Roberto Gameiro
Começo com duas perguntas. Primeira: você sabe quem está na companhia do seu filho, da sua filha, no “mundo real”? Segunda: você sabe quem está na companhia do seu filho, da sua filha, no “mundo virtual”?
Até há pouco tempo, a preocupação dos pais se limitava ao contido na primeira pergunta.
Hoje, com o avanço das redes sociais e dos sites de diversas naturezas e objetivos, as crianças, os adolescentes e os jovens se ligam na telinha do computador, ou do smartphone, navegando, muitas vezes compulsivamente, por possibilidades nunca antes imaginadas.
Quando nossos filhos são pequeninos, muitos de nós nos expressamos lamentando o trabalho que eles nos dão, especialmente às mães, e dizemos: “não vejo a hora de ele(a) crescer para que eu não tenha tanta preocupação”. Ledo engano. Quando eles são pequenos, nós sabemos o tempo todo onde eles estão. Quando crescem…
Isso já era um problema antes do advento da Internet. Agora, multiplicam-se potencialmente as agruras dos pais, que se sentem muitas vezes impotentes para enfrentar esses novos desafios.
Claro que não podemos descartar as grandes vantagens para o mundo moderno que a Internet e seus subprodutos trazem. Entretanto, junto do trigo vem o joio.
Escrevo este artigo desta feita para alertar os pais a respeito de um aspecto específico desse “mundo virtual” que deve merecer atenção muito especial. As nossas crianças acessam sites e aplicativos com conteúdo infantil para desenhar, pintar, jogar etc. E se entretêm, se divertem e até aprendem muita coisa útil. Ocorre que alguns desses sites têm “salas de bate-papo”. Aqui mora o (grande) perigo. E tem tudo a ver com a segunda pergunta que fiz acima. Quem está do outro lado é também uma criança? Poderá ser um adulto? Ou, pior ainda, um(a) pedófilo(a)?
Se for um(a) pedófilo(a), já imaginaram para que “mundos” ele(a) vai levar a nossa ingênua criança? Quanto mal ele(a) vai causar ao nosso maior tesouro? E como vamos reparar isso?
Nós amamos demais nossos filhos para deixá-los à mercê da bandidagem. Portanto, vigiem! Tenham presença significativa com seus filhos, dialogando muito a respeito desses assuntos e alertando-os sobre esses perigos. E disseminem este alerta para seus parentes e amigos!
(Artigo editado e publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 13/09/16 sob o título “Crianças e o mundo virtual”).
Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro: