quarta-feira, 9 de maio de 2018

OBRIGADO PELA VISITA!



Olá meu amigo, minha amiga. Agradeço sua visita ao meu Blogue. Se gostar do site, ou de algum artigo, por favor, encaminhe para seus amigos e, se possível, deixe seu comentário. Compartilhe! São artigos sobre "Educação de Crianças e Adolescentes" e "Gestão Escolar"; escolha a sua opção, clicando na imagem maior acima. Traduza para mais de 100 idiomas. Abraço. Roberto Gameiro

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terça-feira, 8 de maio de 2018

ESCOLA É MAIS DO QUE ISSO!

Teste, Testes, Formulário De Bolha


Roberto Gameiro

Certa vez, como diretor, recebi a visita de um possível futuro pai de aluno. Ele queria saber qual era a performance dos alunos da escola nos vestibulares e, especialmente, no ENEM”.

Como percebi que o objetivo dele era bem restrito e delineado, respondi prontamente à pergunta, mostrando os últimos resultados da escola, que a situavam entre as mais bem classificadas da cidade. Ele ficou satisfeito e disse que matricularia o seu filho. Nada mais indagou.

Perguntei-lhe, então, para que série seria a matrícula, e ele respondeu: “Maternal 1”.

Situações como essa nos fazem perguntar quais são as expectativas dos pais em relação às escolas.

Cada família tem seus princípios e valores os quais norteiam a forma como vê o mundo e educa os filhos. A escolha da escola, portanto, deve ser orientada pelo casamento desses princípios e valores com os propostos pela escola.

Aprovação em vestibulares não constitui princípio, nem valor; quando muito, é um objetivo ou uma meta.

Enganam-se aqueles que medem a qualidade de uma escola pelos seus resultados no ENEM. Escola é muito mais do que isso, embora também seja isso.

No caso em questão, quinze anos letivos separam o “Maternal 1” do final da Educação Básica na qual “competências gerais se inter-relacionam, se desdobram e se articulam na construção de conhecimentos, no desenvolvimento de habilidades e na formação de valores” (BNCC).

Conhecimentos, habilidades e valores constituem, portanto, o verdadeiro núcleo das competências a serem supridas pelas escolas na formação escolar dos estudantes; cada uma norteada pela sua missão, por seus princípios, por seus valores, e, no caso das confessionais, pelo Carisma. É um grande desafio!

Aprovações em vestibulares e ENEM são consequências naturais da aplicação da escola, do estudante e da família.

Não nos enganemos.

Artigo publicado em 08/05/2018 no jornal “O Popular” de Goiânia.

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terça-feira, 17 de abril de 2018

GUARDA PARTILHADA?

Família, Divórcio, Separação, Antes


Roberto Gameiro

Na tarde do dia em que foram divulgados os resultados finais, um homem entra intempestivamente na escola e dirige-se à sala da direção, exigindo atendimento imediato.

O homem, um pai de aluno da escola, está exasperado, muito nervoso, descontrolado.

Atendido pela direção e pela coordenação, declara-se pasmo pelo fato de o filho ter sido reprovado e que, durante todo o ano, ele nunca foi informado pela escola de quaisquer problemas que seu filho pudesse estar tendo nas aulas; nem sobre disciplina, nem sobre aproveitamento.

Chega, também, a esposa. Esta se mostra apreensiva e claramente incomodada com a situação.

Abrem-se os registros. Constata-se que o aluno constantemente não fez as tarefas de casa, esteve sempre em recuperação, não foi assíduo nem pontual, teve diversos casos de indisciplina durante as aulas, incluindo suspensões; essas informações deixam o pai atônito: no seu entender, a escola foi realmente incompetente com ele.

Abrem-se as atas. Constata-se, então, que a mãe esteve presente na escola mais de uma dezena de vezes durante o ano, a chamado da escola, para acompanhamento da situação de aproveitamento e de comportamento do menino; em várias das atas, assinadas por ela, a mãe pede encarecidamente à escola que não trate desses assuntos com o marido, e que ela mesma o fará. Fica claro que ela não o fez.

Vocês já “viram esse filme”?

A partir daqui, podemos indagar se a mãe e a escola agiram de forma correta; se o pai agiu, em relação ao menino, durante o ano, de forma assertiva...

De qualquer forma, cabe uma pergunta: se até na separação judicial dos casais, a guarda, pela Lei, deve ser, preferencialmente, compartilhada, por que alguns cônjuges, vivendo juntos, não conseguem compartilhar a guarda e o acompanhamento dos filhos?

Conversem e reflitam a respeito!

Artigo publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 17/04/18. 

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terça-feira, 10 de abril de 2018

TRAGO TUDO COMIGO


Livros Prateleira Biblioteca Estante De Li

Roberto Gameiro

A escola em que estudei o que hoje corresponde à segunda fase do Ensino Fundamental tinha como lema a frase latina “omnia mecum porto”. Embora tivéssemos no currículo a disciplina “Latim”, poucos de nós tínhamos a real percepção da profundidade semântica dessa frase.

“Omnia mecum porto” significa “trago tudo comigo”. Conta-se que quando Priene, na Grécia antiga, estava cercada pelos Persas, todos se preocupavam em fugir levando bens, joias, ouro e prata, à exceção de Bias, um dos sete sábios da Grécia, que fugiu levando apenas seus livros e seus conhecimentos. Perguntado, ele respondeu: “Omnia mecum porto”, ou seja, o conhecimento e o saber são os bens que realmente têm valor para o ser humano.

Longe de mim querer dizer que é “pecado” ter bens, joias, ouro e prata. O que quero ressaltar da frase em questão é a importância que têm o conhecimento e o saber nas nossas vidas, bem como a percepção de segurança e liberdade que nos trazem para enfrentar os desafios cotidianos.

Conhecimento e saber são constituintes de um concerto humanístico que pode trazer, além de felicidade, a conquista de bens materiais. Entretanto, cuidemos, porque conhecimento e saber podem ser usados para o bem, assim como para o mal.

Haja vista a situação de certos governantes e políticos envolvidos na operação “Lava Jato”. Muitos usaram seus conhecimentos e seus saberes para o mal, acumulando ilegalmente imensas fortunas e bens dos quais não terão condições de usufruir nem que vivam vários séculos; para estes, dizer “omnia mecum porto” significaria o aporte de alguns contêineres, com peso proporcional ao peso na consciência de cada um deles.

Lembremo-nos sempre do que escreveu Platão, conforme já citei em outro artigo: “a coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento”.

Artigo publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 10/04/18.



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terça-feira, 27 de março de 2018

O DESEJO DE TER OU SER






Roberto Gameiro

Certa vez, ouvi esta frase, da qual não consegui identificar a autoria: “o homem vive a desejar o que não tem, a fazer mau uso do que tem, e a lamentar o que já não tem”.

“Desejar”, “fazer mau uso” e “lamentar” podem perfeitamente caber numa análise consumista, caracterizada mais pelo “ter” e menos pelo “ser”.

No entanto, basta aprofundar um pouco a reflexão para encontrarmos essa “verdade” também nas posturas subjetivas do indivíduo humano; “desejo ser o que ainda não sou, desperdiço o que sou, e lamento não ser mais o que já fui”.

Claro que, mesmo estando nos campos do “ter” e do “ser”, nem sempre essas posturas podem ser consideradas negativas ou nefastas. O desejo de ter ou de ser o que ainda não se tem ou se é pode vir a ser combustível positivo para a busca da superação pessoal e da perseverança, desde que baseado em princípios e valores saudáveis.

Entretanto, vejam, a título de exemplo, os casos de muitos homens e mulheres públicos brasileiros que estão enxovalhados pela adesão a processos de corrupção. Acredito que muitos deles, quando entraram para a vida pública, tinham boas intenções e propósitos. Estando no exercício dos mandatos, porém, foram contaminados pelas “pressões”, “facilidades” e “demandas”, historicamente próprias desses locais, e deixaram-se perverter, certos da impunidade, que, aliás, ainda grassa no nosso país, apesar de operações como “Mensalão”, “Petrolão” e “Lava jato”. Será que eles se arrependem de não ser mais o que já foram, ou seja, “gente do bem”?

Se houver aqueles que se arrependem, não nos iludamos, porém, que todos se arrependam, pois há os maus-caracteres que não têm “conserto”.

Sigamos os exemplos daqueles que fazem bom uso do que têm ou são e nada têm a lamentar por já não ter ou ser.

Artigo publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 27/03/18.

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EDUCAÇÃO E CORRUPÇÃO


Roberto Gameiro

Aristóteles, no livro I da sua “Retórica”, no capítulo 12, escreve que as pessoas cometem injustiça quando pensam que a ação se pode cometer e ser cometida por elas ou porque entendem que seu ato não será descoberto, ou, se o for, que ficará impune, e, se for punido, a punição será menor do que o lucro que esperam para si mesmos ou para aqueles de quem cuidam.
Esse texto foi escrito mais de trezentos anos antes de Cristo, e caracteriza muito do que temos visto no Brasil de hoje nos mundos político, social, jurídico e empresarial.
Embora não possamos e nem devamos generalizar, assustam-nos as notícias que recebemos relatando os malfeitos, os processos, os indiciamentos, as delações, as prisões, de pessoas que deveriam ser exemplos de boa conduta e compostura.
Parece até que o texto bíblico Miquéias foi escrito hoje ((Mq 7, 3-4):
Essa gente tem mãos habilidosas para praticar o mal: o príncipe exige, o juiz se deixa comprar, o grande mostra sua ambição. E assim distorcem tudo. O melhor deles é como espinheiro…O dia anunciado pela sentinela, o dia do castigo chegou: agora é a ruína deles.
Aqui está o busílis: como educar as crianças e os jovens para a justiça, num ambiente de notícias de injustiças, de corrupção e de mentiras?
A boa formação dos nossos filhos se dá fundamentalmente nos ambientes em que vivem, entre eles a família, a escola e a igreja. Nestas searas, o bom exemplo e o testemunho são muito relevantes. Essa formação também é influenciada pelas vivências com os amigos e, especialmente, pelas redes sociais.
A imprensa escrita, falada e televisiva, no exercício de suas funções, divulga, diariamente, os fatos que acontecem nas diversas esferas da sociedade, os bons e os maus, o que, obviamente, é absorvido pelos jovens; nem todos terão o bom senso de separar o “joio do trigo”, deixando-se influenciar mais pelo mal do que pelo bem.
Não podemos deixar nossos filhos à mercê dessa triste realidade nacional de corrupção, à qual se soma a violência urbana. Isso aumenta a responsabilidade dos adultos no sentido de ajudá-los através do diálogo, do bom exemplo e da proximidade constantes.
Entretanto, se você mente, furta pequenos objetos, fura filas, usa as filas preferenciais ou exclusivas sem ter direito, ultrapassa com seu carro em faixa contínua, para em fila dupla, transita pelo acostamento ou faixa de ônibus, passa em farol vermelho, não para em faixa de pedestres, excede os limites de velocidade, estaciona em locais proibidos para você como vagas especiais, dirige após beber, falsifica documentos ou assinaturas, compra CDs e DVDs piratas, pratica suborno ativo ou passivo, não paga impostos devidos, bate o ponto ou assina lista de chamada de colega, utiliza o WiFi do vizinho ou faz “gato”, não declara compras na alfândega, compra votos, cola ou passa cola nas provas, joga lixo pela janela ou nas ruas, não agradece favores, não cumprimenta as pessoas nem no elevador, não ajuda quem necessita, não cede seu lugar para um idoso ou uma gestante, não devolve o troco vindo a mais, não respeita seus pais, enfim, não evita nem assume seus erros e quer levar vantagem em tudo, você está dando péssimos exemplos de corrupção para as crianças e adolescentes. Tenha certeza de que você será cobrado por isso por eles mesmos quando forem adultos.
Seja, como adulto, digno, autêntico, honesto, verdadeiro. Isso não constitui diferencial a ser agradecido. Isso é obrigação de todo cidadão.
Precisamos preparar os jovens para terem participação ativa e honesta nos destinos do país, não se acomodando, mas intervindo positivamente nas realidades local, regional e nacional, para contribuir com a melhoria da qualidade de vida de todos.
Artigo editado e publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 18/06/17.
Veja mais artigos de Roberto Gameiro publicados no jornal “O Popular” de Goiânia, em http://www.opopular.com.br/busca?q=roberto+gameiro
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domingo, 25 de março de 2018

IDENTIDADE E DIGNIDADE


Roberto Gameiro

– Qual é a sua identidade? A resposta poderia, talvez, ser o número da cédula de identidade; mas não é a essa identidade que me refiro.
Refiro-me a algo mais relevante do que um simples documento. Refiro-me àquelas características que nos distinguem e nos qualificam. À forma como nos vemos e como as outras pessoas nos veem. O nosso caráter, a nossa personalidade, a nossa visão de mundo e como nos inserimos nele.
As organizações são identificadas pela sua razão social, pela sua visão de futuro, pela sua missão, pelos seus princípios e valores. Estrategicamente, procuram fazer a gestão ancoradas nesses atributos como forma de adesão de todos os colaboradores para a consecução dos objetivos e das metas. E procuram disseminar essas informações para os seus clientes e fornecedores. É como elas (as organizações) se veem e como querem ser vistas.
Nós, seres humanos, temos a nossa identidade como tal, mas também temos a nossa identidade projetada nos diversos papéis sociais que desempenhamos. Eu sou o ser humano Roberto, que posso exercer diversos papéis sociais: diretor de escola, professor, sócio de clube, pai, avô, síndico…
Nem sempre a forma como nos vemos coincide com a forma como os outros nos veem. Mas, com a convivência e os relacionamentos mais chegados, acabamos por formatar algumas características próprias do nosso jeito de ser e de agir, o que passa a ser perfeitamente perceptível para as outras pessoas. Quantas vezes, diante de um fato acontecido, ouvimos alguém dizer: “isso só pode ser coisa do Fulano de Tal”. É a identidade “falando alto” e nos revelando para o bem, ou para o mal.
Por óbvio, não precisamos ser o que os outros querem ou preferem que sejamos. Temos de ser nós mesmos, baseados em valores saudáveis para projetar uma identidade real e defensável.
A identidade está diretamente relacionada à dignidade. A dignidade humana.
dignidade humana, junto da soberania, da cidadania, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e, ainda, do pluralismo político, constitui um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito da República Federativa do Brasil. (CF, 1988)
O artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) registra que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.
A dignidade é suportada pela identidade e vice-versa. São características das quais não podemos abdicar sob pena de perdermos o nosso sentido de vida. Ninguém tem o direito de se apoderar da identidade e ou da dignidade do outro, seja ele seu filho, seu pai, seu empregado, seu cônjuge, embora saibamos que isso acontece até com certa frequência, especialmente nas relações trabalhistas. A escravatura foi um exemplo claro dessa situação; o escravo perdia primeiro a sua identidade, e, logo em seguida, a sua dignidade como ser humano. E sabemos que, ainda hoje, há situações de verdadeira escravidão no Brasil e pelo mundo afora.
Jesus Cristo nos deixou um novo mandamento: que devemos nos amar uns aos outros como Ele nos amou. É isso. E ponto.
Artigo publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 01/06/2016.

Veja mais artigos de Roberto Gameiro publicados no jornal “O Popular” de Goiânia, em http://www.opopular.com.br/busca?q=roberto+gameiro .
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terça-feira, 6 de março de 2018

FAROESTE DOCENTE

Tiro de Light'N

Roberto Gameiro

Mas, o que é isso? Em que mundo estamos?
Do jeito que as coisas vão, em breve os currículos das licenciaturas deverão ser “enriquecidos” com disciplinas como “Tiro ao Alvo” e “Uso, manutenção e limpeza de armas de fogo”, entre outras. Na mesma onda, ao concluírem o curso, os licenciados farão jus a, além do anel de formatura, um cinturão com uma grande fivela, uma cartucheira e um ”trintoitão”, ou uma automática, para usar por baixo do jaleco (ou por cima). 

“O que dá pra rir dá pra chorar...” já dizia a música de Billy Blanco (1924/2011). 

Claro que essa ideia absurda de os professores portarem armas para se defender e defender os alunos de atiradores solitários está, por enquanto, apenas na cabeça do presidente americano e dos cartéis dos fabricantes de armas que o apoiam (e o elegeram). 

Entretanto, se isso vingar por lá, podemos esperar que, consequentemente, algum grupo de “iluminados” daqui também defenderá a ideia para ser implantada no nosso país varonil. E, provavelmente, alegarão que “se lá foi necessário, aqui, mais ainda”. 

Há uma máxima na Medicina que diz: “suprima a causa que o efeito cessa”. 

Tanto lá como cá, a violência que atinge as escolas tem causas já muito bem diagnosticadas, mas, por motivos e pesos diferentes, essas causas são de difícil supressão, pelo menos a curto prazo. 

Os nossos professores são vítimas de governos incompetentes e ou corruptos, ou ambos, que não honraram o mandato que o povo lhes outorgou, e de uma geração de pais que delegam para a escola atribuições que constitucionalmente a eles pertencem. 

Está mais do que na hora de se prestigiar os professores, dando-lhes o valor e o apoio que fazem por merecer, assim como fizeram países vencedores como o Japão, onde dizem que o Imperador só se curva diante de um professor.

Artigo publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 06/03/2018.
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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

PRECISA-SE DE PROFESSORES!

Quadro Negro, Quadro De Giz, Conselho



Roberto Gameiro

O Brasil precisa de professores; precisa urgentemente de mais bons professores; precisa manter os professores atuais; precisa resgatar o respeito e a dignidade dos professores; precisa melhorar a remuneração dos professores, especialmente nas redes públicas estaduais e municipais.

O país está perdendo bons professores, alguns dos quais preferem outras opções de trabalho, no Uber por exemplo, a ter de enfrentar a baixa remuneração, a falta de condições de trabalho e a violência intramuros.
O “Censo da Educação Superior”, divulgado em agosto de 2017 pelo Instituto Nacional de Estudos e Estatísticas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), traz informações relevantes que corroboram estes alertas e provocam a necessidade de ações urgentes para resolvê-los a curto e médio prazos.
O “Censo” faz uma análise diacrônica 2006/2016. Revela, por exemplo, que no país, nesse período, o número de cursos presenciais de licenciatura aumentou apenas 4% (de 6.436 para 6.693); informa, também, que o número de matriculados em licenciaturas presenciais aumentou de 873.774 alunos para 880.167 – menos de 1%); que do total de matriculados em licenciaturas, 44,4% estão no curso de Pedagogia, o que denota a falta de interesse pelo magistério do sexto ano em diante.
Nesse lapso de tempo que vai de 2006 a 2016, segundo o IBGE (https://www.ibge.gov.br/apps/populacao/projecao/), a população do Brasil aumentou em cerca de 18 milhões de pessoas. Observa-se, entretanto, uma estagnação no número de matriculados em cursos de licenciatura presenciais, o que significa proporcionalmente menos professores para suprir as demandas.
Os futuros profissionais fogem das licenciaturas e preferem outros tipos de graduação, os “bacharelados” por exemplo, cujas matrículas aumentaram, no período considerado, de 3.172.620 para 5.549.736 (75%).  
A crise já está instalada. Faltam professores nas redes públicas, os estudantes estão sem aulas de determinadas disciplinas e não sabem se os seus professores ainda estarão com eles amanhã.
Pessimismo? Não!
Realismo? Sim!
Socorro!


Artigo editado e publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 20/02/2018.
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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O FUTURO DO EMPREGO


Roberto Gameiro

É de Platão (428-347 aC), filósofo do período clássico da Grécia Antiga, a frase: “Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida”.

Essa mensagem ilustra bem o que o mundo e, especialmente o Brasil, passa neste momento histórico.

Um jornal paulista de grande circulação publicou, recentemente, uma reportagem sobre as transformações no mercado de trabalho, com dados provenientes, entre outros, do Fórum Econômico Mundial e da Consultoria McKinsey, em relação ao uso da automação.

No Brasil, segundo o diário, quase 16 milhões de pessoas serão afetadas, até 2030, na medida em que suas funções serão desempenhadas por robôs.

Outras vagas serão criadas, mas, com certeza, exigirão competências mais apuradas.

Os dados são alarmantes e já nos fazem antever uma grande crise que está por vir e que afetará significativamente o mercado, especialmente aqueles indivíduos com baixa escolarização e que, consequentemente, exercem funções mais simples, menos qualificadas.

O nosso país tem hoje cerca de 12 milhões de analfabetos (15 anos de idade ou mais) e um número parecido de desempregados e já vive uma grande crise envolvendo esses grupos.

Há que se alfabetizar essas pessoas, incluída aí a alfabetização digital, e treiná-las para exercer funções mais qualificadas. E isso inclui os mais velhos (acima de 60 anos), que constituem metade dos analfabetos, devido ao aumento da longevidade.

Entretanto, corremos contra o tempo e os nossos governos não têm sido competentes o suficiente para se antecipar às crises.

Vamos esperar que essa nova crise se instale para aí então descobrir o que é importante para todo esse contingente?


Artigo publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 30/01/2018.
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TRADUZA - TRANSLATE

Sobre Roberto Gameiro

Sobre Roberto Gameiro
Pedagogo habilitado em Administração e Supervisão Escolar, Licenciado em Letras Modernas Português-Inglês, Pós-graduado com Especialização em Avaliação Institucional Escolar, e Mestre em Administração com ênfase em Gestão Estratégica de Organizações, Marketing e Competitividade. Diretor de escolas de Educação Básica, Professor universitário e de Educação Básica, e Diretor de Obras Sociais. É palestrante e tem seus artigos publicados em jornais e revistas.

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O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO: PARA LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA - COM OS FILHOS

Reprodução

Autorizada, desde que com a citação dos nomes do Blogue e do Autor.

Sobre o Blog

FRUTO DA FORMAÇÃO E DA EXPERIÊNCIA PESSOAL E PROFISSIONAL DO AUTOR, ESTE BLOG ABRIGA ARTIGOS SOBRE “EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES” E SOBRE “GESTÃO ESCOLAR”. NA SEÇÃO “EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES”, ESPERA-SE QUE OS ARTIGOS POSSIBILITEM LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA, ESPECIALMENTE COM OS FILHOS, NAS DIVERSAS FAIXAS ETÁRIAS. NÓS PAIS ESTAMOS SEMPRE PROCURANDO ENCONTRAR VIAS DE COMUNICAÇÃO COM OS NOSSOS FILHOS, MAS NEM SEMPRE ENCONTRAMOS O VEIO PROPÍCIO, NÃO É? AQUI ESTÁ UMA POSSIBILIDADE. NA SEÇÃO “GESTÃO ESCOLAR”, ESPERA-SE QUE OS ARTIGOS CONSTITUAM SUBSÍDIOS ÚTEIS PARA AS ÁREAS DE DIREÇÃO, SUPERVISÃO, COORDENAÇÃO E DOCÊNCIA. SÃO PUBLICADOS, TAMBÉM, TEXTOS DE OUTROS AUTORES, QUE AGREGUEM VALOR AOS OBJETIVOS DO BLOG. BOAS LEITURAS!

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