O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

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sábado, 30 de dezembro de 2023

QUEM ACHA QUE SABE TUDO, SABE NADA


 
Roberto Gameiro


O conhecimento vem de fora; a sabedoria vem de dentro e aflora sob a forma de saberes.


O indivíduo humano é um ser incompleto. Ele pode saber de tudo sobre um determinado tema, mas ignora tudo sobre muitos outros assuntos. Portanto, ele pode ser um sábio e, ao mesmo tempo, um ignorante. Ninguém é sábio o tempo todo, assim como ninguém é ignorante o tempo todo.


Lembrando que ignorância, neste contexto, é o estado de quem ignora ou desconhece alguma coisa, que não tem conhecimento dela. Portanto, não é “burrice”, nem falta de inteligência.


Reconhecer a incompletude do ser humano, compreendendo a sua transitoriedade e sua cognição limitada, é passo largo para se posicionar adequadamente neste mundo cada vez mais complexo e multifacetado. 


Aceitar que não temos respostas para todas as perguntas revela humildade intelectual e forte coragem. Ao mesmo tempo, nos tornamos prontos e abertos à aquisição de novos conhecimentos.

 

Brené Brown, professora e pesquisadora americana, escreveu:

“É preciso coragem para ser imperfeito. Aceitar e abraçar as nossas fraquezas e amá-las. É deixar de lado a imagem da pessoa que devia ser, para aceitar a pessoa que realmente sou.”


Quem acredita que sabe tudo fecha-se para a inovação e para a renovação. Assume uma posição estática. Aceitar a própria ignorância é um ato de coragem e de abertura para o aprendizado. 


Às crianças e adolescentes, deve-se proporcionar a possibilidade da flexibilidade cognitiva para que sejam capazes de se adaptar a novos contextos, conceitos e tecnologias ao longo da vida, pois a busca do conhecimento é uma tarefa que não tem fim e começa na mais tenra idade.


Há que se ajudar os mais jovens a conquistar a autonomia e a autoconfiança, de forma que possam discernir entre o certo e o errado, a verdade e a mentira, o saber e o não saber, para que possam enfrentar o que desconhecem com confiança, perseverança e muita resiliência.

 

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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

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sábado, 9 de dezembro de 2023

PODCAST - TROCANDO IDEIAS E DISSEMINANDO IDEAIS

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TROCANDO IDEIAS E DISSEMINANDO IDEAIS

                      

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sábado, 16 de setembro de 2023

MENSAGEM - A GERAÇÃO DO MILÊNIO E AS TECNOLOGIAS


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A utilização de novas tecnologias como facilitadoras das aprendizagens vem ao encontro das expectativas e necessidades desta nova geração, também chamada de geração do milênio ou geração da Internet, nascida numa época de grandes avanços tecnológicos e acostumada com a multitarefa. Agregam o tradicional ao contemporâneo, mudam a maneira de operacionalizar o processo de ensino e aprendizagem, relacionando-o aos meios de comunicação, à cultura, à socialização e à sociabilidade; contribuem para a formação de um sujeito crítico, interativo, sociável, solidário, mediador, empreendedor, enfim, um ser humano sério, comprometido, verdadeiro protagonista.

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sábado, 8 de outubro de 2022

PODCAST - MUNDO VIRTUAL - Representação, espelho ou prospectiva?

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      MUNDO VIRTUAL - Representação, espelho ou prospectiva?




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sábado, 26 de março de 2022

TROCANDO IDEIAS E DISSEMINANDO IDEAIS



Roberto Gameiro


Há um provérbio chinês que diz que se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando um pão, e, ao se encontrarem, trocarem os pães; cada um vai embora com um. Porém, se dois homens vêm andando por uma estrada, cada um carregando uma ideia, e, ao se encontrarem, trocarem as ideias, cada um vai embora com duas ideias.


Esse provérbio dá margem a uma interessante reflexão.


Vou me ater, então, à multiplicação de ideias, relacionando-a, consequentemente, a ideais. 


Mas, antes, por oportuno, vamos ver o que consta do Dicionário Aurélio, versão 7.0, a respeito de “ideia” e “ideal”.


Ideia - Representação mental de uma coisa concreta ou abstrata; imagem. Projeto, plano. Invenção, criação. Maneira particular de ver as coisas; opinião, conceito, juízo. Conhecimento, memória, lembrança. 

Ideal - A síntese de tudo a que aspiramos, de toda a perfeição que concebemos ou se pode conceber. Aquilo que é objeto da nossa mais alta aspiração intelectual, estética, espiritual, afetiva, ou de ordem prática.”


Eu tive uma ideia!


Quantas vezes já ouvimos essa expressão, não é mesmo? 


Uma ideia pode surgir como resposta a uma demanda provocada por uma situação-problema proposta para solucionar uma “dor” que aflige determinado segmento. E daí para se transformar num projeto é um passo. Assim foi na criação das hoje grandes empresas de tecnologia como o Facebook, o WhatsApp e outras; nestes casos, as ideias-fonte se transformaram em objetos de aspiração de ordem prática. Ou seja: transformaram-se em ideais. Em puro protagonismo empreendedor. 


Muito desse protagonismo é fruto das mudanças que têm ocorrido nos últimos tempos na escola. 


A utilização de novas tecnologias como facilitadoras das aprendizagens vem ao encontro das expectativas e necessidades desta nova geração, também chamada de geração do milênio ou geração da Internet, nascida numa época de grandes avanços tecnológicos e acostumada com a multitarefa. Agregam o tradicional ao contemporâneo, mudam a maneira de operacionalizar o processo de ensino e aprendizagem, relacionando-o aos meios de comunicação, à cultura, à socialização e à sociabilidade; contribuem para a formação de um sujeito crítico, interativo, sociável, solidário, mediador, empreendedor, enfim, um ser humano sério, comprometido, verdadeiro protagonista.


Mas enganam-se os que pensam que as inovações estão restritas aos jovens das novas gerações. Mais do que uma época de mudanças, vivemos uma mudança de época, na era da informação e do conhecimento, fenômenos esses que atingem e contagiam a todos, qualquer que seja a idade. As novas ideias, nos últimos anos,  pululam em todos os setores da sociedade, provocando a criação de novos empreendimentos frutos de ideias que se transformaram em verdadeiros ideais. E aqui podemos incluir as pessoas das diversas gerações, sejam os Baby Boomers, gerações X, Y (ou Millennials), Z e, daqui a pouco, os da geração Alfa. A criação de novas ideias não está restrita aos mais jovens. 

  

Por falar em idade, lembrei de um texto do filósofo Mário Sergio Cortella no qual ele afirma que “velho” é diferente de “idoso”.


“Idoso é quem tem bastante idade. Velho é o que acha que já sabe tudo, que já está pronto.  Velho é arrogante. Idosa é uma pessoa de sessenta anos, sessenta e cinco, setenta. Velho você pode ser aos quinze anos de idade, aos vinte, trinta, quarenta, cinquenta, sessenta. Velho não tem humildade, não aprende. Velho perece, porque é incapaz de acompanhar a mudança. Algumas empresas, há alguns anos, fizeram uma bobagem:  em nome da reengenharia, mandaram embora vários idosos e ficaram com um bando de velhos. Agora, estão chamando os idosos de volta com o nome de consultor. Gente idosa é cheia de vitalidade. O velho é reativo, o idoso é proativo.”


Você, “Baby Boomer” ou “X”, é velho ou idoso?

E você, das gerações Y ou Z, já está velho?

Como estão suas novas ideias e os seus ideais?


Já li em algum lugar que a pessoa que não tem sonhos a realizar, perde o propósito da sua vida.


Charles Chaplin escreveu: “Não se mede o valor de um homem pelas suas   roupas ou pelos bens que possui; o verdadeiro valor do homem é o seu  caráter, suas ideias e a nobreza dos seus ideais.”.

É isso!


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sábado, 26 de junho de 2021

MENSAGEM - EMPREGOS - VAMOS ESPERAR NOVA CRISE SE INSTALAR?

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sábado, 15 de maio de 2021

MENSAGEM - MUNDO VIRTUAL X MUNDO REAL E ESPIRITUAL

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sábado, 20 de março de 2021

PODCAST - ÉPOCA DE MUDANÇAS OU MUDANÇA DE ÉPOCA?

 


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    ÉPOCA DE MUDANÇAS OU MUDANÇA DE ÉPOCA?




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domingo, 6 de setembro de 2020

“MUNDO VIRTUAL” – REPRESENTAÇÃO, ESPELHO OU PROSPECTIVA?

Vidros Cibernéticos, Cibernético, Óculos


Roberto Gameiro

Através das redes sociais, recebemos, diariamente, muitas mensagens através de textos e vídeos. Muitas delas não fazem por merecer compartilhamentos por não acrescentarem nada que possa agregar algum valor aos nossos conhecimentos e, por tabela, aos nossos saberes e aos dos outros. 

Isso deveria ser o estímulo que nos impeliria a questionar qualquer post que chega até nós pelo WhatsApp, pelo Messenger, pelo Instagram, pelo Twitter, pelo Telegram, pelo Facebook, pelo Linkedin... É verdade? Há evidências comprobatórias? Será útil para os meus amigos? Vai ajudar no dia a dia?  Vai auxiliar na educação das crianças e dos adolescentes? Vale a pena compartilhar? São algumas das perguntas que devemos nos fazer antes de compartilhar qualquer coisa. 

Por outro lado, há vídeos e textos maravilhosos que recebemos cujas mensagens nos fazem instintivamente aproximar mais da tela para prestar mais atenção, e, quando acabam, ficamos parados ali, olhando para a imagem estática pensando, refletindo, extasiados.

Por oportuno, vale aqui uma reflexão. Muitas vezes nos referimos ao “mundo virtual” em contraposição ao “mundo real”. Eu mesmo já usei essa estratégia semântica em alguns dos meus textos. Mas, agora, em consequência da pandemia, e com o uso mais intenso das redes sociais, eu tenho refletido acerca da veracidade total dessa proposição. Nunca a vida virtual significou tanto para a nossa vida real.  Muito do que postamos nas redes sociais é uma representação da realidade em que vivemos. Eu escrevi “representação”? Não será “espelho” ou outra definição à qual ainda não conseguimos chegar?

Ou, pensando bem, não será “prospectiva”? Até a ficção apresentada em filmes, vídeos e textos tem se tornado realidade com uma velocidade incrível. 

Vejam, por exemplo, os equipamentos utilizados pelos personagens da série televisiva “Star Trek – Jornada nas Estrelas”, que em 2016 completou 50 anos. Ali, nos foram apresentados o telefone celular, o computador pessoal, o tablet, os exames por imagens, o GPS, a memória USB, as telas planas gigantes e tantos outros; o teletransporte ainda não virou realidade, mas não estranhemos se chegarmos lá logo, logo. 

E nos "Jetsons", de 1962, já lá estavam a "aula online", a "videochamada", o "home office" e a "videoconsulta". 

Cada vez mais, a vida virtual se aproxima da vida real. Essa afirmação não nos traz muito a comemorar, ao contrário, muito a preocupar. 

Nada contra o virtual; ele agrega grandes vantagens nas comunicações, nos aprendizados, nas informações, conhecimentos, saberes e nas inovações tecnológicas. Entretanto, precisamos cuidar para que o mundo real não se transforme num mero coadjuvante do mundo virtual, no qual, entre outros perigos, as pessoas podem facilmente perder a própria identidade. Corremos um grande risco de as crianças e os jovens se entregarem “de corpo e alma” ao virtual e se esquecerem que corpo e alma são próprios do mundo real e espiritual. 

Rubem Alves escreveu: “O ser humano se vê em um mundo que não lhe pertence e, para tentar escapar deste, cria para si um outro em que o “princípio do prazer” se sobrepõe ao “princípio de realidade”. 

Muito “pano pra manga” nas nossas reflexões. 

Cuidemos. 

Vamos conversar com nossos filhos e alunos a respeito?


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domingo, 2 de agosto de 2020

A EDUCAÇÃO, A FAMÍLIA E A SOCIEDADE - Texto 3

Professor, Biblioteca, Livro, Médico


Texto 3/3 – Os Professores 


Roberto Gameiro

I - Ofício do Professor
O ofício de educar requer dos professores, além de sua competência técnica específica, uma prática reflexiva, entendendo que o processo ensino-aprendizagem se constrói ao longo de situações vivenciadas nos espaços-tempos escolares, que desafiem os estudantes a pensarem, a pesquisarem, a se comunicarem e a se ajudarem entre si. Nesse sentido, sugere-se que o professor oriente e acompanhe o desenvolvimento de atividades propostas aos alunos, atuando, sempre que possível, na ZDP (zona de desenvolvimento proximal) dos estudantes. De acordo com Vygotsky (Paganotti, 2011), esta diferença entre a zona de desenvolvimento potencial e  a real dos alunos, se bem trabalhada, ou seja, com a interferência positiva  de um colega ou de um adulto, pode desenvolver com eficácia o potencial deles. 

O aluno deve ser o centro do processo ensino-aprendizagem. Deve ser desafiado continuamente a pensar sobre as suas aquisições de saberes e o conhecimento que constrói. 

Para que isso aconteça, é necessário que a prática do educador contemple momentos significativos no processo ensino-aprendizagem a fim de que o estudante seja estimulado e orientado a percorrer alguns “caminhos” que o remetam à metacognição. Que exista uma relação de confiança entre as partes, orientação e acompanhamento do rendimento escolar e a busca contínua, de ambas, para superar possíveis defasagens ou dificuldades de aprendizagem apresentadas.
 
Segundo Hadji (2001) "a regulação (ação do professor) e a autorregulação (ação do aluno) do conhecimento são partes integrantes do processo, assim como a avaliação processual e o feedback contínuo. Os ajustes serão feitos desde que o professor tenha indicadores de aprendizagem que o levem a promover retomadas de conteúdos e situações que favoreçam aos alunos regular a sua própria aprendizagem.".
 
Zabala (1998) enfatiza a importância de ensinar aos estudantes além dos conteúdos conceituais, também os procedimentais e os atitudinais, elaborando situações de aprendizagem, como por exemplo as sequências didáticas e os projetos a fim de favorecer a investigação e o desenvolvimento de habilidades diversas, para atuar com competência frente a uma situação inusitada. 

Acrescente-se a necessidade de cuidados especiais com os estudantes. Os relacionamentos intramuros devem ser caracterizados pela atenção humanizada, em especial para a acolhida, para o “saber ouvir”, para o “estar junto” e para a presença significativa. Dessa forma, o aluno vai assumir o sentimento de pertença à instituição e o de parceria com o professor, vai produzir mais individualmente, em grupos e em pares, e haverá mais empatias e menos conflitos.

II - Formação continuada dos Professores

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Brasil, 1996), zelar pela aprendizagem dos alunos é responsabilidade do professor. Portanto investir em sua formação continuada e no desenvolvimento de uma práxis que entende a aprendizagem como interação entre os sujeitos favorece aos estudantes a construção dos conhecimentos e o alargamento da visão de mundo.

A propósito da formação continuada dos professores, Paulo Freire escreveu: "A segurança com que a autoridade docente se move implica uma outra, a que se funda na sua competência profissional. Nenhuma autoridade docente se exerce ausente desta competência. O professor que não leve a sério sua formação, que não estuda, que não se esforce para estar à altura de sua tarefa, não tem força moral para coordenar as atividades de sua classe.". (Freire, 1996)

Nos dias de hoje, o professor que não cuidar continuamente do seu aperfeiçoamento através da participação em cursos, palestras, seminários, congressos etc., corre o risco de ficar fora do mercado de trabalho em curto prazo. A formação continuada, entretanto, é processo cuja responsabilidade não deve ser atribuída apenas à instituição em que se trabalha, mas também, e principalmente, aos próprios professores e colaboradores.

Estamos, constantemente, em busca não apenas de novas teorias, nem apenas de novas práticas. Estamos em busca de uma práxis que signifique teoria que se aplica na prática e que, refletida, se torna nova teoria, e assim sucessivamente.

Por isso é que, na formação permanente dos professores, o momento fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática. O próprio discurso teórico, necessário à reflexão crítica, tem de ser tal modo concreto que quase se confunde com a prática. (Freire, 1996)

No processo pedagógico, trabalhamos no sentido de proporcionar às crianças e jovens oportunidades para que alcancem gradativamente a autonomia e, em consequência, passem a ser agentes do seu próprio desenvolvimento, como verdadeiros protagonistas da sua formação, tendo os professores como mediadores, orientadores, tutores. 

III - Novas Tecnologias – metodologias ativas – ensino híbrido

A utilização de novas tecnologias como facilitadoras das aprendizagens vem ao encontro das expectativas e necessidades desta nova geração, também chamada de geração do milênio ou geração da Internet, nascida numa época de grandes avanços tecnológicos e acostumada com a multitarefa. Agregam o tradicional ao contemporâneo, mudam a maneira de operacionalizar o processo de ensino e aprendizagem, relacionando-o aos meios de comunicação, à cultura, à socialização e à sociabilidade; contribuem para a formação de um sujeito crítico, interativo, sociável, solidário, mediador, empreendedor, enfim, um ser humano sério, comprometido, verdadeiro protagonista. 

A capacitação dos professores, pessoal de apoio e estudantes para o uso de novas tecnologias é passo importante para a utilização adequada e para se tirar o maior proveito possível dessas ferramentas de aprendizagem. Dê-se destaque especial ao treinamento dos estudantes, que, bem preparados, tornam-se relevantes auxiliares dos professores, principalmente daqueles que têm alguma dificuldade para operar novos instrumentos tecnológicos. 

Já há muito tempo, se ouve que o professor não é mais o “dono do conhecimento”, mas, entre o discurso e a prática, tem havido um abismo. Muitas escolas (e professores) continuam com o tipo de ensino tradicional herdado dos séculos anteriores, carteiras enfileiradas, e usando as possíveis tecnologias disponíveis simplesmente para substituir a lousa e o giz. 

A pandemia do corona-vírus trouxe a necessidade emergencial do uso das metodologias ativas baseadas em atividades online para substituir, embora ainda de forma não muito competente, as atividades presenciais. Esse fato fez com que a comunidade educacional (professores, coordenadores, gestores e mantenedores) se abrisse para a valorização do ensino híbrido, que já vinha sendo usado por poucas instituições no país. 

O ensino híbrido se caracteriza pela realização de atividades online, naquilo que a Internet proporciona maior eficiência e eficácia para a aprendizagem, e  atividades presenciais de aprofundamento, debates, detalhamentos, troca de experiências etc. com a presença dos professores (e monitores) junto dos alunos.

Uma das modalidades do ensino híbrido é a aula invertida; aliás, “aula invertida” não é novidade. Muitos professores, inclusive eu, já usavam essa metodologia há muito tempo. A “novidade” agora é que com a valorização do uso da Internet, com o EAD, com as novas plataformas de ensino e com as planilhas de apoio e ajuda, o estudo anterior à atividade presencial, que no passado era feito através dos livros didáticos, dos paradidáticos, das enciclopédias e outros, agora é realizado prioritariamente através de meios eletrônicos como vídeos, textos e podcasts, e o estudante pode acessá-los quando e onde lhe seja mais acessível e confortável. Parece que esse tipo de processo de ensino e aprendizagem, agora, veio para ficar, o que é bom. 

O que a tecnologia traz hoje (nas metodologias ativas)(1) é a integração de todos os espaços e tempos. O ensinar e aprender acontece numa interligação simbiótica, profunda, constante entre o que chamamos mundo físico e mundo digital. Não são dois mundos ou espaços, mas um espaço estendido, uma sala de aula ampliada, que se mescla, hibridiza constantemente. Por isso a educação formal é cada vez mais blended, misturada, híbrida, porque não acontece só no espaço físico da sala de aula, mas nos múltiplos espaços do cotidiano, que incluem os digitais. O professor precisa seguir comunicando-se face a face com os alunos, mas também digitalmente, com as tecnologias móveis, equilibrando a interação com todos e com cada um. (Moran, 2013)

Significa, então, que os professores, agora, têm, também, a necessidade de aprenderem a usar essas novas possibilidades instrucionais. É, também, mais uma responsabilidade e obrigação de atualização dos currículos e dos programas dos cursos de licenciatura e pedagogia. 

Moran (2019) ainda complementa: "O papel docente mais relevante é ajudar os estudantes a aprender de forma profunda, ampla, experiencial, reflexiva. O docente será cada vez mais um orientador, um tutor e um mentor. Um orientador dos caminhos mais interessantes para aprender, das estratégias que fazem mais sentido para cada estudante e para os diversos grupos. Ele será um tutor que ajudará nas dúvidas mais significativas (as básicas a tecnologia o fará), a problematizar, a trazer outros pontos de vista."

Entretanto, há que se propiciar condições para todos os alunos e professores, das escolas privadas e públicas, terem acesso à Internet de boa qualidade e aos equipamentos. Um desafio para as redes e escolas privadas e um “grande desafio” para os governos federal, estaduais e municipais. 

(1) O texto entre parênteses é meu.

IV - Referências

BRASIL. Presidência da República. Lei 9394 de 20 dez. 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 1996.


FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.


HADJI, Charles. Avaliação Desmistificada, Porto Alegre: Artmed, 2001.


MORAN, José. Ampliando as práticas de mentoria na educação, 2019. Disponível em:  http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2019/08/mentoria_Moran.pdf


MORAN, José. Mudando a educação com metodologias ativas, 2013. Disponível em: http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2013/12/mudando_moran.pdf. Acessado em 29/07/2020.


PAGANOTTI, Ivan. Vygotsky e o conceito de Zona de Desenvolvimento Proximal. Revista Nova Escola, 2011 Disponível em https://novaescola.org.br/conteudo/1972/vygotsky-e-o-conceito-de-zona-de-desenvolvimento-proximal. Acessado em 29/07/20.


ZABALA, Antoni. A Prática Educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.


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domingo, 12 de julho de 2020

A ESCOLA, A FAMÍLIA E A SOCIEDADE - Texto 2

Wikipédia, Livros, Livre, Temas, Mão

Texto 2/3 - A escola, a família e a sociedade – alguns subsídios  


Roberto Gameiro

A família e a escola estabelecem uma relação mútua, sendo ambas personagens constantes no cenário educacional de seus filhos/alunos, e responsáveis por caracterizar os tempos, espaços e ações que constituem esse cenário.

Com efeito, a cumplicidade positiva entre escola e família é pano de fundo necessário para que o processo de formação se dê com qualidade e para que se cumpram os objetivos educacionais esperados. 

Por isso, a família deve ser sempre bem-vinda na escola. Não apenas quando é chamada, mas também quando comparece espontaneamente. Neste sentido, sugere-se a formação de grupos de estudos e de troca de experiências, palestras sobre temas ligados à formação das crianças e jovens, atividades culturais, artísticas e esportivas, participação dos pais nas atividades de orientação vocacional e profissional, na análise de ambiente para formulação do Plano Estratégico, entre outras inúmeras possibilidades. 

Por outro lado, a escola não é uma ilha autossustentável que independe de interações com a sociedade em que se insere. Ao contrário, a escola deve se considerar parte (importante) de uma rede de relações que passa por todos os campos da atividade humana, e que, em conjunto com eles, constitui o aparato social, histórico e político que, na sua heterogeneidade, é lastro para a  fundamentação   e   implementação   do   seu  Projeto Político-Pedagógico (Projeto político-pastoral-pedagógico nas escolas confessionais).

Assim, num mundo globalizado, a escola precisa relacionar-se com seu entorno, indo ao seu encontro e trazendo-o para dentro dos seus muros. E, é claro, deve ir muito além do seu entorno, pois, sendo um centro educacional, a relação deve se dar com o mundo todo, aproveitando-se das tecnologias e das novas possibilidades de comunicação e movimentação.

Ratzinger (2009) registra que o movimento ecologista, diante das destruições do mundo e dos perigos que nos espreitam, entende que a natureza nos traz uma mensagem, e temos de prestar atenção a essa mensagem da natureza, acrescentando que a natureza também clama por justiça e se expressa, por vezes, de modo não verbal, de maneira a impor limites às nossas ambições. Acrescenta que as novas gerações já têm entendido tal recado, tendo acolhido a ideia do planeta como casa-comum, como comunidade ampliada onde tudo de bom ou ruim é compartilhado globalmente, e que, nesse sentido, fomentar uma cultura solidária de caráter ambiental vem se tornando um imperativo vital para o mundo globalizado.

A escola, lugar da prática educativa sistematizada, tem o poder de influência na realidade social, mesmo sendo por ela influenciada e, a conta-gotas, pode ir permeando conhecimentos e códigos culturais e sociais. Torna-se um dos mecanismos na grande engrenagem do mundo humano e um mecanismo com força de transformação. Mesmo sofrendo os percalços das mudanças da temporalidade, mesmo desvalorizada e sob a pressão dos interesses políticos e econômicos, é inegável que a educação possui sólidas estruturas, reconhecimento e legitimidade que muito contribuem no estabelecimento de transformações sociais. 

As desigualdades econômicas, bem como o descompromisso social, formam uma teia que impede a promoção humana, passando pelos fios de uma ideologia dominante. No caso brasileiro, percebemos um crescimento acelerado da desigualdade social, um reforço na separação das classes sociais, a crise do desemprego.

Tescarolo (2004) escreve que tanto quanto um sistema vivo, a escola precisa mudar para se preservar, e, todas as vezes que um novo elemento passa a fazer parte dela, propriedades inéditas emergirão; e, comparando a escola com o corpo humano, escreve que, neste, as moléculas vão sendo substituídas ao longo dos anos, de tal modo que ao final de dois anos quase todas terão sido substituídas, embora o sistema continue o mesmo, ou seja, a permanente transformação estrutural garante a preservação da organização do corpo humano.

A escola, assim como a família, precisa ter princípios e valores claros, dos quais deve procurar não se distanciar. Sabemos, entretanto que a sociedade muda constantemente; por isso, há que se permanecer sempre em busca das inovações, mantendo a identidade própria, incluindo os princípios e atualizando os valores sempre que necessário; e, nas confessionais, deve-se priorizar o Carisma, que é o motivo básico das suas existências.

O Professor Amaro França (2018) escreveu: "... a escola é um organismo vivo, assim como as pessoas, principalmente porque a força manifestada no serviço que a escola presta, vem das pessoas (profissionais) que a integram, e essas devem estar imbuídas da identidade constitutiva da própria escola. (...) os profissionais devem ser o reflexo dessa identidade organizacional.".
 
REFERÊNCIAS

FRANÇA, Amaro (org.); MELO, Elimar e outros. Diálogos educacionais. Belo Horizonte: Ramalhete, 2018. 

RATZINGER, Joseph; D’ARCAIS, Paolo Flores. Deus existe? São Paulo: Planeta, 2009.

TESCAROLO, Ricardo. A escola como sistema complexo: a ação, o poder e o sagrado. São Paulo: Escrituras Editoras, 20
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domingo, 29 de março de 2020

MUDANÇA DE ÉPOCA




Roberto Gameiro

Já se disse que a maioria das profissões atuais não existirá daqui a 10 anos; alguns preveem metade desse prazo. E sempre é bom lembrar, também, que a idade da pedra não terminou por falta de pedra, assim como, ao que tudo indica, a época do petróleo não vai terminar por falta de petróleo.


O avanço da tecnologia e das inovações tem mudado o modo de vida das pessoas assim como o mercado de trabalho. Se até há algum tempo ser qualificado para o trabalho decorria fundamentalmente de ser alfabetizado, já hoje decorre especialmente de dominar as tecnologias da informática e da automação e seus congêneres, com competências que, com o tempo, serão cada vez mais exigentes.
As funções mais qualificadas, mormente as de gestão e atendimento de pessoas, em todos os segmentos e níveis, estão demandando habilidades decorrentes de competências ligadas às ciências humanas, tais como solução de conflitos, liderança, criatividade, empatia e diversidade.
Por isso a importância da formação permanente, ou educação permanente, como forma de continuidade no mercado. Muitos profissionais, bem empregados em organizações sólidas, contentam-se com a sua formação inicial e, ao longo da carreira, só participam dos cursos, encontros, treinamentos, seminários e congressos oferecidos no âmbito restrito da própria empresa, sem buscar formação adicional como cursos de especialização, extensão, mestrado, ou ainda, doutorado. Quando eventualmente perdem o emprego, ficam perambulando pelos processos de recrutamento com um currículo que revela acomodação e, consequentemente, não ajuda, só atrapalha.
Por outro lado, louvem-se aqueles que, empregados, buscam uma formação complementar que lhes permita aprimorar seus conhecimentos profissionais, acrescentando novas competências e habilidades que os diferenciarão dos seus pares e os habilitarão para crescimento na carreira e no posicionamento no competitivo mercado de trabalho.

Essas premissas valem para qualquer área profissional, mas, especialmente, para gestores escolares e professores da Educação Básica. A escola, bem ou mal, está mudando; as metodologias e as técnicas de abordagem do "ensino" estão se adequando aos novos olhares e possibilidades de uma sociedade, por um lado, mais exigente em eficiência e eficácia, por outro, mais sensível às formas de relacionamento intramuros, até para compensar as limitações das famílias e a violência que caracteriza o "extramuros". 
Mudança de época ou época de mudanças, o fato é que poucos vão conseguir manter-se na mesma profissão ou função a vida toda.

Publicado originalmente em 06/08/17

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Artigo editado e publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 06/08/2017.

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terça-feira, 28 de maio de 2019

O DESEMPREGO E AS MUDANÇAS


Publicado em 28/05/19
Roberto Gameiro

O Brasil tem hoje, segundo o IBGE, 13,4 milhões de pessoas sem ocupação. Esse número equivale a mais do que toda a população da cidade de São Paulo, ou ao somatório das populações das cidades do Rio de Janeiro, Salvador, Brasília e Curitiba.

Ainda de acordo com o IBGE, a população ocupada (91,9 milhões) caiu -0,9% (menos 873 mil pessoas) em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2018.

 
É um momento muito difícil por que passa o mercado de trabalho no país, ocasionando, cada vez mais, dificuldades para acesso e ou recolocação. Não é fácil definir quais faixas etárias têm sido mais atingidas por essa verdadeira “hecatombe” empregatícia.
Os jovens, que já tinham o obstáculo da falta de experiência para acessar o primeiro emprego, e não tinham experiência por que não conseguiam o emprego, agora se juntam aos mais velhos, dispensados, que buscam recolocar-se aceitando novas funções e salários menores.
Difícil encontrar uma família que não tenha pelo menos um membro desempregado.
Esse fenômeno ocasiona mudanças que, como bolas de neve, vão mudando hábitos e posturas em todos os segmentos da atividade humana no país.
Haja mudança!
Segundo o “Institute for the future”, cerca de 85% dos empregos em 2030 ainda não foram inventados: o ritmo da mudança será tão rápido que as pessoas aprenderão momento a momento usando novas tecnologias, como a realidade aumentada e a realidade virtual, e, ainda, que a capacidade de obter novos conhecimentos será mais valiosa do que o próprio conhecimento.
Como se vê, além dos desafios inerentes à recuperação econômica para regressão do percentual de desemprego, há que se adicionar o desafio da adequação do mercado de trabalho às inovações tecnológicas e à consequente nova configuração das profissões.
Essa (nova) realidade, que inclui o incremento de iniciativas empreendedoras como forma de atividade profissional, traz novos contornos ao processo de formação dos nossos filhos. As demandas, agora, são outras. Fiquemos atentos.
Como dizia Heráclito lá pelo ano 500 aC, “nada é permanente, exceto a mudança”.

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Publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 29/08/2017. Atualizado no blogue em 28/05/19.


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terça-feira, 30 de janeiro de 2018

O FUTURO DO EMPREGO



É de Platão (428-347 aC), filósofo do período clássico da Grécia Antiga, a frase: “Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida”.

Essa mensagem ilustra bem o que o mundo e, especialmente o Brasil, passa neste momento histórico.

Um jornal paulista de grande circulação publicou, recentemente, uma reportagem sobre as transformações no mercado de trabalho, com dados provenientes, entre outros, do Fórum Econômico Mundial e da Consultoria McKinsey, em relação ao uso da automação.

No Brasil, segundo o diário, quase 16 milhões de pessoas serão afetadas, até 2030, na medida em que suas funções serão desempenhadas por robôs.

Outras vagas serão criadas, mas, com certeza, exigirão competências mais apuradas.

Os dados são alarmantes e já nos fazem antever uma grande crise que está por vir e que afetará significativamente o mercado, especialmente aqueles indivíduos com baixa escolarização e que, consequentemente, exercem funções mais simples, menos qualificadas.

O nosso país tem hoje cerca de 12 milhões de analfabetos (15 anos de idade ou mais) e um número parecido de desempregados e já vive uma grande crise envolvendo esses grupos.

Há que se alfabetizar essas pessoas, incluída aí a alfabetização digital, e treiná-las para exercer funções mais qualificadas. E isso inclui os mais velhos (acima de 60 anos), que constituem metade dos analfabetos, devido ao aumento da longevidade.

Entretanto, corremos contra o tempo e os nossos governos não têm sido competentes o suficiente para se antecipar às crises.

Vamos esperar que uma nova crise se instale para aí então descobrir o que é importante para todo esse contingente?

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Artigo publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 30/01/2018.


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