O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

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sábado, 10 de fevereiro de 2024

MENSAGEM - PRATICANDO ATOS DE GENTILEZA E SOLIDARIEDADE

                 MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

A prática de atos de gentileza e de solidariedade faz bem para quem pratica e para quem  recebe,  além  de  revelar  que você está de bem consigo mesmo  e,  por isso,  preocupado com o bem-
-estar  dos outros. Entretanto, ninguém pode dar o que não tem. Ao pensar no bem-estar coletivo, não podemos abdicar do nosso próprio bem-estar;  ao  contrário,  o  bem-estar coletivo  é  o  somatório  dos bem-estares  dos indivíduos que compõem o grupo. Se reduzirmos  o  bem-estar  do indivíduo, reduziremos, também, o bem-estar  do  coletivo.  Jesus Cristo  nos deixou vários ensinamentos.  Entre  eles,  destacam-se  o  “Amor  a  Deus”  e  o “Amarás ao teu próximo  como a ti mesmo”;  neste,  percebe-se que  para  amar  ao  seu  próximo  você precisa, antes, ter muito amor a Deus e por si mesmo.

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sábado, 3 de fevereiro de 2024

HUMILDADE OU ARROGÂNCIA?

Roberto Gameiro

Se você estiver com seu carro num trânsito congestionado e precisar mudar de pista, se o motorista do veículo ao lado diminuir a velocidade para lhe dar passagem, ele demonstra humildade; se ele acelerar para não lhe dar passagem, ele demonstra arrogância. Em alguns locais, dizem que motoristas não dão a passagem porque significaria que o carro do outro é melhor do que o deles.
 
Humildade e arrogância. Dois extremos. 

Temas significativos para nortear o processo de educação e formação de crianças e adolescentes, nossos filhos e nossos alunos. 

Roberto Naves Amorim escreveu no seu artigo “A arrogância dos arrogantes” (1) que “Arrogância é o sentimento que caracteriza a falta de humildade. É Fingir-se de humilde; é não aceitar o erro; é não pedir desculpas quando erra. A Arrogância é filha do orgulho, irmã da soberba, prima da altivez, amiga da vanglória e parceira da jactância. (...) Pessoas arrogantes são extremamente vaidosas. Elas têm um espírito altivo. Elas se acham mais que os outros. Uma das demonstrações da vaidade é que elas nunca estão dispostas a ouvir.”. 

Os arrogantes sempre procuram nos outros as culpas pelos seus erros. Assumem como suas, expressões e ideias de outrem. Causam conflitos desnecessários nos ambientes familiar, social e profissional. E sempre têm a convicção de que estão certos, e os outros, errados.

Você conhece alguma figura assim?

Você já imaginou ter um companheiro de trabalho, um chefe, um cônjuge ou filhos assim?

É difícil conviver com pessoas arrogantes. Elas não deixam você terminar de falar, de argumentar, de explicar. Enquanto você fala, elas não o estão ouvindo. Estão só esperando uma deixa para continuar sua soberba, sua jactância. 

O texto bíblico define a soberba como o princípio da ruína, assim como a humildade como elevação à honra. (Provérbios 16,18 e 15,33)

Pessoas arrogantes geralmente não conseguem permanecer por muito tempo num mesmo emprego; desempregadas, passam por muitos processos de seleção sem lograr êxito; julgam-se mais importantes do que os próprios entrevistadores. Que bom seria se para cada arrogante houvesse um amigo verdadeiro e sincero que conseguisse vencer a prepotência dele e falar-lhe as verdades que ele precisa ouvir. Ouvir, compreender e aceitar. 

Essas são algumas possíveis características de alguém arrogante. Entretanto, precisamos tomar o cuidado de não generalizar, nem simplificar demais uma eventual avaliação de posturas, atitudes e ações de uma pessoa. Entre ser e estar há uma distância significativa. Afinal, qualquer um de nós pode eventualmente estar numa atitude ou postura arrogante intempestiva sem perceber e nos arrependermos ato seguinte.

Já a humildade significa o reconhecimento das limitações humanas e, em função disso, o relacionamento adequado com os outros, com estima, deferência e amorosidade. Neste contexto, a humildade representa uma pessoa respeitosa, reverente, solícita e cativante. Isso facilita e catalisa relacionamentos abertos a novas ideias, e perseverança em função dos desafios. Esta é a melhor forma de comunicar-se e desarmar (ou tentar desarmar) a soberba dos arrogantes.
 
Você é arrogante ou humilde?

REFERÊNCIA

(1) AMORIM, Roberto Naves. A Arrogância dos arrogantes, 2015. Encontrado em https://rnavesamorim.com/2015/11/09/a arrogancia-dos-arrogantes/.   Acessado em 27/01/2024.

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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

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sábado, 20 de janeiro de 2024

FILHOS - FALTA DE LIMITES


Roberto Gameiro


Era um domingo ensolarado. Estávamos em um restaurante. O casal, o marido à frente e a esposa atrás, saía em um silêncio que era absurdamente atropelado pelos gritos estridentes do filho, de uns  cinco  anos,  que, ao  lado  da  mãe,  batia  nela  e  bradava repetidamente: - Eu não quero, porr ...!


Quando tinha mais ou menos essa idade, eu gritei essa mesma interjeição. Em fração de segundo, levei um safanão da minha mãe, que me fez rodar feito um pião. Até hoje, idoso, não consigo pronunciá-la. E isso não fez com que diminuísse o amor que sempre senti pela minha mãe. Tempos diferentes.

 

Não.

 

Não estou incentivando que se bata nos filhos. Até porque, acertadamente, esse tipo de atitude agora é proibido por Lei no Brasil.

 

Entretanto, cenas grotescas como essa aqui narrada no primeiro parágrafo acontecem com lamentável constância em shoppings, restaurantes, clubes e congêneres.

 

São cenas que carregam intensas sensações de desconforto em quem as vive e em quem as presencia.


Há os que focam a atenção nos pais. Há os que focam na criança. 

 

Nessas situações, as pessoas veem os pais e a criança ora como culpados, ora como vítimas; assim como, na forma de pano de fundo, reina em muitos o sentimento de “atire a primeira pedra quem nunca ...”


Aos meus filhos, quando faziam algo de errado, bastava um olhar firme da mãe, que eles chamavam de “olhar 43”, para tudo voltar à normalidade.


De qualquer maneira, a obrigação de colocar limites comportamentais nas crianças, desde a mais tenra idade, é dos pais. Essa obrigação não pode ser transferida aos professores. Os pais educam; os professores ensinam e reforçam a educação que os alunos trazem de casa. 


Certo é que para colocar limites nos filhos, os pais precisam, antes de tudo, definir os seus próprios limites comportamentais através de um elenco de princípios e valores significativos que norteiem as suas posturas e ações e que sirvam de exemplos para a condução da educação da prole.


Como já escrevi num outro artigo, se os pais não colocarem limites nos filhos, quem vai fazer isso no futuro? A polícia?


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sábado, 13 de janeiro de 2024

MENSAGEM - EDUCANDO PARA O BEM

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TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
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Formar cidadãos conscientes do seu necessário envolvimento na construção de uma sociedade mais justa, solidária, amorosa e sustentável, passa, sem dúvida, pelo incentivo e acompanhamento de suas performances, desde a mais tenra idade, pela família e pela escola, educando-os para o bem, para serem agentes protagonistas do seu próprio desenvolvimento e partícipes da busca constante da melhoria da qualidade de vida de todos. Qualidade de vida que se pauta pelo amor a Deus, pelo amor-próprio e pelo amor ao próximo.































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sábado, 6 de janeiro de 2024

O VALOR DO NOME


Roberto Gameiro


Há alguns anos, comecei a frequentar um restaurante na cidade onde morava. Comida boa, ambiente sadio, higiene a toda prova, era um lugar agradável que dava gosto levar a família. Na primeira vez, fomos recebidos educadamente pelo proprietário e sua esposa, me apresentei e aos meus, e fomos muito bem atendidos.


Na segunda vez, o proprietário, ao nos receber, me chamou de Paulo. Eu, com educação e sutileza, o corrigi dizendo que meu nome é Roberto, e não Paulo. Mas nas vezes seguintes, ele continuou a me chamar de Paulo. Corrigi-o mais uma vez e tive vontade de corrigi-lo depois de novo, mas não o fiz. Ora, se ele me identificava sempre como Paulo, é que para ele eu era o seu cliente Paulo. E eu virei Paulo quando no restaurante daquele senhor. Mas, nem por isso, perdi a minha identidade – que eu prezo muito. Aliás, Paulo é um nome muito bonito; e bíblico.


Foi uma concessão que fiz para aquele senhor e sua família, até porque ele não fazia a troca do meu nome por malícia ou deboche.


Segundo o jornalista Marcelo Testoni (1), “em um estudo de 2016, cientistas da Universidade Duke (EUA) descobriram que essa é uma situação corriqueira, após analisarem cinco pesquisas diferentes (...) segundo os cientistas, na primeira pesquisa, metade dos entrevistados teve seu nome trocado, independentemente (...) do grau de afinidade com os interlocutores. Ocorre tanto quando se trata de desconhecidos como com quem se conhece pouco ou até se convive há décadas. Mas não tem a ver necessariamente com ser menos amado ou lembrado (...) a confusão entre nomes ainda tem a ver com o fato de o cérebro armazenar e distribuir informações sobre pessoas do nosso dia a dia em diferentes "caixinhas" cognitivas que se interligam. Nomes são representações de alguém e são recobrados com lembranças, emoções, sensações, eventualmente distorcidos".


Nós, seres humanos, temos a nossa identidade como tal, mas também a temos projetada nos diversos papéis sociais que desempenhamos. Eu sou o ser humano Roberto, que posso exercer diversos papéis sociais: diretor de escola, professor, sócio de clube, pai, avô, bisavô, esposo, cliente de um restaurante …


O nome é um bem de incomensurável valor, e deve ser preservado e valorizado, pois ele representa o que somos, a forma como nos vemos e como as outras pessoas nos veem, o nosso caráter, a nossa personalidade, a nossa visão de mundo e como nos inserimos nele.


Mesmo que eventualmente façamos alguma condescendência.


Para terminar, tem a história daquele “coronel” latifundiário que chamava a sua mulher de “amor”. Era amor para cá, amor para lá ... Certa vez uma repórter foi entrevistá-lo e comentou que achava lindo o fato de ele chamar a esposa de “amor”, ao que ele lhe confidenciou que fazia dez anos que tinha esquecido o nome dela ...


Como já escrevi várias vezes: o que dá pra rir, dá, também, pra chorar ... 


REFERÊNCIA


(1)TESTONI, Marcelo. Vive trocando o nome das pessoas? Saiba por que isso ocorre. Encontrado em https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/05/16/vive-trocando-os-nomes-das-pessoas-saiba-por-que-isso-ocorre.htm?cmpid=copiaecola. Acessado em 03/01/2024.


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sábado, 18 de novembro de 2023

ADULTOS AUTÊNTICOS, JOVENS SEGUROS

Roberto Gameiro


Cabe perguntar qual é aquele “modelo” de adulto que satisfaz a procura do jovem.

O engenheiro testa a composição da argamassa a ser usada na construção para saber se ela trará a segurança prevista em normas e necessária para a resistência e solidez da obra. Em outras palavras, ele testa para saber se pode confiar nela, se ela tem as características de que ele necessita; se não as encontra, vai procurar outras opções, outras possibilidades.



Ainda que possa parecer um tanto esdrúxula a comparação, acredito que possamos cotejar essa postura do engenheiro com a das crianças e jovens nas suas relações com os adultos, sejam eles os próprios pais ou (especialmente) os seus educadores.

Os jovens, em processo de formação, buscam encontrar modelos nos adultos com quem convivem e, quase sempre inconscientemente, testam-nos para saber se podem confiar neles, se eles lhes trazem a segurança necessária para a sua formação. Se não encontram nesses, vão, invariavelmente, buscar essa segurança noutras opções, noutras possibilidades nem sempre recomendáveis, como temos visto frequentemente no dia a dia e pela imprensa.

Entretanto, cabe perguntar qual é aquele “modelo” de adulto que satisfaz a procura do jovem.

Será aquele que só diz “sim” e assim se contrapõe àquele que diz “não”?

Educar uma criança, um jovem, implica dizer “sim” ou “não”, dependendo da situação, das circunstâncias, dos princípios e valores que regulam as relações nas famílias e, inclusive, nas escolas.

Esse é um discernimento que é de difícil, ou impossível regulação, normatização. Na educação dos nossos filhos, dos nossos alunos, erramos algumas vezes, mas, ainda bem, acertamos mais do que erramos.

Nas famílias, esse discernimento fica, muitas vezes, comprometido quando os pais se separam. Nestas situações, dever-se-ia priorizar a boa formação da criança, do jovem, o que nem sempre acontece. Muitas vezes, o cônjuge de maior poder econômico financeiro só diz “sim”, deixando para o outro, geralmente o que tem a guarda, a incumbência de dizer os “nãos”; essa postura não tem contribuído para a boa formação dos meninos e das meninas. Felizmente, parece que essa não é a regra geral. Fica, entretanto, o convite para a reflexão.

Autenticidade; creio que essa é a palavra-chave que deve nortear as nossas posturas, as nossas ações como pais e como educadores nas relações com nossos filhos e nossos alunos; esse termo vem de “autêntico”, que significa: a que se pode dar fé, fidedigno, legalizado, verdadeiro, real, genuíno, legítimo.

Entendê-los, mas não pretender ser um deles. Compreendê-los para poder contribuir na sua formação, na construção da sua personalidade. Ser exemplo de justiça, de respeito, da verdade, de solidariedade e de amorosidade, levando-os para o bom caminho de uma religiosidade, de uma espiritualidade.

Para finalizar, lembremo-nos, sempre, das palavras do Papa Francisco: “Se nos comportarmos como filhos de Deus, sentindo-nos amados por Ele, a nossa vida será nova, cheia de serenidade e de alegria”.

Publicado originalmente em 23/10/2018

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Artigo editado e publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 28/04/16 sob o título “Jovens Seguros”.



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sábado, 21 de outubro de 2023

MENSAGEM - VAGAS ESPECIAIS - LEI, ORA A LEI!


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TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS
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A criança viu quando a jovem estudante se encaminhou a uma das vagas de idoso, onde estava o seu carro, uma vistosa caminhoneta de luxo, acomodou-se e saiu. Que péssimo exemplo deu aquela estudante a uma criança, estacionando seu carro em vaga a ela não permitida. Esse tipo de situação repete-se diariamente em estacionamentos no Brasil, em vagas de idosos e deficientes, com um descaramento sem igual. E não há fiscalização que dê conta de inibir com eficácia esse mau comportamento, tal a incidência com que ocorre. Espera-se dos adultos que sirvam de exemplo para as crianças e adolescentes, que veem nas suas posturas modelos a serem seguidos, especialmente aqueles ligados à cidadania, aos bons costumes e ao cumprimento das Leis.

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quinta-feira, 12 de outubro de 2023

CUIDADO - CRIANÇA - CONTÉM SONHOS!


Roberto Gameiro


Mirko Badiale, filósofo italiano, escreveu certa vez: “Deve ser colocada uma placa em cada criança que diga:

          

        "Trate com cuidado. Contém sonhos. 


Nós, professores, somos seres privilegiados pois tratamos, diariamente, com os tesouros mais preciosos deste mundo: as crianças. 


Como é gratificante conviver com “serzinhos” tão especiais que chegaram num mundo que já existia e ao qual estão se abrindo, conhecendo, interagindo, sentindo-se parte e percebendo, ao longo dos anos, que podem (e devem) intervir nele para torná-lo melhor.  


O que dizer, então, dos pais que os geraram e têm a alegria, a emoção e a responsabilidade de os educar, formando-os para o bem e para valores morais e éticos saudáveis, dedicando-lhes um amor que é infinito, e por quem dariam a própria vida para garantir e preservar as deles.


Cada uma delas (as crianças) vai crescendo e, aos poucos e sempre, construindo um sentido para sua vida baseado nas suas vivências e nos ensinamentos vindos dos pais e da escola. 


Sentido de vida se constrói com base em sonhos. E as crianças os têm e muitos. Qual a criança que não tem uma resposta pronta para a pergunta “o que você quer ser quando crescer?”. A resposta pode ser uma num dia e outra bem diferente no dia seguinte, tal a vitalidade do que passa na mente e no coração de uma criança. 


Cabe a nós, adultos, proporcionar às crianças condições favoráveis para que sejam crianças enquanto ainda são crianças, dando-lhes oportunidades para brincar, e brincar muito, pois as brincadeiras desenvolvem nelas a capacidade de se relacionar consigo mesmas e com os outros, contribuindo para que deem conformidade aos seus sonhos, aos seus projetos de vida. 


A propósito, entre os “Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil” propostos na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), está:

“Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.”


Mas não são apenas as crianças que têm sonhos. Nós, adultos, também os temos. E muitos! Ainda bem! E nesta seara, há que se ponderar que um sonho sem objetivo é apenas um sonho; nada mais. 


Augusto Cury escreveu:


“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir!” (Você é insubstituível. Rio de Janeiro: Sextante, 2002)


Portanto, caro leitor, vá atrás dos seus sonhos de criança e de adulto. Só você pode torná-los realidade. Seja protagonista dos seus sonhos. Não seja um simples coadjuvante dos sonhos dos outros.

Assuma a placa que diz:

                      Contenho sonhos!


Publicado originalmente em 16/04/22


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sábado, 2 de setembro de 2023

EDUCANDO PARA A PAZ


Roberto Gameiro

Maria Montessori (1870-1952), educadora, médica e pedagoga italiana, escreveu:

As pessoas educam para a competição, e esse é o princípio de qualquer guerra. Quando educarmos para cooperarmos e sermos solidários uns com os outros, nesse dia, estaremos a educar para a paz.

Ela viveu as agruras das primeira e segunda guerras mundiais e o período entreguerras que apresentou muitas mudanças sociais, políticas e econômicas para todo o mundo, e, portanto, sabia muito bem sobre o que estava falando. 

Costuma-se dizer que as pessoas em geral têm “memória curta” e, com frequência, repetem posturas e ações que levaram a conflitos que geraram muita tristeza e desagregação.

Há atividades humanas em que a competição é inerente e necessária, como nos esportes, por exemplo, em que deve se caracterizar por ser saudável, estimulante e motivadora para o crescimento profissional e pessoal dos atletas, das equipes e da sua representatividade, inclusive das torcidas. 

No entanto, não é o que temos visto mundo afora, com verdadeiras “batalhas” entre torcidas, com, inclusive, mortos e feridos. Há, aqui, uma completa inversão de valores, que nos envergonha como homo sapiens que, etimologicamente, significa “homem sábio”. Mas, que “homem sábio” é esse que pratica essas barbaridades?

Clint Eastwood, cineasta americano disse certa vez: “Todo mundo fala sobre como deixar um planeta melhor para nossos filhos. Na verdade, deveríamos tentar deixar filhos melhores para o nosso planeta.”.

Idealmente, o processo educacional, desde a idade mais precoce, deve levar à construção de uma sociedade harmoniosa e resistente à deflagração de conflitos, sejam eles locais, regionais, nacionais ou entre nações. 

Para se chegar a uma educação focada na cooperação e na solidariedade, há que se conseguir, de forma concisa e integradora, mudanças significativas nos currículos das escolas, e na sociedade como um todo em relação aos valores por ela promovidos.

Numa educação para a paz, prioriza-se a formação para a ética e a aquisição de competências e habilidades de comunicação e resolução de conflitos, o que requer, como pano de fundo, um aprofundamento de vivências interpessoais saudáveis, o que inclui o respeito e o cuidado com o meio ambiente e a sustentabilidade do planeta. 

Enfim, a mensagem de Maria Montessori, nos convida à reflexão sobre como podemos contribuir para a formação de cidadãos conscientes e empenhados em suas posturas e ações para a construção de uma sociedade mais solidária, mais amorosa e colaborativa. 

Um mundo em paz.

Vamos fazer a parte que nos cabe?

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sábado, 19 de agosto de 2023

SOBRE BOTÕES, FLORAÇÕES E SABER



Roberto Gameiro

Há uma música infantil muito conhecida que tem diversas letras adaptadas à bela melodia. 

Talvez, você se lembre desta:

Antes de, antes de entrar na escola, somos simples, somos simples “bootões”, mas o saber, o saber nos transforma em risonhas, em risonhas florações ... 
 
Lembrou?

Pois é; trata-se de uma peça semântica que traz, além de uma mensagem agradável aos ouvidos, um texto que dá prazer aos sentidos das crianças.
 
Trata-se de uma metáfora que, ao relacionar botões, florações e saber, nos conduz ao núcleo do processo de aprendizagem e do crescimento humano, mostrando-nos o caminho que trilhamos desde pequenos, indicando-nos como o conhecimento nos torna pessoas mais realizadas e plenas.

Muito feliz a escolha da palavra “saber”, pois o saber é a comunicação do “conhecimento” sob a forma de informação (que se transformará, então, em novo conhecimento na memória do interlocutor).

Na primeira infância, nossas mentes estão abertas e sedentas por entender o mundo que não fizemos, mas ao qual temos de nos adequar e conviver. A curiosidade povoa nossas mentes e, a cada nova descoberta, construímos e delineamos mais e mais nossa cognição e equilibramos nossas emoções. 

No extraordinário mundo do conhecimento (e do saber) aprendemos sobre geografia, matemática, ciências, línguas e um sem-número de possibilidades cognitivas e emocionais. 

Isso nos proporciona a possibilidade de acrescentar às nossas mentes inimagináveis quantidades de conhecimentos que nos permitirão florescer, crescer e nos desenvolvermos, tornando-nos capazes de entender e de usufruir das intrincadas características do mundo em que vivemos.

Assim como as plantas não param de crescer e florescer, e, para isso, precisam de cuidados, também o processo de busca do conhecimento e do consequente saber deve ser permanentemente alimentado para que estejamos sempre prontos para enfrentar os desafios que a vida inexoravelmente nos trará.
 
Botões, florações e saber: um ciclo metafórico virtuoso.
 
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sábado, 15 de julho de 2023

PODCAST - OS BEM-ESTARES INDIVIDUAL E COLETIVO


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sábado, 24 de junho de 2023

PODCAST - FAMÍLIA E ESCOLA - IDENTIDADES CONVERGENTES


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FAMÍLIA E ESCOLA - IDENTIDADES CONVERGENTES


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sábado, 17 de junho de 2023

O AGRADÁVEL IMPACTO DA HONESTIDADE



Roberto Gameiro


Há alguns dias, aconteceu um fato que me deixou agradavelmente impactado.

 

Tendo estacionado o meu carro na rua, em frente ao edifício onde moro, para buscar uns documentos no apartamento, ao voltar, encontrei um bilhete num post-it, preso no limpador do para-brisa, com a seguinte mensagem:

“Infelizmente aconteceu uma coisa muito chata, acabei encostando em seu carro. Me ligue...” (e o número de um telefone celular). 


Após ler o bilhete, constatei que o para-lama direito e o alargador estavam amassados.

 

Ato contínuo, um carro parou logo adiante do meu e dele desceu um senhor que se aproximou e disse que tinha sido ele quem havia causado aquela situação. E acrescentou que lamentava o ocorrido e que arcaria com todas as despesas do conserto. Em seguida, chegou, também, a esposa dele, que se apressou em acrescentar, no bilhete, o número do telefone dela. 


Gente do bem!

 

Gente honesta!


Mas, aí, você poderá me perguntar: por que você foi impactado?


Simples.

 

Rui Barbosa, em dezembro de 1914, quando era Senador, escreveu: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”.


Hoje, vivemos uma inversão de valores. O que deveria ser o usual, o normal, nos impacta como sendo uma exceção.


Esquisito, não é?


Quando, no trânsito, damos seta para mudar de faixa, o motorista de trás diminui a velocidade e nos dá passagem. É o normal de acontecer? 


Não. 


Geralmente, o motorista de trás aumenta a velocidade e não nos dá passagem.

 

Estou exagerando?

 

Talvez, em algumas (poucas) cidades.


No caso que encima este texto, o que geralmente acontece é a indiferença do motorista autor, que se evade sem assumir as responsabilidades. Isso, inclusive em ocorrências com vítimas.


 Infelizmente. 


Por isso, quando encontramos pessoas honestas, como o casal referido neste texto, ficamos agradavelmente impactados e confiantes de que o mundo ainda tem jeito. 


Embora possamos eventualmente ficar impactados com ações do bem, a verdade é que ser honesto não é algo a ser festejado e aplaudido. É uma obrigação de todo cidadão e forte testemunho para a educação dos filhos numa direção assertiva e abonadora.


Portanto, façamos a nossa parte e acreditemos que a humanidade, em sua maior parte, é constituída de gente do bem, e que os malfeitos não prevalecerão sobre os benfeitos. E não tenhamos vergonha de ser honestos.


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

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