O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

Mostrando postagens com marcador Bem-estar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bem-estar. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de abril de 2026

OS JOVENS NUM MUNDO CIBERNÉTICO


Roberto Gameiro


Já há algum tempo, as crianças e os adolescentes estão ensinando tecnologia para os mais velhos; é fascinante a facilidade que eles têm no uso de computadores, smartphones, aplicativos e, agora, inteligência artificial. 


Como que para justificar essas competências e habilidades, eu costumava brincar dizendo que hoje as crianças já nascem com um chip instalado no cérebro. 


Mas, nunca me ocorreu refletir, de forma mais profunda, sobre as características intrínsecas desse “dispositivo”, além da rapidez de raciocínio e facilidade para a aprendizagem cibernética. 


Mas, brincadeira à parte, descobri que não sou só eu que tenho essa percepção.


Há uma busca constante de explicação do porquê os jovens operam telas e algoritmos com tanta fluidez; e há uma espécie de consenso de que não se trata de uma capacidade biológica inata, mas sim o fato de eles já terem encontrado um mundo cibernético, um mundo mediado por dispositivos. 


Desde a mais tenra idade, as crianças estão envolvidas com brinquedos tecnológicos; muitos desses dispositivos de diversão as tornam simples espectadoras das performances dos brinquedos que, praticamente “brincam sozinhos”. A criança não precisa “pensar”, “imaginar”, “manusear”, “construir” nada. O brinquedo é autossuficiente.


Essa postura passiva não traz desafios cognitivos e não estimula a criatividade e o espírito inventivo. O jovem vai crescendo e se tornando adulto acostumando-se de que sempre haverá um “aplicativo” que fará, com rapidez, eficiência e eficácia, tudo o que ele precisa; e a concentração e o aprendizado ficam para segundo plano, assim como a reflexão e a profundidade crítica.


Parte dos homens que estamos formando são vazios de intelecto e carentes de emoção; mas experts no uso da tecnologia, com uma destreza que fascina. 


Por outro lado, não se pode negar a importância que a agilidade digital trouxe para a humanidade. Os dados, as informações, os conhecimentos, estão aí à disposição de todos. Escancarados. Mas, ao mesmo tempo, transformaram-se em produtos de uso superficial, descartáveis após o uso. 


Em outras palavras, estamos supervalorizando a memória de curto prazo, em detrimento da de longo prazo. Percebe?


Nessa toada, de onde virão os futuros cientistas, pesquisadores, inventores, que tratam o conhecimento com a profundidade e a complexidade exigida em cada área?


Numa reflexão rasteira e intempestiva me ocorreu que o cérebro humano, que já é subutilizado, num futuro próximo não mais será depositário de dados, informações, conhecimentos e saberes latentes, mas um depósito catalogado de uma infinidade de “aplicativos” e dispositivos prontos para serem acessados de acordo com a necessidade em pauta. 


Viraremos perfeitos robôs. 


O que dá pra rir, dá pra chorar. 


Mas, há esperança. Depende, especialmente, da família, da escola e da igreja. A família na educação, a escola na formação, e a igreja na conscientização.


Essas três instituições, que, embora com falhas inerentes, ainda têm crédito público em meio a tanta safadeza e corrupção que grassa em parte dos segmentos político, jurídico e legislativo, têm a missão de atuar em conjunto para promover a literacia digital, ou seja, capacitar as pessoas para que definam, busquem e alcancem seus objetivos, desenvolvam suas potencialidades cognitivas e de emoções, e, especialmente, participem com intensidade dos destinos das suas comunidades e da sociedade em geral.


Não haverá necessidade de afastar os jovens dos aparelhos, dos softs e dos aplicativos, mas de ensinar a usá-los de forma produtiva, criativa e consciente.


(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 


 

Share:

quinta-feira, 12 de março de 2026

A INSUBORDINAÇÃO DO CANTAR E DO BRINCAR


Roberto Gameiro

 

Eduardo Galeano (1940 -2015), jornalista e escritor uruguaio, escreveu no seu livro “O livro dos abraços” (1): "Na parede de um botequim de Madrid, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca."

 

Aí está uma perspicaz observação sobre o comportamento humano e sua reação contra a rigidez institucional.

 

Ninguém colocaria uma placa num espaço público ou privado com os dizeres: “É proibido caminhar a 100 km por hora nestas dependências”. Isso porque essa ação não é realizável por um ser humano.

 

Mas “cantar” e “brincar” são atitudes e reações naturais dos indivíduos em relação ao meio social em que vivem.

 

No botequim, o cartaz pretende proibir o canto em favor do silêncio, porque o vinho e demais bebidas “convidam” os comensais a cantar, contagiando a todos os presentes (ou incomodando muitos).

 

No aeroporto, o aviso proíbe brincar com os carrinhos de bagagem, para garantir o trânsito livre e seguro dos viajantes, porque crianças, pela sua natureza lúdica, e adultos aborrecidos e agastados, talvez pelo tempo de espera, veem nos carrinhos uma oportunidade de divertimento e distração.

 

Nas duas situações, e em “n” outras equivalentes, trata-se de um embate entre o caráter “institucional” dos ambientes e a essência humana pulsante que busca o afeto, a celebração e a brincadeira.

 

Estão errados o botequim e o aeroporto ao proibir essas situações?

 

Sob o meu olhar, não.

 

Cada instituição tem o dever de preservar o bem-estar dos seus usuários em acordo com suas finalidades estatutárias. Aí, cada uma é uma, ou seja, cada caso tem suas particularidades e precisa ser avaliado separadamente.

 

Mas, o que de mais relevante a frase destacada traz, é a informação de que “ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.".

 

Cantar e brincar constituem chamadas à esperança. Na medida em que num mundo cheio de violência, corrupção, guerras e marcado pela falsidade, crises e cinismo, ainda houver pessoas brincando e cantando, esse mundo ainda tem salvação.

 

Gonzaguinha, na sua canção: "O Que É, O Que É?", nos traz essa esperança:

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz / Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz."

 

Ainda.

 

REFERÊNCIA


(1)   GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. Porto Alegre: L&PM, 1991.


(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI

 
























 

Share:

sexta-feira, 6 de março de 2026

A COMPLEXIDADE DA MENTE - O DIRECIONAMENTO ÉTICO DO SABER




Roberto Gameiro

Maria Montessori (1870-1952) escreveu: “Não é suficiente termos um bom cérebro. O mais importante é usá-lo bem.”.

Centenas de anos antes de Cristo, Platão (348/347 a.C.) afirmou: “A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.”.


Duas abordagens, mesmo contexto: cérebro e conhecimento. 


O conhecimento que o cérebro constrói, através das informações que recebe, é completamente neutro; o que dá significado ao conhecimento são as intenções humanas, que dão valor e destinação ao consequente saber elaborado e comunicado.


O cérebro humano é a ferramenta mais perfeita, completa, eficiente e eficaz que se conhece; no entanto, ele é “humano”; e o ser humano é, por definição, incompleto e em busca constante de aperfeiçoamento; essa incompletude explica o porquê de usarmos apenas 10% da sua capacidade. Somos depositários de um instrumento maravilhoso, mas ainda estamos em processo contínuo de aprendê-lo adequadamente. 


Dessa forma, a mesma inteligência que trabalha para o bem, pode fazê-lo para o mal; nesse sentido, há dois quesitos que devem ser levados em conta para ajustar o equilíbrio da balança:  a consciência individual e o direcionamento ético do saber. 


O cérebro, como ferramenta, é um instrumento usado pelo ser humano; e, como instrumento, produz o que está na vontade de quem o manuseia. 


Portanto, não basta o acúmulo de dados; há que se focar no discernimento saudável e corretamente ético para poder aplicá-los de forma digna.


Isso se consegue, através das gerações, por um competente processo de educação e formação que começa na mais tenra idade e prossegue pela vida toda.
 

Em suma, o processo de educação, na família, e o de formação, na escola, deve valorizar a moral, a ética e a inteligência emocional na mesma medida das demais habilidades e competências cognitivas.

Deve-se incentivar, especialmente os jovens, a refletir e responder à pergunta:
 
“Para que serve o meu saber?”

(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:
                                      CLIQUE AQUI
















































 

Share:

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

FUJA DOS TEIMOSOS!

 


Roberto Gameiro
Valesca Botelho (1)


Charles Bukowski (1920-1994), poeta, contista e romancista teuto-americano, escreveu:

“O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas ...”

Antes dele, Bertrand Russell (1872-1970), matemático, filósofo, ensaísta, historiador e lógico britânico, escreveu:

"O fundamental problema do mundo é que os idiotas são prepotentes e os inteligentes são cheios de dúvidas."


Duas frases com mesmo valor semântico. Dois pensadores relevantes. 


Essa mensagem cabe como uma luva atualmente, em que pessoas com pouco conhecimento a respeito de um tema específico acreditam piamente que sabem mais do que especialistas no assunto, enquanto estes estão cheios de dúvidas. 


Você conhece alguém assim? 


Não é difícil de achar. Eles estão por aí “aos montes”.


O fato é que indivíduos cheios de certezas param de aprender; bloqueiam-se para novos aprendizados. São afoitos, “falam grosso” e interrompem argumentações. Não ouvem o outro. Já sabem tudo!


Indivíduos inteligentes sabem que não são “donos da verdade” e aprendem com os resultados obtidos com suas dúvidas, sejam eles quais forem. Sabem ouvir. Quanto mais você aprofunda os conhecimentos, mais percebe a complexidade das variáveis. Isso não é fraqueza; é honestidade intelectual.


Chega-se, então, a um dilema. Deve-se discutir com burros?


A resposta, óbvia, é “não”.


Poupe a sua saúde mental, a sua sanidade. Quando você tenta convencer com argumentos um “burro” (no sentido da teimosia e da ausência de reflexão sobre si mesmo), você acaba descendo ao nível “intelectual” dele, e, nesse nível, ele é um expert, e você não. Ele dificilmente (e põe difícil nisso) mudará de opinião, porque, para ele isso seria uma derrota social, e não um saber agregador. 


Discutir, nesse caso, é uma armadilha em que você, invariavelmente, será o perdedor. 


É uma situação que enfrentamos, uma hora ou outra, queiramos ou não, que se torna até cansativa no dia a dia. 


Fuja deles!


REFERÊNCIA

(1) Valesca Botelho é Médica, pós-graduada em Pediatria e em Saúde Pública.


(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI

Share:

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

MENSAGEM - A PRECIPITAÇÃO NA TOMADA DE DECISÕES


                                   MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI

                             SIGA-ME      COMPARTILHE! 

          TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
          TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

O seu caráter é o que você realmente é. Um homem se identifica na sociedade como pessoa através do seu caráter e da sua personalidade. O caráter tem como frutos os princípios, a personalidade e os valores. Portanto, não seja afoito. Não seja apressado para tomar as suas decisões num conflito. Melhor adiar uma resposta para amanhã ou depois, do que dá-la imediatamente e se arrepender em seguida ou depois. Tenha essa postura como parte dos seus princípios de vida; ela cabe em inúmeras situações, e, especialmente, permite que na sua mente a situação passe, da forma adequada e necessária, pelo crivo do seu caráter, da sua natureza, da sua índole. 

Share:

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

A COMUNICAÇÃO VERBAL E A SUBJETIVIDADE HUMANA


Roberto Gameiro


“Existem momentos na vida, em que as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las, elas parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente.” (autoria desconhecida)


Certa vez, ouvi de uma pessoa muito querida algo mais ou menos assim: “quando eu estiver triste, introspectiva ou chorando, não tente me consolar; apenas fique ao meu lado com sua presença.”


As palavras têm um limite após o qual são indizíveis. Isso acontece quando das experiências mais profundas do ser humano. Nesses momentos, a falta de palavras não é ausência de comunicação, mas uma forma muito superior a ela. Nessas situações, a gramática e o vocabulário falham e o sentimento impera.


Você já tentou descrever com palavras uma situação de luto?  Ou uma situação de extrema alegria? A experiência vivida é sempre mais precisa e imediata do que qualquer descrição que se tente fazer dela. 


Dessa forma, no luto, especialmente, mais vale um abraço carinhoso e fraterno do que qualquer frase tipo “meus pêsames”.


Também no amor, o olhar terno, sincero e de total confiança não precisa de palavras para externar pensamentos e sentimentos. 


Para que uma frase, ou palavra, seja significante, é preciso que ambos, emissor e receptor, estejam na mesma sintonia emocional. Em momentos de profunda emoção, qualquer fala bonita tem menos expressão do que um aperto de mão, um abraço, ou a presença ao lado do outro. O corpo e o olhar transmitem o que as palavras não conseguem, através de gestos, posturas e contato visual. 


Em uma sociedade repleta de mensagens de texto, de áudios e emojis, há que se lembrar que a presença física e a vulnerabilidade são insubstituíveis; as palavras transmitem a informação e explicam o mundo, mas o sentimento é transmitido e acolhido apenas pelo corpo.


Clarice Lispector afirma, na sua obra "A Paixão Segundo G.H”, que “o que realmente se vive é o que não se pode dizer”. (1)


REFERÊNCIA

(1) LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H. Rio de       Janeiro, Editora do Autor, 1964.


(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:
                                      CLIQUE AQUI


       




 

Share:

sábado, 6 de dezembro de 2025

MENSAGEM - TEXTOS E VÍDEOS DAS REDES SOCIAIS - COMPARTILHAR, OU NÃO?

                          MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                            SIGA-ME      COMPARTILHE! 

            LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
               
               TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
               TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Através das redes sociais, recebemos, diariamente, muitas mensagens de textos e vídeos. Muitas delas não merecem compartilhamentos por não acrescentarem nada que possa agregar algum valor aos nossos conhecimentos e, por tabela, aos nossos saberes e aos dos outros. Isso deveria ser o estímulo que nos impeliria a questionar qualquer post que chega até nós. É verdade? Há evidências comprobatórias? Será útil para os meus amigos? Vai ajudar no dia a dia?  Vai auxiliar na educação das crianças e dos adolescentes? Vale a pena compartilhar? São algumas das perguntas que devemos nos fazer antes de compartilhar qualquer coisa. Por outro lado, há vídeos e textos maravilhosos que recebemos, cujas mensagens nos fazem muito bem.
























































 

Share:

sábado, 15 de novembro de 2025

A INVERSÃO DE VALORES NA SOCIEDADE



Roberto Gameiro

A sociedade moderna vive uma inversão de valores que merece uma profunda reflexão no sentido da busca de alternativas que levem à recomposição da qualidade das relações humanas e da moral e da ética nas nossas existências.


Há que se reumanizar as relações, priorizando o amor às pessoas em detrimento do amor às coisas. 
As coisas existem para servir ao homem, e este para amar o seu semelhante. Quando o amor e o afeto mútuo, como fontes genuínas de sentido, são priorizados nas relações, a vida pode se tornar plena de felicidade e de realizações.


Quando ocorre o contrário, ou seja, a busca e a posse de bens materiais como objetivo principal da vida, o indivíduo se torna vazio e infeliz, pois se as coisas são o que importa, os outros são usados como meios para obter essas coisas, sendo reduzidos a fontes úteis de benefícios; e, pior; quando a pessoa deixa de ser útil, ela é descartada. Este é, infelizmente, um diagnóstico de parte da nossa civilização. 


Cada pessoa tem o seu valor intrínseco, que é insubstituível, e deve ser valorizado e respeitado. Há que se cultivar a empatia, o cuidado e a gentileza nos relacionamentos, para tornar a vida mais leve e alegre. 


Lembrando, como profetizou José Datrino (1917-1996), pregador urbano brasileiro, “gentileza gera gentileza.”. Trata-se de uma postura extremamente contagiante que influencia, como ato de bondade, todos ao redor.


Já a tecnologia, o dinheiro, carros e quaisquer outros recursos materiais, devem ser vistos como ferramentas facilitadoras das vivências das pessoas, favorecendo o conforto, a locomoção, as aproximações, a ajuda ao próximo, e até mesmo para expressar a amorosidade. São meros instrumentos que não podem ser o centro das nossas prioridades, pois seu valor é efêmero.


A vida terá um verdadeiro significado quando a prioridade for o ser e não o ter; o amor às pessoas, ao invés do saldo bancário.

(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQUI



























Share:

sábado, 1 de novembro de 2025

VIVER ALÉM DA INSIGNIFICÂNCIA

              IMAGEM SEM DIREITOS DE AUTOR, ENCONTRADA NO SITE PIXABAY


Roberto Gameiro

Encontrei o texto abaixo, de autor desconhecido (1), na Internet, sob o título “Carta aberta para mim”.


“Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou; não suporto falsidade e mentira; a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com intensidade. Perder com classe e vencer com ousadia, pois a vida é muito para ser insignificante. Eu não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos.”


Após ler essa mensagem, interessei-me em explorá-la um pouco, pois seu conteúdo tem muito a ver com o meu blogue: “O texto no contexto como pretexto.” (2)


De pronto, na primeira frase (Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou), encontrei uma interessante relação com o diálogo do principezinho de “O Pequeno Príncipe” com a raposa a respeito do termo “cativar”. Acredito que você também teve essa percepção! Esse diálogo está no meu artigo “O valor de uma amizade”, que pode ser acessado logo abaixo em (Leia também).

 
Pois é; no diálogo com a Raposa em “O Pequeno Príncipe”, "cativar" é explicado como criar laços, tornar-se necessário um para o outro, e sair da superficialidade para uma relação única e especial.


O "cativar" não é um ato unilateral, mas um compromisso de mão dupla.
 

Essa frase inicial resume o sentido e situa a motivação do autor.  Por outro lado, ao afirmar que “a vida é muito para ser insignificante”, demarca o contexto contra o que é raso e, consequentemente, não significante, estabelecendo a verdade como inegociável e instituindo a honestidade como condição primeira para uma vida voltada para o bem.


É um convite para que tenhamos a coragem de sonhar e correr os riscos de viver nossos sonhos, assumindo o protagonismo existencial, em contraponto aos que se contentam em ser coadjuvantes dos sonhos dos outros.


 “Vencer com ousadia” significa, então, fazer mais do que se espera. Essa atitude de correr riscos faz com que uma história seja memorável e valha a pena ser contada e celebrada. 


Um texto num contexto como pretexto para a autenticidade.


REFERÊNCIA

(1) A autoria do texto tem sido eventualmente atribuída a Charles Chaplin e a Augusto Branco.
(2)  Gameiro, Roberto. O texto no contexto como pretexto, blogue, encontrado aqui


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQUI


 

Share:

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

MENSAGEM - EU TIVE UM SONHO

                         MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                            SIGA-ME      COMPARTILHE! 

            LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
               
               TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
               TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Eu tive um sonho. Sonhei que havia o bem e não havia o mal. Que havia o bom e não havia o mau. Que havia a verdade e não havia a mentira. Que todos se respeitavam e se ajudavam. Mas, no meu sonho, eu, pobre incrédulo, achava que só podia estar sonhando. Eu sempre procurei acreditar no lado bom das pessoas.  E agora que esse mundo se apresentava para mim, comecei a usufruir dele, me relacionando com as pessoas, sem medos, sem receios, um mundo ideal; mas, de repente, um barulho estridente foi tomando conta do ambiente, e aumentando, aumentando, até ... me acordar.  Eram as sirenes de viaturas policiais que chegavam para atender a uma ocorrência de violência numa casa vizinha. Eu tive um sonho. Que bom se tivesse sido verdade. Mas me acode a esperança de que sonhos podem se transformar em realidade. 















































 

Share:

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

MENSAGEM - CASAIS, VALORIZEM-SE!

                          MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                 LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI

                             SIGA-ME      COMPARTILHE! 

                TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
                TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Todos já ouvimos a frase que diz que “por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher”. Então, eu pergunto: por que não ouvimos com a mesma frequência uma frase do tipo: “por trás de uma grande mulher, há sempre um grande homem”? As mulheres, desde há muito, têm sido, merecidamente, cada vez mais, protagonistas nos aspectos pessoais, sociais e profissionais. Felizes os casais que conseguem somar suas qualidades individuais em prol de uma convivência saudável que alimente positivamente as autoestimas de ambos. Para isso, a base que sustenta essa felicidade do casal é o amor, esse sentimento sublime que tem seu início no amor a Deus, se projeta no amor por si e desabrocha na pessoa que você ama e com quem você compartilha a sua vida. 
 









































Share:

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

LIDERANÇA E PERFORMANCE DE EQUIPES

Roberto Gameiro


Era dia de reunião geral dos colaboradores do Departamento. Quase todos já haviam chegado, inclusive o Gerente, que se movimentava pelo ambiente, cumprimentando e sendo cumprimentado pelos presentes. O burburinho, as risadas, às vezes em alto volume, a movimentação pra lá e pra cá ... a alegria dos reencontros.

 
Chega o horário exato do início da reunião.


O gerente, então, se posta diante do grupo, em silêncio. 


Em frações de segundos, o silêncio impera no local; os olhares voltam-se para ele.

 
Aí, ele se dirige aos colaboradores, de forma serena, falando mesmo sem microfone. 


E é ouvido por todos, com atenção e respeito.

 
Esse é um líder.

 
Walt Disney (1) escreveu que “Liderança significa que um grupo, grande ou pequeno, está disposto a confiar a autoridade a uma pessoa que demonstrou opinião, sabedoria, apelo pessoal e competência comprovada.”.


O Gerente dá as boas-vindas a todos e agradece a presença, enfatizando o sentimento de pertença à organização demonstrado por todos no mais recente período de trabalho, em que desafios foram enfrentados e metas buscadas com ousadia e competência pela equipe e por cada um.


O verdadeiro líder é uma espécie de catalisador de emoções e cognições que reforçam cotidianamente o sentimento de pertença à organização. 


É ele quem deve manter viva a chama do vigor empresarial, contagiando positivamente com suas posturas e ações todos os colaboradores.


Colaboradores “contagiados” contagiam os demais.


Entretanto, nem tudo são flores na gestão e na performance de uma equipe. Cada membro é elo importante, ímpar e somatório de competências que, juntas e recíprocas, propiciam, ou não, o sucesso coletivo. Quando um desses elos não atinge a sua parte da meta, vai sobrecarregar os outros para compensá-lo. Mas equipe é assim mesmo: “um por todos, todos por um!”


Portanto, se você é membro de uma equipe, lembre-se sempre de que precisa dos outros, assim como eles contam com você, mesmo que você já tenha alcançado o seu percentual da meta.


REFERÊNCIA

(1) Walter Elias Disney (1901-1966), empresário, animador, cineasta e produtor cinematográfico americano.

(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!                                        

SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQUI





























Share:

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

MENSAGEM - O INDIVÍDUO HUMANO É UM SER DE RELAÇÕES

                            MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                 LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI

                             SIGA-ME      COMPARTILHE! 

                TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
                TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

A importância de se investir numa amizade ou ser útil para alguém ou investir num amor ou na educação de um filho não está na relação do que "se despende para", com "o que se recebe por".  Trata-se de algo muito maior. Quem gosta de ou ama alguém não se importa com mensuração dessa dedicação, nem com retribuição desta. A dedicação poderá ser maior do que a retribuição, ou ao contrário; mas não é isso que move o ser humano nessas situações. O indivíduo humano é um ser de relações. Relações de vida. De vida em abundância. Isso não tem preço, nem valor mensurável.



























Share:
Powered By Blogger

TRADUZA - TRANSLATE

PESQUISE NESTE BLOGUE (digite)

ADQUIRA O MEU LIVRO DIGITAL NA AMAZON

ADQUIRA O MEU LIVRO DIGITAL NA AMAZON
O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO: PARA LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA - COM OS FILHOS

CÓPIA, REPRODUÇÃO, CITAÇÃO E COMPARTILHAMENTO

Autorizadas, desde que com a inclusão dos nomes do blogue e do autor.

Busca na Wikipedia. Digite o assunto.

Resultados da pesquisa