O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

MENSAGEM - OS JOVENS E A INDIVIDUALIDADE

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Os jovens estão se recolhendo para o campo da individualidade em detrimento das relações interpessoais com seus amigos e amigas, quando os têm. No afã de conseguir cada vez mais amigos virtuais, negligenciam a conquista, a manutenção e mesmo a cativação dos verdadeiros amigos da “vida real”. Mas convém lembrar que não são apenas os pais que dizem que os filhos ficam muito tempo no celular. Também filhos reclamam que pais não dão tanta atenção a eles quanto dão à telinha do celular ou do computador; e quando há esse “embate”, todos perdem; perdem os pais, os filhos, os familiares, os amigos e a relação social como um todo.
 

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

MENSAGEM - EDUCAÇÃO OU DESEDUCAÇÃO?

                    
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Certa vez, eu estava viajando de ônibus e o motorista fez uma parada num local em que o Órgão da Saúde aplicava a vacina contra a febre amarela nos passageiros não vacinados. Havia duas filas: uma para preenchimento do cartão com o registro da vacina, e outra para receber a vacina. Ao prosseguirmos a viagem, ouvi a conversa de dois homens sentados atrás de mim. Eles contavam vantagem e riam. Diziam que tinham passado apenas pela primeira fila, a do cartão da vacina, sem passar pela segunda fila para serem vacinados, e agora eles tinham a prova de que estavam vacinados contra a febre amarela para apresentar na empresa. Mais do que uma personalidade deturpada, atos como esse demonstram a fragilidade de caráter de indivíduos desse naipe. Fiquei imaginando qual seria o tipo de educação em moral e ética que esses senhores poderiam dar a seus filhos, especialmente nos campos da religiosidade e da espiritualidade. 
Pobres crianças!






































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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

A VALORIZAÇÃO DO OUTRO



Roberto Gameiro


Muitas vezes, fazemos as perguntas erradas que por certo nos levarão a respostas erradas. O indivíduo humano é um ser de relações. Relações de vida. De vida em abundância.


Certa vez, quando garoto, consegui completar um álbum de figurinhas que prometia como prêmio uma máquina fotográfica. Comprei a última figura que faltava por um determinado valor e fui, com ar de vitorioso, retirar o meu “prêmio”. Foi quando constatei que tinha pagado pela tal figurinha “carimbada” uma quantia bem maior do que valia o objeto que “ganhei”; despendi mais do que recebi.  Esse fato ficou marcado na minha trajetória de vida, constituindo um aprendizado significativo que, vez ou outra, me vem à mente. 


A propósito, noutro dia, estive me fazendo algumas perguntas: quanto vale investir numa amizade? quanto vale ser útil para alguém? quanto vale investir num amor? quanto vale investir na educação de um filho? E percebi, logo no início da minha reflexão, que as respostas a essas perguntas nos remetem a algo muito mais relevante do que a um simples “valor”, e, rapidamente, substitui a expressão “quanto vale” por “qual a importância de”.


José Carlos Buch, advogado e escritor, escreveu no seu artigo que se encontra no Google sob o título "A diferença entre valor e preço": "(...) a grandeza de uma pessoa pode ser traduzida como um ser humano de grande valor e não alguém que tem preço, não é mesmo? O valor nesse caso tem o sentido de estima, apreço, consideração, importância, caráter etc. e isso não pode ser precificado, pois trata-se de uma virtude, de um bem imaterial de quantificação inestimável e impossível de ser traduzida em números.". 


Muitas vezes, fazemos as perguntas erradas que por certo nos levarão a respostas erradas ou equivocadas que nada terão a ver com o pretexto de origem do enunciado das questões. Saber perguntar é a forma mais objetiva de obter respostas condizentes com a motivação do questionamento. O valor semântico das palavras que compõem a pergunta determina a possibilidade de assertividade no significado da resposta. Saibamos, portanto, perguntar para podermos confiar na pertinência das respostas.


A importância de se investir numa amizade ou ser útil para alguém ou investir num amor ou na educação de um filho não está na relação do que "se despende para", com "o que se recebe por".  Trata-se de algo muito maior. Quem gosta de ou ama alguém não se importa com mensuração dessa dedicação, nem com retribuição desta. A dedicação poderá ser maior do que a retribuição, ou ao contrário; mas não é isso que move o ser humano nessas situações. O indivíduo humano é um ser de relações. Relações de vida. De vida em abundância. Isso não tem preço, nem valor mensurável, mas é uma forma amorosa de ressaltar o valor do outro. 


O Padre Fábio de Melo tem uma gravação que cabe bem nesse contexto de valorização do outro, seja por amizade ou por amor ou por utilidade. No vídeo “Ser útil e ser amado”, diz: “feliz daquele que tem ao fim da vida a graça de ser olhado nos olhos e ouvir a fala que diz:  você não serve para nada, mas eu não sei viver sem você.”.

Veja o vídeo em: https://www.youtube.com/watch?v=osQMdw1xS3M 


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Artigo publicado no jornal "O Popular" de Goiânia em 07/12/19.

Publicado originalmente neste blogue em 11/12/2019.


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

TEMPOS DIFÍCEIS CRIAM HOMENS FORTES



Roberto Gameiro


G. Michael Hopf, escritor e empresário editorial norte-americano, escreveu no seu livro de 2016 “Those who remain” (Aqueles que permanecem), a frase:


"Tempos difíceis criam homens fortes, homens fortes criam tempos bons, tempos bons criam homens fracos, homens fracos criam tempos difíceis".


Trata-se de um aforismo, um gênero textual que se apresenta com uma frase curta, concisa, de caráter pessoal e com uma ideia impactante. Não é um provérbio.


O texto pode ser analisado sob a forma da figura de linguagem “concatenação” que é quando o final de uma frase é repetido logo no início da frase seguinte, criando uma corrente que faz o texto parecer não ter fim.


Embora a frase seja muito citada e elogiada por uns, especialmente em palestras sobre liderança e comportamento humano, ela é alvo de críticas por resumir aspectos sociológicos complexos demais de forma determinista.


É aqui, no determinismo da frase, que a análise pode ser mais aprofundada, pois ela trata a trajetória humana como um círculo fechado e fatalista, sem levar em conta que as sociedades se desenvolvem por fatores como crescimento econômico, clima, educação, a acumulação de direitos e, atualmente, especialmente em tecnologia e a inovação dela decorrente, e não apenas por “fraqueza moral ou militar”.


Ou seja, o saber humano não é alcançado apenas pela dor, mas sobretudo através do avanço tecnológico, de uma educação de qualidade, do fortalecimento das instituições, do crescimento econômico sustentável e da cooperação cultural e social; e de muita perseverança e resiliência.


Afinal, se o sofrimento nos ensina a sobreviver, é a busca consciente pelo conhecimento e pelo bem comum que nos ensina a evoluir.


Mas, ainda para pôr um “salzinho neste tempero”, transcrevo uma mensagem de autor desconhecido que encontrei na Internet: “Se você acha que homens durões são perigosos, espere até ver o que homens fracos podem fazer.”.


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quinta-feira, 16 de abril de 2026

MENSAGEM - FAÇA VALER O SEU CARÁTER

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Não necessitar de aprovação para praticar o bem é próprio do cidadão consciente; aquele que não depende da aprovação dos outros para ser honesto, digno, verdadeiro. Assim, preocupa aquele que vive em função daquilo que os outros possam pensar dele. Não é a cidadania que o move, mas a angústia de poder não ser aceito pelos outros. Devido a isso, espera aplauso para tudo o que faz; e, quando ele não vem, fica entre aflito e atormentado, até rancoroso, procurando culpados para a falta de elogios, considerando que, “com certeza, não é ele próprio o culpado”. Seja você mesmo! Faça valer o seu caráter, a sua personalidade, o seu carisma, as suas competências, sabendo que a verdade sempre prevalecerá diante das iniquidades. Seja autêntico!
 































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sexta-feira, 20 de março de 2026

SOBRE OS GOLPES E AS FRAUDES DO DIA A DIA



Roberto Gameiro

Há alguns anos, num dia útil de manhã, peguei um táxi para cumprir compromisso num outro bairro da cidade. Acomodei-me, indiquei o destino ao motorista, ao mesmo tempo em que colocava o cinto de segurança. Tudo nos conformes.
 

Ocorre que após algum tempo, o taxímetro já marcava R$13,00, quando percebi que havia, no aparelho, o que parecia ser um pequeno retalho de pano escuro cobrindo o espaço que indicava a “bandeira” (1 ou 2).


A propósito, por oportuno ...


“A principal diferença entre as bandeiras 1 e 2 no taxímetro é  o  custo por quilômetro rodado, sendo a bandeira 2 cerca de 20% a 30% mais cara que a bandeira 1. A Bandeira 1 aplica-se em dias úteis e horário comercial, enquanto a Bandeira 2 é     usada no período noturno, fins de semana e feriados. Bandeira 1 (Tarifa Normal): Usada geralmente de segunda a sexta-feira, das 06h às 20h ou 21h (varia conforme a cidade). Bandeira 2 (Tarifa Superior): Aplicada das 20h/21h às 06h, aos sábados a partir das 13h ou 14h, domingos e feriados o dia todo. O que muda no bolso: O valor da bandeirada (inicial) não muda, mas o valor de cada quilômetro percorrido aumenta, tornando a corrida mais cara no valor final, para compensar o horário especial de trabalho.” (informação obtida através do “Gemini”)


Pois bem, continuando o relato.


Por necessário, questionei o motorista a respeito do fato de eu não conseguir enxergar, no taxímetro, a informação da bandeira que estava sendo utilizada na corrida; este, desconcertado, apressou-se em retirar o paninho, e, acreditem, estava na bandeira 2, em pleno dia útil. Isso significa que eu iria pagar, pelo menos, 20% a mais pelo serviço.
 

Então, ele corrigiu a bandeira para a “1”, e, expressou suas justificativas:


Argumentou: “isso, deve ter sido o rapaz que usa este carro para corridas no período noturno; ele não vai mais usar este carro; pode ser que o paninho é o “cheirinho” aromatizante que voou e se fixou naquele espaço”; e outras alegações esquisitas das quais não mais me lembro pois faz muito tempo que esse fato aconteceu.


Outrossim, por mais estranhas que tenham sido as explicações do motorista, não tenho condições de afirmar que ele foi o autor da fraude (in dubio pro reo). Mas que foi proposital, não tenho dúvidas!


Mas, disse a ele que estranhava que o motorista da noite cobrisse aquela informação, pois, à noite, a bandeira é normalmente a “2”, não havendo motivo para tal ato. Aqui, não houve resposta. 


Contudo, pediu desculpas e informou, à minha provocação, que daria um desconto no valor final, o que realmente ocorreu. Paguei em dinheiro e a corrida se encerrou.


Como consequência, nestes dias, lembrei-me desse acontecido ao refletir sobre a quantidade de golpes que são perpetrados a cada dia contra os cidadãos de bem por pessoas de mau caráter; agora, especialmente por telefone e pelas redes sociais. A cada momento surgem novas fraudes e golpes, frutos da “criatividade” dos bandidos; e, em compensação, nós, as vítimas, “inventamos” novas formas de nos proteger.


É, quase, uma "guerra".
 

Eu, por exemplo, no celular, defini um toque musical específico para chamadas dos meus conhecidos mais chegados e familiares; a esses toques, eu atendo. Qualquer outro toque de chamada, eu ignoro ou recuso, com a “certeza” de que 90% deles são golpes.
 

A que ponto chegamos!


Concluindo, é mister considerar que é o somatório dessas “pequenas” fraudes que ocorrem com qualquer um de nós, no dia a dia, que nos coloca, como povo, em desvantagem em relação a outras culturas mais desenvolvidas. Nem preciso mostrar exemplos. Cuidado!


Lamentável.


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sexta-feira, 6 de março de 2026

A COMPLEXIDADE DA MENTE - O DIRECIONAMENTO ÉTICO DO SABER




Roberto Gameiro

Maria Montessori (1870-1952) escreveu: “Não é suficiente termos um bom cérebro. O mais importante é usá-lo bem.”.

Centenas de anos antes de Cristo, Platão (348/347 a.C.) afirmou: “A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.”.


Duas abordagens, mesmo contexto: cérebro e conhecimento. 


O conhecimento que o cérebro constrói, através das informações que recebe, é completamente neutro; o que dá significado ao conhecimento são as intenções humanas, que dão valor e destinação ao consequente saber elaborado e comunicado.


O cérebro humano é a ferramenta mais perfeita, completa, eficiente e eficaz que se conhece; no entanto, ele é “humano”; e o ser humano é, por definição, incompleto e em busca constante de aperfeiçoamento; essa incompletude explica o porquê de usarmos apenas 10% da sua capacidade. Somos depositários de um instrumento maravilhoso, mas ainda estamos em processo contínuo de aprendê-lo adequadamente. 


Dessa forma, a mesma inteligência que trabalha para o bem, pode fazê-lo para o mal; nesse sentido, há dois quesitos que devem ser levados em conta para ajustar o equilíbrio da balança:  a consciência individual e o direcionamento ético do saber. 


O cérebro, como ferramenta, é um instrumento usado pelo ser humano; e, como instrumento, produz o que está na vontade de quem o manuseia. 


Portanto, não basta o acúmulo de dados; há que se focar no discernimento saudável e corretamente ético para poder aplicá-los de forma digna.


Isso se consegue, através das gerações, por um competente processo de educação e formação que começa na mais tenra idade e prossegue pela vida toda.
 

Em suma, o processo de educação, na família, e o de formação, na escola, deve valorizar a moral, a ética e a inteligência emocional na mesma medida das demais habilidades e competências cognitivas.

Deve-se incentivar, especialmente os jovens, a refletir e responder à pergunta:
 
“Para que serve o meu saber?”

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sábado, 22 de novembro de 2025

MENSAGEM - A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO E DO TREINAMENTO

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Quando o trem parava, ele batia com um martelo em todas as rodas da composição. Ele sabia do valor do seu trabalho porque o trem só saía depois que ele tivesse batido em todas as rodas. E se sentia “importante”. Assim foi durante 35 anos. Um dia antes de se aposentar, o novo funcionário, o que ia substituí-lo, e passara o dia com ele para aprender o ofício, quis saber o porquê de se bater nas rodas, o que o deixou chateado, mas respondeu-lhe: ora, eu trabalhei esse tempo todo sem saber, e você logo no primeiro dia já quer saber?  Esse relato nos remete ao questionamento sobre a importância da capacitação e do treinamento para o exercício de uma atividade laborativa. 


 

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sexta-feira, 10 de outubro de 2025

MENSAGEM - EDUCAÇÃO OU DESEDUCAÇÃO?

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Algumas vezes, nas escolas, nos defrontamos com meninos e meninas indisciplinados, desrespeitosos com os professores, agressivos com os colegas, descumpridores das normas e regras, e, ao chamarmos e conversarmos com o pai ou a mãe, constatamos que os jovens são verdadeiras vítimas da deseducação que recebem dos pais. Esses casos não são tão raros quanto se possa imaginar (nas famílias e nas escolas). Além do exemplo de conduta, cabe aos pais conversar sempre com seus filhos acerca das (boas) posturas que devem ter individualmente e na coletividade. Mas não nos enganemos; há vários desses por aí. Que o digam os professores, coordenadores e seus assistentes e diretores de escolas públicas e privadas. Entretanto, felizmente, a maioria dos pais, além de ser muito cuidadosa com a formação em valores, é parceira da escola e não é conivente com malfeitos praticados pelos filhos; nem na escola, nem fora dela. 

 

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sexta-feira, 26 de setembro de 2025

MENSAGEM - EU TIVE UM SONHO

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Eu tive um sonho. Sonhei que havia o bem e não havia o mal. Que havia o bom e não havia o mau. Que havia a verdade e não havia a mentira. Que todos se respeitavam e se ajudavam. Mas, no meu sonho, eu, pobre incrédulo, achava que só podia estar sonhando. Eu sempre procurei acreditar no lado bom das pessoas.  E agora que esse mundo se apresentava para mim, comecei a usufruir dele, me relacionando com as pessoas, sem medos, sem receios, um mundo ideal; mas, de repente, um barulho estridente foi tomando conta do ambiente, e aumentando, aumentando, até ... me acordar.  Eram as sirenes de viaturas policiais que chegavam para atender a uma ocorrência de violência numa casa vizinha. Eu tive um sonho. Que bom se tivesse sido verdade. Mas me acode a esperança de que sonhos podem se transformar em realidade. 















































 

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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

MORAL E ÉTICA EM CASA: EDUCAÇÃO OU DESEDUCAÇÃO?

 Família, Crianças, Pai, Mãe, Proteção


Roberto Gameiro


Certa vez, há muitos anos, viajando de ônibus em direção a um estado do Centro-Oeste, quando entramos na região, o motorista fez uma parada obrigatória num local em que o Órgão da Saúde aplicava a vacina contra a febre amarela nos passageiros ainda não vacinados. A vacina está recomendada nas ações de rotina dos programas de imunizações (Calendário Nacional de Vacinação) e deve ser aplicada em residentes de área com recomendação de vacina e em viajantes que se deslocam para essa área. 


Havia duas filas: uma para identificação e preenchimento do cartão com o registro da vacina, e outra para, com o cartão na mão, receber a vacina. Pois bem; terminada toda aquela movimentação, com as confusões inerentes, todos dentro do ônibus e em seus lugares, ao prosseguirmos a viagem não pude deixar de ouvir a conversa de dois homens sentados nos assentos de trás do meu. 


Eles contavam uma grande vantagem e riam ao mesmo tempo. Diziam que tinham passado apenas pela primeira fila, a do cartão da vacina, sem passar pela segunda fila para serem vacinados. E acrescentavam que agora eles tinham o documento que provava que eles estavam vacinados contra a febre amarela para apresentar na empresa em que trabalhavam. A um senhor que também ouvira a conversa e tentou, com toda educação, argumentar sobre o ilícito do ato que praticaram e sobre os malefícios que poderiam acontecer com a saúde deles mesmos, as respostas dos dois foram e são impublicáveis. 


Mais do que uma personalidade deturpada, atos como esse demonstram a fragilidade de caráter de indivíduos desse naipe. Acostumado a abordar assuntos ligados à educação de crianças e adolescentes, fiquei imaginando qual seria o tipo de educação em moral e ética que esses senhores poderiam dar a seus filhos e, especialmente, nos campos da religiosidade e da espiritualidade. Além do exemplo de conduta, cabe aos pais conversar sempre com seus filhos acerca das (boas) posturas que devem ter individualmente e na coletividade. Mas não nos enganemos; há vários desses por aí. Que o digam os professores, coordenadores e seus assistentes e diretores de escolas públicas e privadas.


Algumas vezes, nas escolas, nos defrontamos com meninos e meninas indisciplinados, desrespeitosos com os professores, agressivos com os colegas, descumpridores das normas e regras, e ao chamarmos e conversarmos com o pai ou a mãe, constatamos que os jovens são verdadeiras vítimas da deseducação que recebem em casa. Esses casos não são tão raros quanto se possa imaginar (nas famílias e nas escolas).


Entretanto, felizmente, a maioria dos pais, além de ser muito cuidadosa com a formação em valores, é parceira da escola e não é conivente com malfeitos praticados pelos filhos; nem na escola, nem fora dela. 


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sexta-feira, 15 de agosto de 2025

MENSAGEM - CASAIS, VALORIZEM-SE!

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Todos já ouvimos a frase que diz que “por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher”. Então, eu pergunto: por que não ouvimos com a mesma frequência uma frase do tipo: “por trás de uma grande mulher, há sempre um grande homem”? As mulheres, desde há muito, têm sido, merecidamente, cada vez mais, protagonistas nos aspectos pessoais, sociais e profissionais. Felizes os casais que conseguem somar suas qualidades individuais em prol de uma convivência saudável que alimente positivamente as autoestimas de ambos. Para isso, a base que sustenta essa felicidade do casal é o amor, esse sentimento sublime que tem seu início no amor a Deus, se projeta no amor por si e desabrocha na pessoa que você ama e com quem você compartilha a sua vida. 
 









































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sexta-feira, 1 de agosto de 2025

MENSAGEM - O INDIVÍDUO HUMANO É UM SER DE RELAÇÕES

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A importância de se investir numa amizade ou ser útil para alguém ou investir num amor ou na educação de um filho não está na relação do que "se despende para", com "o que se recebe por".  Trata-se de algo muito maior. Quem gosta de ou ama alguém não se importa com mensuração dessa dedicação, nem com retribuição desta. A dedicação poderá ser maior do que a retribuição, ou ao contrário; mas não é isso que move o ser humano nessas situações. O indivíduo humano é um ser de relações. Relações de vida. De vida em abundância. Isso não tem preço, nem valor mensurável.



























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sexta-feira, 18 de julho de 2025

MENSAGEM - PESSOAS DE REFERÊNCIA (2)


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Cada Família possui suas características próprias, seus princípios e valores culturais, sociais e religiosos, que cultua, prioriza e procura manter. Nos últimos tempos, as famílias, perplexas, têm visto crescer, assustadoramente, a violência nas ruas e na sociedade em geral. E, como estruturas sistêmicas, fecham-se atrás de grades, alarmes e sistemas de segurança. Muitas vezes, famílias bem constituídas, são pegas de surpresa com atitudes reprováveis dos filhos na escola, no clube, no prédio… É importante a existência de “pessoas de referência” na vida das crianças e dos adolescentes, de preferência, os pais. Os professores também podem ser referência para seus alunos; às vezes, independentemente de suas crenças e convicções; às vezes, em função de; às vezes, apesar de.


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sexta-feira, 30 de maio de 2025

IDENTIDADE E DIGNIDADE

 




Roberto Gameiro


– Qual é a sua identidade? A resposta poderia, talvez, ser o número da cédula de identidade; mas não é a essa identidade que me refiro.


Refiro-me a algo mais relevante do que um simples documento. Refiro-me àquelas características que nos distinguem e nos qualificam. À forma como nos vemos e como as outras pessoas nos veem. O nosso caráter, a nossa personalidade, a nossa visão de mundo e como nos inserimos nele.


As organizações são identificadas pela sua razão social, pela sua visão de futuro, pela sua missão, pelos seus princípios e valores. Estrategicamente, procuram fazer a gestão ancoradas nesses atributos como forma de adesão de todos os colaboradores para a consecução dos objetivos e das metas. E procuram disseminar essas informações para os seus clientes e fornecedores. É como elas (as organizações) se veem e como querem ser vistas.


Nós, seres humanos, temos a nossa identidade como tal, mas também temos a nossa identidade projetada nos diversos papéis sociais que desempenhamos. Eu sou o ser humano Roberto, que posso exercer diversos papéis sociais: diretor de escola, professor, sócio de clube, pai, avô, síndico…


Nem sempre a forma como nos vemos coincide com a forma como os outros nos veem. Mas, com a convivência e os relacionamentos mais chegados, acabamos por formatar algumas características próprias do nosso jeito de ser e de agir, o que passa a ser perfeitamente perceptível para as outras pessoas. Quantas vezes, diante de um fato acontecido, ouvimos alguém dizer: “isso só pode ser coisa do Fulano de Tal”. É a identidade “falando alto” e nos revelando para o bem, ou para o mal.


Por óbvio, não precisamos ser o que os outros querem ou preferem que sejamos. Temos de ser nós mesmos, baseados em valores saudáveis para projetar uma identidade real e defensável.


A identidade está diretamente relacionada à dignidade. A dignidade humana.


A dignidade humana, junto da soberania, da cidadania, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, e, ainda, do pluralismo político, constitui um dos fundamentos do Estado Democrático de Direito da República Federativa do Brasil. (CF, 1988)


O artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos (ONU, 1948) registra que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade.


A dignidade é suportada pela identidade e vice-versa. São características das quais não podemos abdicar sob pena de perdermos o nosso sentido de vida. Ninguém tem o direito de se apoderar da identidade e ou da dignidade do outro, seja ele seu filho, seu pai, seu empregado, seu cônjuge, embora saibamos que isso acontece até com certa frequência, especialmente nas relações trabalhistas.


A escravatura foi um exemplo claro dessa situação; o escravo perdia primeiro a sua identidade, e, logo em seguida, a sua dignidade como ser humano. E sabemos que, ainda hoje, há situações de verdadeira escravidão no Brasil e pelo mundo afora.


Jesus Cristo nos deixou um novo mandamento: que devemos nos amar uns aos outros como Ele nos amou. É isso. E ponto.


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Artigo publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 01/06/2016.

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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br  

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sábado, 17 de maio de 2025

PLANTE IDEIAS!


 
Roberto Gameiro


Há um provérbio oriental que diz: 


“Se quer plantar para poucos dias, plante flores. Se quer plantar para muitos anos, plante uma árvore. Se quer plantar para a eternidade, plante ideias.”


Uma ideia pode se transformar num ideal. Um ideal pode se transformar num projeto. 


A história está permeada de momentos impactantes em que sonhos se transformaram em realidade, produzindo novas ideias cujos frutos mudaram os rumos da civilização. 


Assim foi, por exemplo, com Platão (428 a.C.-347 a.C.), Marie Curie (1867-1934), Albert Einstein (1879-1955), Galileu Galilei (1564-1642), Henry Ford (1863-1947), Isaac Newton (1643-1727), Thomas Edison (1847-1931), Carlos Chagas (1879-1934), Alice Ball (1892-1916), Alexander Fleming (1881-1955), Santos Dumont (1873-1932), Rosa Parks (1913-2005), Gertrude B. Elion (1918-1999), Martin Luther King Jr. (1929-1968) e muitos outros.


Nesses exemplos, aleatórios, encontramos homens e mulheres que, cada um no seu tempo, apresentaram avanços em áreas como ciências, filosofia, tecnologia, economia e direitos humanos, cujos reflexos nos acompanham até hoje. 


A transformação de sonhos em realidade acontece quando ideias encontram a mente certa e o contexto oportuno e ideal. Significa que alguém extrapolou o corriqueiro e teve a iniciativa de avançar por “águas nunca dantes navegadas”, metáfora essa que implica uma decisão corajosa para explorar o ainda desconhecido, e que tem potencial para resolver uma situação problema relevante.


Anualmente, temos conhecimento de pessoas e instituições que, por terem realizado descobertas e contribuições relevantes para a humanidade, são laureadas com o “Prêmio Nobel” que foi instituído pelo cientista sueco Alfred Nobel para as áreas de Química, Literatura, Paz, Física e Fisiologia ou Medicina. A premiação acontece desde 1901; em 1968, foi estabelecido o prêmio de Ciências Econômicas. O prêmio constitui-se de uma medalha, um diploma e uma quantia como forma de apoiar o trabalho futuro dos laureados.


Da relação acima, Marie Curie recebeu os prêmios Nobel de Química em 1911 e Física em 1903; Einsten, de Física em 1921; Alexandre Fleming, de Medicina em 1945; Gertrude B. Elion, de Medicina em 1988; e Martin Luther King Jr., Nobel da Paz em 1964. Carlos Chagas foi indicado por duas vezes, mas não ganhou. Até hoje, nenhum brasileiro recebeu o Prêmio Nobel, embora muitos tenham sido indicados.


As crianças e os jovens, durante o seu período de escolarização, individualmente ou em grupos, devem ser instados à criatividade e à busca de novas ideias que resolvam situações problema, mesmo que as mais simples, para assumirem posição de protagonistas e não de simples coadjuvantes. Dessa forma, formaremos indivíduos capacitados para enfrentar desafios e inovar, além de valorizar o trabalho em equipe, fortalecendo a construção colaborativa do conhecimento.

 

Plante ideias!


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sábado, 10 de maio de 2025

MENSAGEM - TRILHANDO CAMINHOS DE "BOA" CIDADANIA


                                   MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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Vivemos uma época de incertezas. Os conceitos, as certezas e as crenças são postas à prova a cada “novidade” que aparece, algumas das quais estapafúrdicas, mas defendidas com tal ênfase pelos introdutores, que passam a parecer verdades. E, nesse clima, muitos pais já não sabem como encaminhar a educação dos filhos, e muitos educadores já não têm certeza se as normas e as regras da escola continuam valendo. O processo de educação dos jovens, na família e na escola, exige muito de perseverança e resiliência de pais e educadores; a eles cabe não deixar passar nenhuma oportunidade para transmitir valores morais e éticos, e fazer com que as crianças e adolescentes adquiram competências que os ajudem a trilhar caminhos de “boa” cidadania.

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