O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

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sexta-feira, 20 de março de 2026

SOBRE OS GOLPES E AS FRAUDES DO DIA A DIA



Roberto Gameiro

Há alguns anos, num dia útil de manhã, peguei um táxi para cumprir compromisso num outro bairro da cidade. Acomodei-me, indiquei o destino ao motorista, ao mesmo tempo em que colocava o cinto de segurança. Tudo nos conformes.
 

Ocorre que após algum tempo, o taxímetro já marcava R$13,00, quando percebi que havia, no aparelho, o que parecia ser um pequeno retalho de pano escuro cobrindo o espaço que indicava a “bandeira” (1 ou 2).


A propósito, por oportuno ...


“A principal diferença entre as bandeiras 1 e 2 no taxímetro é  o  custo por quilômetro rodado, sendo a bandeira 2 cerca de 20% a 30% mais cara que a bandeira 1. A Bandeira 1 aplica-se em dias úteis e horário comercial, enquanto a Bandeira 2 é     usada no período noturno, fins de semana e feriados. Bandeira 1 (Tarifa Normal): Usada geralmente de segunda a sexta-feira, das 06h às 20h ou 21h (varia conforme a cidade). Bandeira 2 (Tarifa Superior): Aplicada das 20h/21h às 06h, aos sábados a partir das 13h ou 14h, domingos e feriados o dia todo. O que muda no bolso: O valor da bandeirada (inicial) não muda, mas o valor de cada quilômetro percorrido aumenta, tornando a corrida mais cara no valor final, para compensar o horário especial de trabalho.” (informação obtida através do “Gemini”)


Pois bem, continuando o relato.


Por necessário, questionei o motorista a respeito do fato de eu não conseguir enxergar, no taxímetro, a informação da bandeira que estava sendo utilizada na corrida; este, desconcertado, apressou-se em retirar o paninho, e, acreditem, estava na bandeira 2, em pleno dia útil. Isso significa que eu iria pagar, pelo menos, 20% a mais pelo serviço.
 

Então, ele corrigiu a bandeira para a “1”, e, expressou suas justificativas:


Argumentou: “isso, deve ter sido o rapaz que usa este carro para corridas no período noturno; ele não vai mais usar este carro; pode ser que o paninho é o “cheirinho” aromatizante que voou e se fixou naquele espaço”; e outras alegações esquisitas das quais não mais me lembro pois faz muito tempo que esse fato aconteceu.


Outrossim, por mais estranhas que tenham sido as explicações do motorista, não tenho condições de afirmar que ele foi o autor da fraude (in dubio pro reo). Mas que foi proposital, não tenho dúvidas!


Mas, disse a ele que estranhava que o motorista da noite cobrisse aquela informação, pois, à noite, a bandeira é normalmente a “2”, não havendo motivo para tal ato. Aqui, não houve resposta. 


Contudo, pediu desculpas e informou, à minha provocação, que daria um desconto no valor final, o que realmente ocorreu. Paguei em dinheiro e a corrida se encerrou.


Como consequência, nestes dias, lembrei-me desse acontecido ao refletir sobre a quantidade de golpes que são perpetrados a cada dia contra os cidadãos de bem por pessoas de mau caráter; agora, especialmente por telefone e pelas redes sociais. A cada momento surgem novas fraudes e golpes, frutos da “criatividade” dos bandidos; e, em compensação, nós, as vítimas, “inventamos” novas formas de nos proteger.


É, quase, uma "guerra".
 

Eu, por exemplo, no celular, defini um toque musical específico para chamadas dos meus conhecidos mais chegados e familiares; a esses toques, eu atendo. Qualquer outro toque de chamada, eu ignoro ou recuso, com a “certeza” de que 90% deles são golpes.
 

A que ponto chegamos!


Concluindo, é mister considerar que é o somatório dessas “pequenas” fraudes que ocorrem com qualquer um de nós, no dia a dia, que nos coloca, como povo, em desvantagem em relação a outras culturas mais desenvolvidas. Nem preciso mostrar exemplos. Cuidado!


Lamentável.


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


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sábado, 29 de novembro de 2025

OPORTUNIDADES E INOPORTUNIDADES



Roberto Gameiro


No evento promovido pela escola, num sábado pela manhã, para os professores, depois de noventa minutos de oratória, o palestrante comenta que o tempo já se esgotou, mas faz a pergunta final: alguém tem mais alguma pergunta ou colaboração?


Todos, cansados, já estavam se arrumando para sair, mas acontece novamente. Ele, e sempre ele, que estava sentadinho caladinho lá no fundo o tempo todo, levanta o braço. Os colegas olham uns para os outros como que dizendo: de novo?!


Aí, ele faz uma pergunta que procura desmontar muitos dos argumentos usados pelo palestrante, ou para cuja resposta seria necessária uma dissertação de mestrado...


Claro que ele está exercendo um direito que lhe é devido. Afinal, o palestrante fez a pergunta e deu-lhe a deixa para a sua oportunidade (ou inoportunidade) de participação “aos 46 minutos do segundo tempo”.


Você já viu esse “filme”?


Eu já. E muitas vezes. E não só em reuniões de escola.

 

Nessas ocasiões, apesar do descontentamento, há, geralmente, uma postura de compreensão e discrição da parte dos colegas, que “desculpam” a “falha” do outro, evitando constrangimentos.

 

Mas haja compreensão e discrição!


Há, também, num ambiente coletivo, os que veem apenas a “parte vazia do copo”. São os eternos pessimistas que ou não concordam, ou se omitem, em relação aos novos projetos, iniciativas e empreendimentos; se dão certo, calam-se; se dão errado, dizem: eu não disse? Têm poucas vitorias próprias. Suas vitórias constituem-se dos insucessos alheios. Claro, também, que há que se desconfiar dos que veem apenas a “parte cheia do copo”. Otimismo demais é perigoso!


Na vida, encontramos (também) muitas pessoas que tendo uma situação econômica e financeira privilegiada procuram mostrar uma imagem de benevolentes, assistencialistas, gente do bem, que aparecem constantemente nas mídias. Muitos valorizam o supérfluo, o superficial, o material, o que têm. E não se preocupam com o principal, que é a honestidade, a justiça e a verdade.  Quantos desses temos conhecido ultimamente no nosso país. Que decepção sentimos em relação a cada um deles ou delas, por termos neles acreditado.


“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar sem deixar o restante. Guias cegos! Filtrais um mosquito e engolis um camelo.” (Mateus, 23, 23-24)


Entretanto, personagens como os aqui retratados, não são maioria na nossa sociedade, embora “façam muito barulho”. Eu mesmo já encontrei alguns deles na minha carreira de diretor de escola particular. Mas, com uma gestão humanizada, participativa e baseada em valores, eles pouco conseguiam influenciar negativamente o desempenho e a performance do coletivo escolar, fossem eles professores, gestores ou pais.


Como é bom saber que no mundo há mais gente do bem do que do mal; mais gente respeitosa e solidária do que não. As pessoas que já conheci e com quem trabalhei e trabalho, na sua maioria, são honestas, verdadeiras, sinceras e procuram ser justas e coerentes nas suas posturas e ações. Mas não basta parecer justa; é preciso ser justa. Entre “parecer” e “ser” há uma grande distância. 


Vamos, então, respeitar o espaço e o tempo dos outros, valorizar as iniciativas deles e, sempre que possível, apoiá-las; vamos ser verdadeiros na nossa práxis e, especialmente, ser exemplo para nossa família, com doçura e firmeza, mormente na educação dos nossos filhos.


Mas, por outro lado, não deixemos de oportuna e inoportunamente levar a Boa Nova do Evangelho a todos com quem convivemos ou nos relacionamos, como pede o texto bíblico. 


Publicado originalmente neste blogue em 30/08/20.


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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

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sábado, 10 de setembro de 2022

PODCAST - O OPORTUNISMO COMO ESTRATÉGIA

Cabeça, Ponto De Interrogação, Acho Que

PODCAST DE ROBERTO GAMEIRO


O OPORTUNISMO COMO ESTRATÉGIA




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sábado, 24 de abril de 2021

MENSAGEM - GENTE DO BEM VERSUS GENTE DO MAL

 MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO
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domingo, 30 de agosto de 2020

OPORTUNIDADES E INOPORTUNIDADES

Cabeça, Ponto De Interrogação, Acho Que

Roberto Gameiro

No evento promovido pela escola, num sábado pela manhã, para os professores, depois de noventa minutos de oratória, o palestrante comenta que o tempo já se esgotou, mas faz a pergunta final: alguém tem mais alguma pergunta ou colaboração?

Este artigo já tem a sua versão editada e ou atualizada em PODCAST no SPOTIFY para sua comodidade ou para pessoas com deficiência. CLIQUE AQUI E OUÇA!

Todos, cansados, já estavam se arrumando para sair, mas acontece novamente. Ele, e sempre ele, que estava sentadinho caladinho lá no fundo o tempo todo, levanta o braço. Os colegas olham uns para os outros como que dizendo: de novo?!

Aí, ele faz uma pergunta que procura desmontar muitos dos argumentos usados pelo palestrante, ou para cuja resposta seria necessária uma dissertação de mestrado...

Claro que ele está exercendo um direito que lhe é devido. Afinal, o palestrante fez a pergunta e deu-lhe a deixa para a sua oportunidade (ou inoportunidade) de participação “aos 46 minutos do segundo tempo”.

Você já viu esse “filme”?

Eu já. E muitas vezes. E não só em reuniões de escola. 

Nessas ocasiões, apesar do descontentamento, há, geralmente, uma postura de compreensão e discrição da parte dos colegas, que “desculpam” a “falha” do outro, evitando constrangimentos. 

Mas haja compreensão e discrição!

Há, também, num ambiente coletivo, os que veem apenas a “parte vazia do copo”. São os eternos pessimistas que ou não concordam, ou se omitem, em relação aos novos projetos, iniciativas e empreendimentos; se dão certo, calam-se; se dão errado, dizem: eu não disse? Têm poucas vitorias próprias. Suas vitórias constituem-se dos insucessos alheios. Claro, também, que há que se desconfiar dos que veem apenas a “parte cheia do copo”. Otimismo demais é perigoso!

Na vida, encontramos (também) muitas pessoas que tendo uma situação econômica e financeira privilegiada procuram mostrar uma imagem de benevolentes, assistencialistas, gente do bem, que aparecem constantemente nas mídias. Muitos valorizam o supérfluo, o superficial, o material, o que têm. E não se preocupam com o principal, que é a honestidade, a justiça e a verdade.  Quantos desses temos conhecido ultimamente no nosso país. Que decepção sentimos em relação a cada um deles ou delas, por termos neles acreditado.

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar sem deixar o restante. Guias cegos! Filtrais um mosquito e engolis um camelo.” (Mateus, 23, 23-24)

Entretanto, personagens como os aqui retratados, não são maioria na nossa sociedade, embora “façam muito barulho”. Eu mesmo já encontrei alguns deles na minha carreira de diretor de escola particular. Mas, com uma gestão humanizada, participativa e baseada em valores, eles pouco conseguiam influenciar negativamente o desempenho e a performance do coletivo escolar, fossem eles professores, gestores ou pais.

Como é bom saber que no mundo há mais gente do bem do que do mal; mais gente respeitosa e solidária do que não. As pessoas que já conheci e com quem trabalhei e trabalho, na sua maioria, são honestas, verdadeiras, sinceras e procuram ser justas e coerentes nas suas posturas e ações. Mas não basta parecer justa; é preciso ser justa. Entre “parecer” e “ser” há uma grande distância. 

Vamos, então, respeitar o espaço e o tempo dos outros, valorizar as iniciativas deles e, sempre que possível, apoiá-las; vamos ser verdadeiros na nossa práxis e, especialmente, ser exemplo para nossa família, com doçura e firmeza, mormente na educação dos nossos filhos.

Mas, por outro lado, não deixemos de oportuna e inoportunamente levar a Boa Nova do Evangelho a todos com quem convivemos ou nos relacionamos, como pede o texto bíblico. 

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Roberto Gameiro   é   Palestrante,    Consultor  e Mentor   nas   áreas   de   “Gestão  de  escolas  de Educação   Básica”  e  “Educação  de  crianças  e adolescentes”.


Contato: textocontextopretexto@uol.com.br


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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

A ESCOLA COMO VÍTIMA




Roberto Gameiro

O assassinato de dois meninos numa escola particular de Goiânia em outubro de 2017, com mais quatro estudantes feridos, repercutiu em nível nacional e internacional, deixando-nos estarrecidos com tal barbárie cometida por um estudante de 14 anos de idade.

Passado o primeiro choque proveniente da notícia, o fato passou a ser objeto de muitas reportagens pela mídia e tema obrigatório nas redes sociais. E, como sói acontecer em ocasiões como essa, começaram a aparecer os “iluminados” que se atribuem o direito de apontar culpados.

A busca por “culpados” tende a ser, então, o principal assunto da preocupação dessas pessoas, deixando para segundo plano a dor de todas as famílias envolvidas e dos agentes educacionais da escola.

E é para a escola que eu direciono o foco deste texto, fazendo uma análise genérica que não necessariamente tem a ver com este caso. Ser professor, coordenador, orientador educacional/disciplinar, diretor de escola, hoje em dia, tornou-se profissão de risco, seja em escolas públicas, seja em particulares. Esses profissionais vivem sob tensão como que esperando quem, onde e o que acontecerá no momento seguinte, fruto do descompasso vivencial que norteia as atitudes dos personagens atuantes na escola, especialmente os alunos e, pasmem, os pais.

É constitucional a responsabilidade da família pela educação dos filhos. Todos sabemos, também, que à escola cabe fazer a gestão das aprendizagens dos jovens, levando-os a adquirir as competências delas decorrentes. No entanto, de há muito, a escola tem sido instada a atuar como protagonista também na educação das crianças e adolescentes, por omissão nesse mister de muitas famílias.

Em função dessas posturas, a escola e, principalmente, os professores, passam a ser considerados responsáveis por tudo. É uma total inversão de valores. Esse é um dos porquês de a escola brasileira falhar; uns abdicam de suas responsabilidades e culpam os outros pelos males decorrentes.

Está mais do que na hora desses pais assumirem por completo a educação dos filhos e tornarem-se parceiros dos professores, respeitando-os e valorizando-os.

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Artigo editado e publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 29/10/17.


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Roberto Gameiro é Palestrante, Consultor e Mentor na área de “Gestão de escolas de Educação Básica”. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br


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