domingo, 30 de junho de 2019

OS ADOLESCENTES E O ÁLCOOL (2) Meninas bebem mais



Mulher, Desespero, Álcool, Garrafa

Roberto Gameiro

Já se disse que não vivemos apenas uma época de mudanças, mas sim uma mudança de época.

Daniela Diana, licenciada em letras pela UNESP, escreveu que “A mudança social é a transformação da sociedade e do seu modo de organização. Decorre de hábitos e costumes que deixam de fazer ou que começam a fazer parte do cotidiano das pessoas” e ainda que “Como qualquer mudança, há uma série de consequências benéficas e outras menos benéficas para a sociedade. A mudança, muitas vezes tida como sinônimo de progresso, pode, por outras vezes, ir ao encontro da perda de valores.”.
(Disponível em: <https://www.todamateria.com.br/mudanca-social/ > Acesso em: 22 jun. 2019.)

A nossa sociedade está mudando com uma velocidade nunca antes experimentada, ocorrendo em todos os segmentos, com ênfase especial entre os mais jovens, mais suscetíveis e provocativos em termos de questionamentos do status quo.

Revista de grande circulação nacional publicou recentemente uma reportagem na qual informa que “Estudo realizado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), com base em dados do IBGE, mostrou que 25,1% das garotas com idade entre 13 e 15 anos bebem ao menos uma dose por mês – há uma década, eram 20%. Entre os garotos, o índice é de 22,5% - dez anos atrás, batia nos 28%. A mudança ilumina um novíssimo problema: elas bebem mais do que eles”.

Esse fenômeno se torna mais grave ao se constatar (e não é difícil fazê-lo) que em muitos casos acontece com o conhecimento e a conivência dos próprios pais.

Todos sabemos que a venda ou o fornecimento, mesmo que gratuito, de bebida alcoólica para menores de dezoito anos é proibida por Lei. Mas, Lei, ora a Lei. Muitos adolescentes recorrem a colegas maiores de 18 anos para a compra da bebida – isso, sem contar que muitos possuem cédulas de identidade falsas...

Acresça-se a grande quantidade de opções de bebidas alcoólicas de sabor adocicado, mais palatáveis para as jovens, que inunda os mercados.

Ainda na mesma reportagem, a revista cita Ludhmila Abrahão Hajjar, do Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Coração, em São Paulo, que afirma que “A vulnerabilidade feminina, nesse aspecto, é notória. O organismo da mulher tem quantidades menores de enzimas responsáveis pela metabolização do álcool, o que faz com que a substância demore mais tempo para ser eliminada.”.

Dizem que o primeiro passo para resolver um problema é identificá-lo. Esse problema está mais do que identificado e delimitado. Há que se buscar formas de resolvê-lo ou, pelo menos, minimizar suas consequências em relação à saúde das mulheres, hoje jovenzinhas, que se deixam levar pelo equívoco do prazer enganoso da bebida alcoólica.

Artigo editado e publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 27/06/19, sob o título "Adolescentes e o álcool".

Leia também o artigo “Os adolescentes e o álcool (1)” acessando: https://www.textocontextopretexto.com.br/2017/09/os-adolescentes-e-o-alcool.html

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2 comentários:

  1. Grande preocupação.Nossos jovens são vítimas de uma sociedade corrompida.

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  2. Preocupante! haja vista que o organismo feminino não tem uma enzima que "desdobra" melhor o álcool, o que leva a embriaguês mais rápido. Contudo, socialmente, em certas circunstâncias é um facilitador nos relacionamento pessoal. O difícil é encontrar o equilíbrio. Todavia, não se deve menosprezar o efeito viciante!

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ROBERTO GAMEIRO - FORMANDO CIDADÃOS CONSCIENTES

TRADUZA - TRANSLATE

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