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Roberto Gameiro
Você já tentou endireitar uma
banana?
Eu costumo brincar fazendo essa
pergunta ao meu interlocutor quando percebo que estamos em uma luta inglória
para mudar algo ou alguém.
Se há alguém que conseguimos
mudar a partir dos nossos argumentos, esse alguém somos nós mesmos.
Cada pessoa tem seus valores e
seus princípios, seu ritmo, suas dores e suas escolhas, sejam elas conscientes
ou não. Estou me referindo aos nossos amigos, conhecidos, parceiro e
familiares. Forçar a transformação de alguém, moldando-o às nossas
perspectivas, é uma batalha fragorosamente perdida.
É um verdadeiro desperdício de
tempo tentar “consertar” quem não pediu para ser consertado, assim como motivo
de muita frustração, além de nos afastar do que realmente importa.
Na verdade, o que é realmente
significativo é cuidar do nosso próprio jardim, em vez de nos preocuparmos com
o jardim alheio; é direcionarmos o foco da nossa vida para nós mesmos, para o
nosso conhecimento, nossos saberes, inteligência emocional e bem-estar.
Faça uso da sua energia para se
transformar na melhor versão de si mesmo; quando você faz isso, acaba atraindo
as pessoas certas para o seu convívio.
Assumir o protagonismo da própria
história não é ato de egoísmo, mas de sabedoria. Aliás, existe um mito de que
pensar em si mesmo é ser egoísta; quando você assume o protagonismo da sua
vida, você se torna mais leve, mais equilibrado cognitiva e emocionalmente. Você
passa a ser uma pessoa melhor para si e, consequentemente, para os outros.
Para mudar o mundo, o caminho
mais eficiente e eficaz é começar mudando a si mesmo.
Carl Rogers (1902-1987), psicólogo estadunidense, escreveu: "Descobri que sou mais eficaz quando me posso ouvir a mim mesmo, aceitando-me, e quando posso ser eu mesmo.".
Priorize-se!
Seja a melhor versão de si mesmo!
Você já tentou endireitar uma
banana?
Rss.
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Roberto Gameiro
Nelson Rodrigues escreveu: “O ser humano é o único que se falsifica. Um tigre há de ser um tigre eternamente. Um leão há de preservar, até morrer, o seu nobilíssimo rugido. E assim o sapo nasce sapo e como tal envelhece e fenece. Nunca vi um marreco que virasse outra coisa. Mas o ser humano pode, sim, desumanizar-se. Ele se falsifica e, ao mesmo tempo, falsifica o mundo.”. (1)
O texto acima, abaixo referendado, foi publicado em Jornal, entre dezembro de 1967 e junho de 1968; e notem a atualidade do seu significado e contexto.
O título deste artigo nos remete a uma reflexão acerca do caminho que está tomando a humanidade neste momento histórico.
O ser humano foi criado com o dom do “livre-arbítrio”; com essa vantagem, diferentemente da fauna, o homem pode assumir mentiras e construir personagens sob as quais esconde a sua face verdadeira.
Dessa forma, o indivíduo abdica de sua autenticidade e se desumaniza, tornando-se uma falsificação de si mesmo, negando a sua natureza racional. A desumanização é consequência do somatório de pequenas falsificações que destroem o que temos de mais vital.
Essa desumanização é contagiosa em relação ao ambiente em que se convive; e a consequência disso é a falsificação do mundo, que deixa de ser real, tornando-se um organismo artificial, no qual as pessoas perdem a sua identidade e até a sua dignidade. Uma pessoa que não é verdadeira consigo mesma não enxerga com clareza o mundo que a cerca, e projeta sobre ele bases falsas que, cumulativas, podem trazer consequências danosas à humanidade.
Daí em diante, as pessoas, contagiadas, ficam feito “baratas tontas”, procurando suas identidades, sem saber se seus princípios e valores ainda são significativos ou não, o que é verdade ou não, e em que acreditar. Uma verdadeira crise de identidades.
Portanto, a liberdade humana, o dom do “livre-arbítrio, pode trazer consequências boas e ruins, pois somos os únicos que podem escolher o que ser, mas, igualmente, os únicos que podem trair essa escolha. Estamos expostos a riscos consideráveis de perder nossa própria identidade devido à influência de informações enganosas.
Que bom seria se, como a fauna, fossemos seres de “essência plena”, em que o ser e o agir coincidem de forma absoluta.
Ser de verdade é trabalhoso e exige coragem e determinação, mas é a única forma de impedir que nossa autenticidade se afogue no meio de tanta falsificação.
Mas há esperança. O mundo tem mais gente do bem do que do mal.
Façamos a nossa parte.
REFERÊNCIA
(1) RODRIGUES, Nelson, 1912-1980. O óbvio ululante: as primeiras confissões / de Nelson Rodrigues. Rio de janeiro: Agir, 2007.
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“A memória guardará o que valer a pena. A memória sabe de mim mais que eu; e ela não perde o que merece ser salvo.” (1)
A memória humana tem características que constantemente nos surpreendem. Dizem que usamos apenas 10% da capacidade do nosso cérebro; e, ainda assim, temos um volume tal de informações armazenadas na nossa memória impossível de ser mensurado. Ela guarda aquilo que merece ser guardado; momentos importantes e expressivos das nossas vivências, aqueles que têm um valor especial para nós, são selecionados por ela e “salvos” para uso posterior, numa perfeita curadoria, e, incrível, não conseguimos saber o porquê. Na realidade, não sabemos exatamente o que sabemos, nem o quanto sabemos; mas os conhecimentos estão lá guardadinhos para serem recuperados a qualquer momento.
Essa ligação entre memória e conhecimento propicia-nos a capacidade de usufruir do que já aprendemos, e de embasar o enriquecimento da nossa cognição.
Conhecer as características de cérebro, mente, tipos de memória, informação, dados, conhecimento e saber é habilidade necessária para todos os que se pretendem pesquisadores, como forma de aumentar seus fundamentos teóricos para desenvolver uma práxis adequada ao nosso tempo.
Há três tipos de memória. A sensorial, a de curto prazo e a de longo prazo. Resumindo, a sensorial é a memória imediata ligada aos sentidos; a de curto prazo tem capacidade limitada e retém informações temporariamente; a de longo prazo tem a capacidade de armazenamento de informações por longo tempo, inclusive pela vida toda. Muito da memória de curto prazo se transfere para a de longo prazo.
A memória de longo prazo tem tudo a ver com a formação do nosso caráter, da nossa personalidade, dos nossos princípios e valores; é ela que dá o tom para a formação e manutenção da nossa identidade pessoal.
A esse volume de informações guardado na memória de longo prazo podemos chamar de “conhecimentos prévios”; são eles que “recepcionam” as novas informações que recebemos a todo momento e as acomodam entre eles fazendo o ajuste das interconexões que dão suporte à nossa cognição. É um maravilhoso universo que só Deus poderia criar.
Entretanto, cuidemos, porque se acreditarmos firmemente que uma informação falsa recebida é verdadeira, “enganaremos” o nosso cérebro, e essa informação vai “bagunçar” grande parte da nossa estrutura cognitiva, fazendo-nos pensar e agir em desacordo com o nosso caráter e nossa personalidade.
Confúcio escreveu que “aprender sem pensar é tempo perdido”.
Entretanto, consideremos que o que é falso para uns, pode ser realmente verdadeiro para outros, dependendo da ideologia de cada um. O que desconcerta alguns, cai como uma luva para outros.
Aqui, nos ajuda William Shakespeare: “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”.
Referência
(1) Eduardo Galeano, no livro “Dias e noites de amor e de guerra”. [tradução de Eric Nepomuceno]. Porto Alegre: L&PM Editores, 2001.
Roberto Gameiro
Dois amigos reuniram-se numa tardezinha para uma “cervejinha”.
Um deles, notando que o outro estava com a barba por fazer, brincou com ele dizendo:
- Você sabia que tombou um caminhão ali na avenida Marginal carregado com giletes?
O amigo deu uma risadinha demonstrando que entendeu a “indireta” e justificou o porquê de não ter “feito a barba”.
Até aí, trata-se de um diálogo até corriqueiro e uma licença metafórica jocosa em que se faz uma comparação subjetiva para se referir a algo de forma indireta.
Mas, então, há que se perguntar: - qual é esse “algo” a que o diálogo está se referindo?
Resposta: o hábito de muitos brasileiros de saquear cargas de veículos acidentados.
O diálogo sugere que o amigo perdeu uma boa chance de obter giletes de graça. Não significa, porém, que esses personagens fariam isso.
As imagens desses saques correm o mundo e tornam-se triste e vergonhosa representação de falta de decoro e decência de alguns, que contamina a forma como o mundo vê o nosso país.
Essa é uma ação criminosa que se soma a inúmeras outras que, infelizmente, estamos acostumados a ver nos noticiários diários.
No ranking do “Índice Global da Paz” de 2024, divulgado recentemente pelo “Institute for Economics & Peace” (Instituto de Economia e Paz), os três países mais seguros do mundo são, na ordem decrescente, a Islândia, a Irlanda e a Áustria”. Nesses países, nenhum cidadão entenderia a indireta que o conteúdo inicial deste texto traz.
Nesse ranking, o Brasil está na vergonhosa 131ª posição. Igual à da pesquisa anterior.
Rui Barbosa, quando Senador, em dezembro de 1914, escreveu: “A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem: (...) semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, (...) promove a desonestidade, promove a venalidade (...)” E mais: “De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”.
Como se percebe, essa situação é antiga.
Os cidadãos virtuosos, honestos, honrados, idôneos, especialmente os que são pais e professores de crianças e adolescentes, estão se sentindo impotentes para enfrentar essa falta de vergonha que grassa pelo país afora. Os princípios e os valores saudáveis que devem reger a vida em sociedade estão sendo destruídos pela desonestidade e pela corrupção, desestimulando os indivíduos a lutar contra essas influências deteriorantes que trarão danos também às próximas gerações.
Há que se buscar a transformação desta sociedade, cada um de nós fazendo a sua parte, para consertar o estrago que já foi feito por esta e pelas gerações anteriores, com perseverança e muita resiliência. Assim, talvez um dia, possamos nos orgulhar, como povo, da virtude, da honradez, do decoro e da honestidade. Aqui dentro e pelo mundo afora.
“O negócio é levar vantagem em tudo. Certo?”
- ERRADO!!
Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br
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Roberto Gameiro
Frequentemente, temos de fazer escolhas. Nem sempre a escolha é fácil de ser feita, pois ela depende de diversos fatores a serem pesados e considerados, como o contexto, as circunstâncias desse contexto, dos seus possíveis efeitos colaterais (positivos e negativos), culturais, sociais, familiares, profissionais, espirituais ...
Toda escolha é uma tomada de decisão que pode impactar nossas vidas e a sociedade ao nosso redor, principalmente quando são constituídas de temas complexos e desafiadores; ainda mais se houver influências externas.
Alvin Toffler, escritor e futurista norte-americano, escreveu que “o futuro é constituído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e mutáveis, e cada evento influencia todos os demais”.
Cada um de nós tem um sentido de vida construído e reconstruído ao longo dos anos, calcado especialmente no nosso caráter, na nossa personalidade e, consequentemente, nos princípios e valores que norteiam nossas posturas e ações. Qualquer tomada de decisão que nos leve a uma escolha precisa estar coerente com esse conjunto de atributos pessoais.
Tem de ser assim, por exemplo, quando escolhemos os nossos candidatos a funções eletivas como síndicos, conselheiros tutelares, diretorias de entidades representativas, vereadores, prefeitos, deputados, senadores e presidentes da república. Supõe-se que cada um deles, nosso escolhido, tenha princípios e valores equivalentes aos nossos e vai nos representar efetivamente no exercício do seu cargo.
Entretanto, nem sempre isso acontece. Não é raro acontecer que o nosso escolhido, eleito, passe a ser favorável a temas que contrariam o seu próprio plano de ação apresentado quando era candidato, e que nos levou a escolhê-lo, decepcionando-nos como nosso representante. Com certeza, vamos “pensar duas vezes” antes de escolher novamente esse indivíduo.
Escolhas nem sempre são fáceis. Elas constituem um aprendizado constante e imprevisível, difícil de se “acertar no alvo”.
Assim é em todos os setores da coexistência em sociedade. Seja na escolha do futuro marido, ou esposa; na escolha da profissão ou atividade laborativa; na escolha do melhor candidato a uma vaga de trabalho; na escolha do lugar ideal para realizar uma cirurgia etc.
Por isso, antes de fazer uma escolha, busque a maior quantidade possível de informações, faça pesquisas, pergunte, pergunte e pergunte. Não seja precipitado.
Quem faz escolhas, e todos nós fazemos, assume riscos. Mas esses riscos são inerentes à condição humana. Estamos sempre nos equilibrando entre uma escolha e outra, o que nos fortalece, nos faz crescer e propicia condições para que nos adaptemos aos inevitáveis desafios que teremos de enfrentar na vida.
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Autorizadas, desde que com a inclusão dos nomes do blogue e do autor.