O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

Mostrando postagens com marcador Bem-estar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bem-estar. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

TEMPOS DIFÍCEIS CRIAM HOMENS FORTES



Roberto Gameiro


G. Michael Hopf, escritor e empresário editorial norte-americano, escreveu no seu livro de 2016 “Those who remain” (Aqueles que permanecem), a frase:


"Tempos difíceis criam homens fortes, homens fortes criam tempos bons, tempos bons criam homens fracos, homens fracos criam tempos difíceis".


Trata-se de um aforismo, um gênero textual que se apresenta com uma frase curta, concisa, de caráter pessoal e com uma ideia impactante. Não é um provérbio.


O texto pode ser analisado sob a forma da figura de linguagem “concatenação” que é quando o final de uma frase é repetido logo no início da frase seguinte, criando uma corrente que faz o texto parecer não ter fim.


Embora a frase seja muito citada e elogiada por uns, especialmente em palestras sobre liderança e comportamento humano, ela é alvo de críticas por resumir aspectos sociológicos complexos demais de forma determinista.


É aqui, no determinismo da frase, que a análise pode ser mais aprofundada, pois ela trata a trajetória humana como um círculo fechado e fatalista, sem levar em conta que as sociedades se desenvolvem por fatores como crescimento econômico, clima, educação, a acumulação de direitos e, atualmente, especialmente em tecnologia e a inovação dela decorrente, e não apenas por “fraqueza moral ou militar”.


Ou seja, o saber humano não é alcançado apenas pela dor, mas sobretudo através do avanço tecnológico, de uma educação de qualidade, do fortalecimento das instituições, do crescimento econômico sustentável e da cooperação cultural e social; e de muita perseverança e resiliência.


Afinal, se o sofrimento nos ensina a sobreviver, é a busca consciente pelo conhecimento e pelo bem comum que nos ensina a evoluir.


Mas, ainda para pôr um “salzinho neste tempero”, transcrevo uma mensagem de autor desconhecido que encontrei na Internet: “Se você acha que homens durões são perigosos, espere até ver o que homens fracos podem fazer.”.


(Leia também)  (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em: 


Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 













































 

Share:

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

MENSAGEM - NOSSOS FILHOS, NOSSOS PORES DO SOL

               MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO
LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
SIGA-ME      COMPARTILHE!

         TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS
         TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Feliz a família que consegue, unida e presente, apreciar os pores do sol aproveitando seus matizes para emoldurar e deixar fluir emoções, afetos e gestos amorosos. É um “deixar se levar” pelo silêncio de algo gigantesco que se nos apresenta todos os dias, com cores, luzes e movimentos que extrapolam o senso do objetivo e do subjetivo, da razão e da emoção, trazendo-nos suavemente à mente a grandeza do Criador. Nossos filhos são como pores do sol a iluminar nossos dias, acalentando-nos, desafiando nossas percepções e ensinando-nos que nem tudo pode ser objeto do nosso controle, mas que tudo pode ser sujeito de apreciação, amor, carinho e dedicação.
Share:

sexta-feira, 17 de julho de 2026

REFLETINDO OU RUMINANDO?

 


Roberto Gameiro


Você é daquelas pessoas que ficam ruminando um assunto longamente antes de tomar uma decisão a respeito?


Que prejudicam seus fins de semana e até suas férias por não conseguirem se desligar de uma situação, geralmente desagradável, que acontece no campo profissional?


Que, com isso, baixam a qualidade dos relacionamentos familiares com cônjuge e filhos?


Que levam seus problemas pessoais pontuais para dentro do seu local de trabalho, ocasionando desconcentração e diminuição da produtividade?

 

Se sim, seja bem-vindo ao clube!


Um “clube” que, sob o meu olhar, só tem tendência de aumentar o número de membros, conforme a complexidade da práxis profissional e dos inter-relacionamentos sociais vai aumentando.


Sêneca, filósofo romano, escreveu: “Estamos mais frequentemente assustados do que feridos e sofremos mais na imaginação do que na realidade.”.


Muitas vezes, sofremos antecipadamente por algo que acabará não acontecendo.


Claro que há determinadas tomadas de decisão que exigem maior tempo de curadoria e reflexão pela sua complexidade e pelos efeitos colaterais que poderão trazer. Nessas situações, a análise e as ponderações aprofundadas sobre o tema podem ser propícias e salutares.


Nesses casos, a longa ruminação pode indicar uma postura de perseverança e de autodeterminação na busca de uma solução.


Entretanto, há que se cuidar para não se desperdiçar muita energia mental com assuntos, eventos e problemas que não merecem tanta preocupação.

 

Não é fácil encontrar o equilíbrio saudável entre a reflexão e a ação.

 

Ficar muito tempo “estacionado” ruminando sobre um mesmo assunto sem encontrar progresso na reflexão, pode ocasionar transtornos emocionais prejudiciais à saúde mental, especialmente se isso for recorrente.

 

Sempre há a possibilidade da busca de aconselhamento.

 

Você conhece alguém assim?


Publicado originalmente em 23/09/2023


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em: 


Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 




































Share:

quinta-feira, 9 de julho de 2026

MENSAGEM - RELACIONAMENTOS FAMILIARES

               MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO
LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
SIGA-ME      COMPARTILHE!

         TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS
         TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

No telefone público, anos atrás:- olá, meu amorzinho! Quanta saudade de você! Você está bem? Não vejo a hora de voltar para casa para estar com você minha querida... O diálogo prosseguia muito meloso, e, ao que tudo indicava, com reciprocidade do outro lado da ligação. E nós, que esperávamos a nossa vez de usar o telefone, sussurrando, comentávamos como ele era cuidadoso com a esposa, alguns até com inveja de tamanha dedicação, carinho e afeição. Num mundo cheio de violência, que bom ouvir uma conversa tão amorosa, respeitosa e apaixonante entre um casal que se ama. Depois de um tempo, ele terminou aquele contato e, engrossando a voz, perguntou: - E a cascavel, está aí? Foi aí que percebemos que ele estava falando, primeiro, com a filha; e a cascavel vocês podem imaginar quem era. Num mundo cheio de violência, que tristeza ouvir um marido se referir assim à sua esposa. Mas, não nos enganemos. Há muitos assim. Eu mesmo conheci vários desses no exercício da minha profissão de diretor escolar.




































 

Share:

quinta-feira, 18 de junho de 2026

SEJA A SUA MELHOR VERSÃO



Roberto Gameiro

 

Você já tentou endireitar uma banana?

 

Eu costumo brincar fazendo essa pergunta ao meu interlocutor quando percebo que estamos em uma luta inglória para mudar algo ou alguém.

 

Se há alguém que conseguimos mudar a partir dos nossos argumentos, esse alguém somos nós mesmos.

 

Cada pessoa tem seus valores e seus princípios, seu ritmo, suas dores e suas escolhas, sejam elas conscientes ou não. Estou me referindo aos nossos amigos, conhecidos, parceiro e familiares. Forçar a transformação de alguém, moldando-o às nossas perspectivas, é uma batalha fragorosamente perdida. 

 

É um verdadeiro desperdício de tempo tentar “consertar” quem não pediu para ser consertado, assim como motivo de muita frustração, além de nos afastar do que realmente importa.

 

Na verdade, o que é realmente significativo é cuidar do nosso próprio jardim, em vez de nos preocuparmos com o jardim alheio; é direcionarmos o foco da nossa vida para nós mesmos, para o nosso conhecimento, nossos saberes, inteligência emocional e bem-estar.

 

Faça uso da sua energia para se transformar na melhor versão de si mesmo; quando você faz isso, acaba atraindo as pessoas certas para o seu convívio.

 

Assumir o protagonismo da própria história não é ato de egoísmo, mas de sabedoria. Aliás, existe um mito de que pensar em si mesmo é ser egoísta; quando você assume o protagonismo da sua vida, você se torna mais leve, mais equilibrado cognitiva e emocionalmente. Você passa a ser uma pessoa melhor para si e, consequentemente, para os outros.

 

Para mudar o mundo, o caminho mais eficiente e eficaz é começar mudando a si mesmo.


Carl Rogers (1902-1987), psicólogo estadunidense, escreveu: "Descobri que sou mais eficaz quando me posso ouvir a mim mesmo, aceitando-me, e quando posso ser eu mesmo.".

 

Priorize-se!

 

Seja a melhor versão de si mesmo!

 

Você já tentou endireitar uma banana?

 

Rss.


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)

SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em: 


Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 



 

































Share:

sexta-feira, 12 de junho de 2026

COMPETÊNCIAS TÉCNICAS VERSUS COMPORTAMENTO PESSOAL



Roberto Gameiro

 

Você já percebeu que a maior parte das dispensas de colaboradores nas empresas se dá em função do comportamento pessoal do indivíduo, mesmo que ele tenha ótimas competências e habilidades técnicas?

 

Felizes são os gestores que podem direcionar seu foco na produtividade, na criatividade, no crescimento e no desenvolvimento, sem ter de desperdiçar energia para resolver problemas de atritos e desgastes interpessoais dos colaboradores; nessa situação, o clima organizacional, que deveria ser colaborativo, passa a ser caracterizado por tensões constantes que causam redução de produtividade e, consequentemente, redução no atingimento de objetivos e metas da empresa.

 

Por outro lado, quando os colaboradores respeitam e são respeitados emocionalmente, a motivação coletiva aumenta substancialmente, contribuindo para a redução do estresse. Profissionais com autocontrole dificilmente têm reações impulsivas e inconsequentes diante de conflitos, e mantêm alto grau de produtividade, pois transformam as eventuais tensões em oportunidades para a busca de soluções criativas que reforçam o foco nos resultados de qualidade.

 

Daí, a importância do feedback, constante e qualitativo, no acompanhamento da performance dos colaboradores.

 

A inteligência emocional já não é apenas uma habilidade desejável, mas uma competência estratégica necessária no ambiente corporativo. Quando os gestores e colaboradores conseguem administrar positiva e reciprocamente suas emoções, o impacto nos resultados da organização é visível.

 

A competência técnica é fácil de ser mensurada no processo de recrutamento e mais fácil de ser aprimorada no dia a dia; mas o que garante a permanência da pessoa em uma empresa é a forma como ela se relaciona no ambiente de trabalho. O comportamento pessoal envolve habilidades difíceis de serem observadas em provas ou entrevistas, mas símplices de serem identificadas no cotidiano.

 

Portanto, fiquemos atentos, pois o sucesso profissional não depende apenas das nossas competências e habilidades técnicas, mas, especialmente, das nossas posturas e ações em relação às pessoas com as quais nos relacionamos, sejam elas pares ou gestoras.


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)

SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em: 


Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 


 
























Share:

quinta-feira, 23 de abril de 2026

CUIDADO - CRIANÇA - CONTÉM SONHOS!


Publicado originalmente em 16/04/2022


Roberto Gameiro


Mirko Badiale, filósofo italiano, escreveu certa vez: “Deve ser colocada uma placa em cada criança que diga:


          "Trate com cuidado. Contém sonhos”. 



Nós, professores, somos seres privilegiados pois tratamos, diariamente, com os tesouros mais valiosos deste mundo: as crianças. 



Como é gratificante conviver com “serzinhos” tão especiais que chegaram num mundo que já existia e ao qual estão se abrindo, conhecendo, interagindo, sentindo-se parte e percebendo, ao longo dos anos, que podem (e devem) intervir nele para torná-lo melhor.  


O que dizer, então, dos pais que os geraram e têm a alegria, a emoção e a responsabilidade de os educar, formando-os para o bem e para valores morais e éticos saudáveis, dedicando-lhes um amor que é infinito, e por quem dariam a própria vida para garantir e preservar as deles.


Cada uma delas (as crianças) vai crescendo e, aos poucos e sempre, construindo um sentido para sua vida baseado nas suas vivências e nos ensinamentos vindos dos pais, da escola e da igreja. 


Sentido de vida se constrói com base em sonhos. E as crianças os têm e muitos. Qual a criança que não tem uma resposta pronta para a pergunta “o que você quer ser quando crescer?”. A resposta pode ser uma num dia e outra bem diferente no dia seguinte, tal a vitalidade do que passa na mente e no coração de uma criança. 


Cabe a nós, adultos, proporcionar às crianças condições favoráveis para que sejam crianças enquanto ainda são crianças, dando-lhes oportunidades para brincar, e brincar muito, pois as brincadeiras desenvolvem nelas a capacidade de se relacionar consigo mesmas e com os outros, contribuindo para que deem conformidade aos seus sonhos, aos seus projetos de vida. 


A propósito, entre os “Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil” propostos na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), está:


“Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.”


Mas não são apenas as crianças que têm sonhos. Nós, adultos, também os temos. E muitos! Ainda bem! E nesta seara, há que se ponderar que um sonho sem objetivo é apenas um sonho; nada mais. 


Augusto Cury escreveu:


“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir!” (Você é insubstituível. Rio de Janeiro: Sextante, 2002)


Portanto, caro leitor, vá atrás dos seus sonhos de criança e de adulto. Só você pode torná-los realidade. Seja protagonista dos seus sonhos. Não seja um simples coadjuvante dos sonhos dos outros.


Assuma a placa que diz:


                      "Contenho sonhos!" 




(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 

Contato: textocontextopretexto@uol.com.br


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQUI







































 

Share:

sexta-feira, 3 de abril de 2026

OS JOVENS NUM MUNDO CIBERNÉTICO


Roberto Gameiro


Já há algum tempo, as crianças e os adolescentes estão ensinando tecnologia para os mais velhos; é fascinante a facilidade que eles têm no uso de smartphones, tablets, aplicativos e, agora, inteligência artificial. 


Como que para justificar essas competências e habilidades, eu costumava brincar dizendo que hoje as crianças já nascem com um chip instalado no cérebro. 


Mas, nunca me ocorreu refletir, de forma mais profunda, sobre as características intrínsecas desse “dispositivo”, além da rapidez de raciocínio e facilidade para a aprendizagem cibernética. 


Mas, brincadeira à parte, descobri que não sou só eu que tenho essa percepção.


Há uma busca constante de explicação do porquê os jovens operam telas e algoritmos com tanta fluidez; e há uma espécie de consenso de que não se trata de uma capacidade biológica inata, mas sim o fato de eles já terem encontrado um mundo cibernético, um mundo mediado por dispositivos. 


Desde a mais tenra idade, as crianças estão envolvidas com brinquedos tecnológicos; muitos desses dispositivos de diversão as tornam simples espectadoras das performances dos brinquedos que, praticamente “brincam sozinhos”. A criança não precisa “pensar”, “imaginar”, “manusear”, “construir” nada. O brinquedo é autossuficiente.


Essa postura passiva não traz desafios cognitivos e não estimula a criatividade e o espírito inventivo. O jovem vai crescendo e se tornando adulto acostumando-se de que sempre haverá um “aplicativo” que fará, com rapidez, eficiência e eficácia, tudo o que ele precisa; e a concentração e o aprendizado ficam para segundo plano, assim como a reflexão e a profundidade crítica.


Parte dos homens que estamos formando são vazios de intelecto e carentes de emoção; mas experts no uso da tecnologia, com uma destreza que fascina. 


Por outro lado, não se pode negar a importância que a agilidade digital trouxe para a humanidade. Os dados, as informações, os conhecimentos, estão aí à disposição de todos. Escancarados. Mas, ao mesmo tempo, transformaram-se em produtos de uso superficial, descartáveis após o uso. 


Em outras palavras, estamos supervalorizando a memória de curto prazo, em detrimento da de longo prazo. Percebe?


Nessa toada, de onde virão os futuros cientistas, pesquisadores, inventores, que tratam o conhecimento com a profundidade e a complexidade exigida em cada área?


Numa reflexão rasteira e intempestiva me ocorreu que o cérebro humano, que já é subutilizado, num futuro próximo não mais será depositário de dados, informações, conhecimentos e saberes latentes, mas um depósito catalogado de uma infinidade de “aplicativos” e dispositivos prontos para serem acessados de acordo com a necessidade em pauta. 


Viraremos perfeitos robôs. 


O que dá pra rir, dá pra chorar. 


Mas, há esperança. Depende, especialmente, da família, da escola e da igreja. A família na educação, a escola na formação, e a igreja na conscientização.


Essas três instituições, que, embora com falhas inerentes, ainda têm crédito público em meio a tanta safadeza e corrupção que grassa em parte dos segmentos político, jurídico e legislativo, têm a missão de atuar em conjunto para promover a literacia digital, ou seja, capacitar as pessoas para que definam, busquem e alcancem seus objetivos, desenvolvam suas potencialidades cognitivas e de emoções, e, especialmente, participem com intensidade dos destinos das suas comunidades e da sociedade em geral.


Não haverá necessidade de afastar os jovens dos aparelhos, dos softs e dos aplicativos, mas de ensinar a usá-los de forma produtiva, criativa e consciente.


(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI 


 

Share:

quinta-feira, 12 de março de 2026

A INSUBORDINAÇÃO DO CANTAR E DO BRINCAR


Roberto Gameiro

 

Eduardo Galeano (1940 - 2015), jornalista e escritor uruguaio, escreveu no seu livro “O livro dos abraços” (1): "Na parede de um botequim de Madrid, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca."

 

Aí está uma perspicaz observação sobre o comportamento humano e sua reação contra a rigidez institucional.

 

Ninguém colocaria uma placa num espaço público ou privado com os dizeres: “É proibido caminhar a 100 km por hora nestas dependências”. Isso porque essa ação não é realizável por um ser humano.

 

Mas “cantar” e “brincar” são atitudes e reações naturais dos indivíduos em relação ao meio social em que vivem.

 

No botequim, o cartaz pretende proibir o canto em favor do silêncio, porque o vinho e demais bebidas “convidam” os comensais a cantar, contagiando a todos os presentes (ou incomodando muitos).

 

No aeroporto, o aviso proíbe brincar com os carrinhos de bagagem, para garantir o trânsito livre e seguro dos viajantes, porque crianças, pela sua natureza lúdica, e adultos aborrecidos e agastados, talvez pelo tempo de espera, veem nos carrinhos uma oportunidade de divertimento e distração.

 

Nas duas situações, e em “n” outras equivalentes, trata-se de um embate entre o caráter “institucional” dos ambientes e a essência humana pulsante que busca o afeto, a celebração e a brincadeira.

 

Estão errados o botequim e o aeroporto ao proibir essas situações?

 

Sob o meu olhar, não.

 

Cada instituição tem o dever de preservar o bem-estar dos seus usuários em acordo com suas finalidades estatutárias. Aí, cada uma é uma, ou seja, cada caso tem suas particularidades e precisa ser avaliado separadamente.

 

Mas, o que de mais relevante a frase destacada traz, é a informação de que “ainda existe gente que canta, ainda existe gente que brinca.".

 

Cantar e brincar constituem chamadas à esperança. Na medida em que num mundo cheio de violência, corrupção, guerras e marcado pela falsidade, crises e cinismo, ainda houver pessoas brincando e cantando, esse mundo ainda tem salvação.

 

Gonzaguinha, na sua canção: "O Que É, O Que É?", nos traz essa esperança:

"Viver e não ter a vergonha de ser feliz / Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz."

 

Ainda.

 

REFERÊNCIA


(1)   GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Tradução de Eric Nepomuceno. Porto Alegre: L&PM, 1991.


(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI

 
























 

Share:

sexta-feira, 6 de março de 2026

A COMPLEXIDADE DA MENTE - O DIRECIONAMENTO ÉTICO DO SABER




Roberto Gameiro

Maria Montessori (1870-1952) escreveu: “Não é suficiente termos um bom cérebro. O mais importante é usá-lo bem.”.

Centenas de anos antes de Cristo, Platão (348/347 a.C.) afirmou: “A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.”.


Duas abordagens, mesmo contexto: cérebro e conhecimento. 


O conhecimento que o cérebro constrói, através das informações que recebe, é completamente neutro; o que dá significado ao conhecimento são as intenções humanas, que dão valor e destinação ao consequente saber elaborado e comunicado.


O cérebro humano é a ferramenta mais perfeita, completa, eficiente e eficaz que se conhece; no entanto, ele é “humano”; e o ser humano é, por definição, incompleto e em busca constante de aperfeiçoamento; essa incompletude explica o porquê de usarmos apenas 10% da sua capacidade. Somos depositários de um instrumento maravilhoso, mas ainda estamos em processo contínuo de aprendê-lo adequadamente. 


Dessa forma, a mesma inteligência que trabalha para o bem, pode fazê-lo para o mal; nesse sentido, há dois quesitos que devem ser levados em conta para ajustar o equilíbrio da balança:  a consciência individual e o direcionamento ético do saber. 


O cérebro, como ferramenta, é um instrumento usado pelo ser humano; e, como instrumento, produz o que está na vontade de quem o manuseia. 


Portanto, não basta o acúmulo de dados; há que se focar no discernimento saudável e corretamente ético para poder aplicá-los de forma digna.


Isso se consegue, através das gerações, por um competente processo de educação e formação que começa na mais tenra idade e prossegue pela vida toda.
 

Em suma, o processo de educação, na família, e o de formação, na escola, deve valorizar a moral, a ética e a inteligência emocional na mesma medida das demais habilidades e competências cognitivas.

Deve-se incentivar, especialmente os jovens, a refletir e responder à pergunta:
 
“Para que serve o meu saber?”

(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:
                                      CLIQUE AQUI
















































 

Share:

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

FUJA DOS TEIMOSOS!

 


Roberto Gameiro
Valesca Botelho (1)


Charles Bukowski (1920-1994), poeta, contista e romancista teuto-americano, escreveu:

“O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas ...”

Antes dele, Bertrand Russell (1872-1970), matemático, filósofo, ensaísta, historiador e lógico britânico, escreveu:

"O fundamental problema do mundo é que os idiotas são prepotentes e os inteligentes são cheios de dúvidas."


Duas frases com mesmo valor semântico. Dois pensadores relevantes. 


Essa mensagem cabe como uma luva atualmente, em que pessoas com pouco conhecimento a respeito de um tema específico acreditam piamente que sabem mais do que especialistas no assunto, enquanto estes estão cheios de dúvidas. 


Você conhece alguém assim? 


Não é difícil de achar. Eles estão por aí “aos montes”.


O fato é que indivíduos cheios de certezas param de aprender; bloqueiam-se para novos aprendizados. São afoitos, “falam grosso” e interrompem argumentações. Não ouvem o outro. Já sabem tudo!


Indivíduos inteligentes sabem que não são “donos da verdade” e aprendem com os resultados obtidos com suas dúvidas, sejam eles quais forem. Sabem ouvir. Quanto mais você aprofunda os conhecimentos, mais percebe a complexidade das variáveis. Isso não é fraqueza; é honestidade intelectual.


Chega-se, então, a um dilema. Deve-se discutir com burros?


A resposta, óbvia, é “não”.


Poupe a sua saúde mental, a sua sanidade. Quando você tenta convencer com argumentos um “burro” (no sentido da teimosia e da ausência de reflexão sobre si mesmo), você acaba descendo ao nível “intelectual” dele, e, nesse nível, ele é um expert, e você não. Ele dificilmente (e põe difícil nisso) mudará de opinião, porque, para ele isso seria uma derrota social, e não um saber agregador. 


Discutir, nesse caso, é uma armadilha em que você, invariavelmente, será o perdedor. 


É uma situação que enfrentamos, uma hora ou outra, queiramos ou não, que se torna até cansativa no dia a dia. 


Fuja deles!


REFERÊNCIA

(1) Valesca Botelho é Médica, pós-graduada em Pediatria e em Saúde Pública.


(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

                                      CLIQUE AQUI

Share:

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

MENSAGEM - A PRECIPITAÇÃO NA TOMADA DE DECISÕES


                                   MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI

                             SIGA-ME      COMPARTILHE! 

          TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
          TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

O seu caráter é o que você realmente é. Um homem se identifica na sociedade como pessoa através do seu caráter e da sua personalidade. O caráter tem como frutos os princípios, a personalidade e os valores. Portanto, não seja afoito. Não seja apressado para tomar as suas decisões num conflito. Melhor adiar uma resposta para amanhã ou depois, do que dá-la imediatamente e se arrepender em seguida ou depois. Tenha essa postura como parte dos seus princípios de vida; ela cabe em inúmeras situações, e, especialmente, permite que na sua mente a situação passe, da forma adequada e necessária, pelo crivo do seu caráter, da sua natureza, da sua índole. 

Share:
Powered By Blogger

TRADUZA - TRANSLATE

PESQUISE NESTE BLOGUE (digite)

ADQUIRA O MEU LIVRO DIGITAL NA AMAZON

ADQUIRA O MEU LIVRO DIGITAL NA AMAZON
O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO: PARA LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA - COM OS FILHOS

CÓPIA, REPRODUÇÃO, CITAÇÃO E COMPARTILHAMENTO

Autorizadas, desde que com a inclusão dos nomes do blogue e do autor.

Busca na Wikipedia. Digite o assunto.

Resultados da pesquisa