domingo, 27 de outubro de 2019

VIOLÊNCIA E BENEVOLÊNCIA - O BEM E O MAL

Direito, Falso, Intestino, Mau, Gancho
Roberto Gameiro

Jean-Yves Leloup, filósofo francês, escreveu no seu texto O poder do silêncio: “Acredita-se que o silêncio não combina com o poder, pois este tem se confundido com prepotência e violência (...) o verdadeiro poder do homem não consiste em atos de violência física. Quando um homem conquista o verdadeiro poder, toda a antiga violência acaba em benevolência. A violência é sinal de fraqueza, a benevolência é indício de poder.”. 

O poder verdadeiro é próprio de homens fortes que não se deixam levar pela pretensão de tornar submissas as pessoas com quem convivem. Dão-lhes oportunidades de expressão e de ação livres de bloqueios e restrições. Sabem ouvir, não interrompem falas e argumentos, não são afoitos.

Homens fortes sabem que não são donos da verdade e que o diálogo é importante para a busca da melhor opção para cada iniciativa, para cada empreitada, para cada decisão. 

Homens prepotentes têm geralmente por trás da sua opressão e da sua tirania uma fraqueza no caráter e na personalidade que os impede de serem benevolentes para não perderem a “armadura” com que se protegem. 

A história da humanidade está cheia de homens fracos que chegaram ao poder fazendo uso da violência e assim submeteram povos a sacrifícios e cometeram verdadeiros genocídios. Mas como não há mal que sempre dure, muitos deles terminaram como vítimas do mesmo estigma.

Por outro lado, na nossa memória “pululam” exemplos de homens e mulheres que dedicaram e dedicam suas vidas a promover o bem, a enfrentar o mal e os maus, a proteger os vulneráveis, fazendo uso da palavra, dos bons argumentos, da sinceridade, da verdade, do convencimento dialogal. 

No processo de educação/formação das crianças e dos adolescentes, eles passam a ter conhecimento das histórias de homens fortes e de homens fracos; homens bons e homens maus. No regime democrático, há a possibilidade da alternância no poder de grupos políticos, o que é muito bom. Entretanto, dependendo da ideologia que está por trás dos que detêm o poder, os heróis podem virar vilões e os vilões podem virar heróis. 

As famílias na educação e as escolas na formação precisam estar bem sintonizadas para propiciar aos filhos e alunos opções para o bom discernimento das diversas facetas que caracterizam esta sociedade plural em que vivemos; eles precisam estar preparados para dizer “sim” ao bem e “não” ao mal; “sim” à benevolência e “não” à violência.

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Artigo publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 27/10/19 sob o título de "Violência e benevolência". 




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Roberto Gameiro é Palestrante, Consultor e Mentor nas áreas de “Gestão de escolas de Educação Básica” e “Educação de crianças e adolescentes”. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br.


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Um comentário:

  1. Mahatma Gandhi um dos homems mais poderosos que ja viveu continha em sua essencia de poder a nao violencia. Ele conseguiu mudar e transformar a tirania de um dos povos mais populosos da terra. Sua arma secreta foi a benevolencia a reacao por meio da gentileza da nao reacao violenta. O povo indiano e reconheu como grande lider da nao violencia o chamavam de mahatma, ou seja," A grande alma". Parabens pelo texto.

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