O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

Mostrando postagens com marcador Valores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Valores. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de julho de 2026

O PREÇO DA AUSÊNCIA DE LIMITES


Roberto Gameiro


Ao longo dos mais de dez anos de existência deste blogue, já publiquei vários artigos a respeito dessa temática. 


Entretanto, o assunto continua em pauta crescente nas mídias e redes sociais, nos noticiários impressos, radiofônicos e televisuais, bem como nas famílias, nas escolas e nas igrejas. Inclusive nos assuntos policiais.


Uff!


Educar um filho para o bem é um dos maiores desafios que um indivíduo pode ter na vida; e uma das missões mais gratificantes, especialmente quando a criança cresce não apenas em estatura, mas também em sabedoria (Lucas 2,52).


No entanto, muitos pais não têm a sabedoria que possibilita a construção da sabedoria nos filhos; pais que sabem, de sobejo, exigir seus direitos em relação à escola, à sociedade e às “necessidades” de seus filhos, mas falham, fragorosamente, no cumprimento recíproco de seus deveres, especialmente no que se refere à colocação de limites e exemplos de coerência relacional social, espiritual e de cidadania nas suas crianças e adolescentes.
  

A propósito, antigamente, os diretores e coordenadores nas escolas dedicavam seu tempo a auxiliar os professores no cumprimento dos planos pedagógicos, e, aos alunos, nas suas dificuldades de aprendizado e de relacionamento. Hoje, esse tempo está cada vez mais restrito, pois os gestores passam a maior parte do tempo “educando” determinados pais em relação a seus deveres e direitos. Isso, sem falar no que acontece em alguns grupos de pais no WhatsApp.
 

Para um bom entendedor, meia palavra basta.


Trata-se de uma inversão de valores inconcebível, salvo a existência (salvadora), também, de famílias participativas, colaborativas e compreensivas. 


Ainda bem. 


Os filhos precisam ser educados e formados para enfrentar os desafios que a vida fatalmente lhes apresentará; para isso, precisam ter caráter e personalidade bem formados, baseados em princípios e valores saudáveis aprendidos em família. A colocação de limites de comportamento é fundamental nesse concerto formacional.


Crianças e adolescentes que crescem sem aprender limites, passam a achar que podem tudo e que todos estão à sua mercê, o que determina suas posturas e ações nas atividades sociais e profissionais, com baixa tolerância à frustração, dificuldades com responsabilidades, insegurança e ansiedade, e narcisismo e egocentrismo, entre outras características nefastas.


É responsabilidade dos pais educar os filhos para a moral e a ética, o que implica a necessidade de regras de conduta, as quais podem não ser do agrado deles naquele momento da vida, mas que, com certeza, agradecerão no futuro e as adotarão para seus filhos.


É alto o preço que indivíduos que tiveram ausência de limites quando jovens, terão de pagar na maturidade. A fatura é alta!


Colidirão com a falta de limites do mundo externo, o que gerará um choque de realidade que poderá ser paralisante e exigirá todo um processo de reeducação individual, ou através da ajuda de profissionais, para “construir” as competências e habilidades internas que deveriam ter sido cultivadas na convivência familiar, inclusive as emocionais.

(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em: 


Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 






 




















































Share:

quinta-feira, 18 de junho de 2026

SEJA A SUA MELHOR VERSÃO



Roberto Gameiro

 

Você já tentou endireitar uma banana?

 

Eu costumo brincar fazendo essa pergunta ao meu interlocutor quando percebo que estamos em uma luta inglória para mudar algo ou alguém.

 

Se há alguém que conseguimos mudar a partir dos nossos argumentos, esse alguém somos nós mesmos.

 

Cada pessoa tem seus valores e seus princípios, seu ritmo, suas dores e suas escolhas, sejam elas conscientes ou não. Estou me referindo aos nossos amigos, conhecidos, parceiro e familiares. Forçar a transformação de alguém, moldando-o às nossas perspectivas, é uma batalha fragorosamente perdida. 

 

É um verdadeiro desperdício de tempo tentar “consertar” quem não pediu para ser consertado, assim como motivo de muita frustração, além de nos afastar do que realmente importa.

 

Na verdade, o que é realmente significativo é cuidar do nosso próprio jardim, em vez de nos preocuparmos com o jardim alheio; é direcionarmos o foco da nossa vida para nós mesmos, para o nosso conhecimento, nossos saberes, inteligência emocional e bem-estar.

 

Faça uso da sua energia para se transformar na melhor versão de si mesmo; quando você faz isso, acaba atraindo as pessoas certas para o seu convívio.

 

Assumir o protagonismo da própria história não é ato de egoísmo, mas de sabedoria. Aliás, existe um mito de que pensar em si mesmo é ser egoísta; quando você assume o protagonismo da sua vida, você se torna mais leve, mais equilibrado cognitiva e emocionalmente. Você passa a ser uma pessoa melhor para si e, consequentemente, para os outros.

 

Para mudar o mundo, o caminho mais eficiente e eficaz é começar mudando a si mesmo.


Carl Rogers (1902-1987), psicólogo estadunidense, escreveu: "Descobri que sou mais eficaz quando me posso ouvir a mim mesmo, aceitando-me, e quando posso ser eu mesmo.".

 

Priorize-se!

 

Seja a melhor versão de si mesmo!

 

Você já tentou endireitar uma banana?

 

Rss.


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)

SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em: 


Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 



 

































Share:

sexta-feira, 5 de junho de 2026

ESTAR CERTO OU PERTENCER?



Roberto Gameiro


Noutro dia, assisti a um vídeo na Internet, de Márcia Luz, escritora brasileira, no qual ela afirma: 


“O cérebro humano não foi feito para estar sozinho contra muitos; ele foi feito para pertencer, e quando você tem que escolher entre estar certo e pertencer, a maioria escolhe pertencer.’.


É isso que acontece quando você está no lugar errado e com as pessoas erradas, que nada têm a ver com a educação que recebeu, seu caráter e sua personalidade. Você até tenta impor-se da maneira que entende como justa, correta e honesta. Mas são muitos os que pensam e agem diferente de você e te envolvem de tal maneira que você acaba cedendo e se tornando mais um deles, mesmo contra seus princípios e valores familiares; e, com o tempo, você acaba achando que são eles que estão certos.


Essa é uma característica do cérebro humano. Ele foi desenvolvido, ao longo dos tempos, para o pertencimento, e não para o isolamento. Há os que afirmam que, para o nosso cérebro, “não pertencer” dói muito; tanto quanto um ferimento profundo. 


Nós, seres humanos, somos indivíduos sociais, antes de sermos racionais.  


Assim, quando escolhemos “pertencer” em vez de “estar certos” num relacionamento coletivo, pode, para nós, não significar necessariamente fraqueza de caráter, mas um reflexo cognitivo. É o cérebro tentando nos manter seguros no meio de muitos. Entretanto, esse tipo de postura causa muito estresse e esforço emocional que incomodam muito, pois tendemos a assumir as propostas do grupo em detrimento das nossas próprias convicções.


Há um ditado popular que diz: "A solidão é um preço alto demais para a maioria das pessoas pagar pela integridade intelectual.”.


Quando você procura viver a sua melhor versão, a verdadeira, num processo de amadurecimento e desenvolvimento, tem de fazer escolhas; entre elas, a mudança de hábitos, a autoimposição de limites nas posturas e ações, e, com certeza, afastar-se daqueles que não são ressonantes com seu jeito de ser e seu sentido de vida.


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em: 


Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 




































Share:

quinta-feira, 28 de maio de 2026

COMO EU ME VEJO E VOCÊ ME VÊ




Roberto Gameiro


É de Clarice Lispector (1920-1977), escritora e jornalista ucraniana naturalizada brasileira, a afirmação: “Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania. Depende de quando e como você me vê passar”.


Cada um de nós tem uma imagem de si próprio, fruto das vivências e do concerto formado pelas características da personalidade e do caráter.


Nem sempre a forma como nós nos vemos coincide com a forma como os outros nos veem. Essa relação não necessariamente coincidente tem a ver com os valores que direcionam os olhares do emissor e do receptor, o que significa que não se pode afirmar que uma das visões é mais correta do que a outra.


Nesse contexto, o escritor e conferencista Paulo Vieira complementa: “A maneira como você se vê determina suas escolhas, ações, reações e, sobretudo, os resultados que tem e terá na vida”, e que “Nossas crenças sobre nós mesmos influenciam todas as nossas escolhas mais significativas e importantes, direcionando todas as nossas decisões e, portanto, determinando a vida que levamos.”.


Isso ocorre de maneira especial com as crianças e adolescentes que, por não terem ainda as conexões cerebrais suficientemente amadurecidas, apresentam tendências de copiar comportamentos sem passá-los pelo filtro da razão, o que atrapalha o discernimento da forma como se veem, e se sujeitam a aceitar facilmente a forma como os outros os veem.


Por isso, a importância da existência de “pessoas de referência” na educação e formação das crianças e adolescentes. De preferência, os próprios pais. Pessoas que sejam presentes e inspiradoras de posturas e ações construtivas e saudáveis, que encarnem valores profundos e os proclamem com força significativa para auxiliá-los no processo de amadurecimento de suas conexões cerebrais. 


Leve-se em conta, também, quem nos vê e, como escreve Clarice Lispector, quando e como nos vê. Dependendo do quem, onde, como e quando nos veem, poderemos ser valorizados positivamente ou negativamente. Procuremos, portanto, sempre que possível, estar nos lugares certos, nos momentos certos e com as pessoas certas, não nos sujeitando a sermos “avaliados” por pessoas erradas e inadequadas.


Carl Rogers (1902-1987), fundador da psicologia humanista, afirmou: “Todo ser humano, sem exceção, pelo mero fato do ser, é digno do respeito incondicional dos demais e de si mesmo; merece estimar-se a si mesmo e que se lhe estimem.”.


Cuidemos da nossa autoestima.


Artigo editado e publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 16/04/2019.


Publicado originalmente neste blogue em 29/04/2019


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em: 


Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 



Share:

sexta-feira, 1 de maio de 2026

EDUCAÇÃO CONTRA O ÓDIO


 
EDUCAÇÃO CONTRA O ÓDIO


Roberto Gameiro


Nelson Mandela (1918-2013) escreveu na sua autobiografia “Longo Caminho para a Liberdade”:  "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.". 


Tenho pena de crianças que nascem e vivem em lares cujos pais são preconceituosos em relação a raça, ou cor da pele, ou religião, ou política partidária; o mesmo em relação a alguns de seus professores; o mesmo, também, em relação a seus grupos de convivência. O preconceito e a intolerância dificultam o diálogo necessário, substituindo-o por discursos de ódio, violência e desdém.


Isso    vale    para    preconceituosos  e   para     pós-
-conceituosos (1). No fim, dá tudo na mesma.


O preconceito aparece sutilmente (ou arrogantemente) nos momentos de convivência familiar, especialmente no café da manhã, no almoço, no jantar, ao ver programas na TV, especialmente novelas, jogos e reality shows, através dos comentários “daqueles” pais; enfim, não tem como a criança fugir dessas influências nefastas; e isso vai moldando o seu caráter e a sua personalidade. Sem contar que algumas das opções citadas não são recomendadas para crianças. Mas, lei, ora a lei (2).


O cérebro da criança vai acumulando conhecimentos prévios nulos de verdades e são esses dados, essas informações que virão à mente quando requisitados para enfrentar uma situação problema qualquer. Aí, cabe a expressão popular: “tais pais, tais filhos”.


Isso não é herdado. É obtido pela convivência diária    com    sujeitos    preconceituosos    ou  pós-
-conceituosos.


René Descartes (1596-1650), filósofo francês, escreveu no seu “Meditações Metafísicas”, na “Meditação Primeira”: 


“Há já algum tempo me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera grande quantidade de falsas opiniões como verdadeiras e que o que depois fundei sobre princípios tão mal assegurados só podia ser muito duvidoso e incerto, de forma que me era preciso empreender seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões que até então aceitara em minha crença e começar tudo de novo desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo firme e constante nas ciências.”.


Tudo a ver, não é mesmo?


Mas, não nos desesperemos.


O tipo de família destacada aqui não é maioria na população brasileira. 


Ainda bem.


Nas minhas vivências de mais de quarenta anos na gestão de escolas particulares, eu tive o privilégio de conviver com todos os tipos de famílias, e posso afirmar, com convicção, que a maioria delas é constituída de pessoas entusiastas de uma


EDUCAÇÃO PARA O AFETO 


A educação para o afeto é uma filosofia de vida em que os pais priorizam o vínculo afetivo em detrimento da autoridade arbitrária. Aqui não há preconceitos; há diálogos. Neste modelo, a criança cresce num ambiente em que a educação ocorre pelo exemplo e pela segurança. Ela respeita porque é respeitada, e ouve porque é ouvida. A família passa a ser, para a vida toda, um porto seguro saudável ao qual sempre se poderá voltar, mesmo que apenas para “recarregar as baterias”. 


Sem preconceitos, nem arbitrariedades, não há permissividade, mas sim um forte alicerce no qual as correções, necessárias, são eficazes e duradouras. São vividas a alteridade, a perseverança, a resiliência e a autonomia. Tudo conduzido pelos pais com foco e propósitos claros, conhecidos e assumidos por todos. 


Obviamente, os cérebros destas crianças estarão plenos de conhecimentos prévios salutares e com mentalidades limpas e bem formadas. 


Resumindo, aqui também vale o dito popular “tais pais, tais filhos”.


REFERÊNCIAS


(1) Pauletto, Jair Antônio. Site “O Singular do Plural: pós-conceito.” Acessado em 17/04/2026. https://www.jairpauletto.com.br/visualizar.php?idt=4195570

 

(2) "A lei, ora a lei" é atribuída a Getúlio Vargas em contexto de desdém pelas normas. 


(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 














































Share:

quinta-feira, 23 de abril de 2026

CUIDADO - CRIANÇA - CONTÉM SONHOS!


Publicado originalmente em 16/04/2022


Roberto Gameiro


Mirko Badiale, filósofo italiano, escreveu certa vez: “Deve ser colocada uma placa em cada criança que diga:


          "Trate com cuidado. Contém sonhos”. 



Nós, professores, somos seres privilegiados pois tratamos, diariamente, com os tesouros mais valiosos deste mundo: as crianças. 



Como é gratificante conviver com “serzinhos” tão especiais que chegaram num mundo que já existia e ao qual estão se abrindo, conhecendo, interagindo, sentindo-se parte e percebendo, ao longo dos anos, que podem (e devem) intervir nele para torná-lo melhor.  


O que dizer, então, dos pais que os geraram e têm a alegria, a emoção e a responsabilidade de os educar, formando-os para o bem e para valores morais e éticos saudáveis, dedicando-lhes um amor que é infinito, e por quem dariam a própria vida para garantir e preservar as deles.


Cada uma delas (as crianças) vai crescendo e, aos poucos e sempre, construindo um sentido para sua vida baseado nas suas vivências e nos ensinamentos vindos dos pais, da escola e da igreja. 


Sentido de vida se constrói com base em sonhos. E as crianças os têm e muitos. Qual a criança que não tem uma resposta pronta para a pergunta “o que você quer ser quando crescer?”. A resposta pode ser uma num dia e outra bem diferente no dia seguinte, tal a vitalidade do que passa na mente e no coração de uma criança. 


Cabe a nós, adultos, proporcionar às crianças condições favoráveis para que sejam crianças enquanto ainda são crianças, dando-lhes oportunidades para brincar, e brincar muito, pois as brincadeiras desenvolvem nelas a capacidade de se relacionar consigo mesmas e com os outros, contribuindo para que deem conformidade aos seus sonhos, aos seus projetos de vida. 


A propósito, entre os “Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil” propostos na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), está:


“Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.”


Mas não são apenas as crianças que têm sonhos. Nós, adultos, também os temos. E muitos! Ainda bem! E nesta seara, há que se ponderar que um sonho sem objetivo é apenas um sonho; nada mais. 


Augusto Cury escreveu:


“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir!” (Você é insubstituível. Rio de Janeiro: Sextante, 2002)


Portanto, caro leitor, vá atrás dos seus sonhos de criança e de adulto. Só você pode torná-los realidade. Seja protagonista dos seus sonhos. Não seja um simples coadjuvante dos sonhos dos outros.


Assuma a placa que diz:


                      "Contenho sonhos!" 




(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 

Contato: textocontextopretexto@uol.com.br


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQUI







































 

Share:

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

MENSAGEM - A PRECIPITAÇÃO NA TOMADA DE DECISÕES


                                   MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI

                             SIGA-ME      COMPARTILHE! 

          TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
          TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

O seu caráter é o que você realmente é. Um homem se identifica na sociedade como pessoa através do seu caráter e da sua personalidade. O caráter tem como frutos os princípios, a personalidade e os valores. Portanto, não seja afoito. Não seja apressado para tomar as suas decisões num conflito. Melhor adiar uma resposta para amanhã ou depois, do que dá-la imediatamente e se arrepender em seguida ou depois. Tenha essa postura como parte dos seus princípios de vida; ela cabe em inúmeras situações, e, especialmente, permite que na sua mente a situação passe, da forma adequada e necessária, pelo crivo do seu caráter, da sua natureza, da sua índole. 

Share:

sábado, 17 de janeiro de 2026

SER HUMANO: ENTRE A ESSÊNCIA E A FALSIFICAÇÃO

                     

 

Roberto Gameiro


Nelson Rodrigues escreveu: “O ser humano é o único que se falsifica. Um tigre há de ser um tigre eternamente. Um leão há de preservar, até morrer, o seu nobilíssimo rugido. E assim o sapo nasce sapo e como tal envelhece e fenece. Nunca vi um marreco que virasse outra coisa. Mas o ser humano pode, sim, desumanizar-se. Ele se falsifica e, ao mesmo tempo, falsifica o mundo.”. (1)


O texto acima, abaixo referendado, foi publicado em Jornal, entre dezembro de 1967 e junho de 1968; e notem a atualidade do seu significado e contexto.


O título deste artigo nos remete a uma reflexão acerca do caminho que está tomando a humanidade neste momento histórico. 


O ser humano foi criado com o dom do “livre-arbítrio”; com essa vantagem, diferentemente da fauna, o homem pode assumir mentiras e construir personagens sob as quais esconde a sua face verdadeira. 


Dessa forma, o indivíduo abdica de sua autenticidade e se desumaniza, tornando-se uma falsificação de si mesmo, negando a sua natureza racional. A desumanização é consequência do somatório de pequenas falsificações que destroem o que temos de mais vital.


Essa desumanização é contagiosa em relação ao ambiente em que se convive; e a consequência disso é a falsificação do mundo, que deixa de ser real, tornando-se um organismo artificial, no qual as pessoas perdem a sua identidade e até a sua dignidade. Uma pessoa que não é verdadeira consigo mesma não enxerga com clareza o mundo que a cerca, e projeta sobre ele bases falsas que, cumulativas, podem trazer consequências danosas à humanidade.


Daí em diante, as pessoas, contagiadas, ficam feito “baratas tontas”, procurando suas identidades, sem saber se seus princípios e valores ainda são significativos ou não, o que é verdade ou não, e em que acreditar. Uma verdadeira crise de identidades.


Portanto, a liberdade humana, o dom do “livre-arbítrio, pode trazer consequências boas e ruins, pois somos os únicos que podem escolher o que ser, mas, igualmente, os únicos que podem trair essa escolha. Estamos expostos a riscos consideráveis de perder nossa própria identidade devido à influência de informações enganosas.


Que bom seria se, como a fauna, fossemos seres de “essência plena”, em que o ser e o agir coincidem de forma absoluta. 


Ser de verdade é trabalhoso e exige coragem e determinação, mas é a única forma de impedir que nossa autenticidade se afogue no meio de tanta falsificação.


Mas há esperança. O mundo tem mais gente do bem do que do mal. 


Façamos a nossa parte.


REFERÊNCIA

(1) RODRIGUES, Nelson, 1912-1980. O óbvio ululante: as primeiras confissões       / de Nelson Rodrigues. Rio de janeiro: Agir, 2007. 


(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:
                                      CLIQUE AQUI


       

                      

 







































Share:

sábado, 15 de novembro de 2025

A INVERSÃO DE VALORES NA SOCIEDADE



Roberto Gameiro

A sociedade moderna vive uma inversão de valores que merece uma profunda reflexão no sentido da busca de alternativas que levem à recomposição da qualidade das relações humanas e da moral e da ética nas nossas existências.


Há que se reumanizar as relações, priorizando o amor às pessoas em detrimento do amor às coisas. 
As coisas existem para servir ao homem, e este para amar o seu semelhante. Quando o amor e o afeto mútuo, como fontes genuínas de sentido, são priorizados nas relações, a vida pode se tornar plena de felicidade e de realizações.


Quando ocorre o contrário, ou seja, a busca e a posse de bens materiais como objetivo principal da vida, o indivíduo se torna vazio e infeliz, pois se as coisas são o que importa, os outros são usados como meios para obter essas coisas, sendo reduzidos a fontes úteis de benefícios; e, pior; quando a pessoa deixa de ser útil, ela é descartada. Este é, infelizmente, um diagnóstico de parte da nossa civilização. 


Cada pessoa tem o seu valor intrínseco, que é insubstituível, e deve ser valorizado e respeitado. Há que se cultivar a empatia, o cuidado e a gentileza nos relacionamentos, para tornar a vida mais leve e alegre. 


Lembrando, como profetizou José Datrino (1917-1996), pregador urbano brasileiro, “gentileza gera gentileza.”. Trata-se de uma postura extremamente contagiante que influencia, como ato de bondade, todos ao redor.


Já a tecnologia, o dinheiro, carros e quaisquer outros recursos materiais, devem ser vistos como ferramentas facilitadoras das vivências das pessoas, favorecendo o conforto, a locomoção, as aproximações, a ajuda ao próximo, e até mesmo para expressar a amorosidade. São meros instrumentos que não podem ser o centro das nossas prioridades, pois seu valor é efêmero.


A vida terá um verdadeiro significado quando a prioridade for o ser e não o ter; o amor às pessoas, ao invés do saldo bancário.

(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQUI



























Share:

sábado, 8 de novembro de 2025

MENSAGEM - GESTOS E EXPRESSÕES DA PRIMEIRA INFÂNCIA

                           MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                            SIGA-ME      COMPARTILHE! 

            LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
               
               TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
               TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

A corrida para os abraços na chegada, a alegria do reencontro diário, o afago, a confiança, os olhares cúmplices, a expectativa das novas possibilidades. Todos os sons, todas as fragrâncias, todas as cores, todas as texturas, tudo junto e misturado, formam um lindo concerto de formas e atitudes que emolduram os relacionamentos dos pequeninos. Isso tudo sob a batuta de um ser humano especial, a professora, que rege a sua pequena “orquestra” harmonizando, num só ambiente, diferentes emoções, personalidades e anseios. Assim, é o dia a dia de uma turminha de Educação Infantil em qualquer escola. São gestos e expressões da primeira infância, momento precioso para o desenvolvimento humano, ocasião em que a estrutura do cérebro se constitui e forma o arcabouço sobre o qual repousarão todas as possibilidades de aprendizagens cognitivas e emocionais advindas das experiências da vida.





























Share:

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

MENSAGEM - EDUCAÇÃO OU DESEDUCAÇÃO?

                          MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                            SIGA-ME      COMPARTILHE! 

            LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
               
               TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
               TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Algumas vezes, nas escolas, nos defrontamos com meninos e meninas indisciplinados, desrespeitosos com os professores, agressivos com os colegas, descumpridores das normas e regras, e, ao chamarmos e conversarmos com o pai ou a mãe, constatamos que os jovens são verdadeiras vítimas da deseducação que recebem dos pais. Esses casos não são tão raros quanto se possa imaginar (nas famílias e nas escolas). Além do exemplo de conduta, cabe aos pais conversar sempre com seus filhos acerca das (boas) posturas que devem ter individualmente e na coletividade. Mas não nos enganemos; há vários desses por aí. Que o digam os professores, coordenadores e seus assistentes e diretores de escolas públicas e privadas. Entretanto, felizmente, a maioria dos pais, além de ser muito cuidadosa com a formação em valores, é parceira da escola e não é conivente com malfeitos praticados pelos filhos; nem na escola, nem fora dela. 

 

Share:

sexta-feira, 22 de agosto de 2025

MORAL E ÉTICA EM CASA: EDUCAÇÃO OU DESEDUCAÇÃO?

 Família, Crianças, Pai, Mãe, Proteção


Roberto Gameiro


Certa vez, há muitos anos, viajando de ônibus em direção a um estado do Centro-Oeste, quando entramos na região, o motorista fez uma parada obrigatória num local em que o Órgão da Saúde aplicava a vacina contra a febre amarela nos passageiros ainda não vacinados. A vacina está recomendada nas ações de rotina dos programas de imunizações (Calendário Nacional de Vacinação) e deve ser aplicada em residentes de área com recomendação de vacina e em viajantes que se deslocam para essa área. 


Havia duas filas: uma para identificação e preenchimento do cartão com o registro da vacina, e outra para, com o cartão na mão, receber a vacina. Pois bem; terminada toda aquela movimentação, com as confusões inerentes, todos dentro do ônibus e em seus lugares, ao prosseguirmos a viagem não pude deixar de ouvir a conversa de dois homens sentados nos assentos de trás do meu. 


Eles contavam uma grande vantagem e riam ao mesmo tempo. Diziam que tinham passado apenas pela primeira fila, a do cartão da vacina, sem passar pela segunda fila para serem vacinados. E acrescentavam que agora eles tinham o documento que provava que eles estavam vacinados contra a febre amarela para apresentar na empresa em que trabalhavam. A um senhor que também ouvira a conversa e tentou, com toda educação, argumentar sobre o ilícito do ato que praticaram e sobre os malefícios que poderiam acontecer com a saúde deles mesmos, as respostas dos dois foram e são impublicáveis. 


Mais do que uma personalidade deturpada, atos como esse demonstram a fragilidade de caráter de indivíduos desse naipe. Acostumado a abordar assuntos ligados à educação de crianças e adolescentes, fiquei imaginando qual seria o tipo de educação em moral e ética que esses senhores poderiam dar a seus filhos e, especialmente, nos campos da religiosidade e da espiritualidade. Além do exemplo de conduta, cabe aos pais conversar sempre com seus filhos acerca das (boas) posturas que devem ter individualmente e na coletividade. Mas não nos enganemos; há vários desses por aí. Que o digam os professores, coordenadores e seus assistentes e diretores de escolas públicas e privadas.


Algumas vezes, nas escolas, nos defrontamos com meninos e meninas indisciplinados, desrespeitosos com os professores, agressivos com os colegas, descumpridores das normas e regras, e ao chamarmos e conversarmos com o pai ou a mãe, constatamos que os jovens são verdadeiras vítimas da deseducação que recebem em casa. Esses casos não são tão raros quanto se possa imaginar (nas famílias e nas escolas).


Entretanto, felizmente, a maioria dos pais, além de ser muito cuidadosa com a formação em valores, é parceira da escola e não é conivente com malfeitos praticados pelos filhos; nem na escola, nem fora dela. 


(Leia também)      (Siga-me)     (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQU
Share:
Powered By Blogger

TRADUZA - TRANSLATE

PESQUISE NESTE BLOGUE (digite)

ADQUIRA O MEU LIVRO DIGITAL NA AMAZON

ADQUIRA O MEU LIVRO DIGITAL NA AMAZON
O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO: PARA LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA - COM OS FILHOS

CÓPIA, REPRODUÇÃO, CITAÇÃO E COMPARTILHAMENTO

Autorizadas, desde que com a inclusão dos nomes do blogue e do autor.

Busca na Wikipedia. Digite o assunto.

Resultados da pesquisa