O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro
quinta-feira, 21 de maio de 2026
MENSAGEM - DANDO PASSOS PARA TRÁS
quinta-feira, 14 de maio de 2026
O COMPUTADOR CONSTRÓI CONHECIMENTOS?
Roberto Gameiro
Já tive oportunidade de, em alguns posts, comparar a memória do computador com a memória humana.
A memória RAM do computador pode ser comparada com a nossa memória de curto prazo; elas se dissipam, não permanecem. E o HD do computador pode ser comparado à nossa memória de longo prazo; elas permanecem; no computador, porque estão “salvas”; no nosso cérebro, porque se transformaram em “conhecimentos prévios”.
Por que salvamos um arquivo no computador? É porque o conteúdo dele nos interessa; porque é relevante; porque queremos tê-lo à nossa disposição para usos futuros ...
Por que transformamos determinados dados e ou informações em nossa memória como conhecimentos prévios? Pelos mesmos motivos acima ...
Essa estrutura conjugada do transitório com o permanente é referência tanto para o processamento de dados digitais quanto para a formação da cognição humana, possibilitando a priorização daquilo que é essencial, facilitando a resolução de situações-problema ao longo da vida.
Mas, você percebeu que quem comanda as decisões nos dois casos é o nosso cérebro? A nossa vontade?
Não estou me referindo à capacidade de armazenamento, até porque a nossa memória possui capacidade imensurável de armazenamento, enquanto um HD, mesmo os externos, tem limitação definida.
Estou me referindo à origem das decisões. Tanto a decisão de salvar um arquivo, quanto a mobilização da força mental para memorizar algo, dependem da vontade humana. É o nosso cérebro, a nossa intenção, que determina o que deve ser mantido e o que pode ir para o esquecimento, assegurando que nosso intelecto seja formado e mantido com sabedoria que enriqueça a nossa trajetória pessoal e profissional.
O cérebro é o nosso comandante; é ele que tem o dom de decidir, inspirado naquilo que nós gostamos e queremos.
Entretanto, se a memória humana tiver sido, com obstinação, abastecida com mentiras e falsidades, não se poderá esperar decisões saudáveis desse cérebro.
De qualquer forma, há que se admitir que no universo aqui analisado, quem constrói conhecimentos é o nosso cérebro, a nossa memória, moldados pelos conhecimentos prévios ali já existentes. O computador não constrói conhecimentos; ele é apenas depositário de arquivos escolhidos pela vontade humana, e os processa quando instado a fazê-lo.
O ser humano é o verdadeiro protagonista do conhecimento e dos saberes dele decorrentes.
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sexta-feira, 1 de maio de 2026
EDUCAÇÃO CONTRA O ÓDIO
Nelson Mandela (1918-2013) escreveu na sua autobiografia “Longo Caminho para a Liberdade”: "Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.".
Tenho pena de crianças que nascem e vivem em lares cujos pais são preconceituosos em relação a raça, ou cor da pele, ou religião, ou política partidária; o mesmo em relação a alguns de seus professores; o mesmo, também, em relação a seus grupos de convivência. O preconceito e a intolerância dificultam o diálogo necessário, substituindo-o por discursos de ódio, violência e desdém.
-conceituosos (1). No fim, dá tudo na mesma.
O preconceito aparece sutilmente (ou arrogantemente) nos momentos de convivência familiar, especialmente no café da manhã, no almoço, no jantar, ao ver programas na TV, especialmente novelas, jogos e reality shows, através dos comentários “daqueles” pais; enfim, não tem como a criança fugir dessas influências nefastas; e isso vai moldando o seu caráter e a sua personalidade. Sem contar que algumas das opções citadas não são recomendadas para crianças. Mas, lei, ora a lei (2).
O cérebro da criança vai acumulando conhecimentos prévios nulos de verdades e são esses dados, essas informações que virão à mente quando requisitados para enfrentar uma situação problema qualquer. Aí, cabe a expressão popular: “tais pais, tais filhos”.
-conceituosos.
René Descartes (1596-1650), filósofo francês, escreveu no seu “Meditações Metafísicas”, na “Meditação Primeira”:
“Há já algum tempo me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera grande quantidade de falsas opiniões como verdadeiras e que o que depois fundei sobre princípios tão mal assegurados só podia ser muito duvidoso e incerto, de forma que me era preciso empreender seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões que até então aceitara em minha crença e começar tudo de novo desde os fundamentos, se quisesse estabelecer algo firme e constante nas ciências.”.
Tudo a ver, não é mesmo?
Mas, não nos desesperemos.
O tipo de família destacada aqui não é maioria na população brasileira.
Ainda bem.
Nas minhas vivências de mais de quarenta anos na gestão de escolas particulares, eu tive o privilégio de conviver com todos os tipos de famílias, e posso afirmar, com convicção, que a maioria delas é constituída de pessoas entusiastas de uma
EDUCAÇÃO PARA O AFETO
A educação para o afeto é uma filosofia de vida em que os pais priorizam o vínculo afetivo em detrimento da autoridade arbitrária. Aqui não há preconceitos; há diálogos. Neste modelo, a criança cresce num ambiente em que a educação ocorre pelo exemplo e pela segurança. Ela respeita porque é respeitada, e ouve porque é ouvida. A família passa a ser, para a vida toda, um porto seguro saudável ao qual sempre se poderá voltar, mesmo que apenas para “recarregar as baterias”.
Sem preconceitos, nem arbitrariedades, não há permissividade, mas sim um forte alicerce no qual as correções, necessárias, são eficazes e duradouras. São vividas a alteridade, a perseverança, a resiliência e a autonomia. Tudo conduzido pelos pais com foco e propósitos claros, conhecidos e assumidos por todos.
Obviamente, os cérebros destas crianças estarão plenos de conhecimentos prévios salutares e com mentalidades limpas e bem formadas.
Resumindo, aqui também vale o dito popular “tais pais, tais filhos”.
REFERÊNCIAS
(1) Pauletto, Jair Antônio. Site “O Singular do Plural: pós-conceito.” Acessado em 17/04/2026. https://www.jairpauletto.com.br/visualizar.php?idt=4195570
(2) "A lei, ora a lei" é atribuída a Getúlio Vargas em contexto de desdém pelas normas.
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quinta-feira, 9 de abril de 2026
EMPREENDEDORISMO - SIM OU NÃO?
Roberto Gameiro
"Só você pode realizar seus sonhos. Portanto, seja protagonista dos seus sonhos; não seja simples coadjuvante da realização dos sonhos dos outros."
Essa frase, de minha autoria, propicia uma boa reflexão a respeito de “carreira profissional”.
Você, que tem trabalhado em grandes corporações e ou para terceiros, fazendo o que gosta de fazer, há um bom tempo, já parou para aquilatar o capital cognitivo, de experiência, de relacionamentos e de know-how (técnico, cultural e administrativo), que possui na sua área de atuação, e que poucos possuem?
O que escrevi no parágrafo anterior trouxe-lhe alguma ideia?
Se sim, saiba que uma ideia pode se transformar num ideal. Um ideal pode se transformar num projeto; um projeto terá metas de curto, médio e longo prazos.
Estou falando de empreendedorismo.
Numa sociedade consumista como a nossa, é normal haver pessoas que dedicam a aplicação do seu potencial cognitivo e seu tempo de vida profissional para promover, estimular e contribuir para o alcance de objetivos e metas de pequenas, médias e grandes organizações, deixando para segundo plano suas aspirações pessoais e seus próprios desejos.
Entretanto, em relação à ideia que decorre da interpretação da frase inicial, “empreendedorismo”, que pode ser tomada como o ponto mais alto da realização profissional, há que se ponderar que, para ser protagonista, não se exige necessariamente um CNPJ.
Há os que consideram que o capital cognitivo que possuem não é causa suficiente para se direcionar para um negócio próprio, mas um incentivo para consolidar uma carreira ascendente numa organização bem estruturada, acreditando que ter um CNPJ próprio é um risco desnecessário, diante das possibilidades decorrentes de êxitos já consistentes, seguros e estáveis.
Se por um lado a ideia pode se transformar em ideal, há que se levar em conta que a execução da retomada traz o empresário noviço para a dura realidade de ser o responsável por tudo na empresa enquanto ela não “deslancha”.
Por isso, há algumas perguntas que precisam ser respondidas positivamente antes de tomar a decisão final;
1- A decisão é imutável?
2- Você tem lastro financeiro para bancar as despesas familiares e as de implementação da empresa nos primeiros meses?
3- Você é resiliente e persistente o suficiente para enfrentar os “não”, que, no início, serão mais frequentes do que os “sim”?
Então, se você sente que seu capital cognitivo estendeu-se para além do limite do seu crachá e tem o fôlego necessário para enfrentar as intempéries do mercado, o empreendedorismo é o seu próximo passo.
Com ele, você terá o seu próprio plano de negócio, com objetivos e metas de curto, médio e longo prazos, definirá a abrangência e os limites da sua atuação, organizará o seu horário de trabalho, terá autonomia e independência para fazer o que entender produtivo e rentável, tomará as decisões estratégicas, não terá um teto para o lucro, e poderá desenvolver habilidades multidisciplinares como liderança e gestão de pessoas, capacidade de negociação e vendas, e, importante, resiliência e inteligência emocional para enfrentar incertezas.
Entretanto,
1- Teste o serviço/produto enquanto ainda mantém o vínculo CLT;
2- Não peça demissão para testar uma ideia. Use o seu tempo livre atual para criar um produto viável;
3- Sair da CLT com as portas abertas é um ativo valioso. O mundo corporativo é oscilante e sua reputação é seu patrimônio mais importante!
4- Cerque-se de quem entende do assunto e pode ajudá-lo consistentemente. Sugiro o SEBRAE: https://sebrae.com.br/sites/PortalSebrae
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sexta-feira, 3 de abril de 2026
OS JOVENS NUM MUNDO CIBERNÉTICO
Roberto Gameiro
Já há algum tempo, as crianças e os adolescentes estão ensinando tecnologia para os mais velhos; é fascinante a facilidade que eles têm no uso de smartphones, tablets, aplicativos e, agora, inteligência artificial.
Como que para justificar essas competências e habilidades, eu costumava brincar dizendo que hoje as crianças já nascem com um chip instalado no cérebro.
Mas, nunca me ocorreu refletir, de forma mais profunda, sobre as características intrínsecas desse “dispositivo”, além da rapidez de raciocínio e facilidade para a aprendizagem cibernética.
Mas, brincadeira à parte, descobri que não sou só eu que tenho essa percepção.
Há uma busca constante de explicação do porquê os jovens operam telas e algoritmos com tanta fluidez; e há uma espécie de consenso de que não se trata de uma capacidade biológica inata, mas sim o fato de eles já terem encontrado um mundo cibernético, um mundo mediado por dispositivos.
Desde a mais tenra idade, as crianças estão envolvidas com brinquedos tecnológicos; muitos desses dispositivos de diversão as tornam simples espectadoras das performances dos brinquedos que, praticamente “brincam sozinhos”. A criança não precisa “pensar”, “imaginar”, “manusear”, “construir” nada. O brinquedo é autossuficiente.
Essa postura passiva não traz desafios cognitivos e não estimula a criatividade e o espírito inventivo. O jovem vai crescendo e se tornando adulto acostumando-se de que sempre haverá um “aplicativo” que fará, com rapidez, eficiência e eficácia, tudo o que ele precisa; e a concentração e o aprendizado ficam para segundo plano, assim como a reflexão e a profundidade crítica.
Parte dos homens que estamos formando são vazios de intelecto e carentes de emoção; mas experts no uso da tecnologia, com uma destreza que fascina.
Por outro lado, não se pode negar a importância que a agilidade digital trouxe para a humanidade. Os dados, as informações, os conhecimentos, estão aí à disposição de todos. Escancarados. Mas, ao mesmo tempo, transformaram-se em produtos de uso superficial, descartáveis após o uso.
Em outras palavras, estamos supervalorizando a memória de curto prazo, em detrimento da de longo prazo. Percebe?
Nessa toada, de onde virão os futuros cientistas, pesquisadores, inventores, que tratam o conhecimento com a profundidade e a complexidade exigida em cada área?
Numa reflexão rasteira e intempestiva me ocorreu que o cérebro humano, que já é subutilizado, num futuro próximo não mais será depositário de dados, informações, conhecimentos e saberes latentes, mas um depósito catalogado de uma infinidade de “aplicativos” e dispositivos prontos para serem acessados de acordo com a necessidade em pauta.
Viraremos perfeitos robôs.
O que dá pra rir, dá pra chorar.
Mas, há esperança. Depende, especialmente, da família, da escola e da igreja. A família na educação, a escola na formação, e a igreja na conscientização.
Essas três instituições, que, embora com falhas inerentes, ainda têm crédito público em meio a tanta safadeza e corrupção que grassa em parte dos segmentos político, jurídico e legislativo, têm a missão de atuar em conjunto para promover a literacia digital, ou seja, capacitar as pessoas para que definam, busquem e alcancem seus objetivos, desenvolvam suas potencialidades cognitivas e de emoções, e, especialmente, participem com intensidade dos destinos das suas comunidades e da sociedade em geral.
Não haverá necessidade de afastar os jovens dos aparelhos, dos softs e dos aplicativos, mas de ensinar a usá-los de forma produtiva, criativa e consciente.
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sexta-feira, 6 de março de 2026
A COMPLEXIDADE DA MENTE - O DIRECIONAMENTO ÉTICO DO SABER
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
MENSAGEM - AINDA O PLEONASMO!
MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO
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sábado, 17 de janeiro de 2026
SER HUMANO: ENTRE A ESSÊNCIA E A FALSIFICAÇÃO
Roberto Gameiro
Nelson Rodrigues escreveu: “O ser humano é o único que se falsifica. Um tigre há de ser um tigre eternamente. Um leão há de preservar, até morrer, o seu nobilíssimo rugido. E assim o sapo nasce sapo e como tal envelhece e fenece. Nunca vi um marreco que virasse outra coisa. Mas o ser humano pode, sim, desumanizar-se. Ele se falsifica e, ao mesmo tempo, falsifica o mundo.”. (1)
O texto acima, abaixo referendado, foi publicado em Jornal, entre dezembro de 1967 e junho de 1968; e notem a atualidade do seu significado e contexto.
O título deste artigo nos remete a uma reflexão acerca do caminho que está tomando a humanidade neste momento histórico.
O ser humano foi criado com o dom do “livre-arbítrio”; com essa vantagem, diferentemente da fauna, o homem pode assumir mentiras e construir personagens sob as quais esconde a sua face verdadeira.
Dessa forma, o indivíduo abdica de sua autenticidade e se desumaniza, tornando-se uma falsificação de si mesmo, negando a sua natureza racional. A desumanização é consequência do somatório de pequenas falsificações que destroem o que temos de mais vital.
Essa desumanização é contagiosa em relação ao ambiente em que se convive; e a consequência disso é a falsificação do mundo, que deixa de ser real, tornando-se um organismo artificial, no qual as pessoas perdem a sua identidade e até a sua dignidade. Uma pessoa que não é verdadeira consigo mesma não enxerga com clareza o mundo que a cerca, e projeta sobre ele bases falsas que, cumulativas, podem trazer consequências danosas à humanidade.
Daí em diante, as pessoas, contagiadas, ficam feito “baratas tontas”, procurando suas identidades, sem saber se seus princípios e valores ainda são significativos ou não, o que é verdade ou não, e em que acreditar. Uma verdadeira crise de identidades.
Portanto, a liberdade humana, o dom do “livre-arbítrio, pode trazer consequências boas e ruins, pois somos os únicos que podem escolher o que ser, mas, igualmente, os únicos que podem trair essa escolha. Estamos expostos a riscos consideráveis de perder nossa própria identidade devido à influência de informações enganosas.
Que bom seria se, como a fauna, fossemos seres de “essência plena”, em que o ser e o agir coincidem de forma absoluta.
Ser de verdade é trabalhoso e exige coragem e determinação, mas é a única forma de impedir que nossa autenticidade se afogue no meio de tanta falsificação.
Mas há esperança. O mundo tem mais gente do bem do que do mal.
Façamos a nossa parte.
REFERÊNCIA
(1) RODRIGUES, Nelson, 1912-1980. O óbvio ululante: as primeiras confissões / de Nelson Rodrigues. Rio de janeiro: Agir, 2007.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026
PRA "MIM" FAZER
Roberto Gameiro
Dói nos ouvidos quando alguém diz, ou escreve, frases como “é pra ‘mim’ fazer” e correlatas.
Nessas situações, queiramos ou não, questionamos a própria competência do indivíduo para exercer o seu métier, por mais importante que seja.
O problema reside no uso do pronome oblíquo “mim” no lugar do pronome reto “eu”. O correto é dizer “pra eu fazer”, ou "para eu fazer". O “eu” é o sujeito da ação; e “mim” não é sujeito em lugar algum.
O "pra" é a contração da preposição "para"; dicionarizado.
Por outro lado, há uma tendência na língua falada de simplificar as estruturas, principalmente na linguagem informal entre amigos ou em família, e, dessa forma, confundem expressões como “isso é para mim”, estendendo a construção para “é pra mim fazer”; nesse contexto, o erro não impede ou dificulta a comunicação. Nem dói... rss.
Entretanto, em uma redação ou comunicação formal, numa prova, ou qualquer situação que exija a norma culta, o correto é “pra eu fazer” (ou "é para eu fazer"). Não custa repetir.
Mas, há outras situações em que a língua portuguesa é maltratada; não há como aceitar erros crassos de fala e escrita de alguns poucos como: “previlégio” no lugar de “privilégio”, “subsídio (subzídio)” no lugar de “subsídio (subssídio)”, “de encontro a” no lugar de “ao encontro de”, “esteje” no lugar de “esteja”, “análize” no lugar de “análise”, “mal” no lugar de “mau”, “a” no lugar de “há”, “perca” no lugar de “perda”, “comprimento” no lugar de “cumprimento” etc.
A coisa se complica ainda mais se entrarmos no mérito da comunicação através da Internet. E, aqui, nos socorre Marco Felipe na sua publicação em “Pensador”: “Assassinaram o Português”:
“(...) Muitas pessoas acham que por estarem na internet podem escrever de qualquer forma, escrever textos cheios de erros ortográficos e gramaticais, assassinando o nosso português com vícios de linguagem (menas, mendingo, prestenção, num sabe, iscrevi, min adiciona, axava, encinar, atrapaia, cem nosaum). “Xega né! Não mim juguem mau.” Na Internet nos deparamos com o Brasil verdadeiro, escrachado, onde lá encontramos todas as classes sociais, todas as raças, todas as cores, todas as crenças, todos os sons, todos os níveis, do semianalfabeto ao graduado, todo mundo num mundo só.” (1)
Para finalizar, leiam abaixo uma "pérola" que encontrei na Internet enquanto redigia este texto.
"Eu acreditei nele, mais mim enganei."
Pelo menos, acertou na vírgula!
O que dá pra rir, dá pra chorar!
REFERÊNCIA
(1) FELIPE, Marco. Assassinaram o Português. s/d, site “Pensador”, acessado em 12/12/2025. https://www.pensador.com/frase/MTk4MDI2OA/
sábado, 13 de dezembro de 2025
AS CRIANÇAS, A NARRATIVA E A IMAGINAÇÃO
sábado, 6 de dezembro de 2025
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