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sexta-feira, 12 de junho de 2026

COMPETÊNCIAS TÉCNICAS VERSUS COMPORTAMENTO PESSOAL



Roberto Gameiro

 

Você já percebeu que a maior parte das dispensas de colaboradores nas empresas se dá em função do comportamento pessoal do indivíduo, mesmo que ele tenha ótimas competências e habilidades técnicas?

 

Felizes são os gestores que podem direcionar seu foco na produtividade, na criatividade, no crescimento e no desenvolvimento, sem ter de desperdiçar energia para resolver problemas de atritos e desgastes interpessoais dos colaboradores; nessa situação, o clima organizacional, que deveria ser colaborativo, passa a ser caracterizado por tensões constantes que causam redução de produtividade e, consequentemente, redução no atingimento de objetivos e metas da empresa.

 

Por outro lado, quando os colaboradores respeitam e são respeitados emocionalmente, a motivação coletiva aumenta substancialmente, contribuindo para a redução do estresse. Profissionais com autocontrole dificilmente têm reações impulsivas e inconsequentes diante de conflitos, e mantêm alto grau de produtividade, pois transformam as eventuais tensões em oportunidades para a busca de soluções criativas que reforçam o foco nos resultados de qualidade.

 

Daí, a importância do feedback, constante e qualitativo, no acompanhamento da performance dos colaboradores.

 

A inteligência emocional já não é apenas uma habilidade desejável, mas uma competência estratégica necessária no ambiente corporativo. Quando os gestores e colaboradores conseguem administrar positiva e reciprocamente suas emoções, o impacto nos resultados da organização é visível.

 

A competência técnica é fácil de ser mensurada no processo de recrutamento e mais fácil de ser aprimorada no dia a dia; mas o que garante a permanência da pessoa em uma empresa é a forma como ela se relaciona no ambiente de trabalho. O comportamento pessoal envolve habilidades difíceis de serem observadas em provas ou entrevistas, mas símplices de serem identificadas no cotidiano.

 

Portanto, fiquemos atentos, pois o sucesso profissional não depende apenas das nossas competências e habilidades técnicas, mas, especialmente, das nossas posturas e ações em relação às pessoas com as quais nos relacionamos, sejam elas pares ou gestoras.


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


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