Roberto Gameiro
Ao longo dos mais de dez anos de existência deste blogue, já publiquei vários artigos a respeito dessa temática.
Entretanto, o assunto continua em pauta crescente nas mídias e redes sociais, nos noticiários impressos, radiofônicos e televisuais, bem como nas famílias, nas escolas e nas igrejas. Inclusive nos assuntos policiais.
Uff!
Educar um filho para o bem é um dos maiores desafios que um indivíduo pode ter na vida; e uma das missões mais gratificantes, especialmente quando a criança cresce não apenas em estatura, mas também em sabedoria (Lucas 2,52).
No entanto, muitos pais não têm a sabedoria que possibilita a construção da sabedoria nos filhos; pais que sabem, de sobejo, exigir seus direitos em relação à escola, à sociedade e às “necessidades” de seus filhos, mas falham, fragorosamente, no cumprimento recíproco de seus deveres, especialmente no que se refere à colocação de limites e exemplos de coerência relacional social, espiritual e de cidadania nas suas crianças e adolescentes.
A propósito, antigamente, os diretores e coordenadores nas escolas dedicavam seu tempo a auxiliar os professores no cumprimento dos planos pedagógicos, e, aos alunos, nas suas dificuldades de aprendizado e de relacionamento. Hoje, esse tempo está cada vez mais restrito, pois os gestores passam a maior parte do tempo “educando” determinados pais em relação a seus deveres e direitos. Isso, sem falar no que acontece em alguns grupos de pais no WhatsApp.
Para um bom entendedor, meia palavra basta.
Trata-se de uma inversão de valores inconcebível, salvo a existência (salvadora), também, de famílias participativas, colaborativas e compreensivas.
Ainda bem.
Os filhos precisam ser educados e formados para enfrentar os desafios que a vida fatalmente lhes apresentará; para isso, precisam ter caráter e personalidade bem formados, baseados em princípios e valores saudáveis aprendidos em família. A colocação de limites de comportamento é fundamental nesse concerto formacional.
Crianças e adolescentes que crescem sem aprender limites, passam a achar que podem tudo e que todos estão à sua mercê, o que determina suas posturas e ações nas atividades sociais e profissionais, com baixa tolerância à frustração, dificuldades com responsabilidades, insegurança e ansiedade, e narcisismo e egocentrismo, entre outras características nefastas.
É responsabilidade dos pais educar os filhos para a moral e a ética, o que implica a necessidade de regras de conduta, as quais podem não ser do agrado deles naquele momento da vida, mas que, com certeza, agradecerão no futuro e as adotarão para seus filhos.
É alto o preço que indivíduos que tiveram ausência de limites quando jovens, terão de pagar na maturidade. A fatura é alta!
Colidirão com a falta de limites do mundo externo, o que gerará um choque de realidade que poderá ser paralisante e exigirá todo um processo de reeducação individual, ou através da ajuda de profissionais, para “construir” as competências e habilidades internas que deveriam ter sido cultivadas na convivência familiar, inclusive as emocionais.
(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)
SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em:
Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional e em Design Instrucional.
Contato: textocontextopretexto@uol.com.br
Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:







0 comentários:
Postar um comentário