O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

OS JOVENS NUM MUNDO CIBERNÉTICO


Roberto Gameiro


Já há algum tempo, as crianças e os adolescentes estão ensinando tecnologia para os mais velhos; é fascinante a facilidade que eles têm no uso de computadores, smartphones, aplicativos e, agora, inteligência artificial. 


Como que para justificar essas competências e habilidades, eu costumava brincar dizendo que hoje as crianças já nascem com um chip instalado no cérebro. 


Mas, nunca me ocorreu refletir, de forma mais profunda, sobre as características intrínsecas desse “dispositivo”, além da rapidez de raciocínio e facilidade para a aprendizagem cibernética. 


Mas, brincadeira à parte, descobri que não sou só eu que tenho essa percepção.


Há uma busca constante de explicação do porquê os jovens operam telas e algoritmos com tanta fluidez; e há uma espécie de consenso de que não se trata de uma capacidade biológica inata, mas sim o fato de eles já terem encontrado um mundo cibernético, um mundo mediado por dispositivos. 


Desde a mais tenra idade, as crianças estão envolvidas com brinquedos tecnológicos; muitos desses dispositivos de diversão as tornam simples espectadoras das performances dos brinquedos que, praticamente “brincam sozinhos”. A criança não precisa “pensar”, “imaginar”, “manusear”, “construir” nada. O brinquedo é autossuficiente.


Essa postura passiva não traz desafios cognitivos e não estimula a criatividade e o espírito inventivo. O jovem vai crescendo e se tornando adulto acostumando-se de que sempre haverá um “aplicativo” que fará, com rapidez, eficiência e eficácia, tudo o que ele precisa; e a concentração e o aprendizado ficam para segundo plano, assim como a reflexão e a profundidade crítica.


Parte dos homens que estamos formando são vazios de intelecto e carentes de emoção; mas experts no uso da tecnologia, com uma destreza que fascina. 


Por outro lado, não se pode negar a importância que a agilidade digital trouxe para a humanidade. Os dados, as informações, os conhecimentos, estão aí à disposição de todos. Escancarados. Mas, ao mesmo tempo, transformaram-se em produtos de uso superficial, descartáveis após o uso. 


Em outras palavras, estamos supervalorizando a memória de curto prazo, em detrimento da de longo prazo. Percebe?


Nessa toada, de onde virão os futuros cientistas, pesquisadores, inventores, que tratam o conhecimento com a profundidade e a complexidade exigida em cada área?


Numa reflexão rasteira e intempestiva me ocorreu que o cérebro humano, que já é subutilizado, num futuro próximo não mais será depositário de dados, informações, conhecimentos e saberes latentes, mas um depósito catalogado de uma infinidade de “aplicativos” e dispositivos prontos para serem acessados de acordo com a necessidade em pauta. 


Viraremos perfeitos robôs. 


O que dá pra rir, dá pra chorar. 


Mas, há esperança. Depende, especialmente, da família, da escola e da igreja. A família na educação, a escola na formação, e a igreja na conscientização.


Essas três instituições, que, embora com falhas inerentes, ainda têm crédito público em meio a tanta safadeza e corrupção que grassa em parte dos segmentos político, jurídico e legislativo, têm a missão de atuar em conjunto para promover a literacia digital, ou seja, capacitar as pessoas para que definam, busquem e alcancem seus objetivos, desenvolvam suas potencialidades cognitivas e de emoções, e, especialmente, participem com intensidade dos destinos das suas comunidades e da sociedade em geral.


Não haverá necessidade de afastar os jovens dos aparelhos, dos softs e dos aplicativos, mas de ensinar a usá-los de forma produtiva, criativa e consciente.


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


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sexta-feira, 6 de março de 2026

A COMPLEXIDADE DA MENTE - O DIRECIONAMENTO ÉTICO DO SABER




Roberto Gameiro

Maria Montessori (1870-1952) escreveu: “Não é suficiente termos um bom cérebro. O mais importante é usá-lo bem.”.

Centenas de anos antes de Cristo, Platão (348/347 a.C.) afirmou: “A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.”.


Duas abordagens, mesmo contexto: cérebro e conhecimento. 


O conhecimento que o cérebro constrói, através das informações que recebe, é completamente neutro; o que dá significado ao conhecimento são as intenções humanas, que dão valor e destinação ao consequente saber elaborado e comunicado.


O cérebro humano é a ferramenta mais perfeita, completa, eficiente e eficaz que se conhece; no entanto, ele é “humano”; e o ser humano é, por definição, incompleto e em busca constante de aperfeiçoamento; essa incompletude explica o porquê de usarmos apenas 10% da sua capacidade. Somos depositários de um instrumento maravilhoso, mas ainda estamos em processo contínuo de aprendê-lo adequadamente. 


Dessa forma, a mesma inteligência que trabalha para o bem, pode fazê-lo para o mal; nesse sentido, há dois quesitos que devem ser levados em conta para ajustar o equilíbrio da balança:  a consciência individual e o direcionamento ético do saber. 


O cérebro, como ferramenta, é um instrumento usado pelo ser humano; e, como instrumento, produz o que está na vontade de quem o manuseia. 


Portanto, não basta o acúmulo de dados; há que se focar no discernimento saudável e corretamente ético para poder aplicá-los de forma digna.


Isso se consegue, através das gerações, por um competente processo de educação e formação que começa na mais tenra idade e prossegue pela vida toda.
 

Em suma, o processo de educação, na família, e o de formação, na escola, deve valorizar a moral, a ética e a inteligência emocional na mesma medida das demais habilidades e competências cognitivas.

Deve-se incentivar, especialmente os jovens, a refletir e responder à pergunta:
 
“Para que serve o meu saber?”

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

MENSAGEM - AINDA O PLEONASMO!


                               MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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          TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
          TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

O pleonasmo é uma figura de linguagem em que se repete desnecessariamente uma palavra já contida na frase, como “conjuntivite nos olhos”; conjuntivite só ocorre nos olhos. Outros tipos de pleonasmo são “entrar para dentro”, “subir para cima”, “duas metades iguais”, “sair para fora”, “gritar alto”, “multidão de pessoas”, “elo de ligação” e tantos outros. Mas há um pleonasmo que constitui uma redundância imperdoável: é o famoso “há anos atrás” que ouvimos diariamente, usado por pessoas das mais diversas classes sociais e profissionais. É tão simples lembrar que quando se usa o “há” não se usa o “atrás”; quando se usa o "atrás", não se usa o "há". Como exemplos: “Há dez anos” e “Dez anos atrás”. Mas não estranhemos se de repente essa redundância vier a ser aceita como correta, pois essa hipótese já é defendida por alguns gramáticos pelo fato de a expressão estar consagrada pelo uso. Durma-se com esse “barulho”.































































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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

FUJA DOS TEIMOSOS!

 


Roberto Gameiro
Valesca Botelho (1)


Charles Bukowski (1920-1994), poeta, contista e romancista teuto-americano, escreveu:

“O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas ...”

Antes dele, Bertrand Russell (1872-1970), matemático, filósofo, ensaísta, historiador e lógico britânico, escreveu:

"O fundamental problema do mundo é que os idiotas são prepotentes e os inteligentes são cheios de dúvidas."


Duas frases com mesmo valor semântico. Dois pensadores relevantes. 


Essa mensagem cabe como uma luva atualmente, em que pessoas com pouco conhecimento a respeito de um tema específico acreditam piamente que sabem mais do que especialistas no assunto, enquanto estes estão cheios de dúvidas. 


Você conhece alguém assim? 


Não é difícil de achar. Eles estão por aí “aos montes”.


O fato é que indivíduos cheios de certezas param de aprender; bloqueiam-se para novos aprendizados. São afoitos, “falam grosso” e interrompem argumentações. Não ouvem o outro. Já sabem tudo!


Indivíduos inteligentes sabem que não são “donos da verdade” e aprendem com os resultados obtidos com suas dúvidas, sejam eles quais forem. Sabem ouvir. Quanto mais você aprofunda os conhecimentos, mais percebe a complexidade das variáveis. Isso não é fraqueza; é honestidade intelectual.


Chega-se, então, a um dilema. Deve-se discutir com burros?


A resposta, óbvia, é “não”.


Poupe a sua saúde mental, a sua sanidade. Quando você tenta convencer com argumentos um “burro” (no sentido da teimosia e da ausência de reflexão sobre si mesmo), você acaba descendo ao nível “intelectual” dele, e, nesse nível, ele é um expert, e você não. Ele dificilmente (e põe difícil nisso) mudará de opinião, porque, para ele isso seria uma derrota social, e não um saber agregador. 


Discutir, nesse caso, é uma armadilha em que você, invariavelmente, será o perdedor. 


É uma situação que enfrentamos, uma hora ou outra, queiramos ou não, que se torna até cansativa no dia a dia. 


Fuja deles!


REFERÊNCIA

(1) Valesca Botelho é Médica, pós-graduada em Pediatria e em Saúde Pública.


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

MENSAGEM - O TEXTO, O CONTEXTO E O PRETEXTO


                           MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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          TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
          TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Tudo o que vemos, ouvimos ou lemos pertence a um determinado contexto. O contexto representa a realidade em que se insere determinado fato ou acontecimento. Uma mesma frase falada ou ouvida em contextos diferentes pode ter significados diversos, ainda mais se eles estiverem em momentos históricos ou geográficos diversos. Por outro lado, cada texto tem uma motivação pela qual foi escrito, ou seja, o pretexto, nas acepções de porquê, razão, fim ou propósito.  Quando se lê um texto escrito cinquenta anos atrás e se o interpreta com o olhar sociocultural de hoje, corre-se o risco de tirar conclusões equivocadas, especialmente com palavras que tiveram seus sentidos ressignificados cultural, moral ou eticamente. 

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

PRA "MIM" FAZER


Roberto Gameiro


Dói nos ouvidos quando alguém diz, ou escreve, frases como “é pra ‘mim’ fazer” e correlatas.


Dói mais quando a ouvimos pronunciada por pessoas cujas profissões ou funções exigem  a  necessidade  do  uso  correto  da  norma-padrão da gramática da Língua Portuguesa. 


Nessas situações, queiramos ou não, questionamos a própria competência do indivíduo para exercer o seu métier, por mais importante que seja.


O problema reside no uso do pronome oblíquo “mim” no lugar do pronome reto “eu”. O correto é dizer “pra eu fazer”, ou "para eu fazer". O “eu” é o sujeito da ação; e “mim” não é sujeito em lugar algum. 


O "pra" é a contração da preposição "para"; dicionarizado.


Por outro lado, há uma tendência na língua falada de simplificar as estruturas, principalmente na linguagem informal entre amigos ou em família, e, dessa forma, confundem expressões como “isso é para mim”, estendendo a construção para “é pra mim fazer”; nesse contexto, o erro não impede ou dificulta a comunicação. Nem dói... rss.


Entretanto, em uma redação ou comunicação formal, numa prova, ou qualquer situação que exija a norma culta, o correto é “pra eu fazer” (ou "é para eu fazer"). Não custa repetir.


Mas, há outras situações em que a língua portuguesa é maltratada; não há como aceitar erros crassos de fala e escrita de alguns poucos como:  “previlégio” no lugar de “privilégio”, “subsídio (subzídio)” no lugar de “subsídio (subssídio)”, “de encontro a” no lugar de “ao encontro de”, “esteje” no lugar de “esteja”, “análize” no lugar de “análise”, “mal” no lugar de “mau”, “a” no lugar de “há”, “perca” no lugar de “perda”, “comprimento” no lugar de “cumprimento” etc.


A coisa se complica ainda mais se entrarmos no mérito da comunicação através da Internet. E, aqui, nos socorre Marco Felipe na sua publicação em “Pensador”: “Assassinaram o Português”:

 

“(...) Muitas pessoas acham que por estarem na internet podem escrever de qualquer forma, escrever textos cheios de erros ortográficos e gramaticais, assassinando o nosso português com vícios de linguagem (menas, mendingo, prestenção, num sabe, iscrevi, min adiciona, axava, encinar, atrapaia, cem nosaum). “Xega né! Não mim juguem mau.” Na Internet nos deparamos com o Brasil verdadeiro, escrachado, onde lá encontramos todas as classes sociais, todas as raças, todas as cores, todas as crenças, todos os sons, todos os níveis, do semianalfabeto ao graduado, todo mundo num mundo só.” (1)

Para finalizar, leiam abaixo uma "pérola" que encontrei na Internet enquanto redigia este texto.

"Eu acreditei nele, mais mim enganei."

Pelo menos, acertou na vírgula!

O que dá pra rir, dá pra chorar!


REFERÊNCIA

(1) FELIPE, Marco. Assassinaram o Português. s/d, site “Pensador”, acessado em 12/12/2025. https://www.pensador.com/frase/MTk4MDI2OA/


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sábado, 6 de dezembro de 2025

MENSAGEM - TEXTOS E VÍDEOS DAS REDES SOCIAIS - COMPARTILHAR, OU NÃO?

                          MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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Através das redes sociais, recebemos, diariamente, muitas mensagens de textos e vídeos. Muitas delas não merecem compartilhamentos por não acrescentarem nada que possa agregar algum valor aos nossos conhecimentos e, por tabela, aos nossos saberes e aos dos outros. Isso deveria ser o estímulo que nos impeliria a questionar qualquer post que chega até nós. É verdade? Há evidências comprobatórias? Será útil para os meus amigos? Vai ajudar no dia a dia?  Vai auxiliar na educação das crianças e dos adolescentes? Vale a pena compartilhar? São algumas das perguntas que devemos nos fazer antes de compartilhar qualquer coisa. Por outro lado, há vídeos e textos maravilhosos que recebemos, cujas mensagens nos fazem muito bem.
























































 

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sábado, 15 de novembro de 2025

A INVERSÃO DE VALORES NA SOCIEDADE



Roberto Gameiro

A sociedade moderna vive uma inversão de valores que merece uma profunda reflexão no sentido da busca de alternativas que levem à recomposição da qualidade das relações humanas e da moral e da ética nas nossas existências.


Há que se reumanizar as relações, priorizando o amor às pessoas em detrimento do amor às coisas. 
As coisas existem para servir ao homem, e este para amar o seu semelhante. Quando o amor e o afeto mútuo, como fontes genuínas de sentido, são priorizados nas relações, a vida pode se tornar plena de felicidade e de realizações.


Quando ocorre o contrário, ou seja, a busca e a posse de bens materiais como objetivo principal da vida, o indivíduo se torna vazio e infeliz, pois se as coisas são o que importa, os outros são usados como meios para obter essas coisas, sendo reduzidos a fontes úteis de benefícios; e, pior; quando a pessoa deixa de ser útil, ela é descartada. Este é, infelizmente, um diagnóstico de parte da nossa civilização. 


Cada pessoa tem o seu valor intrínseco, que é insubstituível, e deve ser valorizado e respeitado. Há que se cultivar a empatia, o cuidado e a gentileza nos relacionamentos, para tornar a vida mais leve e alegre. 


Lembrando, como profetizou José Datrino (1917-1996), pregador urbano brasileiro, “gentileza gera gentileza.”. Trata-se de uma postura extremamente contagiante que influencia, como ato de bondade, todos ao redor.


Já a tecnologia, o dinheiro, carros e quaisquer outros recursos materiais, devem ser vistos como ferramentas facilitadoras das vivências das pessoas, favorecendo o conforto, a locomoção, as aproximações, a ajuda ao próximo, e até mesmo para expressar a amorosidade. São meros instrumentos que não podem ser o centro das nossas prioridades, pois seu valor é efêmero.


A vida terá um verdadeiro significado quando a prioridade for o ser e não o ter; o amor às pessoas, ao invés do saldo bancário.

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sábado, 8 de novembro de 2025

MENSAGEM - GESTOS E EXPRESSÕES DA PRIMEIRA INFÂNCIA

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A corrida para os abraços na chegada, a alegria do reencontro diário, o afago, a confiança, os olhares cúmplices, a expectativa das novas possibilidades. Todos os sons, todas as fragrâncias, todas as cores, todas as texturas, tudo junto e misturado, formam um lindo concerto de formas e atitudes que emolduram os relacionamentos dos pequeninos. Isso tudo sob a batuta de um ser humano especial, a professora, que rege a sua pequena “orquestra” harmonizando, num só ambiente, diferentes emoções, personalidades e anseios. Assim, é o dia a dia de uma turminha de Educação Infantil em qualquer escola. São gestos e expressões da primeira infância, momento precioso para o desenvolvimento humano, ocasião em que a estrutura do cérebro se constitui e forma o arcabouço sobre o qual repousarão todas as possibilidades de aprendizagens cognitivas e emocionais advindas das experiências da vida.





























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sábado, 25 de outubro de 2025

MENSAGEM - DIÁLOGOS FRUTÍFEROS E INFRUTÍFEROS

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Vivemos nos construindo e nos reconstruindo. Como seres humanos, procuramos construir conhecimentos por meio das informações que recebemos constantemente nas nossas vivências com as outras pessoas, seja pessoalmente, ou através das diversas mídias que nos cercam por todos os lados; as boas e as más. Nesse sentido, o diálogo, para ser frutífero, deve ser precedido por uma postura de abertura para ele. É um “saber ouvir” e saber quando falar, respeitando o tempo do outro. É o encontro da fala com a escuta, ou como escreveu Rubem Alves: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de 'escutatória'. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.”. E acrescentou que: "Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.". 



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sexta-feira, 5 de setembro de 2025

HISTÓRIAS COM VÍRGULAS DEMAIS


 Roberto Gameiro


“Quando uma história começa a ter vírgulas demais, é porque está chegando a hora de colocar um ponto final.” (autoria desconhecida)


Pense num texto que relata um relacionamento que se inicia, seja ele familiar, amoroso, de amizade, ou profissional. Provavelmente, na introdução, esse texto conterá pontos de exclamação que ensejem as possibilidades de novos aprendizados, novos conhecimentos e emoções. Mas poderá, eventualmente, conter alguns pontos de interrogação, próprios de quem está ingressando numa seara ainda não conhecida.


Não estou falando de início alvissareiro e final duvidoso, ou indefinido, ou desfavorável, ou alegre, ou triste. Tudo na vida tem um começo, um durante e um final; a começar pela própria vida.


O excesso de vírgulas nos faz lembrar do possível uso abusivo de apostos e intercalações de textos, pausas, explicações demais, como tentativas de justificar a continuação de algo que já não tem sentido.


O ponto final, então, representa a necessidade de colocar um fim naquele nonsense.


A frase pode ser lida e interpretada no sentido literal; entretanto, está, também, ancorada num sentido figurado, pois se utiliza de sinais da escrita, vírgula e ponto final, para, metaforicamente, expressar uma situação que poderia ser caracterizada como “encheção de linguiça”.


Outrossim, essa situação não ocorre apenas em textos escritos. É o que tem acontecido, por exemplo, com muitas séries televisivas que não mereciam ter nem a segunda temporada, e outras que “nunca” terminam, “passando do ponto” e se estendendo mais do que o esperado com temporadas desnecessárias, causando cansaço nos espectadores.


A vírgula é o sinal mais usado na língua portuguesa escrita; indica pausas na leitura, separa elementos de uma frase, evita ambiguidades e torna informações mais claras, compreensíveis e de acordo com o sentido desejado por quem escreve.


“Mãe só tem uma” é diferente de “Mãe, só tem uma”. Vejam que o simples uso de uma vírgula mudou completamente o sentido da frase.


Daí, a profundidade semântica contida no texto que encima este artigo. Ele traz no seu bojo uma mensagem que desafia a nossa interpretação mental, extrapolando o sentido literal, e conduzindo-nos a uma analogia entre o sentido próprio e o figurado. 


Renato Russo (1960-1996), cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista brasileiro, escreveu, lá na década de 1980: “se fala demais por não ter nada a dizer.”.


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sexta-feira, 29 de agosto de 2025

MENSAGEM - O ERRO E SUAS CONSEQUÊNCIAS

                                  MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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Tomar decisões é fazer escolhas. Erros e acertos são consequências de escolhas; ambos são inerentes à condição humana. Qualquer que seja o status socioeconômico do indivíduo, ele estará sempre tomando decisões, optando por uma escolha que a ele parecerá a mais apropriada diante das circunstâncias. Há erros que não oferecem a possibilidade de correção: o erro médico com o consequente óbito do paciente, o erro de um controlador de voos causando desastre com a perda de vidas... Já nas escolas, os erros dos alunos nas avaliações e atividades são oportunidade de o professor voltar ao ensino daquele conteúdo usando uma metodologia diferente. O erro faz parte do processo de aprendizagem e, consequentemente, do processo de ensino. Feliz o professor que sabe lidar com os erros dos alunos. 



 

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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

LIDERANÇA E PERFORMANCE DE EQUIPES

Roberto Gameiro


Era dia de reunião geral dos colaboradores do Departamento. Quase todos já haviam chegado, inclusive o Gerente, que se movimentava pelo ambiente, cumprimentando e sendo cumprimentado pelos presentes. O burburinho, as risadas, às vezes em alto volume, a movimentação pra lá e pra cá ... a alegria dos reencontros.

 
Chega o horário exato do início da reunião.


O gerente, então, se posta diante do grupo, em silêncio. 


Em frações de segundos, o silêncio impera no local; os olhares voltam-se para ele.

 
Aí, ele se dirige aos colaboradores, de forma serena, falando mesmo sem microfone. 


E é ouvido por todos, com atenção e respeito.

 
Esse é um líder.

 
Walt Disney (1) escreveu que “Liderança significa que um grupo, grande ou pequeno, está disposto a confiar a autoridade a uma pessoa que demonstrou opinião, sabedoria, apelo pessoal e competência comprovada.”.


O Gerente dá as boas-vindas a todos e agradece a presença, enfatizando o sentimento de pertença à organização demonstrado por todos no mais recente período de trabalho, em que desafios foram enfrentados e metas buscadas com ousadia e competência pela equipe e por cada um.


O verdadeiro líder é uma espécie de catalisador de emoções e cognições que reforçam cotidianamente o sentimento de pertença à organização. 


É ele quem deve manter viva a chama do vigor empresarial, contagiando positivamente com suas posturas e ações todos os colaboradores.


Colaboradores “contagiados” contagiam os demais.


Entretanto, nem tudo são flores na gestão e na performance de uma equipe. Cada membro é elo importante, ímpar e somatório de competências que, juntas e recíprocas, propiciam, ou não, o sucesso coletivo. Quando um desses elos não atinge a sua parte da meta, vai sobrecarregar os outros para compensá-lo. Mas equipe é assim mesmo: “um por todos, todos por um!”


Portanto, se você é membro de uma equipe, lembre-se sempre de que precisa dos outros, assim como eles contam com você, mesmo que você já tenha alcançado o seu percentual da meta.


REFERÊNCIA

(1) Walter Elias Disney (1901-1966), empresário, animador, cineasta e produtor cinematográfico americano.

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sexta-feira, 11 de julho de 2025

O VALOR DO SILÊNCIO



Roberto Gameiro

Noutro dia, durante um processo de curadoria, encontrei uma frase, de autor desconhecido, que chamou a minha atenção:


“Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores do que o teu silêncio, e lembre-se de que alto deve ser o valor das tuas ideias, não o volume da tua voz. Falar sem pensar é disparar sem apontar.”


Você já teve a sensação de que, em certa ocasião, nalguma reunião, nalgum debate, nalguma conversa, perdeu uma ótima oportunidade para ficar calado?


Eu, já.

 
Foi uma experiência frustrante, mas que serviu de forte aprendizado para a vida. 


Em alguns momentos de um debate ou de uma conversa, permanecer em silêncio pode ser a melhor estratégia de convencimento. O nosso silêncio levará o outro a refletir e amadurecer as ideias e proposições em pauta. Quando o silêncio é bem utilizado, ele vale mais do que muitas palavras faladas.


A impulsividade é inimiga da boa comunicação; ela pode transformar oportunidade em oportunismo com todas as conotações pejorativas que ele carrega.
 

Expressar respostas e ideias exige que se dê ao cérebro o tempo necessário e suficiente para que as estruturas mentais organizem o pensamento de forma coerente com a temática envolvida e, principalmente, com o caráter e a personalidade do orador. 


Palavras faladas não voltam mais; o que se pode fazer é aguentar as consequências, os efeitos colaterais, arrepender-se da impulsividade assumida, e procurar, com cautela e se possível, consertar o estrago; e não repetir o feito.


Como escrevi acima, é aprendizado para a vida.


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

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