O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

AÇÕES FALAM MAIS ALTO DO QUE PALAVRAS


Roberto Gameiro


Depois que terminei de escrever este texto, percebi que o título dele é um verdadeiro spoiler.


Rss.


Aí, me veio à mente que nem precisaria do texto; que bastaria publicar o título e o recado já estaria dado!


Mas, teimoso, fui fazer a curadoria e percebi que, sim, havia o que dizer além do título. 


Até porque muitos de nós, inclusive eu, às vezes, falamos mais do que devemos e agimos menos do que deveríamos. 


Quando nos sentamos diante do computador para criar um texto que vai se transformar num artigo a ser publicado, estamos focados em valorizar, ao mesmo tempo, o conteúdo (o fundo) e a estética (a forma). Mas, mais do que isso, estamos sendo guiados pelas características dos nossos conhecimentos prévios, do nosso caráter e da nossa personalidade; não há como escrever algo que viole esses elementos; e nos fiscalizamos para isso. Além disso, pronto o texto, ainda temos a possibilidade de ajeitar aqui e ali para que a criação saia com “a nossa cara”. Isso vale, também, para palestras, treinamentos, aulas etc.


Já ao se falar, numa conversa informal, ou familiar, ou entre amigos, é muito comum que as pessoas digam o que os outros querem ouvir, seja por educação, por medo de julgamentos ou para evitar conflitos.


Mas o título em destaque, diz muito mais do que o já escrito até aqui. 


“Ações falam mais alto do que palavras.”


De fato, se pretendermos compreender o caráter de alguém, precisamos observar além do discurso e analisar as ações que pratica.


Um provérbio árabe diz: “as palavras que saem do coração chegam ao coração; as que saem apenas da língua não passam dos ouvidos”. Ele separa a fala sincera, coerente com as atitudes, do discurso vazio, dito por conveniência e que não deixa nenhuma marca real.


Se tivermos a oportunidade de observar os rastros provocados pelas atitudes de alguém ao longo do tempo, descobriremos um padrão, que é o reflexo verdadeiro da sua forma de pensar, pois ninguém gasta sua força moral e suas ações de forma sólida com o que não acredita de verdade.


Trata-se de valorizar a coerência, o que não significa desconfiar de tudo e de todos. Um indicativo rigoroso da autenticidade de alguém é a sua harmonia entre e o falar e o agir. 


Portanto, ser coerente não é ausência de erros; é estar alinhado entre a intenção prometida e a conduta realizada. Quando conseguimos valorizar essa harmonia, estamos, nós mesmos, cultivando relacionamentos mais transparentes e nos tornando pontos de referência saudáveis nesse mundo cheio de contradições.


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


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