O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

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quinta-feira, 21 de maio de 2026

MENSAGEM - DANDO PASSOS PARA TRÁS



    Referente ao artigo publicado em 06/09/2018

              MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO
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         TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS
         TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES 

A estudante do sexto ano do Fundamental respondera, na pesquisa docente aplicada pela escola, que o melhor professor da turma dela era o de Português. Ao ler aquela resposta, eu fiquei muito feliz; mostrava que meus esforços para ser um bom professor estavam sendo reconhecidos. O problema foi a resposta dela à pergunta seguinte: - por quê? Ela respondeu: - porque ele “encina” bem; assim mesmo: “ensina” com “c”. Fiquei muito envergonhado. Esse fato aconteceu há muitos anos. Até aqui, nada a estranhar; nós professores, vivemos situações análogas cotidianamente.  Entretanto, atualizando o cenário para os dias de hoje, continuamos a encontrar nossos estudantes com desempenho raso em termos de competências de aprendizagem.





























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quinta-feira, 14 de maio de 2026

O COMPUTADOR CONSTRÓI CONHECIMENTOS?

 



Roberto Gameiro


Já tive oportunidade de, em alguns posts, comparar a memória do computador com a memória humana. 


A memória RAM do computador pode ser comparada com a nossa memória de curto prazo; elas se dissipam, não permanecem. E o HD do computador pode ser comparado à nossa memória de longo prazo; elas permanecem; no computador, porque estão “salvas”; no nosso cérebro, porque se transformaram em “conhecimentos prévios”. 


Por que salvamos um arquivo no computador? É porque o conteúdo dele nos interessa; porque é relevante; porque queremos tê-lo à nossa disposição para usos futuros ...


Por que transformamos determinados dados e ou informações em nossa memória como conhecimentos prévios? Pelos mesmos motivos acima ...


Essa estrutura conjugada do transitório com o permanente é referência tanto para o processamento de dados digitais quanto para a formação da cognição humana, possibilitando a priorização daquilo que é essencial, facilitando a resolução de situações-problema ao longo da vida.


Mas, você percebeu que quem comanda as decisões nos dois casos é o nosso cérebro? A nossa vontade? 


Não estou me referindo à capacidade de armazenamento, até porque a nossa memória possui capacidade imensurável de armazenamento, enquanto um HD, mesmo os externos, tem limitação definida.


Estou me referindo à origem das decisões. Tanto a decisão de salvar um arquivo, quanto a mobilização da força mental para memorizar algo, dependem da vontade humana. É o nosso cérebro, a nossa intenção, que determina o que deve ser mantido e o que pode ir para o esquecimento, assegurando que nosso intelecto seja formado e mantido com sabedoria que enriqueça a nossa trajetória pessoal e profissional.


O cérebro é o nosso comandante; é ele que tem o dom de decidir, inspirado naquilo que nós gostamos e queremos.


Entretanto, se a memória humana tiver sido, com obstinação, abastecida com mentiras e falsidades, não se poderá esperar decisões saudáveis desse cérebro.


De qualquer forma, há que se admitir que no universo aqui analisado, quem constrói conhecimentos é o nosso cérebro, a nossa memória, moldados pelos conhecimentos prévios ali já existentes. O computador não constrói conhecimentos; ele é apenas depositário de arquivos escolhidos pela vontade humana, e os processa quando instado a fazê-lo.


O ser humano é o verdadeiro protagonista do conhecimento e dos saberes dele decorrentes.


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


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sexta-feira, 1 de maio de 2026

EDUCAÇÃO CONTRA O ÓDIO


 
EDUCAÇÃO CONTRA O ÓDIO


Roberto Gameiro


Nelson Mandela (1918-2013) escreveu na sua autobiografia “Longo Caminho para a Liberdade”:  "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.". 


Tenho pena de crianças que nascem e vivem em lares cujos pais são preconceituosos em relação a raça, ou cor da pele, ou religião, ou política partidária; o mesmo em relação a alguns de seus professores; o mesmo, também, em relação a seus grupos de convivência. O preconceito e a intolerância dificultam o diálogo necessário, substituindo-o por discursos de ódio, violência e desdém.


Isso    vale    para    preconceituosos  e   para     pós-
-conceituosos (1). No fim, dá tudo na mesma.


O preconceito aparece sutilmente (ou arrogantemente) nos momentos de convivência familiar, especialmente no café da manhã, no almoço, no jantar, ao ver programas na TV, especialmente novelas, jogos e reality shows, através dos comentários “daqueles” pais; enfim, não tem como a criança fugir dessas influências nefastas; e isso vai moldando o seu caráter e a sua personalidade. Sem contar que algumas das opções citadas não são recomendadas para crianças. Mas, lei, ora a lei (2).


O cérebro da criança vai acumulando conhecimentos prévios nulos de verdades e são esses dados, essas informações que virão à mente quando requisitados para enfrentar uma situação problema qualquer. Aí, cabe a expressão popular: “tais pais, tais filhos”.


Isso não é herdado. É obtido pela convivência diária    com    sujeitos    preconceituosos    ou  pós-
-conceituosos.


René Descartes (1596-1650), filósofo francês, escreveu no seu “Meditações Metafísicas”, na “Meditação Primeira”: 


“Há já algum tempo me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera grande quantidade de falsas opiniões como verdadeiras e que o que depois fundei sobre princípios tão mal assegurados só podia ser muito duvidoso e incerto, de forma que me era preciso empreender seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões que até então aceitara em minha crença e começar tudo de novo desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo firme e constante nas ciências.”.


Tudo a ver, não é mesmo?


Mas, não nos desesperemos.


O tipo de família destacada aqui não é maioria na população brasileira. 


Ainda bem.


Nas minhas vivências de mais de quarenta anos na gestão de escolas particulares, eu tive o privilégio de conviver com todos os tipos de famílias, e posso afirmar, com convicção, que a maioria delas é constituída de pessoas entusiastas de uma


EDUCAÇÃO PARA O AFETO 


A educação para o afeto é uma filosofia de vida em que os pais priorizam o vínculo afetivo em detrimento da autoridade arbitrária. Aqui não há preconceitos; há diálogos. Neste modelo, a criança cresce num ambiente em que a educação ocorre pelo exemplo e pela segurança. Ela respeita porque é respeitada, e ouve porque é ouvida. A família passa a ser, para a vida toda, um porto seguro saudável ao qual sempre se poderá voltar, mesmo que apenas para “recarregar as baterias”. 


Sem preconceitos, nem arbitrariedades, não há permissividade, mas sim um forte alicerce no qual as correções, necessárias, são eficazes e duradouras. São vividas a alteridade, a perseverança, a resiliência e a autonomia. Tudo conduzido pelos pais com foco e propósitos claros, conhecidos e assumidos por todos. 


Obviamente, os cérebros destas crianças estarão plenos de conhecimentos prévios salutares e com mentalidades limpas e bem formadas. 


Resumindo, aqui também vale o dito popular “tais pais, tais filhos”.


REFERÊNCIAS


(1) Pauletto, Jair Antônio. Site “O Singular do Plural: pós-conceito.” Acessado em 17/04/2026. https://www.jairpauletto.com.br/visualizar.php?idt=4195570

 

(2) "A lei, ora a lei" é atribuída a Getúlio Vargas em contexto de desdém pelas normas. 


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quinta-feira, 9 de abril de 2026

EMPREENDEDORISMO - SIM OU NÃO?

 


Roberto Gameiro


"Só você pode realizar seus sonhos. Portanto, seja protagonista dos seus sonhos; não seja simples coadjuvante da realização dos sonhos dos outros." 


Essa frase, de minha autoria, propicia uma boa reflexão a respeito de “carreira profissional”.


Você, que tem trabalhado em grandes corporações e ou para terceiros, fazendo o que gosta de fazer, há um bom tempo, já parou para aquilatar o capital cognitivo, de experiência, de relacionamentos e de know-how (técnico, cultural e administrativo), que possui na sua área de atuação, e que poucos possuem?


O que escrevi no parágrafo anterior trouxe-lhe alguma ideia?


Se sim, saiba que uma ideia pode se transformar num ideal. Um ideal pode se transformar num projeto; um projeto terá metas de curto, médio e longo prazos.


Estou falando de empreendedorismo.  


Numa sociedade consumista como a nossa, é normal haver pessoas que dedicam a aplicação do seu potencial cognitivo e seu tempo de vida profissional para promover, estimular e contribuir para o alcance de objetivos e metas de pequenas, médias e grandes organizações, deixando para segundo plano suas aspirações pessoais e seus próprios desejos.


Entretanto, em relação à ideia que decorre da interpretação da frase inicial, “empreendedorismo”, que pode ser tomada como o ponto mais alto da realização profissional, há que se ponderar que, para ser protagonista, não se exige necessariamente um CNPJ. 


Há os que consideram que o capital cognitivo que possuem não é causa suficiente para se direcionar para um negócio próprio, mas um incentivo para consolidar uma carreira ascendente numa organização bem estruturada, acreditando que ter um CNPJ próprio é um risco desnecessário, diante das possibilidades decorrentes de êxitos já consistentes, seguros e estáveis.


Se por um lado a ideia pode se transformar em ideal, há que se levar em conta que a execução da retomada traz o empresário noviço para a dura realidade de ser o responsável por tudo na empresa enquanto ela não “deslancha”.


Por isso, há algumas perguntas que precisam ser respondidas positivamente antes de tomar a decisão final; 

1- A decisão é imutável? 

2- Você tem lastro financeiro para bancar as despesas familiares e as de implementação da empresa nos primeiros meses?

3- Você é resiliente e persistente o suficiente para enfrentar os “não”, que, no início, serão mais frequentes do que os “sim”?


Então, se você sente que seu capital cognitivo estendeu-se para além do limite do seu crachá e tem o fôlego necessário para enfrentar as intempéries do mercado, o empreendedorismo é o seu próximo passo.


Com ele, você terá o seu próprio plano de negócio, com objetivos e metas de curto, médio e longo prazos, definirá a abrangência e os limites da sua atuação, organizará o seu horário de trabalho, terá autonomia e independência para fazer o que entender produtivo e rentável, tomará as decisões estratégicas, não terá um teto para o lucro, e poderá desenvolver habilidades multidisciplinares como liderança e gestão de pessoas, capacidade de negociação e vendas, e, importante, resiliência e inteligência emocional para enfrentar incertezas.


Entretanto,


1- Teste o serviço/produto enquanto ainda mantém o vínculo CLT;

2- Não peça demissão para testar uma ideia. Use o seu tempo livre atual para criar um produto viável;

3- Sair da CLT com as portas abertas é um ativo valioso. O mundo corporativo é oscilante e sua reputação é seu patrimônio mais importante!

4- Cerque-se de quem entende do assunto e pode ajudá-lo consistentemente. Sugiro o SEBRAE:      https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae


Bons negócios!


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sexta-feira, 3 de abril de 2026

OS JOVENS NUM MUNDO CIBERNÉTICO


Roberto Gameiro


Já há algum tempo, as crianças e os adolescentes estão ensinando tecnologia para os mais velhos; é fascinante a facilidade que eles têm no uso de smartphones, tablets, aplicativos e, agora, inteligência artificial. 


Como que para justificar essas competências e habilidades, eu costumava brincar dizendo que hoje as crianças já nascem com um chip instalado no cérebro. 


Mas, nunca me ocorreu refletir, de forma mais profunda, sobre as características intrínsecas desse “dispositivo”, além da rapidez de raciocínio e facilidade para a aprendizagem cibernética. 


Mas, brincadeira à parte, descobri que não sou só eu que tenho essa percepção.


Há uma busca constante de explicação do porquê os jovens operam telas e algoritmos com tanta fluidez; e há uma espécie de consenso de que não se trata de uma capacidade biológica inata, mas sim o fato de eles já terem encontrado um mundo cibernético, um mundo mediado por dispositivos. 


Desde a mais tenra idade, as crianças estão envolvidas com brinquedos tecnológicos; muitos desses dispositivos de diversão as tornam simples espectadoras das performances dos brinquedos que, praticamente “brincam sozinhos”. A criança não precisa “pensar”, “imaginar”, “manusear”, “construir” nada. O brinquedo é autossuficiente.


Essa postura passiva não traz desafios cognitivos e não estimula a criatividade e o espírito inventivo. O jovem vai crescendo e se tornando adulto acostumando-se de que sempre haverá um “aplicativo” que fará, com rapidez, eficiência e eficácia, tudo o que ele precisa; e a concentração e o aprendizado ficam para segundo plano, assim como a reflexão e a profundidade crítica.


Parte dos homens que estamos formando são vazios de intelecto e carentes de emoção; mas experts no uso da tecnologia, com uma destreza que fascina. 


Por outro lado, não se pode negar a importância que a agilidade digital trouxe para a humanidade. Os dados, as informações, os conhecimentos, estão aí à disposição de todos. Escancarados. Mas, ao mesmo tempo, transformaram-se em produtos de uso superficial, descartáveis após o uso. 


Em outras palavras, estamos supervalorizando a memória de curto prazo, em detrimento da de longo prazo. Percebe?


Nessa toada, de onde virão os futuros cientistas, pesquisadores, inventores, que tratam o conhecimento com a profundidade e a complexidade exigida em cada área?


Numa reflexão rasteira e intempestiva me ocorreu que o cérebro humano, que já é subutilizado, num futuro próximo não mais será depositário de dados, informações, conhecimentos e saberes latentes, mas um depósito catalogado de uma infinidade de “aplicativos” e dispositivos prontos para serem acessados de acordo com a necessidade em pauta. 


Viraremos perfeitos robôs. 


O que dá pra rir, dá pra chorar. 


Mas, há esperança. Depende, especialmente, da família, da escola e da igreja. A família na educação, a escola na formação, e a igreja na conscientização.


Essas três instituições, que, embora com falhas inerentes, ainda têm crédito público em meio a tanta safadeza e corrupção que grassa em parte dos segmentos político, jurídico e legislativo, têm a missão de atuar em conjunto para promover a literacia digital, ou seja, capacitar as pessoas para que definam, busquem e alcancem seus objetivos, desenvolvam suas potencialidades cognitivas e de emoções, e, especialmente, participem com intensidade dos destinos das suas comunidades e da sociedade em geral.


Não haverá necessidade de afastar os jovens dos aparelhos, dos softs e dos aplicativos, mas de ensinar a usá-los de forma produtiva, criativa e consciente.


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sexta-feira, 6 de março de 2026

A COMPLEXIDADE DA MENTE - O DIRECIONAMENTO ÉTICO DO SABER




Roberto Gameiro

Maria Montessori (1870-1952) escreveu: “Não é suficiente termos um bom cérebro. O mais importante é usá-lo bem.”.

Centenas de anos antes de Cristo, Platão (348/347 a.C.) afirmou: “A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento.”.


Duas abordagens, mesmo contexto: cérebro e conhecimento. 


O conhecimento que o cérebro constrói, através das informações que recebe, é completamente neutro; o que dá significado ao conhecimento são as intenções humanas, que dão valor e destinação ao consequente saber elaborado e comunicado.


O cérebro humano é a ferramenta mais perfeita, completa, eficiente e eficaz que se conhece; no entanto, ele é “humano”; e o ser humano é, por definição, incompleto e em busca constante de aperfeiçoamento; essa incompletude explica o porquê de usarmos apenas 10% da sua capacidade. Somos depositários de um instrumento maravilhoso, mas ainda estamos em processo contínuo de aprendê-lo adequadamente. 


Dessa forma, a mesma inteligência que trabalha para o bem, pode fazê-lo para o mal; nesse sentido, há dois quesitos que devem ser levados em conta para ajustar o equilíbrio da balança:  a consciência individual e o direcionamento ético do saber. 


O cérebro, como ferramenta, é um instrumento usado pelo ser humano; e, como instrumento, produz o que está na vontade de quem o manuseia. 


Portanto, não basta o acúmulo de dados; há que se focar no discernimento saudável e corretamente ético para poder aplicá-los de forma digna.


Isso se consegue, através das gerações, por um competente processo de educação e formação que começa na mais tenra idade e prossegue pela vida toda.
 

Em suma, o processo de educação, na família, e o de formação, na escola, deve valorizar a moral, a ética e a inteligência emocional na mesma medida das demais habilidades e competências cognitivas.

Deve-se incentivar, especialmente os jovens, a refletir e responder à pergunta:
 
“Para que serve o meu saber?”

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

MENSAGEM - AINDA O PLEONASMO!


                               MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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          TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
          TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

O pleonasmo é uma figura de linguagem em que se repete desnecessariamente uma palavra já contida na frase, como “conjuntivite nos olhos”; conjuntivite só ocorre nos olhos. Outros tipos de pleonasmo são “entrar para dentro”, “subir para cima”, “duas metades iguais”, “sair para fora”, “gritar alto”, “multidão de pessoas”, “elo de ligação” e tantos outros. Mas há um pleonasmo que constitui uma redundância imperdoável: é o famoso “há anos atrás” que ouvimos diariamente, usado por pessoas das mais diversas classes sociais e profissionais. É tão simples lembrar que quando se usa o “há” não se usa o “atrás”; quando se usa o "atrás", não se usa o "há". Como exemplos: “Há dez anos” e “Dez anos atrás”. Mas não estranhemos se de repente essa redundância vier a ser aceita como correta, pois essa hipótese já é defendida por alguns gramáticos pelo fato de a expressão estar consagrada pelo uso. Durma-se com esse “barulho”.































































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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

FUJA DOS TEIMOSOS!

 


Roberto Gameiro
Valesca Botelho (1)


Charles Bukowski (1920-1994), poeta, contista e romancista teuto-americano, escreveu:

“O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas ...”

Antes dele, Bertrand Russell (1872-1970), matemático, filósofo, ensaísta, historiador e lógico britânico, escreveu:

"O fundamental problema do mundo é que os idiotas são prepotentes e os inteligentes são cheios de dúvidas."


Duas frases com mesmo valor semântico. Dois pensadores relevantes. 


Essa mensagem cabe como uma luva atualmente, em que pessoas com pouco conhecimento a respeito de um tema específico acreditam piamente que sabem mais do que especialistas no assunto, enquanto estes estão cheios de dúvidas. 


Você conhece alguém assim? 


Não é difícil de achar. Eles estão por aí “aos montes”.


O fato é que indivíduos cheios de certezas param de aprender; bloqueiam-se para novos aprendizados. São afoitos, “falam grosso” e interrompem argumentações. Não ouvem o outro. Já sabem tudo!


Indivíduos inteligentes sabem que não são “donos da verdade” e aprendem com os resultados obtidos com suas dúvidas, sejam eles quais forem. Sabem ouvir. Quanto mais você aprofunda os conhecimentos, mais percebe a complexidade das variáveis. Isso não é fraqueza; é honestidade intelectual.


Chega-se, então, a um dilema. Deve-se discutir com burros?


A resposta, óbvia, é “não”.


Poupe a sua saúde mental, a sua sanidade. Quando você tenta convencer com argumentos um “burro” (no sentido da teimosia e da ausência de reflexão sobre si mesmo), você acaba descendo ao nível “intelectual” dele, e, nesse nível, ele é um expert, e você não. Ele dificilmente (e põe difícil nisso) mudará de opinião, porque, para ele isso seria uma derrota social, e não um saber agregador. 


Discutir, nesse caso, é uma armadilha em que você, invariavelmente, será o perdedor. 


É uma situação que enfrentamos, uma hora ou outra, queiramos ou não, que se torna até cansativa no dia a dia. 


Fuja deles!


REFERÊNCIA

(1) Valesca Botelho é Médica, pós-graduada em Pediatria e em Saúde Pública.


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

MENSAGEM - O TEXTO, O CONTEXTO E O PRETEXTO


                           MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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          TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
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Tudo o que vemos, ouvimos ou lemos pertence a um determinado contexto. O contexto representa a realidade em que se insere determinado fato ou acontecimento. Uma mesma frase falada ou ouvida em contextos diferentes pode ter significados diversos, ainda mais se eles estiverem em momentos históricos ou geográficos diversos. Por outro lado, cada texto tem uma motivação pela qual foi escrito, ou seja, o pretexto, nas acepções de porquê, razão, fim ou propósito.  Quando se lê um texto escrito cinquenta anos atrás e se o interpreta com o olhar sociocultural de hoje, corre-se o risco de tirar conclusões equivocadas, especialmente com palavras que tiveram seus sentidos ressignificados cultural, moral ou eticamente. 

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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

PRA "MIM" FAZER


Roberto Gameiro


Dói nos ouvidos quando alguém diz, ou escreve, frases como “é pra ‘mim’ fazer” e correlatas.


Dói mais quando a ouvimos pronunciada por pessoas cujas profissões ou funções exigem  a  necessidade  do  uso  correto  da  norma-padrão da gramática da Língua Portuguesa. 


Nessas situações, queiramos ou não, questionamos a própria competência do indivíduo para exercer o seu métier, por mais importante que seja.


O problema reside no uso do pronome oblíquo “mim” no lugar do pronome reto “eu”. O correto é dizer “pra eu fazer”, ou "para eu fazer". O “eu” é o sujeito da ação; e “mim” não é sujeito em lugar algum. 


O "pra" é a contração da preposição "para"; dicionarizado.


Por outro lado, há uma tendência na língua falada de simplificar as estruturas, principalmente na linguagem informal entre amigos ou em família, e, dessa forma, confundem expressões como “isso é para mim”, estendendo a construção para “é pra mim fazer”; nesse contexto, o erro não impede ou dificulta a comunicação. Nem dói... rss.


Entretanto, em uma redação ou comunicação formal, numa prova, ou qualquer situação que exija a norma culta, o correto é “pra eu fazer” (ou "é para eu fazer"). Não custa repetir.


Mas, há outras situações em que a língua portuguesa é maltratada; não há como aceitar erros crassos de fala e escrita de alguns poucos como:  “previlégio” no lugar de “privilégio”, “subsídio (subzídio)” no lugar de “subsídio (subssídio)”, “de encontro a” no lugar de “ao encontro de”, “esteje” no lugar de “esteja”, “análize” no lugar de “análise”, “mal” no lugar de “mau”, “a” no lugar de “há”, “perca” no lugar de “perda”, “comprimento” no lugar de “cumprimento” etc.


A coisa se complica ainda mais se entrarmos no mérito da comunicação através da Internet. E, aqui, nos socorre Marco Felipe na sua publicação em “Pensador”: “Assassinaram o Português”:

 

“(...) Muitas pessoas acham que por estarem na internet podem escrever de qualquer forma, escrever textos cheios de erros ortográficos e gramaticais, assassinando o nosso português com vícios de linguagem (menas, mendingo, prestenção, num sabe, iscrevi, min adiciona, axava, encinar, atrapaia, cem nosaum). “Xega né! Não mim juguem mau.” Na Internet nos deparamos com o Brasil verdadeiro, escrachado, onde lá encontramos todas as classes sociais, todas as raças, todas as cores, todas as crenças, todos os sons, todos os níveis, do semianalfabeto ao graduado, todo mundo num mundo só.” (1)

Para finalizar, leiam abaixo uma "pérola" que encontrei na Internet enquanto redigia este texto.

"Eu acreditei nele, mais mim enganei."

Pelo menos, acertou na vírgula!

O que dá pra rir, dá pra chorar!


REFERÊNCIA

(1) FELIPE, Marco. Assassinaram o Português. s/d, site “Pensador”, acessado em 12/12/2025. https://www.pensador.com/frase/MTk4MDI2OA/


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sábado, 6 de dezembro de 2025

MENSAGEM - TEXTOS E VÍDEOS DAS REDES SOCIAIS - COMPARTILHAR, OU NÃO?

                          MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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Através das redes sociais, recebemos, diariamente, muitas mensagens de textos e vídeos. Muitas delas não merecem compartilhamentos por não acrescentarem nada que possa agregar algum valor aos nossos conhecimentos e, por tabela, aos nossos saberes e aos dos outros. Isso deveria ser o estímulo que nos impeliria a questionar qualquer post que chega até nós. É verdade? Há evidências comprobatórias? Será útil para os meus amigos? Vai ajudar no dia a dia?  Vai auxiliar na educação das crianças e dos adolescentes? Vale a pena compartilhar? São algumas das perguntas que devemos nos fazer antes de compartilhar qualquer coisa. Por outro lado, há vídeos e textos maravilhosos que recebemos, cujas mensagens nos fazem muito bem.
























































 

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sábado, 15 de novembro de 2025

A INVERSÃO DE VALORES NA SOCIEDADE



Roberto Gameiro

A sociedade moderna vive uma inversão de valores que merece uma profunda reflexão no sentido da busca de alternativas que levem à recomposição da qualidade das relações humanas e da moral e da ética nas nossas existências.


Há que se reumanizar as relações, priorizando o amor às pessoas em detrimento do amor às coisas. 
As coisas existem para servir ao homem, e este para amar o seu semelhante. Quando o amor e o afeto mútuo, como fontes genuínas de sentido, são priorizados nas relações, a vida pode se tornar plena de felicidade e de realizações.


Quando ocorre o contrário, ou seja, a busca e a posse de bens materiais como objetivo principal da vida, o indivíduo se torna vazio e infeliz, pois se as coisas são o que importa, os outros são usados como meios para obter essas coisas, sendo reduzidos a fontes úteis de benefícios; e, pior; quando a pessoa deixa de ser útil, ela é descartada. Este é, infelizmente, um diagnóstico de parte da nossa civilização. 


Cada pessoa tem o seu valor intrínseco, que é insubstituível, e deve ser valorizado e respeitado. Há que se cultivar a empatia, o cuidado e a gentileza nos relacionamentos, para tornar a vida mais leve e alegre. 


Lembrando, como profetizou José Datrino (1917-1996), pregador urbano brasileiro, “gentileza gera gentileza.”. Trata-se de uma postura extremamente contagiante que influencia, como ato de bondade, todos ao redor.


Já a tecnologia, o dinheiro, carros e quaisquer outros recursos materiais, devem ser vistos como ferramentas facilitadoras das vivências das pessoas, favorecendo o conforto, a locomoção, as aproximações, a ajuda ao próximo, e até mesmo para expressar a amorosidade. São meros instrumentos que não podem ser o centro das nossas prioridades, pois seu valor é efêmero.


A vida terá um verdadeiro significado quando a prioridade for o ser e não o ter; o amor às pessoas, ao invés do saldo bancário.

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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

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sábado, 8 de novembro de 2025

MENSAGEM - GESTOS E EXPRESSÕES DA PRIMEIRA INFÂNCIA

                           MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

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A corrida para os abraços na chegada, a alegria do reencontro diário, o afago, a confiança, os olhares cúmplices, a expectativa das novas possibilidades. Todos os sons, todas as fragrâncias, todas as cores, todas as texturas, tudo junto e misturado, formam um lindo concerto de formas e atitudes que emolduram os relacionamentos dos pequeninos. Isso tudo sob a batuta de um ser humano especial, a professora, que rege a sua pequena “orquestra” harmonizando, num só ambiente, diferentes emoções, personalidades e anseios. Assim, é o dia a dia de uma turminha de Educação Infantil em qualquer escola. São gestos e expressões da primeira infância, momento precioso para o desenvolvimento humano, ocasião em que a estrutura do cérebro se constitui e forma o arcabouço sobre o qual repousarão todas as possibilidades de aprendizagens cognitivas e emocionais advindas das experiências da vida.





























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