e inadequadas.
Carl Rogers (1902-1987), fundador da psicologia humanista, afirmou: “Todo ser humano, sem exceção, pelo mero fato do ser, é digno do respeito incondicional dos demais e de si mesmo; merece estimar-se a si mesmo e que se lhe estimem.”.
Cuidemos da nossa autoestima.
Artigo editado e publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 16/04/2019.
Publicado originalmente neste blogue em 29/04/2019
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quinta-feira, 21 de maio de 2026
MENSAGEM - DANDO PASSOS PARA TRÁS
quinta-feira, 14 de maio de 2026
O COMPUTADOR CONSTRÓI CONHECIMENTOS?
Roberto Gameiro
Já tive oportunidade de, em alguns posts, comparar a memória do computador com a memória humana.
A memória RAM do computador pode ser comparada com a nossa memória de curto prazo; elas se dissipam, não permanecem. E o HD do computador pode ser comparado à nossa memória de longo prazo; elas permanecem; no computador, porque estão “salvas”; no nosso cérebro, porque se transformaram em “conhecimentos prévios”.
Por que salvamos um arquivo no computador? É porque o conteúdo dele nos interessa; porque é relevante; porque queremos tê-lo à nossa disposição para usos futuros ...
Por que transformamos determinados dados e ou informações em nossa memória como conhecimentos prévios? Pelos mesmos motivos acima ...
Essa estrutura conjugada do transitório com o permanente é referência tanto para o processamento de dados digitais quanto para a formação da cognição humana, possibilitando a priorização daquilo que é essencial, facilitando a resolução de situações-problema ao longo da vida.
Mas, você percebeu que quem comanda as decisões nos dois casos é o nosso cérebro? A nossa vontade?
Não estou me referindo à capacidade de armazenamento, até porque a nossa memória possui capacidade imensurável de armazenamento, enquanto um HD, mesmo os externos, tem limitação definida.
Estou me referindo à origem das decisões. Tanto a decisão de salvar um arquivo, quanto a mobilização da força mental para memorizar algo, dependem da vontade humana. É o nosso cérebro, a nossa intenção, que determina o que deve ser mantido e o que pode ir para o esquecimento, assegurando que nosso intelecto seja formado e mantido com sabedoria que enriqueça a nossa trajetória pessoal e profissional.
O cérebro é o nosso comandante; é ele que tem o dom de decidir, inspirado naquilo que nós gostamos e queremos.
Entretanto, se a memória humana tiver sido, com obstinação, abastecida com mentiras e falsidades, não se poderá esperar decisões saudáveis desse cérebro.
De qualquer forma, há que se admitir que no universo aqui analisado, quem constrói conhecimentos é o nosso cérebro, a nossa memória, moldados pelos conhecimentos prévios ali já existentes. O computador não constrói conhecimentos; ele é apenas depositário de arquivos escolhidos pela vontade humana, e os processa quando instado a fazê-lo.
O ser humano é o verdadeiro protagonista do conhecimento e dos saberes dele decorrentes.
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quinta-feira, 7 de maio de 2026
O SEGREDO DA ASCENSÃO NA VIDA É A PERSEVERANÇA
Publicado originalmente em 05/12/18
Roberto Gameiro
Certa vez, um professor meu, de Língua Portuguesa, propôs à turma a confecção de uma redação com o tema “O segredo da ascensão na vida é a perseverança”. Esse tema me tocou muito, e, desde aquele tempo de adolescência, tenho, quase que involuntariamente, refeito mentalmente essa redação, enfatizando aleatoriamente cada um dos significantes do seu enunciado.
Os termos que compõem o enunciado, “segredo”, “ascensão”, “vida” e “perseverança”, contêm, cada um isoladamente, conotações que justificariam uma redação específica.
Mas, quando os quatro são juntados, provocam e possibilitam reflexões que extrapolam em muito o somatório de seus significados individuais.
E, não raro, me vêm à mente analogias semânticas com a introdução, na reflexão, de novos significantes pertinentes ao tema.
Um desses termos é a “resiliência”.
Resiliência tem a ver com perseverança, tem a ver com ascensão, e tem a ver com vida.
Focando nos aspectos referentes ao exercício profissional, observo que para atingir metas (cada vez mais exigentes) e alcançar objetivos, não bastam mais somente aquelas habilidades padrão que sustentavam as competências dos gestores e colaboradores, recursos como conhecimento do produto ou serviço e do mercado concorrencial, linguagem adequada ao tipo de cliente e à cultura local...
As metas são vistas por muitos executivos como verdadeiras bolas de neve, que vão aumentando progressivamente conforme periodicamente são alcançadas; e tem de ser assim mesmo; caso contrário, não se justificariam.
Há que se ter muita competência para enfrentar, e vencer, esses desafios.
Annelise Gripp, profissional da área de Tecnologia da Informação e Gestão de Equipes, escreveu no seu artigo "Resiliência: a competência que nos leva à excelência!" (1) que "Resiliência é a capacidade que temos de lidar com os problemas, superar obstáculos e resistir à pressão de situações adversas, durante um tempo, sem perder o foco em alcançar o seu objetivo. Ou seja, resiliência é movimento que se faz de sair da zona de conforto, trabalhar, desenvolver, para alcançar uma meta e depois retornar ao estado natural. Como se fosse um elástico, que esticamos para amarrar alguma coisa e depois que usamos, ele volta ao seu estado normal, para ser usado novamente.".
Os teóricos definem “competência” como a capacidade do indivíduo de movimentar recursos para resolver uma situação complexa. Entre esses recursos estão as emoções e, muito ligada a estas, está a resiliência.
A resiliência, por óbvio, não nos remete apenas a metas. Ela deve ser fator presente em todas as posturas e ações que contemplem tomadas de decisão, das mais simples às mais complexas.
Não confunda, porém, resiliente com teimoso. Ambos são obstinados; o primeiro é organizado, flexível, sensato e focado; o segundo é, geralmente, desorganizado e inflexível, faltando-lhe bom senso e foco.
Ser resiliente é não desistir diante de possíveis fracassos; é suportar efeitos colaterais nocivos; é ser proativo; é ter forte personalidade; é ser resistente a adversidades.
É, enfim, ser perseverante.
Você é resiliente?
REFERÊNCIA
(1) GRIPP, Annelise. "Resiliência: a competência que nos leva à excelência". 2014, encontrado em https://annelisegripp.com.br/resiliencia (Acessado em 04/12/18).
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