O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

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quinta-feira, 9 de julho de 2026

MENSAGEM - RELACIONAMENTOS FAMILIARES

               MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO
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No telefone público, anos atrás:- olá, meu amorzinho! Quanta saudade de você! Você está bem? Não vejo a hora de voltar para casa para estar com você minha querida... O diálogo prosseguia muito meloso, e, ao que tudo indicava, com reciprocidade do outro lado da ligação. E nós, que esperávamos a nossa vez de usar o telefone, sussurrando, comentávamos como ele era cuidadoso com a esposa, alguns até com inveja de tamanha dedicação, carinho e afeição. Num mundo cheio de violência, que bom ouvir uma conversa tão amorosa, respeitosa e apaixonante entre um casal que se ama. Depois de um tempo, ele terminou aquele contato e, engrossando a voz, perguntou: - E a cascavel, está aí? Foi aí que percebemos que ele estava falando, primeiro, com a filha; e a cascavel vocês podem imaginar quem era. Num mundo cheio de violência, que tristeza ouvir um marido se referir assim à sua esposa. Mas, não nos enganemos. Há muitos assim. Eu mesmo conheci vários desses no exercício da minha profissão de diretor escolar.




































 

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sexta-feira, 3 de julho de 2026

O PREÇO DA AUSÊNCIA DE LIMITES


Roberto Gameiro


Ao longo dos mais de dez anos de existência deste blogue, já publiquei vários artigos a respeito dessa temática. 


Entretanto, o assunto continua em pauta crescente nas mídias e redes sociais, nos noticiários impressos, radiofônicos e televisuais, bem como nas famílias, nas escolas e nas igrejas. Inclusive nos assuntos policiais.


Uff!


Educar um filho para o bem é um dos maiores desafios que um indivíduo pode ter na vida; e uma das missões mais gratificantes, especialmente quando a criança cresce não apenas em estatura, mas também em sabedoria (Lucas 2,52).


No entanto, muitos pais não têm a sabedoria que possibilita a construção da sabedoria nos filhos; pais que sabem, de sobejo, exigir seus direitos em relação à escola, à sociedade e às “necessidades” de seus filhos, mas falham, fragorosamente, no cumprimento recíproco de seus deveres, especialmente no que se refere à colocação de limites e exemplos de coerência relacional social, espiritual e de cidadania nas suas crianças e adolescentes.
  

A propósito, antigamente, os diretores e coordenadores nas escolas dedicavam seu tempo a auxiliar os professores no cumprimento dos planos pedagógicos, e, aos alunos, nas suas dificuldades de aprendizado e de relacionamento. Hoje, esse tempo está cada vez mais restrito, pois os gestores passam a maior parte do tempo “educando” determinados pais em relação a seus deveres e direitos. Isso, sem falar no que acontece em alguns grupos de pais no WhatsApp.
 

Para um bom entendedor, meia palavra basta.


Trata-se de uma inversão de valores inconcebível, salvo a existência (salvadora), também, de famílias participativas, colaborativas e compreensivas. 


Ainda bem. 


Os filhos precisam ser educados e formados para enfrentar os desafios que a vida fatalmente lhes apresentará; para isso, precisam ter caráter e personalidade bem formados, baseados em princípios e valores saudáveis aprendidos em família. A colocação de limites de comportamento é fundamental nesse concerto formacional.


Crianças e adolescentes que crescem sem aprender limites, passam a achar que podem tudo e que todos estão à sua mercê, o que determina suas posturas e ações nas atividades sociais e profissionais, com baixa tolerância à frustração, dificuldades com responsabilidades, insegurança e ansiedade, e narcisismo e egocentrismo, entre outras características nefastas.


É responsabilidade dos pais educar os filhos para a moral e a ética, o que implica a necessidade de regras de conduta, as quais podem não ser do agrado deles naquele momento da vida, mas que, com certeza, agradecerão no futuro e as adotarão para seus filhos.


É alto o preço que indivíduos que tiveram ausência de limites quando jovens, terão de pagar na maturidade. A fatura é alta!


Colidirão com a falta de limites do mundo externo, o que gerará um choque de realidade que poderá ser paralisante e exigirá todo um processo de reeducação individual, ou através da ajuda de profissionais, para “construir” as competências e habilidades internas que deveriam ter sido cultivadas na convivência familiar, inclusive as emocionais.

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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


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quinta-feira, 18 de junho de 2026

SEJA A SUA MELHOR VERSÃO



Roberto Gameiro

 

Você já tentou endireitar uma banana?

 

Eu costumo brincar fazendo essa pergunta ao meu interlocutor quando percebo que estamos em uma luta inglória para mudar algo ou alguém.

 

Se há alguém que conseguimos mudar a partir dos nossos argumentos, esse alguém somos nós mesmos.

 

Cada pessoa tem seus valores e seus princípios, seu ritmo, suas dores e suas escolhas, sejam elas conscientes ou não. Estou me referindo aos nossos amigos, conhecidos, parceiro e familiares. Forçar a transformação de alguém, moldando-o às nossas perspectivas, é uma batalha fragorosamente perdida. 

 

É um verdadeiro desperdício de tempo tentar “consertar” quem não pediu para ser consertado, assim como motivo de muita frustração, além de nos afastar do que realmente importa.

 

Na verdade, o que é realmente significativo é cuidar do nosso próprio jardim, em vez de nos preocuparmos com o jardim alheio; é direcionarmos o foco da nossa vida para nós mesmos, para o nosso conhecimento, nossos saberes, inteligência emocional e bem-estar.

 

Faça uso da sua energia para se transformar na melhor versão de si mesmo; quando você faz isso, acaba atraindo as pessoas certas para o seu convívio.

 

Assumir o protagonismo da própria história não é ato de egoísmo, mas de sabedoria. Aliás, existe um mito de que pensar em si mesmo é ser egoísta; quando você assume o protagonismo da sua vida, você se torna mais leve, mais equilibrado cognitiva e emocionalmente. Você passa a ser uma pessoa melhor para si e, consequentemente, para os outros.

 

Para mudar o mundo, o caminho mais eficiente e eficaz é começar mudando a si mesmo.


Carl Rogers (1902-1987), psicólogo estadunidense, escreveu: "Descobri que sou mais eficaz quando me posso ouvir a mim mesmo, aceitando-me, e quando posso ser eu mesmo.".

 

Priorize-se!

 

Seja a melhor versão de si mesmo!

 

Você já tentou endireitar uma banana?

 

Rss.


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quinta-feira, 23 de abril de 2026

CUIDADO - CRIANÇA - CONTÉM SONHOS!


Publicado originalmente em 16/04/2022


Roberto Gameiro


Mirko Badiale, filósofo italiano, escreveu certa vez: “Deve ser colocada uma placa em cada criança que diga:


          "Trate com cuidado. Contém sonhos”. 



Nós, professores, somos seres privilegiados pois tratamos, diariamente, com os tesouros mais valiosos deste mundo: as crianças. 



Como é gratificante conviver com “serzinhos” tão especiais que chegaram num mundo que já existia e ao qual estão se abrindo, conhecendo, interagindo, sentindo-se parte e percebendo, ao longo dos anos, que podem (e devem) intervir nele para torná-lo melhor.  


O que dizer, então, dos pais que os geraram e têm a alegria, a emoção e a responsabilidade de os educar, formando-os para o bem e para valores morais e éticos saudáveis, dedicando-lhes um amor que é infinito, e por quem dariam a própria vida para garantir e preservar as deles.


Cada uma delas (as crianças) vai crescendo e, aos poucos e sempre, construindo um sentido para sua vida baseado nas suas vivências e nos ensinamentos vindos dos pais, da escola e da igreja. 


Sentido de vida se constrói com base em sonhos. E as crianças os têm e muitos. Qual a criança que não tem uma resposta pronta para a pergunta “o que você quer ser quando crescer?”. A resposta pode ser uma num dia e outra bem diferente no dia seguinte, tal a vitalidade do que passa na mente e no coração de uma criança. 


Cabe a nós, adultos, proporcionar às crianças condições favoráveis para que sejam crianças enquanto ainda são crianças, dando-lhes oportunidades para brincar, e brincar muito, pois as brincadeiras desenvolvem nelas a capacidade de se relacionar consigo mesmas e com os outros, contribuindo para que deem conformidade aos seus sonhos, aos seus projetos de vida. 


A propósito, entre os “Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil” propostos na BNCC (Base Nacional Comum Curricular), está:


“Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.”


Mas não são apenas as crianças que têm sonhos. Nós, adultos, também os temos. E muitos! Ainda bem! E nesta seara, há que se ponderar que um sonho sem objetivo é apenas um sonho; nada mais. 


Augusto Cury escreveu:


“Sem sonhos, a vida não tem brilho. Sem metas, os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhe, trace metas, estabeleça prioridades e corra riscos para executar seus sonhos. Melhor é errar por tentar do que errar por se omitir!” (Você é insubstituível. Rio de Janeiro: Sextante, 2002)


Portanto, caro leitor, vá atrás dos seus sonhos de criança e de adulto. Só você pode torná-los realidade. Seja protagonista dos seus sonhos. Não seja um simples coadjuvante dos sonhos dos outros.


Assuma a placa que diz:


                      "Contenho sonhos!" 




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sábado, 20 de dezembro de 2025

ONDE ESTÁ A FILA PARA VER JESUS?


Roberto Gameiro


Circula pelas redes sociais um videoclipe com uma linda música “Onde está a fila para ver Jesus?” (Where’s the line to see Jesus?).


A autora, Becky Kelley, escreveu que há alguns anos, estando num shopping, na época de Natal, seu sobrinho viu crianças que faziam fila para ver Papai Noel, e perguntou-lhe onde estava a fila para ver Jesus, já que no Natal celebra-se o Seu nascimento.


Essa é uma daquelas perguntas desconcertantes que as crianças nos fazem às vezes e que nos levam a profundas reflexões acerca das nossas posturas.


Papai Noel é uma figura, uma personagem lendária, criada pelo homem, e retrata um bom velhinho que traz, no Natal, presentes para as crianças de bom comportamento. Faz parte do imaginário das crianças, e sua vinda é festejada no fim de cada ano, especialmente pelo comércio e pelas mídias. Apesar da intensa exploração comercial da figura, não deixa de ser uma mensagem de paz e amor num mundo tão carente de amorosidade. E as crianças se encantam com ele.


Entretanto, há que se considerar que à intensa valorização do Papai Noel, contrapõe-se um certo esquecimento do verdadeiro motivo da celebração do Natal: o nascimento de Jesus, filho de Deus, e que com Ele e o Espírito, constitui a Trindade Divina: Pai, Filho e Espírito Santo, um só Deus em três Pessoas.


Deus criou o homem. O homem criou o Papai Noel. Apesar de esdrúxula a comparação, devido à distância valorativa que separa as duas afirmações, neste contexto, ela nos serve para auxiliar na reflexão.


É como se fôssemos ao aniversário de alguém e valorizássemos mais quem trouxe os presentes, do que o próprio aniversariante…


E mais; revela também, e reforça, a percepção do distanciamento que as pessoas estão tendo da espiritualidade, motor da fé que justifica e anima nossas vidas.


Miremo-nos nos exemplos de Zaqueu, que arriscou tudo para ver o Cristo, e nos três Reis Magos que vieram de longe para visitar Jesus.


Lembremo-nos, também, que o Papai Noel só aparece no Natal. Jesus está conosco sempre; ontem, hoje e sempre. Nas nossas mentes e nos nossos corações. 


Nada contra o Papai Noel, mas… onde está a fila para ver Jesus?



 

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Artigo publicado no jornal “O Popular” de Goiânia e neste blogue no dia 25/12/2016.

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sábado, 13 de dezembro de 2025

AS CRIANÇAS, A NARRATIVA E A IMAGINAÇÃO



Roberto Gameiro


É de Cecília Meireles (1901-1964) a frase: “Quando eu ainda não sabia ler, brincava com livros e imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo”.


Todos sabemos como as crianças adoram ouvir histórias. Qual de nós não se lembra do quão prazeroso era escutar as histórias de vida contadas pelos mais velhos, e como a nossa imaginação navegava, emocionada, por possibilidades ora de mistério, ora de alegria, ou de tristeza, ou de esperança...


O período de vida que vai até os seis anos de idade é o que apresenta as maiores e melhores oportunidades para a aquisição das competências humanas; nele, os cérebros das crianças são como verdadeiras esponjas que absorvem com facilidade e retêm as informações que recebem. 


Muito apropriadamente, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda aos médicos que orientem as famílias a ler em voz alta diariamente para os pequenos, pois isso resulta no fortalecimento do vínculo familiar e da capacidade de aprendizado, com reflexos positivos até a vida adulta. 


E, ainda, que a escolha da hora de dormir é importante pois a leitura proporciona para a criança um adormecimento tranquilo (sem TV, tablet, celular ou computador), com a presença dos pais ao lado, num momento em que ela tem que se desligar do dia e entrar no mundo dos sonhos e fantasias.


Também a Academia Americana de Pediatria preconiza, há muito tempo, a importância da leitura em casa durante a infância, acrescentando que esse hábito pode aprimorar as habilidades da linguagem e ajudar no desenvolvimento da alfabetização.


Um estudo do Hospital Infantil de Cincinnati, localizado em Ohio nos Estados Unidos, e publicado em agosto de 2015 na revista “Pediatrics”, foi um passo largo para os estudos mais aprofundados que vieram depois.  


O estudo foi realizado com 19 crianças de 3 a 5 anos de idade usando imagens de ressonância magnética enquanto ouviam uma mulher lendo histórias, e demonstrou que em ambientes de leitura em casa, elas tinham maior atividade nas partes do cérebro que ajudam na compreensão narrativa e na imaginação visual.


Compreensão narrativa e imaginação visual... Vejam o cacife de ganhos para a formação da linguagem na criança. Enquanto ouve as histórias, ela, ao compreender a narrativa, “viaja”, através dos personagens, e dos cenários que cria na sua imaginação... Quanta riqueza na construção de novos conhecimentos nas memórias dos pequeninos!


Na área específica da Educação, vejamos o que consta da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) a respeito: “Na Educação Infantil, é importante promover experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, potencializando sua participação na cultura oral, pois é na escuta de histórias, na participação em conversas, nas descrições, nas narrativas elaboradas individualmente ou em grupo e nas implicações com as múltiplas linguagens que a criança se constitui ativamente como sujeito singular e pertencente a um grupo social.”


Não por menos, a palavra “histórias” aparece na BNCC exatas 79 vezes, ora como “objetivo de aprendizagem”, ora como “habilidade”. 


A criança que agora “ouve histórias”, daqui a pouco, estará “contando histórias”. A educadora Rosa Costa escreve no seu artigo “A importância e o desafio da contação de histórias no desenvolvimento infantil: o conto e o reconto”, que “A contação de história no desenvolvimento escolar e cognitivo favorece, aguça e ativa o conhecimento da criança por meio do imaginário, do criar e recriar, do conte outra vez. Faz a criança apropriar-se de um mundo mágico, com grandes possibilidades de viagem pelo mundo do encantamento, proporciona abertura de portas, permitindo um desenvolvimento linguístico a partir do enriquecimento do seu vocabulário, além de todo um contexto que envolve a reprodução da literatura ou contação de história vivenciada."(https://www.construirnoticias.com.br/a-importancia-e-o-desafio-da-contacao-de-historias-no-desenvolvimento-infantil-o-conto-e-o-reconto/   
   

Ressalte-se, também, que ao ouvir histórias, a criança aprimora a competência do “saber ouvir os outros”, capacidade que perpassa os campos do cognitivo e do emocional, partes integrantes e inter-relacionadas do processo de aprendizagem. E aqui, vale enfatizar, no campo das emoções, as cinco habilidades socioemocionais preconizadas por Daniel Goleman: autoconsciência, autorregulação, automotivação, empatia e habilidades sociais, estas envolvidas na capacidade de interação social. Tudo a ver com a contação de histórias, não é?


Publicado originalmente em 30/08/2020.


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sábado, 8 de novembro de 2025

MENSAGEM - GESTOS E EXPRESSÕES DA PRIMEIRA INFÂNCIA

                           MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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A corrida para os abraços na chegada, a alegria do reencontro diário, o afago, a confiança, os olhares cúmplices, a expectativa das novas possibilidades. Todos os sons, todas as fragrâncias, todas as cores, todas as texturas, tudo junto e misturado, formam um lindo concerto de formas e atitudes que emolduram os relacionamentos dos pequeninos. Isso tudo sob a batuta de um ser humano especial, a professora, que rege a sua pequena “orquestra” harmonizando, num só ambiente, diferentes emoções, personalidades e anseios. Assim, é o dia a dia de uma turminha de Educação Infantil em qualquer escola. São gestos e expressões da primeira infância, momento precioso para o desenvolvimento humano, ocasião em que a estrutura do cérebro se constitui e forma o arcabouço sobre o qual repousarão todas as possibilidades de aprendizagens cognitivas e emocionais advindas das experiências da vida.





























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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

MENSAGEM - EDUCAÇÃO OU DESEDUCAÇÃO?

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Algumas vezes, nas escolas, nos defrontamos com meninos e meninas indisciplinados, desrespeitosos com os professores, agressivos com os colegas, descumpridores das normas e regras, e, ao chamarmos e conversarmos com o pai ou a mãe, constatamos que os jovens são verdadeiras vítimas da deseducação que recebem dos pais. Esses casos não são tão raros quanto se possa imaginar (nas famílias e nas escolas). Além do exemplo de conduta, cabe aos pais conversar sempre com seus filhos acerca das (boas) posturas que devem ter individualmente e na coletividade. Mas não nos enganemos; há vários desses por aí. Que o digam os professores, coordenadores e seus assistentes e diretores de escolas públicas e privadas. Entretanto, felizmente, a maioria dos pais, além de ser muito cuidadosa com a formação em valores, é parceira da escola e não é conivente com malfeitos praticados pelos filhos; nem na escola, nem fora dela. 

 

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sexta-feira, 3 de outubro de 2025

GUARDA PARTILHADA?

 Família, Divórcio, Separação, Antes


Roberto Gameiro


Na tarde do dia em que foram divulgados os resultados finais, um homem entra intempestivamente na escola e dirige-se à sala da direção, exigindo atendimento imediato.


O homem, um pai de aluno da escola, está exasperado, muito nervoso, descontrolado.


Atendido pela direção e pela coordenação, declara-se pasmo pelo fato de o filho ter sido reprovado e que, durante todo o ano, ele nunca foi informado pela escola de quaisquer problemas que seu filho pudesse ter nas aulas; nem sobre disciplina, nem sobre aproveitamento.


Chega, também, a esposa. Esta se mostra apreensiva e claramente incomodada com a situação.


Abrem-se os registros. Constata-se que o aluno constantemente não fez as tarefas de casa, esteve sempre em recuperação, não foi assíduo nem pontual, teve diversos casos de indisciplina durante as aulas, incluindo suspensões. Essas informações deixam o pai atônito: no seu entender, a escola foi realmente incompetente com ele.


Abrem-se as atas. Constata-se, então, que a mãe esteve presente na escola mais de uma dezena de vezes durante o ano, a chamado da instituição, para acompanhamento da situação de aproveitamento e de comportamento do menino; em várias das atas, assinadas por ela, a mãe pede encarecidamente à escola que não trate desses assuntos com o marido, e que ela mesma o fará. Fica claro que ela não o fez.


Vocês já viram esse "filme”?


Do artigo “Conflitos conjugais e seus efeitos sobre o comportamento de crianças”, de Ana Carolina Villas boas e outras, extraí que "crianças expostas a altos níveis de conflito estão mais propensas a desenvolverem uma série de problemas emocionais e de comportamento durante a infância, entre os quais, baixa autoestima, pobre interação com pares, depressão e problemas de saúde, distúrbios de sono e problemas de comportamento exteriorizado e interiorizado". 


E, ainda, que em um estudo publicado recentemente, os resultados mostraram que a habilidade das crianças para resolver conflitos é aprendida em casa por meio da participação e da observação de situações de conflito na família e que a agressão das crianças frequentemente resulta da experiência de conflitos mal resolvidos. No que concerne à relação conjugal, duas dimensões foram consideradas de risco: a hostilidade entre o casal parental e a tentativa de um cônjuge minar o comportamento do outro. Sugiro a leitura do artigo completo em http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672010000200009 


Podemos, então, nos indagar se a mãe e a escola agiram de forma correta; se o pai agiu, em relação ao menino, durante o ano, de forma assertiva, e se os possíveis conflitos conjugais e ou parentais influenciaram na conformação da situação.


De qualquer forma, cabe uma pergunta: se até na separação judicial dos casais, a guarda, pela Lei, deve ser, preferencialmente, compartilhada, por que alguns cônjuges, vivendo juntos, não conseguem compartilhar a guarda e o acompanhamento dos filhos?


Vamos refletir e conversar a respeito?


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Artigo publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 17/04/18, e neste blogue, em 15/03/20.

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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

MORAL E ÉTICA EM CASA: EDUCAÇÃO OU DESEDUCAÇÃO?

 Família, Crianças, Pai, Mãe, Proteção


Roberto Gameiro


Certa vez, há muitos anos, viajando de ônibus em direção a um estado do Centro-Oeste, quando entramos na região, o motorista fez uma parada obrigatória num local em que o Órgão da Saúde aplicava a vacina contra a febre amarela nos passageiros ainda não vacinados. A vacina está recomendada nas ações de rotina dos programas de imunizações (Calendário Nacional de Vacinação) e deve ser aplicada em residentes de área com recomendação de vacina e em viajantes que se deslocam para essa área. 


Havia duas filas: uma para identificação e preenchimento do cartão com o registro da vacina, e outra para, com o cartão na mão, receber a vacina. Pois bem; terminada toda aquela movimentação, com as confusões inerentes, todos dentro do ônibus e em seus lugares, ao prosseguirmos a viagem não pude deixar de ouvir a conversa de dois homens sentados nos assentos de trás do meu. 


Eles contavam uma grande vantagem e riam ao mesmo tempo. Diziam que tinham passado apenas pela primeira fila, a do cartão da vacina, sem passar pela segunda fila para serem vacinados. E acrescentavam que agora eles tinham o documento que provava que eles estavam vacinados contra a febre amarela para apresentar na empresa em que trabalhavam. A um senhor que também ouvira a conversa e tentou, com toda educação, argumentar sobre o ilícito do ato que praticaram e sobre os malefícios que poderiam acontecer com a saúde deles mesmos, as respostas dos dois foram e são impublicáveis. 


Mais do que uma personalidade deturpada, atos como esse demonstram a fragilidade de caráter de indivíduos desse naipe. Acostumado a abordar assuntos ligados à educação de crianças e adolescentes, fiquei imaginando qual seria o tipo de educação em moral e ética que esses senhores poderiam dar a seus filhos e, especialmente, nos campos da religiosidade e da espiritualidade. Além do exemplo de conduta, cabe aos pais conversar sempre com seus filhos acerca das (boas) posturas que devem ter individualmente e na coletividade. Mas não nos enganemos; há vários desses por aí. Que o digam os professores, coordenadores e seus assistentes e diretores de escolas públicas e privadas.


Algumas vezes, nas escolas, nos defrontamos com meninos e meninas indisciplinados, desrespeitosos com os professores, agressivos com os colegas, descumpridores das normas e regras, e ao chamarmos e conversarmos com o pai ou a mãe, constatamos que os jovens são verdadeiras vítimas da deseducação que recebem em casa. Esses casos não são tão raros quanto se possa imaginar (nas famílias e nas escolas).


Entretanto, felizmente, a maioria dos pais, além de ser muito cuidadosa com a formação em valores, é parceira da escola e não é conivente com malfeitos praticados pelos filhos; nem na escola, nem fora dela. 


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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

MENSAGEM - O INDIVÍDUO HUMANO É UM SER DE RELAÇÕES

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A importância de se investir numa amizade ou ser útil para alguém ou investir num amor ou na educação de um filho não está na relação do que "se despende para", com "o que se recebe por".  Trata-se de algo muito maior. Quem gosta de ou ama alguém não se importa com mensuração dessa dedicação, nem com retribuição desta. A dedicação poderá ser maior do que a retribuição, ou ao contrário; mas não é isso que move o ser humano nessas situações. O indivíduo humano é um ser de relações. Relações de vida. De vida em abundância. Isso não tem preço, nem valor mensurável.



























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sexta-feira, 25 de julho de 2025

A EDUCAÇÃO DOS FILHOS APÓS A SEPARAÇÃO


Roberto Gameiro


Certa vez, um amigo meu, recém-separado da esposa, me pediu dicas e no que se deve prestar atenção para a educação dos filhos.


Senti-me muito honrado com o pedido, o qual demonstrava a confiança do amigo em mim. Entretanto, essa confiança vinha acompanhada de uma responsabilidade inerente significativa. Até porque não sou especialista nessa seara que tem características próprias e ímpares em cada caso. Mas considerei que a minha experiência de vida como professor e diretor de escola poderia me ajudar a ajudá-lo.


Na minha reflexão, levei em consideração que hoje, salvo exceções, a guarda dos filhos é compartilhada; e que, provavelmente, a preocupação dele com a educação dos filhos era também a da ex-esposa. 


Assim, fazendo uma retrospectiva dos meus atendimentos de casos análogos na minha profissão, identifiquei três aspectos relevantes que valem para a educação dos filhos por casais que vivem juntos e, especialmente, pelos separados. Esses enfoques são “valores”, “presença” e “convivência”.


Por “valores” designo características que constituem virtudes, qualidades e méritos considerados importantes para orientar as posturas e decisões dos pais em relação à (boa) formação dos filhos. Então, sugeri que ele construísse com a ex-esposa um elenco de valores aceitos e vivenciáveis por ambos que servisse de norte para o dia a dia no relacionamento com os filhos. Dessa forma, eles teriam em que basear as decisões sobre a educação da prole (todos os casais deveriam ter esse elenco de valores definido). 


Por “presença” não me refiro a qualquer presença. Refiro-me, como tenho escrito em outros artigos, a uma “presença significativa”, aquela que se caracteriza por um diálogo participativo, interativo, olho no olho, a qual requer constância e confiança recíproca. Essa “presença” não deve acontecer apenas nos horários de visita, mas em outras oportunidades, especialmente aquelas promovidas pela escola. As crianças esperam ansiosas a presença dos pais nas suas atividades escolares. 


Por outro lado, a boa “convivência” dos ex-cônjuges na presença dos filhos constitui lastro essencial para o crescimento e formação deles na direção certa e segura. É lamentável quando os pais são separados e um dos cônjuges é o “bonzinho” que só diz “sim” para tudo, e o outro, geralmente aquele com quem a criança mora, é o que tenta colocar regras de conduta, entre as quais há, invariavelmente, por necessidade óbvia, a palavra “não”.


Tudo isso, sem descuidar da orientação dos filhos na direção de uma espiritualidade sadia e vitalizadora, respeitando a individualidade deles.


A situação fica complicada quando a separação não é consensual e há divergências entre os ex-cônjuges, o que dificulta a guarda compartilhada e as ações idem em relação à educação das crianças. Que bom seria se, conflitos à parte, os ex-cônjuges conseguissem privilegiar, juntos, os cuidados e a formação dos filhos, o que sei que é uma tarefa de difícil execução, mas não impossível.


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Artigo editado e publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 15/10/19 sob o título "Os filhos após a separação". Publicado neste blogue em 20/10/2019.


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

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