O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO - Para debates em família e na escola - Roberto Gameiro

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

PRA "MIM" FAZER


Roberto Gameiro


Dói nos ouvidos quando alguém diz, ou escreve, frases como “é pra ‘mim’ fazer” e correlatas.


Dói mais quando a ouvimos pronunciada por pessoas cujas profissões ou funções exigem  a  necessidade  do  uso  correto  da  norma-padrão da gramática da Língua Portuguesa. 


Nessas situações, queiramos ou não, questionamos a própria competência do indivíduo para exercer o seu métier, por mais importante que seja.


O problema reside no uso do pronome oblíquo “mim” no lugar do pronome reto “eu”. O correto é dizer “pra eu fazer”, ou "para eu fazer". O “eu” é o sujeito da ação; e “mim” não é sujeito em lugar algum. 


O "pra" é a contração da preposição "para"; dicionarizado.


Por outro lado, há uma tendência na língua falada de simplificar as estruturas, principalmente na linguagem informal entre amigos ou em família, e, dessa forma, confundem expressões como “isso é para mim”, estendendo a construção para “é pra mim fazer”; nesse contexto, o erro não impede ou dificulta a comunicação. Nem dói... rss.


Entretanto, em uma redação ou comunicação formal, numa prova, ou qualquer situação que exija a norma culta, o correto é “pra eu fazer” (ou "é para eu fazer"). Não custa repetir.


Mas, há outras situações em que a língua portuguesa é maltratada; não há como aceitar erros crassos de fala e escrita de alguns poucos como:  “previlégio” no lugar de “privilégio”, “subsídio (subzídio)” no lugar de “subsídio (subssídio)”, “de encontro a” no lugar de “ao encontro de”, “esteje” no lugar de “esteja”, “análize” no lugar de “análise”, “mal” no lugar de “mau”, “a” no lugar de “há”, “perca” no lugar de “perda”, “comprimento” no lugar de “cumprimento” etc.


A coisa se complica ainda mais se entrarmos no mérito da comunicação através da Internet. E, aqui, nos socorre Marco Felipe na sua publicação em “Pensador”: “Assassinaram o Português”:

 

“(...) Muitas pessoas acham que por estarem na internet podem escrever de qualquer forma, escrever textos cheios de erros ortográficos e gramaticais, assassinando o nosso português com vícios de linguagem (menas, mendingo, prestenção, num sabe, iscrevi, min adiciona, axava, encinar, atrapaia, cem nosaum). “Xega né! Não mim juguem mau.” Na Internet nos deparamos com o Brasil verdadeiro, escrachado, onde lá encontramos todas as classes sociais, todas as raças, todas as cores, todas as crenças, todos os sons, todos os níveis, do semianalfabeto ao graduado, todo mundo num mundo só.” (1)

Para finalizar, leiam abaixo uma "pérola" que encontrei na Internet enquanto redigia este texto.

"Eu acreditei nele, mais mim enganei."

Pelo menos, acertou na vírgula!

O que dá pra rir, dá pra chorar!


REFERÊNCIA

(1) FELIPE, Marco. Assassinaram o Português. s/d, site “Pensador”, acessado em 12/12/2025. https://www.pensador.com/frase/MTk4MDI2OA/


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:
                                      CLIQUE AQUI

























Share:

sábado, 27 de dezembro de 2025

MENSAGEM - TOMADA DE DECISÃO

                         MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                            SIGA-ME      COMPARTILHE! 

            LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
               
               TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
               TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Quando usamos um medicamento, preocupamo-nos com os possíveis efeitos colaterais que esse uso poderá nos trazer. Essa também é a preocupação do médico que nos receitou o remédio, em função da doença que nos acomete. O diálogo entre o médico e o paciente a respeito desses possíveis efeitos é fundamental para a tomada de decisão quanto ao uso ou não daquela droga. Geralmente, quando a doença é grave, os efeitos colaterais tornam-se mais “suportáveis” pelo paciente. Analogamente, nas organizações, estamos constantemente tomando decisões, algumas simples, outras complexas e outras muito complexas. Decisões mal tomadas podem trazer efeitos colaterais nocivos, especialmente se a empresa estiver na situação de “sobrevivência”.

 









































Share:

sábado, 20 de dezembro de 2025

ONDE ESTÁ A FILA PARA VER JESUS?


Roberto Gameiro


Circula pelas redes sociais um videoclipe com uma linda música “Onde está a fila para ver Jesus?” (Where’s the line to see Jesus?).


A autora, Becky Kelley, escreveu que há alguns anos, estando num shopping, na época de Natal, seu sobrinho viu crianças que faziam fila para ver Papai Noel, e perguntou-lhe onde estava a fila para ver Jesus, já que no Natal celebra-se o Seu nascimento.


Essa é uma daquelas perguntas desconcertantes que as crianças nos fazem às vezes e que nos levam a profundas reflexões acerca das nossas posturas.


Papai Noel é uma figura, uma personagem lendária, criada pelo homem, e retrata um bom velhinho que traz, no Natal, presentes para as crianças de bom comportamento. Faz parte do imaginário das crianças, e sua vinda é festejada no fim de cada ano, especialmente pelo comércio e pelas mídias. Apesar da intensa exploração comercial da figura, não deixa de ser uma mensagem de paz e amor num mundo tão carente de amorosidade. E as crianças se encantam com ele.


Entretanto, há que se considerar que à intensa valorização do Papai Noel, contrapõe-se um certo esquecimento do verdadeiro motivo da celebração do Natal: o nascimento de Jesus, filho de Deus, e que com Ele e o Espírito, constitui a Trindade Divina: Pai, Filho e Espírito Santo, um só Deus em três Pessoas.


Deus criou o homem. O homem criou o Papai Noel. Apesar de esdrúxula a comparação, devido à distância valorativa que separa as duas afirmações, neste contexto, ela nos serve para auxiliar na reflexão.


É como se fôssemos ao aniversário de alguém e valorizássemos mais quem trouxe os presentes, do que o próprio aniversariante…


E mais; revela também, e reforça, a percepção do distanciamento que as pessoas estão tendo da espiritualidade, motor da fé que justifica e anima nossas vidas.


Miremo-nos nos exemplos de Zaqueu, que arriscou tudo para ver o Cristo, e nos três Reis Magos que vieram de longe para visitar Jesus.


Lembremo-nos, também, que o Papai Noel só aparece no Natal. Jesus está conosco sempre; ontem, hoje e sempre. Nas nossas mentes e nos nossos corações. 


Nada contra o Papai Noel, mas… onde está a fila para ver Jesus?



 

(Leia também)  (Siga-me)  (Compartilhe!)


Artigo publicado no jornal “O Popular” de Goiânia e neste blogue no dia 25/12/2016.

SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros  posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 


Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:
                                      CLIQUE AQUI


































Share:

sábado, 13 de dezembro de 2025

AS CRIANÇAS, A NARRATIVA E A IMAGINAÇÃO



Roberto Gameiro


É de Cecília Meireles (1901-1964) a frase: “Quando eu ainda não sabia ler, brincava com livros e imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo”.


Todos sabemos como as crianças adoram ouvir histórias. Qual de nós não se lembra do quão prazeroso era escutar as histórias de vida contadas pelos mais velhos, e como a nossa imaginação navegava, emocionada, por possibilidades ora de mistério, ora de alegria, ou de tristeza, ou de esperança...


O período de vida que vai até os seis anos de idade é o que apresenta as maiores e melhores oportunidades para a aquisição das competências humanas; nele, os cérebros das crianças são como verdadeiras esponjas que absorvem com facilidade e retêm as informações que recebem. 


Muito apropriadamente, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda aos médicos que orientem as famílias a ler em voz alta diariamente para os pequenos, pois isso resulta no fortalecimento do vínculo familiar e da capacidade de aprendizado, com reflexos positivos até a vida adulta. 


E, ainda, que a escolha da hora de dormir é importante pois a leitura proporciona para a criança um adormecimento tranquilo (sem TV, tablet, celular ou computador), com a presença dos pais ao lado, num momento em que ela tem que se desligar do dia e entrar no mundo dos sonhos e fantasias.


Também a Academia Americana de Pediatria preconiza, há muito tempo, a importância da leitura em casa durante a infância, acrescentando que esse hábito pode aprimorar as habilidades da linguagem e ajudar no desenvolvimento da alfabetização.


Um estudo do Hospital Infantil de Cincinnati, localizado em Ohio nos Estados Unidos, e publicado em agosto de 2015 na revista “Pediatrics”, foi um passo largo para os estudos mais aprofundados que vieram depois.  


O estudo foi realizado com 19 crianças de 3 a 5 anos de idade usando imagens de ressonância magnética enquanto ouviam uma mulher lendo histórias, e demonstrou que em ambientes de leitura em casa, elas tinham maior atividade nas partes do cérebro que ajudam na compreensão narrativa e na imaginação visual.


Compreensão narrativa e imaginação visual... Vejam o cacife de ganhos para a formação da linguagem na criança. Enquanto ouve as histórias, ela, ao compreender a narrativa, “viaja”, através dos personagens, e dos cenários que cria na sua imaginação... Quanta riqueza na construção de novos conhecimentos nas memórias dos pequeninos!


Na área específica da Educação, vejamos o que consta da BNCC (Base Nacional Comum Curricular) a respeito: “Na Educação Infantil, é importante promover experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, potencializando sua participação na cultura oral, pois é na escuta de histórias, na participação em conversas, nas descrições, nas narrativas elaboradas individualmente ou em grupo e nas implicações com as múltiplas linguagens que a criança se constitui ativamente como sujeito singular e pertencente a um grupo social.”


Não por menos, a palavra “histórias” aparece na BNCC exatas 79 vezes, ora como “objetivo de aprendizagem”, ora como “habilidade”. 


A criança que agora “ouve histórias”, daqui a pouco, estará “contando histórias”. A educadora Rosa Costa escreve no seu artigo “A importância e o desafio da contação de histórias no desenvolvimento infantil: o conto e o reconto”, que “A contação de história no desenvolvimento escolar e cognitivo favorece, aguça e ativa o conhecimento da criança por meio do imaginário, do criar e recriar, do conte outra vez. Faz a criança apropriar-se de um mundo mágico, com grandes possibilidades de viagem pelo mundo do encantamento, proporciona abertura de portas, permitindo um desenvolvimento linguístico a partir do enriquecimento do seu vocabulário, além de todo um contexto que envolve a reprodução da literatura ou contação de história vivenciada."(https://www.construirnoticias.com.br/a-importancia-e-o-desafio-da-contacao-de-historias-no-desenvolvimento-infantil-o-conto-e-o-reconto/   
   

Ressalte-se, também, que ao ouvir histórias, a criança aprimora a competência do “saber ouvir os outros”, capacidade que perpassa os campos do cognitivo e do emocional, partes integrantes e inter-relacionadas do processo de aprendizagem. E aqui, vale enfatizar, no campo das emoções, as cinco habilidades socioemocionais preconizadas por Daniel Goleman: autoconsciência, autorregulação, automotivação, empatia e habilidades sociais, estas envolvidas na capacidade de interação social. Tudo a ver com a contação de histórias, não é?


Publicado originalmente em 30/08/2020.


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO,  veja  outros   posts  de Roberto Gameiro em:  http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. 



Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:
                                      CLIQUE AQUI




















































Share:

sábado, 6 de dezembro de 2025

MENSAGEM - TEXTOS E VÍDEOS DAS REDES SOCIAIS - COMPARTILHAR, OU NÃO?

                          MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                            SIGA-ME      COMPARTILHE! 

            LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
               
               TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
               TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Através das redes sociais, recebemos, diariamente, muitas mensagens de textos e vídeos. Muitas delas não merecem compartilhamentos por não acrescentarem nada que possa agregar algum valor aos nossos conhecimentos e, por tabela, aos nossos saberes e aos dos outros. Isso deveria ser o estímulo que nos impeliria a questionar qualquer post que chega até nós. É verdade? Há evidências comprobatórias? Será útil para os meus amigos? Vai ajudar no dia a dia?  Vai auxiliar na educação das crianças e dos adolescentes? Vale a pena compartilhar? São algumas das perguntas que devemos nos fazer antes de compartilhar qualquer coisa. Por outro lado, há vídeos e textos maravilhosos que recebemos, cujas mensagens nos fazem muito bem.
























































 

Share:

sábado, 29 de novembro de 2025

OPORTUNIDADES E INOPORTUNIDADES



Roberto Gameiro


No evento promovido pela escola, num sábado pela manhã, para os professores, depois de noventa minutos de oratória, o palestrante comenta que o tempo já se esgotou, mas faz a pergunta final: alguém tem mais alguma pergunta ou colaboração?


Todos, cansados, já estavam se arrumando para sair, mas acontece novamente. Ele, e sempre ele, que estava sentadinho caladinho lá no fundo o tempo todo, levanta o braço. Os colegas olham uns para os outros como que dizendo: de novo?!


Aí, ele faz uma pergunta que procura desmontar muitos dos argumentos usados pelo palestrante, ou para cuja resposta seria necessária uma dissertação de mestrado...


Claro que ele está exercendo um direito que lhe é devido. Afinal, o palestrante fez a pergunta e deu-lhe a deixa para a sua oportunidade (ou inoportunidade) de participação “aos 46 minutos do segundo tempo”.


Você já viu esse “filme”?


Eu já. E muitas vezes. E não só em reuniões de escola.

 

Nessas ocasiões, apesar do descontentamento, há, geralmente, uma postura de compreensão e discrição da parte dos colegas, que “desculpam” a “falha” do outro, evitando constrangimentos.

 

Mas haja compreensão e discrição!


Há, também, num ambiente coletivo, os que veem apenas a “parte vazia do copo”. São os eternos pessimistas que ou não concordam, ou se omitem, em relação aos novos projetos, iniciativas e empreendimentos; se dão certo, calam-se; se dão errado, dizem: eu não disse? Têm poucas vitorias próprias. Suas vitórias constituem-se dos insucessos alheios. Claro, também, que há que se desconfiar dos que veem apenas a “parte cheia do copo”. Otimismo demais é perigoso!


Na vida, encontramos (também) muitas pessoas que tendo uma situação econômica e financeira privilegiada procuram mostrar uma imagem de benevolentes, assistencialistas, gente do bem, que aparecem constantemente nas mídias. Muitos valorizam o supérfluo, o superficial, o material, o que têm. E não se preocupam com o principal, que é a honestidade, a justiça e a verdade.  Quantos desses temos conhecido ultimamente no nosso país. Que decepção sentimos em relação a cada um deles ou delas, por termos neles acreditado.


“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais os preceitos mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar sem deixar o restante. Guias cegos! Filtrais um mosquito e engolis um camelo.” (Mateus, 23, 23-24)


Entretanto, personagens como os aqui retratados, não são maioria na nossa sociedade, embora “façam muito barulho”. Eu mesmo já encontrei alguns deles na minha carreira de diretor de escola particular. Mas, com uma gestão humanizada, participativa e baseada em valores, eles pouco conseguiam influenciar negativamente o desempenho e a performance do coletivo escolar, fossem eles professores, gestores ou pais.


Como é bom saber que no mundo há mais gente do bem do que do mal; mais gente respeitosa e solidária do que não. As pessoas que já conheci e com quem trabalhei e trabalho, na sua maioria, são honestas, verdadeiras, sinceras e procuram ser justas e coerentes nas suas posturas e ações. Mas não basta parecer justa; é preciso ser justa. Entre “parecer” e “ser” há uma grande distância. 


Vamos, então, respeitar o espaço e o tempo dos outros, valorizar as iniciativas deles e, sempre que possível, apoiá-las; vamos ser verdadeiros na nossa práxis e, especialmente, ser exemplo para nossa família, com doçura e firmeza, mormente na educação dos nossos filhos.


Mas, por outro lado, não deixemos de oportuna e inoportunamente levar a Boa Nova do Evangelho a todos com quem convivemos ou nos relacionamos, como pede o texto bíblico. 


Publicado originalmente neste blogue em 30/08/20.


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe)

SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQUI
































Share:

sábado, 22 de novembro de 2025

MENSAGEM - A IMPORTÂNCIA DA CAPACITAÇÃO E DO TREINAMENTO

                        MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                            SIGA-ME      COMPARTILHE! 

            LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
               
               TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
               TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Quando o trem parava, ele batia com um martelo em todas as rodas da composição. Ele sabia do valor do seu trabalho porque o trem só saía depois que ele tivesse batido em todas as rodas. E se sentia “importante”. Assim foi durante 35 anos. Um dia antes de se aposentar, o novo funcionário, o que ia substituí-lo, e passara o dia com ele para aprender o ofício, quis saber o porquê de se bater nas rodas, o que o deixou chateado, mas respondeu-lhe: ora, eu trabalhei esse tempo todo sem saber, e você logo no primeiro dia já quer saber?  Esse relato nos remete ao questionamento sobre a importância da capacitação e do treinamento para o exercício de uma atividade laborativa. 


 

Share:

sábado, 15 de novembro de 2025

A INVERSÃO DE VALORES NA SOCIEDADE



Roberto Gameiro

A sociedade moderna vive uma inversão de valores que merece uma profunda reflexão no sentido da busca de alternativas que levem à recomposição da qualidade das relações humanas e da moral e da ética nas nossas existências.


Há que se reumanizar as relações, priorizando o amor às pessoas em detrimento do amor às coisas. 
As coisas existem para servir ao homem, e este para amar o seu semelhante. Quando o amor e o afeto mútuo, como fontes genuínas de sentido, são priorizados nas relações, a vida pode se tornar plena de felicidade e de realizações.


Quando ocorre o contrário, ou seja, a busca e a posse de bens materiais como objetivo principal da vida, o indivíduo se torna vazio e infeliz, pois se as coisas são o que importa, os outros são usados como meios para obter essas coisas, sendo reduzidos a fontes úteis de benefícios; e, pior; quando a pessoa deixa de ser útil, ela é descartada. Este é, infelizmente, um diagnóstico de parte da nossa civilização. 


Cada pessoa tem o seu valor intrínseco, que é insubstituível, e deve ser valorizado e respeitado. Há que se cultivar a empatia, o cuidado e a gentileza nos relacionamentos, para tornar a vida mais leve e alegre. 


Lembrando, como profetizou José Datrino (1917-1996), pregador urbano brasileiro, “gentileza gera gentileza.”. Trata-se de uma postura extremamente contagiante que influencia, como ato de bondade, todos ao redor.


Já a tecnologia, o dinheiro, carros e quaisquer outros recursos materiais, devem ser vistos como ferramentas facilitadoras das vivências das pessoas, favorecendo o conforto, a locomoção, as aproximações, a ajuda ao próximo, e até mesmo para expressar a amorosidade. São meros instrumentos que não podem ser o centro das nossas prioridades, pois seu valor é efêmero.


A vida terá um verdadeiro significado quando a prioridade for o ser e não o ter; o amor às pessoas, ao invés do saldo bancário.

(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQUI



























Share:

sábado, 8 de novembro de 2025

MENSAGEM - GESTOS E EXPRESSÕES DA PRIMEIRA INFÂNCIA

                           MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                            SIGA-ME      COMPARTILHE! 

            LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
               
               TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
               TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

A corrida para os abraços na chegada, a alegria do reencontro diário, o afago, a confiança, os olhares cúmplices, a expectativa das novas possibilidades. Todos os sons, todas as fragrâncias, todas as cores, todas as texturas, tudo junto e misturado, formam um lindo concerto de formas e atitudes que emolduram os relacionamentos dos pequeninos. Isso tudo sob a batuta de um ser humano especial, a professora, que rege a sua pequena “orquestra” harmonizando, num só ambiente, diferentes emoções, personalidades e anseios. Assim, é o dia a dia de uma turminha de Educação Infantil em qualquer escola. São gestos e expressões da primeira infância, momento precioso para o desenvolvimento humano, ocasião em que a estrutura do cérebro se constitui e forma o arcabouço sobre o qual repousarão todas as possibilidades de aprendizagens cognitivas e emocionais advindas das experiências da vida.





























Share:

sábado, 1 de novembro de 2025

VIVER ALÉM DA INSIGNIFICÂNCIA

              IMAGEM SEM DIREITOS DE AUTOR, ENCONTRADA NO SITE PIXABAY


Roberto Gameiro

Encontrei o texto abaixo, de autor desconhecido (1), na Internet, sob o título “Carta aberta para mim”.


“Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou; não suporto falsidade e mentira; a verdade pode machucar, mas é sempre mais digna. Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida e viver com intensidade. Perder com classe e vencer com ousadia, pois a vida é muito para ser insignificante. Eu não desisto dos meus sonhos. O mundo está nas mãos daqueles que têm coragem de sonhar e correr o risco de viver seus sonhos.”


Após ler essa mensagem, interessei-me em explorá-la um pouco, pois seu conteúdo tem muito a ver com o meu blogue: “O texto no contexto como pretexto.” (2)


De pronto, na primeira frase (Cada um tem de mim exatamente o que cativou, e cada um é responsável pelo que cativou), encontrei uma interessante relação com o diálogo do principezinho de “O Pequeno Príncipe” com a raposa a respeito do termo “cativar”. Acredito que você também teve essa percepção! Esse diálogo está no meu artigo “O valor de uma amizade”, que pode ser acessado logo abaixo em (Leia também).

 
Pois é; no diálogo com a Raposa em “O Pequeno Príncipe”, "cativar" é explicado como criar laços, tornar-se necessário um para o outro, e sair da superficialidade para uma relação única e especial.


O "cativar" não é um ato unilateral, mas um compromisso de mão dupla.
 

Essa frase inicial resume o sentido e situa a motivação do autor.  Por outro lado, ao afirmar que “a vida é muito para ser insignificante”, demarca o contexto contra o que é raso e, consequentemente, não significante, estabelecendo a verdade como inegociável e instituindo a honestidade como condição primeira para uma vida voltada para o bem.


É um convite para que tenhamos a coragem de sonhar e correr os riscos de viver nossos sonhos, assumindo o protagonismo existencial, em contraponto aos que se contentam em ser coadjuvantes dos sonhos dos outros.


 “Vencer com ousadia” significa, então, fazer mais do que se espera. Essa atitude de correr riscos faz com que uma história seja memorável e valha a pena ser contada e celebrada. 


Um texto num contexto como pretexto para a autenticidade.


REFERÊNCIA

(1) A autoria do texto tem sido eventualmente atribuída a Charles Chaplin e a Augusto Branco.
(2)  Gameiro, Roberto. O texto no contexto como pretexto, blogue, encontrado aqui


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQUI


 

Share:

sábado, 25 de outubro de 2025

MENSAGEM - DIÁLOGOS FRUTÍFEROS E INFRUTÍFEROS

                          MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                            SIGA-ME      COMPARTILHE! 

            LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
               
               TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
               TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Vivemos nos construindo e nos reconstruindo. Como seres humanos, procuramos construir conhecimentos por meio das informações que recebemos constantemente nas nossas vivências com as outras pessoas, seja pessoalmente, ou através das diversas mídias que nos cercam por todos os lados; as boas e as más. Nesse sentido, o diálogo, para ser frutífero, deve ser precedido por uma postura de abertura para ele. É um “saber ouvir” e saber quando falar, respeitando o tempo do outro. É o encontro da fala com a escuta, ou como escreveu Rubem Alves: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de 'escutatória'. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir.”. E acrescentou que: "Deus é isto: a beleza que se ouve no silêncio.". 



Share:

sexta-feira, 17 de outubro de 2025

AS MARAVILHAS QUE SOMOS E QUE POSSUÍMOS



Roberto Gameiro


Um grande amigo de Olavo Bilac lhe pediu, numa ocasião, que fizesse uma descrição do sítio que possuía para o anúncio de venda pois acreditava que se ele descrevesse a propriedade seria fácil vendê-la. Bilac, que conhecia bem o sítio e o amigo, atendeu ao pedido e redigiu: "Vende-se encantadora propriedade onde cantam os pássaros, ao amanhecer, no extenso arvoredo. É cortada por cristalinas e refrescantes águas de um ribeirão. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranquila das tardes, na varanda.". 


Algum tempo depois, os dois se encontraram e Bilac perguntou se tinha vendido o sítio, ao que o amigo respondeu que depois da descrição que ele havia feito da propriedade, percebeu a maravilha que possuía e resolveu não mais vendê-la.


Essa historieta me fez refletir sobre como o amigo de Bilac estava fazendo mau uso da linda propriedade que tinha, não percebendo o quanto poderia usufruir de tudo aquilo. Foi preciso alguém “de fora” para fazer aflorar nele a percepção da maravilha que possuía; e a me perguntar: será que o poeta fez o texto com esse propósito? Se sim, mostrou-se realmente um grande amigo.

 

Desejar o que ainda não se tem e lamentar aquilo que já não se tem são outras características comuns dos seres humanos.

 

Ela também me fez pensar sobre como o mote que nos é trazido por esse contexto pode ser pretexto para nos ajudar no processo de educação dos nossos filhos enquanto são crianças e adolescentes. Embora não tenham ainda todos os processos cerebrais amadurecidos, trata-se do momento da vida em que o testemunho e o exemplo dos pais mais ficam guardados na memória deles. Cada um de nós tem registros de fatos ocorridos quando tínhamos aquelas faixas etárias, que nos vêm à mente até com uma certa constância; os bons e os não tão bons.


Saber dar valor e fazer bom uso do que se é e do que se tem através do cultivo da autoestima, da perseverança, da resiliência e da espiritualidade, são elementos indispensáveis nos nossos diálogos com os filhos para que possam crescer não apenas em estatura, mas, também, em sabedoria; esta, com o sentido de prudência, moderação, temperança, sensatez e, especialmente, reflexão.


Assim, talvez, ao longo da vida, eles terão menos motivos para lamentar o que eventualmente perderam, já não tenham ou já não sejam, num ciclo virtuoso de autovalorização e de percepção de que na vida passamos por inúmeros estágios de acertos e erros, de ganhos e perdas, de sucessos e fracassos, procurando, porém, não nos afastar do que nos move sempre para a frente: os sonhos, a esperança e, especialmente, a crença em Deus.


Cora Coralina escreveu: “A verdadeira coragem é ir atrás dos seus sonhos mesmo quando todos dizem que é impossível.”.


Conheça a sua realidade, usando a razão e a emoção, e valorize o que você tem; não apenas bens materiais, mas também as pessoas que você ama, os seus familiares e amigos, seu emprego ou sua atividade laborativa, os seus conhecimentos, competências e habilidades, a sua saúde e a sua espiritualidade. Tudo isso somado constitui a verdadeira riqueza que uma pessoa pode possuir.


“O que você tem, todo mundo pode ter, mas o que você é ... ninguém pode ser.”. Esta frase é atribuída a Costanza Pascolato e, também, a Clarice Lispector. Independentemente de quem a formulou, ela nos traz a mensagem de que nós somos seres únicos criados à semelhança do Criador para, com as nossas qualidades e as nossas limitações, colocarmo-nos a serviço do próximo, fazendo bom uso do que temos e, especialmente, do que somos. 


Vamos, portanto, nos colocar a serviço como verdadeiros Discípulos  Missionários  de Jesus Cristo, disseminando a Boa-Nova no tempo oportuno e inoportuno, como nos ensina o texto Bíblico.


Publicado originalmente em 16/08/2020


(Leia também) (Siga-me) (Compartilhe!)


SE VOCÊ GOSTOU DESTE ARTIGO, veja outros posts de Roberto Gameiro em: http://www.textocontextopretexto.com.br.

Roberto Gameiro é Mestre em Administração com ênfase em gestão estratégica de organizações, marketing e competitividade; habilitado em Pedagogia (Administração e Supervisão); licenciado em Letras; pós-graduado (lato sensu) em Avaliação Educacional  e em Design Instrucional. Contato: textocontextopretexto@uol.com.br

Conheça o PORTFÓLIO de Roberto Gameiro:

PORTFÓLIO DE ROBERTO GAMEIRO -  CLIQUE AQUI


























 

Share:

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

MENSAGEM - EDUCAÇÃO OU DESEDUCAÇÃO?

                          MENSAGEM DE ROBERTO GAMEIRO

                            SIGA-ME      COMPARTILHE! 

            LEIA TB O ARTIGO COMPLETO: CLIQUE AQUI
               
               TEXTO PARA VERSÕES EM OUTRAS LÍNGUAS 
               TEXT FOR VERSIONS IN OTHER LANGUAGES

Algumas vezes, nas escolas, nos defrontamos com meninos e meninas indisciplinados, desrespeitosos com os professores, agressivos com os colegas, descumpridores das normas e regras, e, ao chamarmos e conversarmos com o pai ou a mãe, constatamos que os jovens são verdadeiras vítimas da deseducação que recebem dos pais. Esses casos não são tão raros quanto se possa imaginar (nas famílias e nas escolas). Além do exemplo de conduta, cabe aos pais conversar sempre com seus filhos acerca das (boas) posturas que devem ter individualmente e na coletividade. Mas não nos enganemos; há vários desses por aí. Que o digam os professores, coordenadores e seus assistentes e diretores de escolas públicas e privadas. Entretanto, felizmente, a maioria dos pais, além de ser muito cuidadosa com a formação em valores, é parceira da escola e não é conivente com malfeitos praticados pelos filhos; nem na escola, nem fora dela. 

 

Share:
Powered By Blogger

TRADUZA - TRANSLATE

PESQUISE NESTE BLOGUE (digite)

ADQUIRA O MEU LIVRO DIGITAL NA AMAZON

ADQUIRA O MEU LIVRO DIGITAL NA AMAZON
O TEXTO NO CONTEXTO COMO PRETEXTO: PARA LEITURA E DEBATE EM FAMÍLIA - COM OS FILHOS

CÓPIA, REPRODUÇÃO, CITAÇÃO E COMPARTILHAMENTO

Autorizadas, desde que com a inclusão dos nomes do blogue e do autor.

Busca na Wikipedia. Digite o assunto.

Resultados da pesquisa