O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

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sábado, 17 de fevereiro de 2024

NÓS SOMOS O "PESSOAL DO LIXO"


Roberto Gameiro

Noutro dia, li uma historieta que relatava que um menino que andava nas ruas de mãos dadas com o pai, ao avistar o caminhão que recolhia a sujeira e as coisas deixadas nas calçadas, perguntou: - esse é o pessoal do lixo, não é papai? Ao que o pai respondeu:


- Não, meu filho, esse é o pessoal da limpeza... o pessoal do lixo somos nós!


Segundo o site Ciclo Vivo, “(...) ao longo    do ano--base de 2022, foram gerados no Brasil 77, 1 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos. Esse montante corresponde a mais de 211 mil toneladas de resíduos gerados por dia, ou cerca de 380 kg por habitante no ano. Em média, cada brasileiro produz 1,04kg de resíduos todos os dias...”. (1)



É muito lixo, principalmente se considerarmos que a maior geração se concentra nos grandes centros urbanos.


Grande parte desses resíduos é coletado pelo “pessoal da limpeza”, como explicitado na historieta acima; ao fazer esse enfoque, o pai destaca a importância do trabalho deles e propõe um ponto de vista mais valorativo dessa atividade.


Cada um de nós tem uma visão de mundo própria, fruto do dom de livre-arbítrio que nos foi concedido pelo Criador. Por isso, há os que os veem como “pessoal do lixo”, assim como os que os veem como “pessoal da limpeza”.


Por outro lado, ao nos definir como “pessoal do lixo”, o pai dá uma deixa para refletirmos sobre as nossas posturas e ações em relação à produção, descarte, e valorização das pessoas que cuidam da limpeza nos espaços públicos e privados.


Adriana B. Scheeren Selau e Luciana Fofonka escreveram: “A questão do descarte do lixo urbano é tema que deve ser trabalhado sobretudo na esfera escolar, onde se possa construir no indivíduo e na coletividade a consciência no controle do consumo exagerado e do descarte de resíduos. A proposta da educação ambiental nas escolas deverá levar à mudança de atitudes que fomente a preservação do ambiente. Esse novo comportamento envolve desde o controle do consumo de materiais a serem descartados até o rejeite que favoreça a reciclagem, a reutilização e o reuso.”. (2)


Lembrando, também, que o tema “Educação Ambiental” aparece com ênfase em muitos enfoques da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), inclusive numa das Competências Gerais.


Entretanto, apenas a conscientização e a compreensão não bastam. É importante que os estudantes saibam como adequar as suas posturas e ações em relação a essa temática. E isso se alcança com a prática. O dia a dia das atividades escolares precisa estar pleno de cuidados com a limpeza e a conservação ambiental, a higiene, o descarte adequado, o consumo consciente, a redução de resíduos e a sustentabilidade na sala de aula, na escola, na região, no país e no planeta. E isso vale para cada um de nós; não apenas para os estudantes.


Há que se reconhecer e valorizar todos os tipos de ocupação, dos mais simples aos mais complexos, pois é do somatório de todos eles que se constrói uma Nação forte, produtiva, solidária e organizada.


Aí, talvez, nós não seremos mais “o pessoal do lixo” ...

 

REFERÊNCIAS


(  1) CICLO VIVO – Brasil descarta 33 milhões de toneladas de lixo de forma irregular. Encontrado em:

https://ciclovivo.com.br/planeta/desenvolvimento/brasil-descarta-33-milhoes-de-toneladas-de-lixo-de-forma-irregular/ . Acessado em 11/02/2024

 

(  2) SELAU, Adriana Bordignon Scheeren e FOFONKA, Luciana – O descarte consciente através da Educação ambiental. Encontrado em https://revistaea.org/artigo.php?idartigo=3124.

   Acessado em 12/02/2024.

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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

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sábado, 10 de fevereiro de 2024

MENSAGEM - PRATICANDO ATOS DE GENTILEZA E SOLIDARIEDADE

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TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

A prática de atos de gentileza e de solidariedade faz bem para quem pratica e para quem  recebe,  além  de  revelar  que você está de bem consigo mesmo  e,  por isso,  preocupado com o bem-
-estar  dos outros. Entretanto, ninguém pode dar o que não tem. Ao pensar no bem-estar coletivo, não podemos abdicar do nosso próprio bem-estar;  ao  contrário,  o  bem-estar coletivo  é  o  somatório  dos bem-estares  dos indivíduos que compõem o grupo. Se reduzirmos  o  bem-estar  do indivíduo, reduziremos, também, o bem-estar  do  coletivo.  Jesus Cristo  nos deixou vários ensinamentos.  Entre  eles,  destacam-se  o  “Amor  a  Deus”  e  o “Amarás ao teu próximo  como a ti mesmo”;  neste,  percebe-se que  para  amar  ao  seu  próximo  você precisa, antes, ter muito amor a Deus e por si mesmo.

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sábado, 27 de janeiro de 2024

MENSAGEM - PLANTANDO SEMENTES DO BEM

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TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES 

Deus criou o homem com o dom do livre-arbítrio, o que significa que cada um de nós tem a liberdade de escolher entre o certo e o errado. Entretanto, por óbvio, essa liberdade não é uma licença para malfeitos, dolo e demais ilícitos. Continuemos, todos nós, a jornada da busca do bem em detrimento do mal. Insistamos na prática cristã de fazer o bem sem olhar para quem. Plantando sementes do bem, nossa vida se completará plena de frutos valiosos, em energias indispensáveis para a melhoria da qualidade de vida de todos. Depende de cada um de nós. 




























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sábado, 6 de janeiro de 2024

O VALOR DO NOME


Roberto Gameiro


Há alguns anos, comecei a frequentar um restaurante na cidade onde morava. Comida boa, ambiente sadio, higiene a toda prova, era um lugar agradável que dava gosto levar a família. Na primeira vez, fomos recebidos educadamente pelo proprietário e sua esposa, me apresentei e aos meus, e fomos muito bem atendidos.


Na segunda vez, o proprietário, ao nos receber, me chamou de Paulo. Eu, com educação e sutileza, o corrigi dizendo que meu nome é Roberto, e não Paulo. Mas nas vezes seguintes, ele continuou a me chamar de Paulo. Corrigi-o mais uma vez e tive vontade de corrigi-lo depois de novo, mas não o fiz. Ora, se ele me identificava sempre como Paulo, é que para ele eu era o seu cliente Paulo. E eu virei Paulo quando no restaurante daquele senhor. Mas, nem por isso, perdi a minha identidade – que eu prezo muito. Aliás, Paulo é um nome muito bonito; e bíblico.


Foi uma concessão que fiz para aquele senhor e sua família, até porque ele não fazia a troca do meu nome por malícia ou deboche.


Segundo o jornalista Marcelo Testoni (1), “em um estudo de 2016, cientistas da Universidade Duke (EUA) descobriram que essa é uma situação corriqueira, após analisarem cinco pesquisas diferentes (...) segundo os cientistas, na primeira pesquisa, metade dos entrevistados teve seu nome trocado, independentemente (...) do grau de afinidade com os interlocutores. Ocorre tanto quando se trata de desconhecidos como com quem se conhece pouco ou até se convive há décadas. Mas não tem a ver necessariamente com ser menos amado ou lembrado (...) a confusão entre nomes ainda tem a ver com o fato de o cérebro armazenar e distribuir informações sobre pessoas do nosso dia a dia em diferentes "caixinhas" cognitivas que se interligam. Nomes são representações de alguém e são recobrados com lembranças, emoções, sensações, eventualmente distorcidos".


Nós, seres humanos, temos a nossa identidade como tal, mas também a temos projetada nos diversos papéis sociais que desempenhamos. Eu sou o ser humano Roberto, que posso exercer diversos papéis sociais: diretor de escola, professor, sócio de clube, pai, avô, bisavô, esposo, cliente de um restaurante …


O nome é um bem de incomensurável valor, e deve ser preservado e valorizado, pois ele representa o que somos, a forma como nos vemos e como as outras pessoas nos veem, o nosso caráter, a nossa personalidade, a nossa visão de mundo e como nos inserimos nele.


Mesmo que eventualmente façamos alguma condescendência.


Para terminar, tem a história daquele “coronel” latifundiário que chamava a sua mulher de “amor”. Era amor para cá, amor para lá ... Certa vez uma repórter foi entrevistá-lo e comentou que achava lindo o fato de ele chamar a esposa de “amor”, ao que ele lhe confidenciou que fazia dez anos que tinha esquecido o nome dela ...


Como já escrevi várias vezes: o que dá pra rir, dá, também, pra chorar ... 


REFERÊNCIA


(1)TESTONI, Marcelo. Vive trocando o nome das pessoas? Saiba por que isso ocorre. Encontrado em https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/05/16/vive-trocando-os-nomes-das-pessoas-saiba-por-que-isso-ocorre.htm?cmpid=copiaecola. Acessado em 03/01/2024.


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sábado, 23 de dezembro de 2023

A GENTE FALA E ESCREVE O QUE OUVE, OU O QUE HOUVE?

Roberto Gameiro

Oswald de Andrade (1890-1954), escritor e dramaturgo brasileiro escreveu:

“A gente escreve o que ouve, nunca o que houve."
 
A frase, inteligentemente construída, além de revelar uma situação de eventual verdade, nos traz uma das facetas da Língua Portuguesa, qual seja, a dicotomia entre o texto escrito e o texto falado. Nela, os verbos “ouvir” e “haver” são contrapostos, causando uma confusão semântico/fonética que nos instiga a um aprofundamento analítico. 

Reescrito, o texto poderia ficar assim: 

“A gente escreve o que escuta, nunca o que aconteceu."

Mas não são apenas os escritos que podem causar dupla ou enviesada comunicação. Também as mensagens faladas, ao passarem por diversos interlocutores, correm grandes riscos de deturpação.

Quando a comunicação não se realiza de forma adequada, as mensagens, orientações e informações poderão ser interpretadas de variadas formas pelos receptores, causando “ruídos” comunicacionais danosos ao bom funcionamento de uma empresa, de uma família, escola ou da sociedade como um todo.

Assim é com uma anedota que corre pelas redes sociais há muito tempo, que talvez você conheça, da qual eu fiz a minha versão. Não consegui identificar o autor da original.
 
O Diretor Geral (de uma empresa fictícia) chama o Vice-Diretor da filial e lhe dá uma orientação para que repasse para os diversos níveis hierárquicos da organização, até chegar aos funcionários da linha de produção: 

“Amanhã, às 9h, haverá um eclipse do Sol, o que não ocorre todos os dias; providencie para que todos os funcionários estejam no pátio, uniformizados, para que vejam esse raro fenômeno, quando eu lhes darei as explicações convenientes. Em caso de chuva, não poderemos ver nada; então, leve os colaboradores para o Ginásio.”.

O Vice-Diretor repassa oralmente a orientação para o Coordenador Geral, que a repassa para o Supervisor, que a repassa aos Chefes de Setores, os quais a repassam aos funcionários.

A orientação chega ao conhecimento dos funcionários com a seguinte versão:
  
“Informo que amanhã, lá pelas 9h, o Diretor-Geral, uniformizado, eclipsará o Sol no Ginásio, fenômeno raro que não acontece todos os dias, ocasião em que ele dará as explicações necessárias.”

Os funcionários entre si: 

“Parece que amanhã às 9h, sem dar explicações a ninguém, vão prender o Diretor Geral no Ginásio por 24 horas porque ele só vem trabalhar em dias de Sol; nunca em dias de chuva. Pena que isso não ocorra todos os dias.”.

Anedota ou não, exagerado ou não, esse “relato”, cujo original foi escrito há décadas, leva a uma análise interessante.

Toda comunicação deve ser clara, concisa e objetiva, adequada na forma e no conteúdo ao público-alvo, considerando seu nível cultural e as eventuais individualidades.

Devem ser consideradas as possíveis barreiras hierárquicas que poderão interferir na eficiência e na eficácia da comunicação, identificando de antemão as características peculiares dos diversos ambientes-alvo. 

Vivemos a era do conhecimento e da informação. Diferentemente da época em que o original do texto aqui analisado foi escrito, hoje dispomos de variadas opções, inclusive tecnológicas, que facilitam sobremaneira a comunicação.
 
Entretanto, com as vivências do dia a dia, observamos que a Língua Portuguesa continua a ser “maltratada” por alguns meios de comunicação e seus agentes. 

Nunca houve tantas possibilidades de comunicação; entretanto, nunca se falou e escreveu com tantos erros de ortografia, acentuação e pontuação como hoje.
 
Salvo honrosas exceções!

Toda empresa deveria ter um profissional corretor de textos eventual ou contratado! A empresa que prima pelo cuidado com suas peças de comunicação tem essa qualidade agregada à sua própria competência profissional, o que reforça suas vantagens competitivas.

E para terminar, repito aqui uma obra prima, risível, de propaganda de uma escola.
 
“Seguro educacional gratuito já incluso na mensalidade.”
 
O que dá para rir, dá para chorar.

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sábado, 2 de dezembro de 2023

MENSAGEM - É MENTIRA, OU É VERDADE?


                         MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO
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TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS
TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES 

Como formar  os filhos   para  a  verdade se, por exemplo, seu filho atende ao  telefone  fixo  e  diz - Pai, é o “Fulano de Tal”! E você diz - Diga que não estou.  Alguém  vai   dizer: - Essa  é  uma  mentirinha  inocente.  “Mentira  inocente”    continua   sendo  uma  mentira;  adjetivada,  mas mentira.  E, então, o que fica, numa circunstância  como  essa, para a formação da criança?  Ela,  provavelmente,  vai  pensar  - então, existem  "mentiras inocentes”  que  eu  posso dizer e “mentiras   não  inocentes”  que   eu  não  posso  dizer. Entretanto,   como   o pai  vai  explicar para o filho qual o limite entre uma e outra? Não existem “meias mentiras”, nem “meias verdades”. Ou é mentira, ou é verdade!

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sábado, 25 de novembro de 2023

PASSOS PARA TRÁS, PASSOS PARA A FRENTE!




Roberto Gameiro


Há um proverbio chinês que diz:

“Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos agora você vai dar para frente.”


Passos para trás e passos para a frente podem se referir a variados aspectos da nossa vida, sejam eles financeiros, econômicos, amorosos, familiares, conjugais, sociais, profissionais, de saúde ...


Esse provérbio é, antes de tudo, uma mensagem de esperança e de confiança nas nossas possibilidades de reagir em face de momentos difíceis que enfrentamos no dia a dia, verdadeiros desafios a serem superados e vencidos.

 

E quem não os têm?


O importante é não “jogar a toalha” diante das dificuldades.


Até porque, há um outro proverbio chinês que diz;

“Se o problema tem solução, não esquente a cabeça, porque tem solução. Se o problema não tem solução, não esquente a cabeça, porque não tem solução.”


Também neste provérbio, é importante saber quais serão as tomadas de decisão em relação ao problema, e como serão implementadas as providências a curto, médio e longo prazos.

 

Por outro lado, passos dados para trás não devem necessariamente ser considerados retrocesso. São oportunidades de aprendizado e experiência que vão auxiliar-nos nas iniciativas no futuro. Afinal, “errando também se aprende”.


Esses provérbios nos encorajam a sermos perseverantes e resilientes, não permitindo que os obstáculos havidos no passado nos impeçam de alcançar nossas metas e objetivos. 


Todos temos o dom do livre-arbítrio que nos foi concedido pelo Criador.  Por isso, temos o poder da escolha para optar por seguir em frente, em vez de ficarmos limitados ao passado. 


Há que ter-se pensamento positivo e postura construtiva, mantendo a mentalidade focada num futuro produtivo e promitente.


Assim, daremos exemplos significativos aos nossos filhos, crianças e adolescentes, os quais se espelham em nós para a construção dos seus sentidos de vida.

 

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sábado, 11 de novembro de 2023

MÃE, DE ONDE EU VIM?

Perguntas

Roberto Gameiro

De vez em quando, ouvimos ou lemos pequenas estórias que parecem ou são efetivamente anedotas, mas que podem nos levar a reflexões profundas a respeito da forma como acompanhamos o dia a dia da educação e da formação dos filhos e alunos.


É o caso da criança que pergunta à mãe:

- Mãe, de onde eu vim?

A mãe, meio engasgada com a pergunta que lhe parece merecer uma resposta cuidadosa e bem pensada, discorre, durante uns 10 minutos, sobre aquelas abordagens-padrão: fala dos aparelhos reprodutores masculino e feminino, sobre a sementinha, sobre o feto, sobre o processo de gestação, tomando o especial cuidado de não falar na cegonha....

Após a explanação, pergunta à filha se ela entendeu.
 
E a filha responde: 

- Isso tudo eu já sabia; o que eu quero saber é o seguinte: o Paulinho veio do Pará; o Joãozinho, da Bahia; e eu, de onde eu vim?

Você já se perguntou quantas vezes nós pais e professores respondemos a perguntas que nunca foram feitas?

Naqueles momentos-chave em que temos de interceder, ou por iniciativa nossa, ou por clamor dos filhos e ou alunos, é bom sempre começar por uma pergunta; uma pergunta certeira cuja resposta nos traga ao mesmo tempo alguma informação pertinente, bem como pistas sobre como desenvolver o diálogo.

Entretanto, há pais e professores que entendem que precisam ter respostas imediatas para todas e quaisquer perguntas que lhes sejam feitas pelo filho ou pelo aluno. E, nessa saga, mais confundem do que ajudam. 

Lembro-me de um professor meu, de francês, que traduziu, no contexto da vida de Joana d'Arc, a palavra “bannière” como “banheira” e, pior, argumentou que, como heroína, ela tinha uma banheira especial para a sua higiene. E, pior ainda, nós, estudantes, acreditamos! A propósito, “bannière”, em francês, significa estandarte, ou bandeira; aí, sim, tudo a ver com Joana d'Arc. 


Você já se perguntou, também, quantas vezes perguntas não foram verbalizadas, mas estavam explícitas nos comportamentos dos filhos e ou alunos, e nós não aproveitamos a situação para fazer presença significativa na vida deles? 

Os filhos e os alunos nos mandam mensagens constantemente, nem sempre por meio de palavras. Muitas vezes, o olhar da criança ou do adolescente na direção dos nossos olhos é significativo o bastante para que percebamos que algo não vai bem, e que ele espera a nossa atenção, a nossa aproximação, o nosso contato, a nossa presença na vida dele ou dela. Esses são momentos preciosos e oportunos que fazem por merecer, da nossa parte, grande cuidado e afeto na abordagem, evitando expor o filho ou o aluno a situação que o possa constranger diante de outras pessoas.


A educação dos filhos e a formação dos alunos não seguem regras para cada situação. Cada situação é ímpar, mas poderá ser melhor equacionada se família e escola compartilharem princípios e valores saudáveis que sejam propagados com insistência e vividos em plenitude por todos os membros.

E não nos esqueçamos de que a pedagogia de Jesus é feita de perguntas e de diálogos.

Publicado originalmente em 29/05/2018



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Artigo publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 29/05/18.


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sábado, 4 de novembro de 2023

APRENDER, DESAPRENDER E REAPRENDER



Roberto Gameiro

Por que será que algumas pessoas trocam de carro a cada dois anos, pelo menos? Será para manter o status quo e impressionar parentes e amigos? Até pode ser. Mas não necessariamente.  
 
As tecnologias automotivas têm sido constantemente aperfeiçoadas, especialmente as dos motores, do conforto e da segurança, de forma que um carro de dois anos atrás já pode estar ultrapassado nesses quesitos. 

Até por isso, temos visto veículos com a produção descontinuada e não conseguimos entender o porquê.
 
São novos produtos fruto de inovações que modificam o mercado.

Pode parecer uma comparação esdrúxula, mas isso também está acontecendo no mercado de trabalho. E já há algum tempo.

Algumas profissões tradicionais estão sendo “descontinuadas” e novas opções estão surgindo, exigindo competências e habilidades, antes não demandadas, em todos os níveis hierárquicos.

Alvin Toffler (1928-2016), escritor e futurista norte-americano, escreveu que "os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.".  

Neste século, a evolução tecnológica e as mudanças sociais estão a exigir das pessoas e das organizações agilidade nas decisões para não “estacionar” nas mesmices do passado, que já se tornaram obsoletas, e, consequentemente, já não atendem às necessidades agregadas do presente.

Por outro lado, há que se assumir que a aprendizagem precisa ser contínua. Nenhuma empresa e nenhuma pessoa podem achar que já sabem tudo sobre as suas áreas respectivas.

Não há mais como depender apenas das instituições de ensino para aprender novas competências e habilidades. Os indivíduos precisam se colocar no centro do seu próprio processo de aprendizagem, sendo protagonistas e não simples coadjuvantes.

Às crianças e adolescentes, deve-se proporcionar a possibilidade da flexibilidade cognitiva para que sejam capazes de se adaptar a novos contextos, conceitos e tecnologias ao longo da vida. 

René Descartes (1596-1650), filósofo francês, escreveu no seu “Meditações Metafísicas”, na “Meditação Primeira”: 

“Há já algum tempo me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera grande quantidade de falsas opiniões como verdadeiras e que o que depois fundei sobre princípios tão mal assegurados só podia ser muito duvidoso e incerto, de forma que me era preciso empreender seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões que até então aceitara em minha crença e começar tudo de novo desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo firme e constante nas ciências.”. 

Portanto, devemos considerar que a educação e a formação não são eventos únicos que têm um término no fim de uma etapa do ensino formal, mas um processo contínuo que acompanha o indivíduo durante a vida toda, desde a mais tenra idade. 

Não basta ser alfabetizado no sentido tradicional. Há que se estar preparado para constantemente “aprender”, “desaprender” e “reaprender”.

É isso.
 
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sábado, 28 de outubro de 2023

A OPORTUNIDADE FAZ O LADRÃO?


Roberto Gameiro

Certa vez, ouvi de um colega, professor universitário, que, estando ele no refeitório da faculdade, sentado à mesa com oito alunos, soube-se que a máquina de venda de refrigerantes estava liberando as latinhas sem o pagamento correspondente. Imediatamente, cinco dos estudantes deixaram a mesa para “aproveitar a oportunidade” e juntaram-se a outros que, ansiosa e freneticamente, retiravam o produto da máquina. 

Três deles permaneceram à mesa com o professor e não aderiram ao ato indevido. Não havia, no local, um agente de segurança que pudesse impedir o saque. E aí, veio a parte da narrativa que me deixou feliz e até orgulhoso: os três eram egressos do colégio que eu dirigia.

Por certo, a postura daqueles três estudantes não foi fruto apenas do trabalho da escola; foi resultado de todo um arcabouço de educação por valores desenvolvido, primeiro, nas suas famílias e com o exemplo indispensável dos seus pais e familiares, somado às vivências sociais que moldaram a formação deles.

Este artigo poderia terminar aqui. A mensagem está dada e fornece subsídios vigorosos para diálogos entre pais e filhos.

Mas, vamos explorar um pouco mais a narrativa, até em função de fatos que acontecem no nosso país.

Vejam o que tem ocorrido em diversos estados do Brasil: saques a supermercados e lojas, cometidos por pessoas da comunidade local, desenfreadas, saindo com mercadorias furtadas, algumas das quais com olhar de triunfo, de vantagem, de conquista!

É vergonhoso, também, ver pessoas saqueando cargas de caminhões acidentados nas estradas, como formigas sobre mel derramado; essas cenas correm o mundo e produzem uma imagem negativa do nosso país, imagens essas que nos acompanham como “sombras” quando estamos “lá fora” a trabalho ou a turismo.

E tantas outras situações vexaminosas que presenciamos ou temos notícia no dia a dia, de pessoas demonstrando falta de educação e civilidade no trânsito, nos condomínios, nos clubes, nas escolas, nos shoppings...

Será que para as pessoas não cometerem atos ilícitos é preciso sempre a presença de agentes de segurança ou policiais? E eu não estou falando de bandidos; estou me referindo a pessoas ditas do bem, pessoas comuns.

Muito a pensar e a agir. E a conversar com os filhos.

Publicado originalmente em 10/05/2020

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sábado, 21 de outubro de 2023

MENSAGEM - VAGAS ESPECIAIS - LEI, ORA A LEI!


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TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS
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A criança viu quando a jovem estudante se encaminhou a uma das vagas de idoso, onde estava o seu carro, uma vistosa caminhoneta de luxo, acomodou-se e saiu. Que péssimo exemplo deu aquela estudante a uma criança, estacionando seu carro em vaga a ela não permitida. Esse tipo de situação repete-se diariamente em estacionamentos no Brasil, em vagas de idosos e deficientes, com um descaramento sem igual. E não há fiscalização que dê conta de inibir com eficácia esse mau comportamento, tal a incidência com que ocorre. Espera-se dos adultos que sirvam de exemplo para as crianças e adolescentes, que veem nas suas posturas modelos a serem seguidos, especialmente aqueles ligados à cidadania, aos bons costumes e ao cumprimento das Leis.

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quinta-feira, 12 de outubro de 2023

CUIDADO - CRIANÇA - CONTÉM SONHOS!


Roberto Gameiro


Mirko Badiale, filósofo italiano, escreveu certa vez: “Deve ser colocada uma placa em cada criança que diga:

          

        "Trate com cuidado. Contém sonhos. 


Nós, professores, somos seres privilegiados pois tratamos, diariamente, com os tesouros mais preciosos deste mundo: as crianças. 


Como é gratificante conviver com “serzinhos” tão especiais que chegaram num mundo que já existia e ao qual estão se abrindo, conhecendo, interagindo, sentindo-se parte e percebendo, ao longo dos anos, que podem (e devem) intervir nele para torná-lo melhor.  


O que dizer, então, dos pais que os geraram e têm a alegria, a emoção e a responsabilidade de os educar, formando-os para o bem e para valores morais e éticos saudáveis, dedicando-lhes um amor que é infinito, e por quem dariam a própria vida para garantir e preservar as deles.


Cada uma delas (as crianças) vai crescendo e, aos poucos e sempre, construindo um sentido para sua vida baseado nas suas vivências e nos ensinamentos vindos dos pais e da escola. 


Sentido de vida se constrói com base em sonhos. E as crianças os têm e muitos. Qual a criança que não tem uma resposta pronta para a pergunta “o que você quer ser quando crescer?”. A resposta pode ser uma num dia e outra bem diferente no dia seguinte, tal a vitalidade do que passa na mente e no coração de uma criança. 


Cabe a nós, adultos, proporcionar às crianças condições favoráveis para que sejam crianças enquanto ainda são crianças, dando-lhes oportunidades para brincar, e brincar muito, pois as brincadeiras desenvolvem nelas a capacidade de se relacionar consigo mesmas e com os outros, contribuindo para que deem conformidade aos seus sonhos, aos seus projetos de vida. 


A propósito, entre os “Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil” propostos na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), está:

“Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.”


Mas não são apenas as crianças que têm sonhos. Nós, adultos, também os temos. E muitos! Ainda bem! E nesta seara, há que se ponderar que um sonho sem objetivo é apenas um sonho; nada mais. 


Augusto Cury escreveu:


“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir!” (Você é insubstituível. Rio de Janeiro: Sextante, 2002)


Portanto, caro leitor, vá atrás dos seus sonhos de criança e de adulto. Só você pode torná-los realidade. Seja protagonista dos seus sonhos. Não seja um simples coadjuvante dos sonhos dos outros.

Assuma a placa que diz:

                      Contenho sonhos!


Publicado originalmente em 16/04/22


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 

Contato: textocontextopretexto@uol.com.br


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