O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

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sábado, 30 de dezembro de 2023

QUEM ACHA QUE SABE TUDO, SABE NADA


 
Roberto Gameiro


O conhecimento vem de fora; a sabedoria vem de dentro e aflora sob a forma de saberes.


O indivíduo humano é um ser incompleto. Ele pode saber de tudo sobre um determinado tema, mas ignora tudo sobre muitos outros assuntos. Portanto, ele pode ser um sábio e, ao mesmo tempo, um ignorante. Ninguém é sábio o tempo todo, assim como ninguém é ignorante o tempo todo.


Lembrando que ignorância, neste contexto, é o estado de quem ignora ou desconhece alguma coisa, que não tem conhecimento dela. Portanto, não é “burrice”, nem falta de inteligência.


Reconhecer a incompletude do ser humano, compreendendo a sua transitoriedade e sua cognição limitada, é passo largo para se posicionar adequadamente neste mundo cada vez mais complexo e multifacetado. 


Aceitar que não temos respostas para todas as perguntas revela humildade intelectual e forte coragem. Ao mesmo tempo, nos tornamos prontos e abertos à aquisição de novos conhecimentos.

 

Brené Brown, professora e pesquisadora americana, escreveu:

“É preciso coragem para ser imperfeito. Aceitar e abraçar as nossas fraquezas e amá-las. É deixar de lado a imagem da pessoa que devia ser, para aceitar a pessoa que realmente sou.”


Quem acredita que sabe tudo fecha-se para a inovação e para a renovação. Assume uma posição estática. Aceitar a própria ignorância é um ato de coragem e de abertura para o aprendizado. 


Às crianças e adolescentes, deve-se proporcionar a possibilidade da flexibilidade cognitiva para que sejam capazes de se adaptar a novos contextos, conceitos e tecnologias ao longo da vida, pois a busca do conhecimento é uma tarefa que não tem fim e começa na mais tenra idade.


Há que se ajudar os mais jovens a conquistar a autonomia e a autoconfiança, de forma que possam discernir entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, o saber e o não saber, para que possam enfrentar o que desconhecem com confiança, perseverança e muita resiliência.

 

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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

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sábado, 23 de dezembro de 2023

A GENTE FALA E ESCREVE O QUE OUVE, OU O QUE HOUVE?

Roberto Gameiro

Oswald de Andrade (1890-1954), escritor e dramaturgo brasileiro escreveu:

“A gente escreve o que ouve, nunca o que houve."
 
A frase, inteligentemente construída, além de revelar uma situação de eventual verdade, nos traz uma das facetas da Língua Portuguesa, qual seja, a dicotomia entre o texto escrito e o texto falado. Nela, os verbos “ouvir” e “haver” são contrapostos, causando uma confusão semântico/fonética que nos instiga a um aprofundamento analítico. 

Reescrito, o texto poderia ficar assim: 

“A gente escreve o que escuta, nunca o que aconteceu."

Mas não são apenas os escritos que podem causar dupla ou enviesada comunicação. Também as mensagens faladas, ao passarem por diversos interlocutores, correm grandes riscos de deturpação.

Quando a comunicação não se realiza de forma adequada, as mensagens, orientações e informações poderão ser interpretadas de variadas formas pelos receptores, causando “ruídos” comunicacionais danosos ao bom funcionamento de uma empresa, de uma família, escola ou da sociedade como um todo.

Assim é com uma anedota que corre pelas redes sociais há muito tempo, que talvez você conheça, da qual eu fiz a minha versão. Não consegui identificar o autor da original.
 
O Diretor Geral (de uma empresa fictícia) chama o Vice-Diretor da filial e lhe dá uma orientação para que repasse para os diversos níveis hierárquicos da organização, até chegar aos funcionários da linha de produção: 

“Amanhã, às 9h, haverá um eclipse do Sol, o que não ocorre todos os dias; providencie para que todos os funcionários estejam no pátio, uniformizados, para que vejam esse raro fenômeno, quando eu lhes darei as explicações convenientes. Em caso de chuva, não poderemos ver nada; então, leve os colaboradores para o Ginásio.”.

O Vice-Diretor repassa oralmente a orientação para o Coordenador Geral, que a repassa para o Supervisor, que a repassa aos Chefes de Setores, os quais a repassam aos funcionários.

A orientação chega ao conhecimento dos funcionários com a seguinte versão:
  
“Informo que amanhã, lá pelas 9h, o Diretor-Geral, uniformizado, eclipsará o Sol no Ginásio, fenômeno raro que não acontece todos os dias, ocasião em que ele dará as explicações necessárias.”

Os funcionários entre si: 

“Parece que amanhã às 9h, sem dar explicações a ninguém, vão prender o Diretor Geral no Ginásio por 24 horas porque ele só vem trabalhar em dias de Sol; nunca em dias de chuva. Pena que isso não ocorra todos os dias.”.

Anedota ou não, exagerado ou não, esse “relato”, cujo original foi escrito há décadas, leva a uma análise interessante.

Toda comunicação deve ser clara, concisa e objetiva, adequada na forma e no conteúdo ao público-alvo, considerando seu nível cultural e as eventuais individualidades.

Devem ser consideradas as possíveis barreiras hierárquicas que poderão interferir na eficiência e na eficácia da comunicação, identificando de antemão as características peculiares dos diversos ambientes-alvo. 

Vivemos a era do conhecimento e da informação. Diferentemente da época em que o original do texto aqui analisado foi escrito, hoje dispomos de variadas opções, inclusive tecnológicas, que facilitam sobremaneira a comunicação.
 
Entretanto, com as vivências do dia a dia, observamos que a Língua Portuguesa continua a ser “maltratada” por alguns meios de comunicação e seus agentes. 

Nunca houve tantas possibilidades de comunicação; entretanto, nunca se falou e escreveu com tantos erros de ortografia, acentuação e pontuação como hoje.
 
Salvo honrosas exceções!

Toda empresa deveria ter um profissional corretor de textos eventual ou contratado! A empresa que prima pelo cuidado com suas peças de comunicação tem essa qualidade agregada à sua própria competência profissional, o que reforça suas vantagens competitivas.

E para terminar, repito aqui uma obra prima, risível, de propaganda de uma escola.
 
“Seguro educacional gratuito já incluso na mensalidade.”
 
O que dá para rir, dá para chorar.

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sábado, 25 de novembro de 2023

PASSOS PARA TRÁS, PASSOS PARA A FRENTE!




Roberto Gameiro


Há um proverbio chinês que diz:

“Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quantos passos agora você vai dar para frente.”


Passos para trás e passos para a frente podem se referir a variados aspectos da nossa vida, sejam eles financeiros, econômicos, amorosos, familiares, conjugais, sociais, profissionais, de saúde ...


Esse provérbio é, antes de tudo, uma mensagem de esperança e de confiança nas nossas possibilidades de reagir em face de momentos difíceis que enfrentamos no dia a dia, verdadeiros desafios a serem superados e vencidos.

 

E quem não os têm?


O importante é não “jogar a toalha” diante das dificuldades.


Até porque, há um outro proverbio chinês que diz;

“Se o problema tem solução, não esquente a cabeça, porque tem solução. Se o problema não tem solução, não esquente a cabeça, porque não tem solução.”


Também neste provérbio, é importante saber quais serão as tomadas de decisão em relação ao problema, e como serão implementadas as providências a curto, médio e longo prazos.

 

Por outro lado, passos dados para trás não devem necessariamente ser considerados retrocesso. São oportunidades de aprendizado e experiência que vão auxiliar-nos nas iniciativas no futuro. Afinal, “errando também se aprende”.


Esses provérbios nos encorajam a sermos perseverantes e resilientes, não permitindo que os obstáculos havidos no passado nos impeçam de alcançar nossas metas e objetivos. 


Todos temos o dom do livre-arbítrio que nos foi concedido pelo Criador.  Por isso, temos o poder da escolha para optar por seguir em frente, em vez de ficarmos limitados ao passado. 


Há que ter-se pensamento positivo e postura construtiva, mantendo a mentalidade focada num futuro produtivo e promitente.


Assim, daremos exemplos significativos aos nossos filhos, crianças e adolescentes, os quais se espelham em nós para a construção dos seus sentidos de vida.

 

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sábado, 4 de novembro de 2023

APRENDER, DESAPRENDER E REAPRENDER



Roberto Gameiro

Por que será que algumas pessoas trocam de carro a cada dois anos, pelo menos? Será para manter o status quo e impressionar parentes e amigos? Até pode ser. Mas não necessariamente.  
 
As tecnologias automotivas têm sido constantemente aperfeiçoadas, especialmente as dos motores, do conforto e da segurança, de forma que um carro de dois anos atrás já pode estar ultrapassado nesses quesitos. 

Até por isso, temos visto veículos com a produção descontinuada e não conseguimos entender o porquê.
 
São novos produtos fruto de inovações que modificam o mercado.

Pode parecer uma comparação esdrúxula, mas isso também está acontecendo no mercado de trabalho. E já há algum tempo.

Algumas profissões tradicionais estão sendo “descontinuadas” e novas opções estão surgindo, exigindo competências e habilidades, antes não demandadas, em todos os níveis hierárquicos.

Alvin Toffler (1928-2016), escritor e futurista norte-americano, escreveu que "os analfabetos do século 21 não serão aqueles que não sabem ler e escrever, mas aqueles que não sabem aprender, desaprender e reaprender.".  

Neste século, a evolução tecnológica e as mudanças sociais estão a exigir das pessoas e das organizações agilidade nas decisões para não “estacionar” nas mesmices do passado, que já se tornaram obsoletas, e, consequentemente, já não atendem às necessidades agregadas do presente.

Por outro lado, há que se assumir que a aprendizagem precisa ser contínua. Nenhuma empresa e nenhuma pessoa podem achar que já sabem tudo sobre as suas áreas respectivas.

Não há mais como depender apenas das instituições de ensino para aprender novas competências e habilidades. Os indivíduos precisam se colocar no centro do seu próprio processo de aprendizagem, sendo protagonistas e não simples coadjuvantes.

Às crianças e adolescentes, deve-se proporcionar a possibilidade da flexibilidade cognitiva para que sejam capazes de se adaptar a novos contextos, conceitos e tecnologias ao longo da vida. 

René Descartes (1596-1650), filósofo francês, escreveu no seu “Meditações Metafísicas”, na “Meditação Primeira”: 

“Há já algum tempo me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera grande quantidade de falsas opiniões como verdadeiras e que o que depois fundei sobre princípios tão mal assegurados só podia ser muito duvidoso e incerto, de forma que me era preciso empreender seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões que até então aceitara em minha crença e começar tudo de novo desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo firme e constante nas ciências.”. 

Portanto, devemos considerar que a educação e a formação não são eventos únicos que têm um término no fim de uma etapa do ensino formal, mas um processo contínuo que acompanha o indivíduo durante a vida toda, desde a mais tenra idade. 

Não basta ser alfabetizado no sentido tradicional. Há que se estar preparado para constantemente “aprender”, “desaprender” e “reaprender”.

É isso.
 
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sábado, 2 de setembro de 2023

EDUCANDO PARA A PAZ


Roberto Gameiro

Maria Montessori (1870-1952), educadora, médica e pedagoga italiana, escreveu:

As pessoas educam para a competição, e esse é o princípio de qualquer guerra. Quando educarmos para cooperarmos e sermos solidários uns com os outros, nesse dia, estaremos a educar para a paz.

Ela viveu as agruras das primeira e segunda guerras mundiais e o período entreguerras que apresentou muitas mudanças sociais, políticas e econômicas para todo o mundo, e, portanto, sabia muito bem sobre o que estava falando. 

Costuma-se dizer que as pessoas em geral têm “memória curta” e, com frequência, repetem posturas e ações que levaram a conflitos que geraram muita tristeza e desagregação.

Há atividades humanas em que a competição é inerente e necessária, como nos esportes, por exemplo, em que deve se caracterizar por ser saudável, estimulante e motivadora para o crescimento profissional e pessoal dos atletas, das equipes e da sua representatividade, inclusive das torcidas. 

No entanto, não é o que temos visto mundo afora, com verdadeiras “batalhas” entre torcidas, com, inclusive, mortos e feridos. Há, aqui, uma completa inversão de valores, que nos envergonha como homo sapiens que, etimologicamente, significa “homem sábio”. Mas, que “homem sábio” é esse que pratica essas barbaridades?

Clint Eastwood, cineasta americano disse certa vez: “Todo mundo fala sobre como deixar um planeta melhor para nossos filhos. Na verdade, deveríamos tentar deixar filhos melhores para o nosso planeta.”.

Idealmente, o processo educacional, desde a idade mais precoce, deve levar à construção de uma sociedade harmoniosa e resistente à deflagração de conflitos, sejam eles locais, regionais, nacionais ou entre nações. 

Para se chegar a uma educação focada na cooperação e na solidariedade, há que se conseguir, de forma concisa e integradora, mudanças significativas nos currículos das escolas, e na sociedade como um todo em relação aos valores por ela promovidos.

Numa educação para a paz, prioriza-se a formação para a ética e a aquisição de competências e habilidades de comunicação e resolução de conflitos, o que requer, como pano de fundo, um aprofundamento de vivências interpessoais saudáveis, o que inclui o respeito e o cuidado com o meio ambiente e a sustentabilidade do planeta. 

Enfim, a mensagem de Maria Montessori, nos convida à reflexão sobre como podemos contribuir para a formação de cidadãos conscientes e empenhados em suas posturas e ações para a construção de uma sociedade mais solidária, mais amorosa e colaborativa. 

Um mundo em paz.

Vamos fazer a parte que nos cabe?

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sábado, 26 de agosto de 2023

SOBRE TREINAMENTO, DESAFIO E CRENÇA NAS PESSOAS


Roberto Gameiro


É de Bernardinho, ex-jogador, treinador de voleibol, economista e empresário brasileiro, a afirmação:


Treine as pessoas e elas aprenderão; desafie-as e elas crescerão; acredite nelas e elas vencerão. 


Bernardinho tem uma carreira marcada pelo sucesso como treinador das seleções feminina e masculina de voleibol do Brasil, com mais de trinta títulos em mais de duas décadas de atuação. 


Portanto, se há alguém que pode “falar de carteirinha” sobre essa temática, esse é o protagonista.


Com efeito, juntar treinamento, desafio e crença nas pessoas é uma forma de valorizar a totalidade das coisas, em que tudo está interligado e interdependente. 


Por oportuno, vale lembrar que a capacitação profissional se refere à criação de competências, ensinando habilidades para desempenhar uma determinada função, enquanto treinamento profissional refere-se à obtenção de novas e melhores formas para pôr em prática uma habilidade já existente.


Portanto, na capacitação as pessoas adquirem novos conhecimentos e novas habilidades, enquanto no treinamento contínuo são levadas à melhora das suas competências, abrindo-lhes oportunidades para novas perspectivas e possibilidades, condição necessária para a realização profissional a curto, médio e longo prazos.  


Mas não adiantam capacitação e treinamento contínuos se as pessoas não forem desafiadas constantemente a se superar, saindo de possíveis zonas de conforto e enfrentando situações que as levem a aplicar as competências objeto do seu treinamento e da sua atuação profissional, com perseverança, confiança em si e alta autoestima.


Não adianta treinar e não jogar; não adianta estudar e não aplicar os saberes decorrentes; não adianta sonhar e não procurar realizar os sonhos; não adianta rezar e não viver a crença; não adianta ter compaixão e não ajudar.

Não adianta ...


Mas adianta sim acreditar nas pessoas e nas suas possibilidades de superar desafios e atingir metas e objetivos.  


As metas estão aí para serem alcançadas. Desafiam-nos cotidianamente; e, para atingi-las, precisamos acreditar firmemente em nós mesmos e nos nossos parceiros, subordinados, mentores e líderes. 


Lembrando Abraham Lincoln: “A maior habilidade de um líder é desenvolver habilidades extraordinárias em pessoas comuns.”.


Não são apenas os adultos que enfrentam desafios. Também as crianças e os adolescentes, nossos filhos e alunos, têm as suas dificuldades a enfrentar. E não são poucas, quaisquer que sejam as situações sócio-econômico-financeiras e culturais de suas famílias. Como exemplos, podemos elencar o bullying, as exclusões sociais inclusive nas mídias, as dificuldades de aprendizagem, as separações dos pais, as mudanças de cidade, o uso exagerado de dispositivos eletrônicos, a exposição a conteúdos inapropriados, e outros.


Esses desafios impactam as crianças no seu dia a dia de diversas formas, cabendo aos adultos acompanhá-las  para amenizar os efeitos nocivos que podem levá-las inclusive à ansiedade e ou à depressão. 


Aprender, crescer, acreditar em si e vencer; um círculo virtuoso que marca a vida de muita gente não apenas nos esportes, mas em muitas situações profissionais, pessoais e sociais que a vida apresenta. 


Não é fácil, mas não é impossível. 


Eu acredito!


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sábado, 12 de agosto de 2023

CUIDADOS NA COMUNICAÇÃO ESCOLA-FAMÍLIA-ESCOLA


Roberto Gameiro

Noutro dia, encontrei na Internet este diálogo cuja autoria desconheço.

Gabriela envia uma mensagem para o whatsApp de Rodrigo.

- Boa noite, Rodrigo. Preciso falar com você

A esposa lê a mensagem e responde: 

- Sou a esposa dele. Quero saber que história é essa de mandar boa noite para o meu marido. Quem você pensa que é?

Gabriela responde: 

- Sou a professora do filho de vocês. Na ficha escolar você colocou seu nome como a primeira pessoa a ser chamada quando necessário e por isso te mandei vários recados no caderno da criança, mas você nunca respondeu; que tal olhar o caderno do seu filho o tanto quanto olha o whatsApp do marido?

O “pano de fundo” do conteúdo desse diálogo não é raro de acontecer.

Entretanto, ele nos leva a uma reflexão acerca dos limites e cuidados que devemos ter no relacionamento escola/família/escola. 

Cada família tem seus acordos e critérios no que diz respeito à privacidade e comunicação que, muitas vezes, podem não ser compreendidos pelos outros. Há que se ter cuidado para não invadir a privacidade do casal. 

Por isso, a comunicação com a família deve ser aberta e não impulsiva e invasiva. 

Neste caso, o melhor seria responder apenas explicando para a mãe os motivos de você ter se comunicado com o marido sobre assunto vinculado ao filho deles, o que foi feito. Deve-se enfatizar que as comunicações da professora com a família são sempre relacionadas a temas escolares.

A última frase do diálogo, além de ser uma “tirada” sarcástica, pode ser conclusão precipitada pois o assunto pode eventualmente ter explicação plausível e, nesse caso, será ofensiva à mãe, o que, talvez, causará uma ruptura difícil de ser superada a curto prazo (mesmo que seja verdade).

Melhor teria sido sugerir à mãe que verificasse o caderno do filho com regularidade para contribuir positivamente com o aproveitamento escolar dele, e, assim, evitar mal-entendidos.

Há que se agir sempre com profissionalismo e com foco no bem-estar da criança, facilitando o seu aprendizado e a sua educação.

Sob o meu olhar, no diálogo objeto deste post, tanto a mãe quanto a professora foram precipitadas e perderam uma ótima oportunidade para estreitar os laços de parceria entre a escola e a família. 

Mas, quem não ...?

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sábado, 24 de junho de 2023

PODCAST - FAMÍLIA E ESCOLA - IDENTIDADES CONVERGENTES


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FAMÍLIA E ESCOLA - IDENTIDADES CONVERGENTES


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sábado, 1 de abril de 2023

O CONCURSO DE POESIAS





Roberto Gameiro


Certa vez, fui convidado a participar como jurado de um concurso de poesias.


O concurso, realizado no auditório de uma escola de Educação Básica, reunia pessoas do colégio e da comunidade adjacente.


O auditório estava lotado e o ambiente tinha sido preparado com muito esmero, com iluminação bem feita e uma aparelhagem de som de primeira linha. 


Os jurados haviam sido escolhidos entre profissionais da educação da região, mas que não tinham vínculo direto com a escola promotora do evento. 


E lá estava eu, sentado à mesa do júri, acompanhado de quatro educadoras, aguardando as apresentações. 


As poesias deveriam ser da lavra da própria pessoa que as ia interpretar no palco, acompanhadas de um fundo musical especialmente escolhido para cada apresentação. Portanto, o contexto estava previamente definido.


Seriam dez apresentações, entre as quais, o grupo de jurados deveria escolher apenas uma como vencedora.


Começaram as apresentações, uma mais bonita do que a outra, o que já me sugeria dificuldades na escolha de apenas uma. 


Entretanto, lá pelas tantas, entrou no palco uma jovem mulher grávida, que, pelos meus cálculos, deveria estar lá pelo oitavo mês de gestação. Ela interpretou o seu poema que tinha como tema as emoções e os medos que sentia naquele momento que antecedia ao nascimento da sua filhinha. Ela nos emocionava com sua performance, o som ao fundo e a iluminação apropriada nos levava quase que às lágrimas. 


E eu pensava ... que bonito, uma jovem grávida colocar para fora as emoções que vive nesse momento tão especial da vida humana. A geração de um novo ser; um “serzinho” que já nascerá amado e esperado com carinho e dedicação ...


Naquele momento, o texto do poema já nem era o mais importante, porque  a sensibilidade que nos trazia o contexto como um todo nos dominava completamente.


Ao final, o público a aplaudiu em pé durante um bom tempo.  


E não deu outra. O resultado do concurso saiu rapidamente, e, por unanimidade, ela foi escolhida como vencedora do concurso.


Aí, chegou a hora da entrega do troféu e do diploma do concurso. 


Chamaram o nome dela.


Ela entrou toda feliz, acenando para o público e saracoteando pelo palco. Mas.. surpresa!


Ela não estava mais grávida!


Os cinco jurados quase caímos das nossas cadeiras. 


Ela tinha nos enganado! Foi essa a primeira reação que tivemos.


Mas, surpresa para nós, não surpresa para a plateia que, parecia, já a conhecia como membro da comunidade. 


Aí, eu entendi o porquê, talvez, de os jurados serem educadores sem vínculo com a escola. 


Tudo bem planejado, preparado e executado com primor.


Superada a surpresa, nós, jurados, nos voltamos uns para os outros, meio incrédulos, extasiados e sensibilizados na mente e no coração, e concluímos, também por unanimidade, que, na verdade, não tínhamos sido enganados. 


Tínhamos, isso sim, sido premiados com uma apresentação artística  com todas as nuances de uma interpretação que, embora amadora, tinha grandes méritos ao juntar o texto ao contexto. 


O texto como pretexto para criar um contexto que, além de agradável aos olhos, também estimulava os demais sentidos, criando uma atmosfera envolvente que comovia e emocionava.


Uma verdadeira produção artística.


E como escreveu Fernando Pessoa: “O poeta é um fingidor; finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente.”.


Foi isso.


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sábado, 12 de novembro de 2022

O TEXTO, O CONTEXTO E O PRETEXTO



Roberto Gameiro


Neste artigo, faço uma breve análise de três significantes da língua portuguesa, "texto, contexto e pretexto", relacionando-os à abordagem didática da "interdisciplinaridade", e, por tabela, indico o porquê do nome do meu blogue "O texto no contexto como pretexto".


Vamos lá?


Tudo o que vemos, ouvimos ou lemos pertence a um determinado contexto. O contexto representa a realidade em que se insere determinado fato ou acontecimento. Uma mesma frase falada ou ouvida em contextos diferentes pode ter significados diferentes, ainda mais se os contextos estiverem em momentos históricos ou geográficos diversos.


Portanto, cada texto precisa ser lido e interpretado tendo em vista o momento histórico e o local em que foi escrito, ou seja, o contexto.

 

Por outro lado, cada texto tem uma motivação pela qual foi escrito, ou seja, o pretexto, nas acepções de “porquê, razão, fim e propósito”, por mim escolhidas entre os diversos sinônimos apontados nos dicionários.

  

Quando se lê um texto escrito cinquenta anos atrás e se o interpreta com o olhar sociocultural de hoje, corre-se o risco de tirar conclusões equivocadas, especialmente com palavras que tiveram seus sentidos semânticos ressignificados cultural, moral ou eticamente. 


Os vestibulares, o ENEM e os concursos, exploram textos de livros, revistas, sites e jornais das mais diversas épocas. Por isso, também, o mote deste texto merece atenção especial dos professores, especialmente, por óbvio, os de Língua Portuguesa, História, Literatura, e seus congêneres.


Como se percebe, então, para melhor se interpretar um texto, quaisquer que sejam a época e o local em que ele foi escrito, há que se utilizar, idealmente, uma abordagem interdisciplinar.


A abordagem interdisciplinar reúne diferentes componentes curriculares num contexto mais coletivo no tratamento dos fenômenos a serem estudados ou, ainda, das situações-problema em destaque. É uma abordagem que exige compromisso dos professores com a intercomunicação, ampliação e ressignificação de conteúdos, conceitos e terminologias. O trabalho integrado interdisciplinar alarga as possibilidades de compreensão, construção, contextualização e recontextualização dos conhecimentos, dos saberes e dos fazeres, e flexibiliza o fazer pedagógico, explicitando as formas de relação, de reciprocidade e de aproximação em diferentes áreas, facilitando, assim, o ensino e a aprendizagem. (Este parágrafo encontra-se também no meu artigo "A escola, a família e a sociedade - texto1")

Nesse contexto interdisciplinar, todos os professores trabalham em equipe com seus conteúdos sincronizados e nenhum deles pode ser uma “ilha” em relação aos demais docentes; e todos ganham, especialmente os alunos.


Feliz a escola que consegue implementar, com sua equipe de técnicos e professores, um projeto pedagógico que priorize, realmente, a interdisciplinaridade. 


Felizes, os alunos dessa escola.


Ah, sim; o nome do blogue: o texto (o quê) no contexto (o onde) como pretexto (o porquê).


Abraços. 


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sábado, 24 de setembro de 2022

CASAIS, VALORIZEM-SE!



Roberto Gameiro

Conta-se que durante o mandato de Obama, ele e Michele foram almoçar num restaurante. Lá, foram atendidos por um garçom muito atencioso. Na volta para casa, Michele disse ao marido que ela tinha namorado aquele garçom na juventude. Obama, para ser engraçadinho, disse-lhe, então, que se ela tivesse casado com aquele homem, ela hoje seria garçonete no mesmo restaurante. Ao que ela com muita elegância respondeu: “se eu tivesse casado com ele, hoje ele seria presidente dos Estados Unidos”.

Não encontrei a autoria desse relato, mas alguém poderia acrescentar que “quem diz o que quer, ouve o que não quer”. Mas, se ocorreu de fato, não acredito que esse tenha sido o final desse diálogo após a bela tirada de Michele. Rss.

Mas ele (o episódio) nos traz motivação para uma reflexão sobre como está a nossa autoestima e como ela se reflete na autoestima de cada um de nós nos nossos inter-relacionamentos conjugais.

Todos já ouvimos a frase que diz que “por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher”; frase essa que, no meu entender, se tornou obsoleta há um bom tempo por ser tremendamente machista e por colocar a mulher como simples coadjuvante ou escada do sucesso do homem.

Então, eu pergunto: por que não ouvimos com a mesma frequência uma frase do tipo: “por trás de uma grande mulher, há sempre um grande homem”?

As mulheres, desde há muito, neste mundo globalizado, têm sido, merecidamente, cada vez mais, protagonistas nos aspectos pessoais, sociais e profissionais.


Felizes os casais que conseguem somar suas qualidades individuais, suas competências, seus afetos, sua dedicação, sua fidelidade e sua espiritualidade em prol de uma convivência saudável de valorização recíproca que alimente positivamente as autoestimas de ambos e, em consequência, de toda a prole.

Mas, para isso, a base que sustenta essa felicidade do casal é o amor, esse sentimento sublime que tem seu início no amor a Deus, se projeta no amor por si e desabrocha na pessoa que você ama e com quem você compartilha a sua vida. 

Portanto, casais: valorizem-se!

A propósito e por oportuno, o Congresso Nacional brasileiro aprovou no final de agosto deste ano o texto de uma Lei que foi sancionada nesta semana pelo Presidente da República, a qual:

“prevê uma série de medidas para estimular a empregabilidade de mulheres e inclui, por exemplo, a flexibilização do regime de trabalho, a qualificação em áreas estratégicas para promover ascensão profissional, a prevenção do assédio e da violência e o acesso ao microcrédito. A nova lei também estabelece prioridade para a qualificação de mulheres vítimas de violência e a ampliação dos valores disponíveis para empréstimos para mulheres empreendedoras e trabalhadoras informais no Programa de Simplificação do Microcrédito Digital para Empreendedores (SIM Digital). O texto sancionado ainda inclui na legislação a regra de paridade salarial entre homens e mulheres que exerçam a mesma função dentro da mesma empresa.”. (1)

Lei justa, necessária e bem-vinda!

Referência:

(1) BRASIL  Agência.  Presidente   sanciona lei     que     estimula   geração     de   empregos    para mulheres. 21/09/22.           Encontrada em https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2022-09/presidente-sanciona-lei-que-estimula-geracao-de-emprego-para-mulheresAcessada em 22/09/22.

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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 

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