O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

quarta-feira, 3 de junho de 2020

MENSAGEM: VALORES FAMILIARES, EXEMPLO E TESTEMUNHO


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domingo, 31 de maio de 2020

A PANDEMIA DA COVID-19 E OS PROFESSORES

Corona, Coronavírus, Vírus, Empresária

Roberto Gameiro

Por incrível que possa parecer, a pandemia da COVID-19 está trazendo um fato novo, esperado por todas as pessoas de bom senso, mas que se apresentava como difícil de ser concretizado nesta sociedade em que muitos querem fazer valer os seus direitos, ou pretensos direitos, mas cumprem pouco os seus deveres, mesmo aqueles subjetivos como a valorização do trabalho e das competências dos outros.


Ainda é cedo para afirmar se esse fato vai perdurar por muito tempo ou não, já que outra característica desta coletividade é a “memória curta”.

Refiro-me à valorização do trabalho, das competências e das responsabilidades dos professores, especialmente aqueles da Educação Básica.

De repente e inusitadamente, pais e mães estão em casa, isolados, 24 horas por dia, com seus filhos. É uma experiência nova que não pode ser comparada, por óbvio, com os períodos de férias escolares.

Antes da pandemia, podia parecer que tudo estava bem e indo como sempre nas escolas públicas e privadas. Muitos alunos continuavam a desrespeitar os professores, a desvalorizar o seu trabalho e, em muitos casos, a vê-los como empregados seus. Os professores continuavam a ser vigiados por alguns pais que, especialmente pelas redes sociais, não lhes davam trégua; idem em relação aos coordenadores, seus auxiliares e diretores. Embora esses pais talvez não percebessem, estavam fazendo mau uso do que tinham.

Parecia. Mas não estava “tudo bem”. Mas, sim, estava “tudo como sempre”.

Com os professores desprestigiados e desvalorizados, inclusive nos salários, em especial nas redes públicas, começou desde há alguns anos, a debandada docente para outras ocupações e a redução das matrículas nos cursos de licenciatura no país todo. Hoje, algumas escolas públicas não têm professores de determinadas disciplinas.

Agora, com a pandemia, muitas escolas continuam na sua missão de levar a aprendizagem aos seus alunos através da Internet. Os professores estão tendo de se superar exercendo uma ocupação para a qual não foram previamente capacitados, preparando e “dando” aulas e atividades para seus alunos através das redes sociais, com o objetivo de não interromper o processo de ensino, o que seria muito danoso. E as escolas, com a mesma preocupação, estão investindo nessa tecnologia, inclusive em algumas redes públicas, embora saibamos que um enorme contingente de famílias não tem acesso à Internet; e aqui está um óbice deveras preocupante que faz por merecer atenção especial das escolas e das autoridades constituídas.  

É neste momento que pais de diferentes perfis, ao ter de acompanhar, supervisionar e ajudar os filhos na execução das tarefas e atividades, têm reações divergentes a respeito dessa situação; alguns elogiam as escolas e os professores, outros reclamam porque entendem que as escolas e os professores estão a exigir muito de seus filhos (e deles); há que se compreender essas diferentes reações porque também os pais e os estudantes estão tendo de se adaptar a uma situação inédita que exige uma rotina diferenciada para a qual nem todos têm as competências necessárias (e não têm a obrigação de tê-las). 

Entretanto, devemos levar em conta que estamos no meio de um “furacão” chamado COVID-19 no mundo todo, e que numa pandemia como essa cada um de nós tem de se superar e enfrentar com discernimento e sem pânico o seu desafio particular, sem deixar de contribuir para o bem-estar da comunidade em que se insere.

De qualquer maneira, mesmo com as divergências, a sociedade como um todo agora parece ter um olhar diferente para o nobre trabalho das escolas e dos professores e lamenta o que já não tem, mesmo que temporariamente. Famílias estão percebendo a falta que fazem os professores e as escolas no dia a dia na formação e na educação dos seus filhos. É na falta que se valoriza o que não se tem.

E os pais podem perceber, segundo o meu olhar de ex-diretor de escola particular, em muitos momentos, a admiração que seus filhos têm pelos seus professores, que aparecem ali nas telinhas do smartphone e ou do computador, nas suas casas, aproximando-se deles com muito afeto, compreensão e ternura, admiração essa que muitos deles nem sabiam que tinham.

Quando a situação voltar à normalidade, acredito que a relação aluno-professor estará depurada, aperfeiçoada e, obviamente, melhorada, assim como a relação pais-professores-escola.

O ensino híbrido, que contempla atividades online e presenciais, que já era usado por poucos professores, agora, com esta pandemia, mostrou-se como uma possibilidade de enriquecimento do jeito de se desenvolver as aprendizagens escolares, e, ao que tudo indica, veio para ficar. Resta, entretanto, aos governos, prover os estudantes de famílias de pouco poder aquisitivo do acesso à Internet de banda larga e das ferramentas tecnológicas inerentes como smartphones e notebooks. É um grande desafio!


Já se disse que estamos numa “mudança de época”.

Espera-se que apesar dos males que essa pandemia está trazendo para o mundo todo, ocorra, no nosso país, uma vertiginosa guinada nos relacionamentos no campo da educação, com a necessária valorização das escolas e de seus professores. Talvez esse seja um largo passo para, como consequência, aumentarmos a eficiência e a eficácia das escolas, especialmente as públicas, e atingirmos melhores colocações nos rankings educacionais mundiais.

É uma oportunidade que não poderemos perder, mas investir nela.


Em tempo: o Papa Francisco, durante uma Missa na Casa Santa Marta, no Vaticano, dirigiu seu pensamento às dificuldades de docentes e alunos com as escolas fechadas em muitos países por causa da Covid-19. Veja o vídeo:   https://www.vaticannews.va/pt/papa-francisco/missa-santa-marta/2020-04/papa-francisco-missa-santa-marta-coronavirus-professores-alunos.html


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quarta-feira, 27 de maio de 2020

MENSAGEM: PERGUNTAS ERRADAS LEVAM A RESPOSTAS ERRADAS

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domingo, 24 de maio de 2020

CONSCIENTIZAÇÃO E COMPAIXÃO BASTAM?

Pergunta, Problema, Acho Que, Pensamento

Roberto Gameiro

Noutro dia, uma amiga virtual, a quem eu respeito e  admiro muito o seu trabalho, pediu a minha opinião através do WhatsApp, a respeito da seguinte questão: “Será que podemos concluir que os jovens estão cada vez mais individualistas e alienados com os problemas individuais, familiares e sociais, ou o tempo que gastam na Internet inclui consciência social e demais problemas que os envolvem?”. 

A proposição da amiga, acredito, surgiu após a leitura do meu artigo “Os jovens e a individualidade”, publicado no meu blogue em 19/04/20; você poderá ter acesso direto a ele, clicando em (Leia também) ao final deste texto.

Muito oportuna a pergunta sobre consciência social e problemas que envolvem os jovens, porque vivemos uma época que está a colocar dúvidas quanto a alguns conceitos que tínhamos a respeito do bom e do mau uso da Internet e seus subprodutos. 

Aqui está um questionamento, prezada leitora, prezado leitor, que pode ser objeto de muita reflexão da sua parte, com grau de abertura para inúmeras abordagens, numa diversidade que poderia eventualmente elevá-lo à categoria de pergunta-chave para a proposição de hipóteses em Dissertações e Teses. 

Por isso, delimito aqui a minha abordagem enfocando a palavra “consciência” e, consequentemente, a “conscientização”. Você notará que este artigo não esgotará o contido na questão, mas peço a sua compreensão devido à limitação de espaço neste tipo de texto. 

Para isso, valho-me da metodologia “ver, pensar e agir” em relação a uma situação, a um fato.  A taxionomia de Bloom pode também ajudar na pontuação das fases. 

Nessa sequência, o “ver” poderia ser o “tomar conhecimento de”, inteirar-se acerca de” como primeiro e importante passo na elaboração de uma possível reflexão em relação à situação, ao fato; até porque não se pode pensar a respeito de algo, sem conhecê-lo a contento. 

Conhecido o objeto, segue-se o “pensar”, ou seja, o momento de abstração em que se procura chegar a uma compreensão do analisado. É a hora da reflexão que pode levar à conscientização. Essa conscientização do problema ou fato deveria levar à busca de ações que pudessem resolver ou pelo menos minimizá-lo. Entretanto, ouvimos falar muito de “conscientização dos jovens” como momento final de projetos; para-se na conscientização como objetivo final.

Não basta, portanto, levar os jovens seja presencialmente ou através da Internet, apenas à conscientização a respeito de uma situação-problema se o mesmo projeto não contiver propostas de ações sobre ele, o que seria o “Agir” da proposta metodológica, ou seja, a aplicação do que foi conhecido, compreendido e conscientizado. 

Neste ponto, é oportuno lembrar que a “Taxionomia de Objetivos Educacionais”, de Benjamin Bloom e outros, propõe capacidades cumulativas, quais sejam: conhecimento, compreensão, aplicação, análise, síntese e avaliação. Aqui, ficamos apenas com as três primeiras que, no texto acima, apresentam-se em negrito. 

Por analogia, podemos também nos ater à palavra “compaixão” como decorrência de um processo de conscientização. Daniel Goleman, autor do best seller “Inteligência Emocional”, caracteriza-a (a inteligência emocional) como a capacidade que um indivíduo tem de identificar os seus próprios sentimentos e os dos outros, de se motivar e de gerir bem as emoções internas e nos relacionamentos. E escreveu que “A verdadeira compaixão não significa apenas sentir a dor de outra pessoa, mas estar motivado a eliminá-la”. 

Dalai Lama escreveu a respeito: “A verdadeira compaixão não consiste em sofrer pelo outro. Se ajudamos uma pessoa que sofre e nos deixamos invadir por seu sofrimento, é que somos ineficazes e estamos somente reforçando nosso ego.”.

O texto bíblico também nos ajuda: "Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade."  I João, 3, 18

Muito a pensar, refletir e conversar com nossos filhos e alunos.

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quarta-feira, 20 de maio de 2020

MENSAGEM: UM MUNDO NOVO NÃO É IMPOSSÍVEL

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domingo, 17 de maio de 2020

A CAPACITAÇÃO, O MERCADO DE TRABALHO E A CIDADANIA

Ponto De Interrogação, Labirinto, Perdeu

Roberto Gameiro

Quando o trem parava em cada uma das estações, ele descia e batia com um martelo em todas as rodas da composição. Ele sabia do valor do seu trabalho porque o trem só saía depois que ele tivesse batido em todas as rodas. E se sentia “importante”. Assim foi durante 35 anos.


Um dia antes de se aposentar, o novo funcionário, o que ia substituí-lo e passara o dia com ele para aprender o ofício, quis saber o porquê de se bater nas rodas, o que o deixou chateado, mas respondeu-lhe: ora, eu trabalhei esse tempo todo sem saber, e você logo no primeiro dia já quer saber? 

Esse relato, que pode ser fictício embora eu não tenha elementos para afirmar, é encontrado nas redes sociais com diferentes formas e desfechos; ele nos remete ao questionamento sobre a importância da capacitação e do treinamento, para o exercício de uma atividade laborativa ou da própria cidadania.

Por oportuno, vale lembrar que a capacitação profissional se refere à criação de competências, ensinando habilidades para desempenhar uma determinada função, enquanto treinamento profissional refere-se à obtenção de novas e melhores formas para pôr em prática uma habilidade já existente. 

Fictício ou não, o relato acima nos estimula a realizar uma análise do contexto que nos apresenta: percebe-se que além da falha do funcionário, há uma falha da empresa que não conseguiu identificar essa fragilidade ao longo de tanto tempo; de gestores de RH, com certeza com nível superior de escolaridade, que não tiveram a percepção da importância dessa função para a segurança dos passageiros, constituindo, portanto, um ato de desrespeito aos usuários do serviço e, consequentemente, um ato falho de cidadania.

Remete-nos, também, por tabela, à importância da formação escolar para o mercado de trabalho e para o exercício da cidadania, colocando-nos no âmbito das escolas em seus diversos níveis.

E aqui, é importante abordar a figura do professor e sua formação na educação básica e na licenciatura.

 Ao abordar esta temática, com especial enfoque na figura do professor, trazemos à tona uma importante discussão, em torno da qual orbitam as preocupações dos gestores escolares, na medida em que se questiona o processo de formação desse profissional, imprescindível para que se garanta educação de qualidade para esta e para as próximas gerações.

Precisamos, nas nossas escolas, de professores capacitados para o uso das novas tecnologias, que se tornem presença junto dos alunos como mediadores, orientadores, verdadeiros gestores das aprendizagens. 

Que ajudem os estudantes a utilizar de maneira equilibrada e saudável as novas mídias e as redes sociais em prol da construção de novos conhecimentos, tornando prazerosas, instigadoras e desafiadoras as aulas e demais atividades pedagógicas, incluindo a conscientização para a cidadania, bem como para ações e posturas cidadãs. 

Que consigam aplicar e fazer aplicar as teorias na prática, capacitando os jovens para enfrentar e vencer os desafios que a vida lhes trará, em especial no mercado de trabalho, para que, capacitados, capacitem e treinem aqueles com quem venham a trabalhar, numa práxis renovadora e realizadora.

A pergunta que não quer calar é: podemos ter a esperança de que um dia o nosso sistema educacional como um todo vai formar professores com essas competências?

Artigo publicado no "Portal UAI" em 17/05/20 e na revista "Nova Família" em 18/05/20


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quarta-feira, 13 de maio de 2020

MENSAGEM: QUEM DEVE COLOCAR LIMITES NAS CRIANÇAS?

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domingo, 10 de maio de 2020

A OPORTUNIDADE FAZ O LADRÃO?


Roberto Gameiro
Certa vez, ouvi de um colega, professor universitário, que, estando ele no refeitório da faculdade, sentado à mesa com oito alunos, soube-se que a máquina de venda de refrigerantes estava liberando as latinhas sem o pagamento correspondente. Imediatamente, cinco dos estudantes deixaram a mesa para “aproveitar a oportunidade” e juntaram-se a outros que, ansiosa e freneticamente, retiravam o produto da máquina. 

Três deles permaneceram à mesa com o professor e não aderiram ao ato indevido. Não havia, no local, um agente de segurança que pudesse impedir o saque. E aí, veio a parte da narrativa que me deixou feliz e até orgulhoso: os três eram egressos do colégio que eu dirigia.

Por certo, a postura daqueles três estudantes não foi fruto apenas do trabalho da escola; foi resultado de todo um arcabouço de educação por valores desenvolvido, primeiro, nas suas famílias e com o exemplo indispensável dos seus pais e familiares, somado às vivências sociais que moldaram a formação deles.

Este artigo poderia terminar aqui. A mensagem está dada e fornece subsídios vigorosos para diálogos entre pais e filhos.

Mas, vamos explorar um pouco mais a narrativa, até em função de fatos que acontecem no nosso país.

Vejam o que tem ocorrido em diversos estados do país: saques a supermercados e lojas, cometidos por pessoas da comunidade local, desenfreadas, saindo com mercadorias furtadas, algumas das quais com olhar de triunfo, de vantagem, de conquista!

É vergonhoso, também, ver pessoas saqueando cargas de caminhões acidentados nas estradas, como formigas sobre mel derramado; essas cenas correm o mundo e produzem uma imagem negativa do nosso país, imagens essas que nos acompanham como “sombras” quando estamos “lá fora” a trabalho ou a turismo.

E tantas outras situações vexaminosas que presenciamos ou temos notícia no dia a dia, de pessoas demonstrando falta de educação e civilidade no trânsito, nos condomínios, nos clubes, nas escolas, nos shoppings...

Será que para as pessoas não cometerem atos ilícitos é preciso sempre a presença de agentes de segurança ou policiais? E eu não estou falando de bandidos; estou me referindo a pessoas ditas do bem, pessoas comuns.

Muito a pensar e a agir. E a conversar com os filhos.

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Artigo editado e publicado no jornal “O Popular” de Goiânia em 21/02/17
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Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 

Contato: textocontextopretexto@uol.com.br


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quarta-feira, 6 de maio de 2020

MENSAGEM: AUTENTICIDADE COMO NORTE NA EDUCAÇÃO DOS FILHOS

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domingo, 3 de maio de 2020

BRINCADEIRAS DE MAU GOSTO


Queda, Escorregar E Cair, Perigo




























Roberto Gameiro

Neste tempo  de quarentena, aqui está um assunto que pode ser  interessante  para  conversar com os filhos e com os alunos.

Houve época em que as brincadeiras entre crianças e entre adolescentes se caracterizavam pelo lúdico, pelo mistério, surpresa e disputas saudáveis e agradáveis, pelo divertimento e entretenimento, pelos joguinhos etc.

As atividades em grupo eram desenvolvidas com respeito ao próximo, mesmo que de vez em quando houvesse um joelho raspado, uma queda, um encontrão. Bons tempos!

A sociedade muda constantemente em todos os segmentos que a compõem. Às vezes para melhor, às vezes para pior.

No campo dos relacionamentos entre crianças e entre adolescentes, uma marca da época em que vivemos é a supervalorização da “vida virtual” em detrimento da “vida real”.

Na “vida virtual”, os jovens são abastecidos diariamente com algumas opções de atividades e jogos que exploram exaustivamente a violência e o desrespeito ao ser humano com ações em que eles "matam" os inimigos ou adversários com a maior facilidade, própria da tecnologia utilizada naqueles aplicativos. Ali, a vida humana não vale nada. É desvalorizada. Ganham os que mais "matam". E muitos jovens se impregnam desse “poder” destruidor. Daí a partir para posturas e ações reprováveis na “vida real” é um passo. Torna-se um descompromisso com as consequências dos próprios atos. Ficam como que anestesiados em relação aos bons hábitos e aos relacionamentos saudáveis. E partem para o desrespeito aos próprios pais e, por tabela, aos professores que viram verdadeiras vítimas e reféns.

Claro que não são todos que assim se assumem e agem; ao contrário, são uma minoria. Felizmente. 

E esse mesmo mundo virtual que, especialmente com os jogos violentos, alicia e corrompe muitos jovens, periodicamente traz “novidades” em brincadeiras, as quais podem ser denominadas, no mínimo, de mau gosto, além de serem perigosas.

Essas brincadeiras têm, de tempos em tempos, estarrecido as pessoas sensatas, tal o nível de perigo em que colocam a vida das pessoas, inclusive e principalmente de crianças e adolescentes.

A mais recente é a “quebra crânio”, em que a “vítima” é derrubada de tal forma que corre grande risco de ter um traumatismo craniano, ou até de ir a óbito. Antes dessa, há alguns anos, apareceu a “brincadeira” “Charlie Charlie” que consistia na invocação de um espírito do mal, e, depois, o “Jogo do desmaio” feita através da interrupção intencional da oxigenação e da irrigação sanguínea do cérebro. Não descrevo aqui o modus operandi dessas “brincadeiras” para não ser mais um disseminador de práticas reprováveis.

Quem pode se considerar “vencedor” nessas “brincadeiras”? Com certeza, vencem aqueles que conseguem dizer “não” para elas; esses são os verdadeiros vitoriosos pois rechaçam esses absurdos praticados por seus conhecidos e optam por aqueles (muitos) que são construtivos, educativos e saudáveis.

Pelo que se tem lido nas mídias, essas “brincadeiras” são realizadas entre pessoas amigas, inclusive entre adultos.

Os jovens que têm amigos assim não precisam de inimigos.
  
Mas precisam muito da ajuda de seus pais e professores. Vamos dialogar a respeito deste assunto com nossos filhos e nossos alunos?

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